Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2)
CID-10: E11 (não insulinodependente)
CID-10: E10 (insulinodependente)
Outros temas:
Introdução
A diabetes mellitus tipo 2 constitui uma "doença metabólica caracterizada por hiperglicemia persistente decorrente de resistência à ação da insulina" associada à deficiência relativa de secreção pancreática. [8] [9]
Representa aproximadamente 90% dos casos de diabetes, evoluindo progressivamente com deterioração gradual da função das células beta pancreáticas. [8] [9]
O tratamento do DM2 vem evoluindo a partir de uma visão exclusivamente focada no controle da glicemia para uma abordagem mais ampla, que envolve o grau de adiposidade e a prevenção de complicações cardiovasculares e renais. A perspectiva atual entende o DM2 como parte de um processo progressivo de dano tecidual, impulsionado primariamente pela adiposidade disfuncional e inflamatória e pela gordura ectópica. [8] [9]
Surgiu, nesse contexto, o conceito de síndrome cardiorrenal metabólica (cardio kidney metabolic syndrome, CKM, ou SCRM), que amplia a visão de simples manejo da hiperglicemia para uma proposta de tratamento que inclui o controle do excesso de adiposidade e a prevenção das complicações cardiorrenais. [8] [9]
Algumas definições importantes que as diretrizes da SBD usam: [8]
AD1: Fármacos com comprovado benefício cardiorrenal:
Inibidores do SGLT2 (empagliflozina, dapagliflozina, canagliflozina)
Agonistas do Receptor do GLP-1 (semaglutida, liraglutida e dulaglutida)
Agonista dual do Receptor do GLP-1/GIP (tirzepatida)
AD: Fármacos redutores de glicemia com segurança cardiovascular comprovada:
Sulfonilureias (gliclazida e glimepirida)
Tiazolidinediona (pioglitazona)
Inibidores da DPP-4 (sitagliptina, linagliptina, alogliptina, saxagliptina)
TBI: Terapia baseada em insulina:
Insulina basal
Insulina prandial
Coformulação de insulina basal/GLP-1
Rastreamento

Rastreamento em Adultos Assintomáticos deve ser iniciado: [9]
A partir dos 35 anos de idade, de forma universal; OU
Em qualquer idade, em pessoas com sobrepeso ou obesidade associada a pelo menos um dos seguintes fatores de risco:
Hipertensão arterial
Dislipidemia
Tabagismo
História familiar de DM2 em parente de primeiro grau
Sedentarismo
Síndrome dos ovários policísticos
Acantose nigricans
Doença hepática gordurosa metabólica
OU classificação de alta probabilidade de DM2 por escore de risco (FINDRISC alto ou muito alto)
Ver o questionário FINDRISC em “Escores” no GPMED
Outras indicações:
Pré-diabetes em exame prévio
Diabetes gestacional prévio ou recém-nato grande para idade gestacional
Diagnóstico
Critérios em Pacientes Assintomáticos: [9]
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL.
Glicemia 2h após sobrecarga com 75g de glicose ≥ 200 mg/dL.
Glicemia 1h após sobrecarga com 75g de glicose ≥ 209 mg/dL
HbA1c ≥ 6,5%.
Confirmação do diagnóstico:
O diagnóstico deve ser confirmado com:
2 medidas alteradas do mesmo teste em dias diferentes, OU
2 testes diferentes alterados na mesma amostra
Critérios com Sintomas Inequívocos de Hiperglicemia: [9]
Glicemia plasmática aleatória ≥ 200 mg/dL, na presença de sintomas.
Sintomas inequívocos:
Poliúria
Polidipsia
Polifagia
Emagrecimento inexplicado
Risco Cardiorrenal (RCR) e IMC
É recomendado que todos os adultos com DM2 recém-diagnosticados sejam avaliados quanto ao Risco Cardiorrenal (RCR), ao índice de massa corporal (IMC), à HbA1c e à função renal (relação albumina/creatinina, RAC, e taxa de filtração glomerular, TFG), para definir a estratégia de uso dos agentes farmacológicos antidiabéticos. [9]

Avaliação da obesidade
A avaliação da obesidade é fundamental porque o excesso de adiposidade, sobretudo visceral, constitui um defeito central na fisiopatologia do DM2, contribuindo diretamente para resistência insulínica e disfunção da célula beta, além de agravar a progressão para complicações macrovasculares e microvasculares, e é essencial na recomendação para AR GLP-1 e AR GLP-1/GIP.
