Asma no Adulto e Adolescente: Ambulatorial

CID-10: J45
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Definição

Definição

  • Doença inflamatória crônica e heterogênea das vias aéreas caracterizada por:

    • inflamação brônquica persistente

    • hiperresponsividade das vias aéreas

    • remodelamento estrutural brônquico

  • Esses processos levam a limitação variável do fluxo expiratório, geralmente reversível espontaneamente ou após broncodilatador.

  • Em fases avançadas pode ocorrer obstrução persistente por remodelamento das vias aéreas.

Epidemiologia

  • Prevalência estimada: 7–15% da população

  • Aproximadamente 300 milhões de pessoas vivem com asma no mundo.

  • Estima-se cerca de 1.000 mortes diárias associadas à doença.

  • Forma grave:

    • ~10% dos adultos

    • ~2,5% das crianças

  • Exacerbações:

    • 20–30% dos pacientes apresentam ≥1 exacerbação por ano

  • Na asma grave:

    • Exacerbações podem atingir 50% dos pacientes

    • Até 12% necessitam hospitalização

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Fluxograma

Descrição da imagem: O algoritmo de tratamento inicial para asma em adultos e adolescentes orienta a conduta terapêutica baseada na gravidade dos sintomas e na função pulmonar, dividindo-se em três grandes grupos de entrada que direcionam às etapas de manejo (Steps). Pacientes com sintomas presentes em até 3 a 5 dias por semana e função pulmonar preservada ou levemente reduzida são alocados no Step 1-2, cuja primeira linha consiste no uso de corticoide inalatório (CI) associado ao formoterol em dose baixa apenas sob demanda; a transição para a segunda linha depende da frequência sintomática, recomendando-se CI + SABA apenas sob demanda para sintomas ocorrendo em até 1 a 2 dias por semana (Step 1) ou CI contínuo com SABA de resgate para sintomas mais frequentes (Step 2). Indivíduos que apresentam sintomas na maioria dos dias, despertares noturnos ≥ 1x/semana ou função pulmonar reduzida iniciam o tratamento no Step 3, tendo como preferência o esquema de CI + formoterol contínuo e sob demanda em dose baixa ou, como alternativa, CI + LABA contínuo com SABA sob demanda. Por fim, quadros graves caracterizados por sintomas diários, despertares noturnos frequentes e baixa função pulmonar ou exacerbação recente são classificados no Step 4, onde a primeira linha preconiza CI + formoterol em dose média (contínuo e sob demanda), enquanto a segunda linha envolve CI + LABA em dose média ou alta associado a SABA de resgate, podendo ser necessária a prescrição de corticoides orais por curto período em vigência de exacerbação. Fonte: Global Strategy for Asthma Management and Prevention (2024 update).

Diagnóstico

  • Sinais que corroboram com o diagnóstico:

    • Mais de um tipo de sintoma respiratório (em adultos, tosse isolada raramente é devido à asma)

    • Os sintomas ocorrem de forma variável ao longo do tempo e variam em intensidade

    • Os sintomas costumam piorar à noite ou ao acordar

    • Os sintomas geralmente são desencadeados por exercícios, risos, alérgenos ou ar frio

    • Os sintomas geralmente aparecem ou pioram com infecções virais

  • Diagnóstico:

    • Clínico + Espirometria (> 6 anos de idade).

Classificação

  • Quanto a gravidade:

    • Leve: apresenta sintomas controlados com o Step 1 ou 2 de tratamento.

    • Moderada: apresenta sintomas controlados com o Step 3 ou 4 de tratamento.

    • Grave: não há controle dos sintomas mesmo com medicações otimizadas em doses altas.

  • Quanto ao controle dos sintomas:

    • Descrito no tópico abaixo.

Critérios de Controle

  • Critérios (nas últimas 4 semanas*):

    • Sintomas diurnos > 2/semana;

    • Limitação das atividades devido a asma; 

    • Medicação de alívio > 2/semana;

    • Despertares noturnos.

  • Classificação:

    • Bem controlado: nenhum critério

    • Parcialmente controlado: até 2 critérios

    • Não controlado: ≥ 3 critérios

  • Observação:

    • *A avaliação do controle dos sintomas não deve ser limitada às últimas 4 semanas, no entanto, o GINA refere que não há ferramentas validadas para avaliar o controle dos sintomas por períodos mais longos.

    • Além da avaliação do controle dos sintomas, deve ser avaliado os fatores de risco para exacerbações, incluindo histórico de exacerbações.

Descrição da imagem: O infográfico sistematiza os parâmetros para a avaliação do controle clínico da asma, fundamentando-se em quatro critérios anamnésticos essenciais referentes às últimas quatro semanas: a presença de sintomas diurnos com frequência superior a duas vezes por semana, a ocorrência de despertares noturnos decorrentes da patologia, a necessidade de uso de medicação de resgate em frequência maior que duas vezes por semana e a existência de limitações nas atividades de vida diária por causa da asma. A estratificação do nível de controle é definida pela pontuação somada de respostas afirmativas, classificando-se a doença como asma bem controlada na ausência de sintomas (escore 0), asma parcialmente controlada na presença de 1 a 2 critérios, e asma não controlada na vigência de 3 a 4 critérios. Como desfecho clínico, o protocolo orienta a manutenção da conduta terapêutica atual para pacientes controlados, enquanto a identificação de controle parcial ou insatisfatório indica a necessidade imediata de revisão e potencial escalonamento do tratamento. Fonte: Global Strategy for Asthma Management and Prevention (GINA).

Siglas Comuns

  • Dispositivos:

    • MDI: metered dose inhaler (inalador pressurizado); 

    • DPD: dispositivo pressurizado dosimetrado;

    • DPI: dry powder inhaler (inalador de pó);

    • SMI: soft mist inhaler