Tanto o IMC como a circunferência abdominal e a relação cintura-estatura permitem identificar fenótipos de risco, orientar metas de perda ponderal (habitualmente 5 a 10% para benefícios metabólicos e mais de 10 a 15% para efeitos modificadores de doença) e direcionar a escolha terapêutica para agentes com potencial de redução de peso e proteção cardiorrenal. [1]
Metas de Controle

Considerar alvos glicêmicos menos rígidos: [7]
Em pessoas com menor expectativa de vida,
Com comorbidades limitantes, especialmente:
neoplasia avançada
doença cardiovascular
nefropatia diabética avançada
Com risco de hipoglicemia grave ou não percebida
Com função cognitiva comprometida
Com capacidade funcional comprometida
Estratégia de Tratamento

Estratégia de Tratamento no SUS


Orientações Não Medicamentosas
Abordagens não farmacológicas são recomendadas em todas as categorias de risco, durante todo o tratamento do DM2, para melhora do controle glicêmico, metabólico, redução do peso e do risco de progressão do DM2. As principais medidas são:
Atividade física: estímulo à atividade física combinada (aeróbica e resistida), por pelo menos 150 minutos semanais [3]
Orientação alimentar: promover o consumo de frutas, verduras e legumes; evitar alimentos ricos em gordura saturada e trans [3]
Tempo sentado: a redução do tempo total sentado por dia é recomendada; maior tempo sentado associa-se a risco aumentado de doença cardiovascular e de DM2, mesmo após ajuste para nível de atividade física [1]
Sono: a melhora da duração e qualidade do sono compõe as medidas não farmacológicas recomendadas; tanto a curta quanto a longa duração de sono associam-se de forma independente a maior risco de doença cardiovascular e morte em pessoas com DM2 [1]
Tabagismo: a cessação do tabagismo deve ser ativamente estimulada; fumantes ativos com diabetes têm risco aumentado de mortalidade por todas as causas e de mortalidade cardiovascular em comparação a quem nunca fumou [1]
Controle do estresse: estratégias baseadas em mindfulness e aceitação podem reduzir o distress relacionado ao diabetes e a HbA1c [1]
Orientações sobre atividade física:
Mínimo de 150 minutos de atividade física aeróbia de moderada intensidade
Mínimo de 7% de redução ponderal, seguido de manutenção do peso perdido.
Prática de exercícios combinados, resistidos e aeróbicos: pelo menos um ciclo de 10 a 15 repetições de cinco ou mais exercícios, duas a três sessões por semana, em dias não consecutivos e, no mínimo, 150 minutos semanais de caminhada moderada ou de alta intensidade, sem permanecer mais do que dois dias consecutivos sem atividade.
Pessoas com DM2, especialmente as idosos, devem praticar treinos de equilíbrio e flexibilidade com o objetivo de redução de quedas.
Comparação Entre Antidiabéticos

Combinação Entre Antidiabéticos

Biguanidas (Metformina)
Metformina (Glifage®) comp. 500mg ou 850mg ou 1.000mg
Dose: 500 a 2.550 mg/dia (adultos) e 500 a 2.000 mg/dia (crianças).
Frequência: 2 a 3 vezes ao dia.
Metformina XR (Glifage XR®) comp. 500mg ou 750mg ou 850mg ou 1.000mg
Dose: 500 a 2.550 mg/dia (adultos) e 500 a 2.000 mg/dia (crianças).
Frequência: 1 a 3 vezes ao dia.
AÇÕES
Aumenta a sensibilidade de insulina no fígado reduzindo a produção hepática de glicose.
Aumenta a captação muscular de glicose.
VANTAGENS:
Alta eficácia: Reduz a glicemia de jejum em 60-70 mg/dl e a HbA1c em 1,5-2%
Baixo risco de hipoglicemia
Não causa ganho de peso
Baixo custo.
EFEITOS ADVERSOS:
Formulação de liberação imediata: Diarréia, náuseas e vômitos ( > 10%)
Formulação de liberação estendida (XR): Diarréia, náuseas e vômitos ( < 10%)
Ambas as formulações: Deficiência de vitamina B12, dor abdominal, constipação, distensão abdominal, dispepsia, pirose, flatulência, tonturas, cefaléia, alteração do paladar ( < 10%); Acidose lática (rara)
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à metformina
Cetoacidose diabética
Doença renal com TFG < 30 mL/min/1,73 m²
Insuficiência cardíaca congestiva
Lactação
OBSERVAÇÕES:
Acidose lática é rara, mas potencialmente grave. Suspeitar quando surgirem mal estar, mialgias, disfunção respiratória (taquipneia), sonolência, lactato > 5 mmol/L, pH sanguíneo diminuído.
Maior risco em pessoas acima de 65 anos, pessoas submetidas a procedimentos com contraste iodado, uso de inibidores da anidrase carbônica (incluindo topiramato), insuficiência cardíaca congestiva aguda, ingestão excessiva de álcool, hepatopatia e estados hipóxicos.
Descontinuar a metformina imediatamente na presença dos sintomas descritos acima. Descontinuar antes e após procedimento com contraste iodado em pacientes com TFG 30-60mL/min/1,73 m², doença hepática, insuficiência cardíaca, alcoolismo ou uso de contraste iodado intra-arterial.
⚠️ IMPORTANTE:
Ajuste Renal:
A dose da metformina deve ser reduzida em 50% (não ultrapassando 1 g ao dia) quando a taxa de filtração glomerular estimada estiver entre 30-45 mL/min/1,73 m².
A metformina deve ser interrompida se a TFGe estiver abaixo de 30 mL/min/1,73 m², devido ao maior risco de acidose lática.
Níveis de vitamina B12:
Deverão ser avaliados anualmente após 4 anos de início da metformina, e repostos, se necessário, em função do risco de deficiência de B12 associado ao uso desse medicamento.
Agonistas do receptor do GLP-1
Liraglutida (Victoza®, Saxenda®) inj. 18mg/3ml
Regulável para aplicar 0,6 ou 1,2 ou 1,8 ou 2,4 ou 3mg por aplicação.
Dose: 0,6 a 1,8 mg/dia, subcutâneo.
Frequência: 1x/dia.
Dulaglutida (Trulicity®) inj. 0,75mg/caneta ou 1,5mg/caneta
Canetas de uso único.
Dose: 0,75 a 1,5 mg /semana, subcutâneo.
Frequência: 1x/ semana.
Semaglutida (Ozempic®) inj. 2,01mg/1,5ml (1,34mg/ml)
Regulável para aplicar 0,25 ou 0,5mg por aplicação.
Dose: 0,25 a 1 mg /semana, subcutâneo.
Frequência: 1x/semana.
Semaglutida (Rybelsus®) comp. 3mg ou 7mg ou 14mg
Dose: 3 a 14 mg /dia.
Frequência: 1x/dia.
AÇÕES:
Aumenta a secreção de insulina dependente de glicose
Reduz a secreção de glucagon
Retarda o esvaziamento gástrico
Aumenta a saciedade
VANTAGENS:
Redução estimada de glicemia de jejum em 30 mg/dL e da HbA1c em 0,8-1,5%
Redução da variabilidade da glicose pós-prandial
Redução discreta da pressão arterial sistólica
Redução da trigliceridemia pós-prandial
Raramente causa hipoglicemia
Redução de eventos CV em pacientes com DCV aterosclerótica (liraglutida, dulaglutida e semaglutida injetável)
Redução da albuminúria
EFEITOS ADVERSOS:
Náusea, vômitos e diarreia
Hipoglicemia (quando associado a secretagogos)
Aumento discreto da frequência cardíaca
Pancreatite aguda (rara, observada apenas nos AR GLP-1 injetáveis)
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade
Carcinoma medular de tireoide
Pancreatite
Uso simultâneo de inibidores da DPP-4 ou de tirzepatida
TFG < 15 mL/min/1,73 m²
Co-agonista do receptor GLP-1/GIP
Tirzepatida (Mounjaro®) sol. inj. 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg ou 15 mg (caneta preenchida com 0,5 mL)
Iniciar 2,5 mg SC 1x/semana por 4 semanas. Após, aumentar para 5 mg/semana.
Se necessário, escalonar dose em incrementos de 2,5 mg, respeitando o intervalo de 4 semanas entre ajustes.
Dose máxima: 15 mg/semana.
AÇÕES:
Aumenta a secreção de insulina dependente de glicose
Reduz a secreção de glucagon
Retarda o esvaziamento gástrico
Aumenta a saciedade
VANTAGENS:
Redução estimada da glicemia de jejum em 43-68 mg/dL e da HbA1c em > 2%
Redução acentuada do peso
Redução da pressão arterial
Redução da trigliceridemia
EFEITOS ADVERSOS:
Distúrbios gastrointestinais são comuns, sendo náusea e diarreia os mais frequentes
Fadiga, reação no local da aplicação e hipersensibilidade são comuns
Aumento da frequência cardíaca (2-4 batimentos/min)
Pode haver hipoglicemia quando associado a secretagogos ou insulina
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos componentes do medicamento
História pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM2)
Uso concomitante com AR GLP-1 ou iDPP-4
Inibidores do SGLT2
Dapagliflozina (Forxiga®) comp. 5mg ou 10mg
Dose: 10 mg /dia
Frequência: 1x/dia
Dapagliflozina para DM2 no SUS: [8]
Na Farmácia Popular:
Pessoas com idade mínima de 65 anos com DM2 e associado à para doença cardiovascular.
No Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (LME):
Idade mínima de 40 anos de idade, com doença cardiovascular estabelecida (infarto agudo do miocárdio prévio, cirurgia de revascularização do miocárdio prévia, angioplastia prévia das coronárias, angina estável ou instável, acidente vascular cerebral isquêmico prévio, ataque isquêmico transitório prévio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção abaixo de 40%).
Idade mínima de 55 anos para homens e de 60 anos para mulheres, que apresentem fatores de risco como: dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica ou tabagismo.
DM2 com 18 anos ou mais e TFGe entre 25 e 75 mL/min/1,73 m², ou albuminúria significativa (relação albuminúria/creatinina ≥ 300 mg/g).
Empagliflozina (Jardiance®) comp. 10mg ou 25mg
Dose: 10 a 25 mg /dia
Frequência: 1x/dia
Canagliflozina (Invokana®) comp. 100mg ou 300mg
Dose: 100 a 300 mg /dia
Frequência: 1x/dia
AÇÕES:
Inibe a absorção de glicose e sódio no túbulo proximal por meio da inibição do SGLT2, levando à glicosúria e natriurese
VANTAGENS:
Redução estimada da glicemia de jejum de 30 mg/dL e da HbA1c de 0,5-1,0%
Redução de eventos CV e de mortalidade CV em pessoas com diabetes e DCV
Redução de hospitalização ou descompensação da insuficiência cardíaca
Raramente causa hipoglicemia
Redução discreta de peso
Redução da pressão arterial
EFEITOS ADVERSOS:
Propensão à infecção do trato geniturinário
Risco baixo de cetoacidose euglicêmica
OBSERVAÇÃO:
Limites mínimos de taxa de filtração glomerular para início da terapia:
Dapagliflozina: não iniciar se TFG < 25 mL/min/1,73 m²
Canagliflozina: não iniciar se TFG < 45 mL/min/1,73 m²
Empagliflozina: não iniciar se TFG < 20 mL/min/1,73 m²
CONSIDERAÇÕES:
Em adultos com DM2 e RCR aumentado, é recomendado iniciar um iSGLT2 para redução de eventos cardiovasculares e renais, independentemente da HbA1c.
Inibidores da DPP-IV
Sitagliptina (Januvia®) comp. 25mg ou 50mg ou 100mg
Dose: 50 a 100 mg /dia.
Frequência: 1-2x/dia
Vildagliptina (Galvus®) comp. 50mg
Dose: 100 mg /dia.
Frequência: 2x/dia
Linagliptina (Trayenta®) comp. 5mg
Dose: 5 mg /dia.
Frequência: 1x/dia.
Alogliptina (Nesina®) comp. 12,5mg ou 25mg
Dose: 6,25 a 25 mg /dia.
Frequência: 1x/dia.
Saxagliptina (Onglyza®) comp. 2,5mg ou 5mg
Dose: 2,5 a 5 mg /dia.
Frequência: 1x/dia.
Evogliptina (Suganon®) comp. 5 mg
Dose: 5 mg/dia.
Frequência: 1x/dia.
AÇÕES:
Aumento do nível do GLP-1, com aumento de síntese e secreção de insulina, além de redução do glucagon
VANTAGENS:
Redução de glicemia de jejum em 20 mg/dL e da HbA1c em 0,6-0,8%
Aumento da massa de células beta em modelos animais
Segurança e boa tolerabilidade
Raramente causam hipoglicemia
Não alteram o peso
EFEITOS COLATERAIS:
Angioedema e urticária
Probabilidade de pancreatite aguda
Aumento das hospitalizações por IC (saxagliptina)
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos componentes do respectivo medicamento
OBSERVAÇÕES:
Necessidade de ajuste na dose de acordo com a taxa de filtração glomerular, exceto para evogliptina e linagliptina, que não necessitam de ajuste
Sulfonilureias
Gliclazida MR (Diamicron MR®) comp. 30mg ou 60mg ou 80mg
Dose: 30 a 120 mg/dia
Frequência: 1x/dia
Glimepirida (Amaryl®, Betes®) comp. 1mg ou 2mg ou 4mg ou 6mg
Dose: 1 a 8 mg/dia
Frequência: 1-2x/dia
Glibenclamida (Daonil®) comp. 5mg
Dose: 2,5 a 20 mg/dia
Frequência: 1-2x/dia
AÇÃO:
Estimula a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas, por meio da ligação no receptor SUR-1 (aumenta influxo de cálcio iônico → aumenta liberação de insulina)
VANTAGENS:
Redução de glicemia de jejum em 60-70 mg/dL e da HbA1c em 1,5-2,0%
Redução do risco de complicações microvasculares
Maior potência na redução da HbA1c
EFEITOS ADVERSOS:
Hipoglicemia
Ganho de peso
CONTRAINDICAÇÕES:
TFG < 30 mL/min/1,73 m²
Insuficiência hepática
Sinais de deficiência grave de insulina
Infecções graves
Gestação
Pioglitazona
Pioglitazona comp. 15mg ou 30mg ou 45mg
Dose: 15 a 45 mg /dia
Frequência: 1x/dia.
AÇÕES:
Aumento da sensibilidade à insulina em músculo, adipócito e hepatócito
VANTAGENS:
Redução de glicemia de jejum em 35-65 mg/dL e da HbA1c em 0,5-1,4%
Reduz resistência à insulina
Reduz o espessamento mediointimal carotídeo
Melhora o perfil lipídico com redução de triglicérides
Redução da gordura hepática
Raramente causa hipoglicemia
EFEITOS ADVERSOS:
Ganho de peso
Retenção hídrica
Risco de insuficiência cardíaca em pacientes propensos
Risco de fraturas em idosos
CONTRAINDICAÇÕES:
Insuficiência cardíaca sintomática (classes funcionais III e IV)
Insuficiência hepática
Gestação
Inibidores da alfa-glicosidase
Acarbose comp. 50mg ou 100mg
- Dose: 50 a 300 mg /dia.
- Frequência: junto das refeições.
Eventos adversos:
- Sintomas Gastro-intestinais: flatulência, meteorismo, diarreia.
Contraindicações:
- Doença inflamatória intestinal
- Doença intestinal associada a má absorção
- DRC grave
Glinidas
Repaglinida comp. 0,5mg ou 1mg ou 2mg
- Dose: 0,5 a 16 mg/dia
- Frequência: 3x/dia
Nateglinida comp. 120mg
- Dose: 120 a 360 mg/dia
- Frequência: 3x/dia
Eventos adversos:
- Hipoglicemia
- Ganho de peso
Contraindicações:
- Gestação
Antidiabéticos Combinados
COMBINAÇÕES DE ANTIDIABÉTICOS DISPONÍVEIS NO BRASIL:
Metformina e iDPP-4
Metformina 500/850/1000mg + Sitagliptina 50mg - JANUMET
Metformina XR 500/1000mg + Sitagliptina 50 a 100mg - JANUMET XR
Metformina XR 500/1000mg + Vildagliptina 50mg - GALVUS MET XR
Metformina XR 500/1000mg + Saxagliptina 2,5 a 5mg - KOMBIGLYZE XR
Metformina XR 500/1000mg + Linagliptina 2,5mg - TRAYENTA DUO
Metformina XR 500/1000mg + Alogliptina 2,5mg - NESINA MET
Metformina e Sulfonilureias
Metformina XR 500 + Gliclazida 30mg - GLIVANCE 500/30
Pioglitazona e iDDP-4
Pioglitazona 15/30mg + Alogliptina 25mg - NESINA PIO
Metformina e iSGLT2
Metformina XR 1000 + Dapagliflozina 10mg - XIGDUO XR
Metformina 850/1000 + Empagliflozina 5 a 12,5mg - JARDIANCE DUO
iSGLT2 e iDPP-4
Empagliflozina 10 ou 25mg + Linagliptina 5mg - GLYXAMBI
Dapagliflozina 10mg + Saxagliptina - QTERN
AR GLP-1 e insulina
Liraglutida + Degludeca - XULTOPHY
COMO PRESCREVER?
Metformina + Sitagliptina (Janumet®) comp. 500+50mg, 850+50mg ou 1.000+50mg
Metformina: máx. 2.550 mg/dia
Sitagliptina: máx. 100 mg/dia [1]
Metformina XR + Sitagliptina (Janumet XR®) comp. metformina XR 500 ou 1.000mg, associada a sitagliptina 50 a 100mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia [1]
Sitagliptina: máx. 100 mg/dia [1]
A fonte não especifica qual dose de sitagliptina (50 ou 100 mg) corresponde a cada concentração de metformina XR; conferir apresentação disponível antes de prescrever [1]
Metformina XR + Vildagliptina (Galvus Met XR®) comp. 500+50mg ou 1.000+50mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia
Vildagliptina: máx. 50 mg/dia [1]
Metformina XR + Saxagliptina (Kombiglyze XR®) comp. metformina XR 500 ou 1.000mg, associada a saxagliptina 2,5 a 5mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia [1]
Saxagliptina: máx. 2,5 a 5 mg/dia [1]
A fonte não especifica qual dose de saxagliptina (2,5 ou 5 mg) corresponde a cada concentração de metformina XR; conferir apresentação disponível antes de prescrever [1]
Metformina XR + Linagliptina (Trayenta Duo®) comp. 500+2,5mg ou 1.000+2,5mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia
Linagliptina: máx. 5 mg/dia [1]
Metformina XR + Alogliptina (Nesina Met®) comp. 500+2,5mg ou 1.000+2,5mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia
Alogliptina: máx. 2,5 mg/dia [1]
Metformina XR + Gliclazida (Glivance 500/30®) comp. 500+30mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia
Gliclazida: máx. 120 mg/dia [1]
Pioglitazona + Alogliptina (Nesina Pio®) comp. 15+25mg ou 30+25mg
Pioglitazona: máx. 45 mg/dia
Alogliptina: máx. 25 mg/dia [1]
Metformina XR + Dapagliflozina (Xigduo XR®) comp. 1.000+10mg
Metformina XR: máx. 2.550 mg/dia
Dapagliflozina: máx. 10 mg/dia [1]
Metformina + Empagliflozina (Jardiance Duo®) comp. metformina 850 ou 1.000mg, associada a empagliflozina 5 a 12,5mg
Metformina: máx. 2.550 mg/dia [1]
Empagliflozina: máx. 12,5 mg/dia nesta associação [1]
A fonte não especifica qual dose de empagliflozina (5 ou 12,5 mg) corresponde a cada concentração de metformina; conferir apresentação disponível antes de prescrever [1]
Empagliflozina + Linagliptina (Glyxambi®) comp. 10+5mg ou 25+5mg
Empagliflozina: máx. 25 mg/dia
Linagliptina: máx. 5 mg/dia [1]
Dapagliflozina + Saxagliptina (Qtern®) comp. 10mg (dapagliflozina) + saxagliptina
Dapagliflozina: máx. 10 mg/dia [1]
Saxagliptina: dose não declarada na fonte para esta associação; a apresentação isolada de saxagliptina varia de 2,5 a 5 mg/dia. Conferir bula do produto antes de prescrever [1]
Liraglutida + Degludeca (Xultophy®)
Coformulação de proporção fixa de AR GLP-1 e insulina basal.
Consulte o protocolo Insulinização no Diabetes Mellitus para mais detalhes.
Insulinoterapia
A insulinoterapia está indicada quando há falha no controle glicêmico em uso de antidiabéticos orais, mas também pode ser indicada em qualquer momento da história natural do diabetes, inclusive em adultos com DM2 ainda sem tratamento, quando há sinais e sintomas de insulinopenia (poliúria, polidipsia, perda de peso). A insulinoterapia não deve ser considerada apenas como última etapa do tratamento.
Consulte o protocolo Insulinoterapia no Diabetes Mellituspara mais detalhes.
Vacinação
É recomendado que todos os pacientes com DM2 mantenham o esquema vacinal específico atualizado, para redução do risco de infecções com potencial de levar a hospitalizações, complicações cardiovasculares e mortalidade por doenças infecciosas. [1]
Vacinas recomendadas para pessoas com DM2: [1]
Influenza
COVID-19
Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
Herpes Zoster
Pneumocócica
Hepatite B
Monitorização Contínua da Glicose (CGM)
A CGM deve ser considerada como medida não farmacológica adicional, capaz de auxiliar na redução da HbA1c em pessoas com DM2. [1]
O sensor deve ser usado por pelo menos 70% do tempo de vida útil para que as métricas de CGM sejam consideradas representativas. [2]
Acesso e Dispensação de Medicamentos e Insumos no SUS
O elenco de medicamentos e insumos ofertados pelo SUS para pessoas com diabetes mellitus está contido na RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), que compreende cinco componentes:
Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF)
Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (CESAF)
Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF)
Relação Nacional de Insumos (tiras reagentes de glicemia, seringas para aplicação de insulina, lancetas)
Relação nacional de uso hospitalar
Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF)
Disponível nas farmácias públicas das Unidades Básicas de Saúde, Estratégias Saúde da Família ou polos municipais de dispensação de insumos para diabetes, mediante receita da rede pública, cartão nacional de saúde ou CPF e documento de identificação com foto.
Medicamentos e insumos: glibenclamida 5 mg; cloridrato de metformina 500 mg e 850 mg; gliclazida 30 e 60 mg; insulina humana NPH 100 UI/mL (frasco de 10 mL ou caneta, tubete de 3 mL); insulina humana regular 100 UI/mL (frasco de 10 mL ou caneta, tubete de 3 mL); insulina análoga de ação prolongada (AIAP) 100 UI/mL (caneta, tubete de 3 mL); tiras reagentes de glicemia capilar; lancetas para punção digital; seringas com agulha acoplada para aplicação de insulina; caixas para descarte de perfurocortantes
Pela Nota Técnica nº 169/2022, o abastecimento de insulina humana NPH e regular por canetas/tubetes de 3 mL corresponde a aproximadamente 70% da demanda, priorizado para pacientes com DM1 e DM2 com idade ≤ 19 anos ou ≥ 45 anos; os frascos de 10 mL correspondem aos 30% restantes
Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB)
Acesso nas farmácias e drogarias credenciadas "Aqui Tem Farmácia Popular", mediante CPF, receita médica (rede pública ou privada) e documento com foto; retirada mensal, receita válida por 180 dias.
Medicamentos disponíveis: cloridrato de metformina 500 mg e 850 mg comprimido; cloridrato de metformina 500 mg de ação prolongada; glibenclamida 5 mg comprimido; insulina humana NPH 100 UI/mL (frasco ou refil de 3 mL); insulina humana regular 100 UI/mL (frasco ou refil de 3 mL); dapagliflozina 10 mg
Dapagliflozina 10 mg: incorporada ao PFPB em setembro de 2022, entre cinco novos medicamentos adicionados ao programa (Portaria GM/MS nº 3.677, de 29 de setembro de 2022); a fonte não especifica os critérios de elegibilidade vigentes nesse momento inicial
A partir de 14 de fevereiro de 2025, o PFPB passou a disponibilizar gratuitamente 100% dos medicamentos e insumos de seu elenco à população brasileira, incluindo a dapagliflozina 10 mg para pessoas com diabetes e doença cardiovascular ou renal com idade igual ou acima de 65 anos
O quadro-resumo do elenco atual do PFPB, na mesma fonte, lista o critério de forma distinta e mais restritiva: "DM II e doença cardiovascular" em maiores de 65 anos (não igual ou acima), sem menção a doença renal. Diante da divergência entre o texto corrido e o quadro-resumo da própria diretriz, a formulação mais restritiva (maior de 65 anos, sem a hipótese renal) deve ser adotada como regra operacional; a formulação do texto corrido é reproduzida como síntese
Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF)
Também conhecido como farmácia de alto custo, destina-se a agravos crônicos com custo de tratamento mais elevado ou maior complexidade. Acesso mediante Laudo para Solicitação de Medicamentos do Componente Especializado (LME), exames específicos, prescrição médica atualizada, termo de esclarecimento e responsabilidade (TER), documentos pessoais e comprovante de residência; deferimento renovado a cada seis meses.
Medicamentos disponíveis para diabetes no CEAF:
Insulinas análogas de ação rápida, 100 U/mL, solução injetável
Insulina análoga de ação prolongada 100 U/mL e insulina análoga de ação prolongada 300 U/mL, incorporadas ao PCDT de Diabetes Mellitus tipo 1
Ranibizumabe, para tratamento de edema macular do diabetes
Aflibercept, para tratamento de edema macular do diabetes
Dapagliflozina 10 mg comprimido
Análogos de insulina: quantidade máxima permitida de 5 canetas de análogos de ação rápida (ou 1.500 unidades) e 31 agulhas de 4 mm por mês. A glargina 100 UI/mL tem duração de ação de aproximadamente 24 horas e é indicada a partir de 2 anos de idade; a glargina 300 UI/mL tem duração de até 36 horas e é indicada a partir de 6 anos de idade. Ambas são administradas uma vez ao dia.
Critérios de dispensação da dapagliflozina 10 mg como componente especializado: quantitativo máximo de 30 comprimidos por mês, para pessoas com DM2 em uso otimizado das medicações orais disponibilizadas no SUS (metformina e sulfonilureia), nas seguintes situações:
Idade ≥ 40 anos, com doença cardiovascular estabelecida (infarto agudo do miocárdio prévio, cirurgia de revascularização do miocárdio prévia, angioplastia prévia das coronárias, angina estável ou instável, acidente vascular cerebral isquêmico prévio, ataque isquêmico transitório prévio, ou insuficiência cardíaca com fração de ejeção abaixo de 40%); OU
Homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥ 60 anos, com alto risco de desenvolver doença cardiovascular, definido pela presença de ao menos um dos seguintes: hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia ou tabagismo
Insumos
A frequência diária média de testes de glicemia capilar recomendada pela Portaria 2.583 é de três ou mais vezes ao dia, incluindo uma medida pré-prandial e 2 horas pós-prandial, além de uma medida ao deitar, importante para prevenção de hipoglicemias noturnas; municípios e estados têm autonomia para definir a quantidade de tiras fornecidas por mês
Para as seringas de insulina, a SBD recomenda seringas de 50 UI (graduação de 1 em 1 UI) e de 100 UI (graduação de 2 em 2 UI), com agulhas curtas (≤ 6 mm), evitando aplicação profunda em tecido muscular
Quando necessária a reutilização de seringas, a SBD recomenda, para uso individual, o reuso por até cinco aplicações, com troca diária, exceto quando há mistura de dois tipos de insulina na mesma seringa, situação em que o uso deve ser único; para uso coletivo (por exemplo, hospitalar), recomenda-se estritamente o uso único
Para agulhas de aplicação de insulina análoga de ação rápida com canetas injetoras, a Nota Técnica nº 500/2018 orienta o uso de uma agulha de 4 mm por dia; havendo necessidade de reutilização, a SBD recomenda seguir essa orientação (30 a 60 agulhas/mês por tipo de insulina)
Seguimento e Encaminhamento
Periodicidade de exames complementares no acompanhamento do DM2 (PCDT DM2 2026):
Monitoramento do peso: em cada consulta
Estratificação de risco cardiovascular: anualmente
Pressão arterial: em cada consulta
Avaliação do pé diabético: ao diagnóstico e anualmente
Dislipidemia (colesterol total, triglicerídeos, HDL-c, LDL-c): ao diagnóstico e anualmente
Glicemia plasmática de jejum e HbA1c: ao diagnóstico e a cada 6 meses
Avaliação de nefropatia (creatinina sérica, albuminúria): ao diagnóstico e anualmente
Avaliação de retinopatia (fundoscopia): ao diagnóstico e anualmente
As consultas devem ocorrer a cada seis meses em pessoas dentro das metas terapêuticas, e a cada três meses naquelas fora da meta ou após mudanças no tratamento.
O risco cardiovascular e o risco de doença renal devem ser recalculados anualmente.
Escore de Comprometimento Neuropático (ECN/NDS), para diagnóstico precoce da neuropatia periférica diabética
Avaliação bilateral (direita e esquerda), somando os pontos de cada teste:
Sensibilidade vibratória (128 Hz): preservada = 0; alterada = 1
Sensibilidade térmica: preservada = 0; alterada = 1
Dor superficial: ausente = 0; presente = 1
Reflexo aquileu: normal = 0; presente com reforço = 1; ausente = 2
Interpretação pela soma bilateral dos pontos:
0 a 2: neuropatia ausente
3 a 5: neuropatia leve
6 a 8: neuropatia moderada
9 a 10: neuropatia severa
Na prática clínica, os melhores testes para rastreamento são o biotesiômetro e a sensibilidade térmica; para o diagnóstico definitivo da neuropatia periférica diabética, recomenda-se o próprio Escore de Comprometimento Neuropático.
Critérios de encaminhamento à atenção especializada
O encaminhamento e compartilhamento do cuidado com a atenção especializada deve ocorrer diante de: falha de controle glicêmico com insulina basal adequadamente titulada; introdução de insulina bolus; presença de complicações crônicas moderadas ou graves; ou necessidade de avaliação especializada para intensificação terapêutica.
Registro do cuidado e impacto no financiamento da Atenção Primária
O cuidado da pessoa com DM2 na Atenção Primária à Saúde do SUS é auditado, principalmente, pelo Indicador C4, Cuidado da Pessoa com Diabetes na Atenção Primária à Saúde, alimentado pelos registros das equipes no e-SUS APS e consolidado no SISAB/Siaps.
Esse indicador avalia práticas clínicas mínimas essenciais, como acesso ao cuidado, acompanhamento longitudinal, monitoramento glicêmico, avaliação do risco cardiovascular, prevenção de complicações e seguimento estruturado, com apuração quadrimestral;
A ausência de registro adequado reduz a pontuação do Componente de Qualidade do cofinanciamento federal, independentemente da realização efetiva do cuidado, impactando o repasse aos municípios.
Referências
[1] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2. Novembro 2020.
[2] Luciana Bahia, Bianca de Almeida-Pititto, Bertoluci M. Tratamento do diabetes mellitus tipo 2 no SUS. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/5238993.2023-11, ISBN: 978-85-5722-906-8.
[3] Lyra R, Albuquerque L, Cavalcanti S, Tambascia M, Valente F, Bertoluci M. Tratamento farmacológico da hiperglicemia no DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/557753.2022-10, ISBN: 978-85-5722-906-8.
[4] Melanie Rodacki, Roberta A. Cobas, Lenita Zajdenverg, Wellington Santana da Silva Júnior, Luciano Giacaglia, Luis Eduardo Calliari, Renata Maria Noronha, Cynthia Valerio, Joaquim Custódio, Mauro Scharf, Cristiano Roberto Grimaldi Barcellos, Maithe Pimentel Tomarchio, Maria Elizabeth Rossi da Silva, Rosa Ferreira dos Santos, Bianca de Almeida-Pitito, Carlos Antonio Negrato, Monica Gabbay, Marcello Bertoluci | Diagnóstico de diabetes mellitus. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024). DOI: 10.29327/5412848.2024-1, ISBN: 978-65-272-0704-7.
[5] Pititto B, Dias M, Moura F, Lamounier R, Calliari S, Bertoluci M. Metas no tratamento do diabetes. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/557753.2022-3, ISBN: 978-85-5722-906-8.
[6] Ruy Lyra, Fernando Valente, Luciano Albuquerque, Saulo Cavalcanti, Marcos Tambascia, Wellington S. Silva Júnior e Marcello Casaccia Bertoluci. Manejo da Terapia Antidiabética no DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2025). DOI: 10.29327/5660187.2025-14, ISBN: 978-65-5941-367-6.
[7] ALMEIDA-PITITTO, Bianca de; DIAS, Monike Lourenço; MOURA, Fabio Ferreira de; LAMOUNIER, Rodrigo; VENCIO, Sérgio; MARINO, Emerson C.; CALLIARI, Luis Eduardo. Metas de controle glicêmico. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes. Última revisão em 24 ago. 2026. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/metas-de-controle-glicemico/. Acesso em: 24 ago. 2026.
[8] VALENTE, Fernando; LYRA, Ruy; ALBUQUERQUE, Luciano; CAVALCANTI, Saulo; FORTI, Adriana Costa e; BERTOLUCI, Marcello Casaccia. Manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes. Última revisão em 07 ago. 2026. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/manejo-do-diabetes-mellitus-tipo-2/. Acesso em: 24 ago. 2026.
[9] ALMEIDA-PITITTO, Bianca de; BAHIA, Luciana; VOLACO, Alexei; MELLO, Karla. Tratamento do DM2 no Sistema Único de Saúde (SUS). Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes. Última revisão em 19 ago. 2026. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-do-dm2-no-sistema-unico-de-saude-sus/. Acesso em: 24 ago. 2026.
[10] ALMEIDA, Leonel Augusto Morais; PITITTO, Bianca de Almeida; DOMPIERI, Nilce Botto; ALIGIERI, Débora; FORTI, Adriana Costa; MELO, Karla F. S. de. Dispensação de medicamentos e insumos para o tratamento do diabetes mellitus no SUS. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes. Última revisão em 19 ago. 2026. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/dispensacao-de-medicamentos-e-insumos-para-o-tratamento-do-diabetes-mellitus-no-sus/. Acesso em: 24 ago. 2026.
[11] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabetes Mellitus Tipo 2 (PCDT DM2). Atualização 2026. Brasília: Ministério da Saúde, 2026. Referenciado como fonte da Figura 3 no capítulo "Tratamento do DM2 no Sistema Único de Saúde (SUS)" da Diretriz SBD 2026 [3]. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt. Acesso em: 24 ago. 2026.
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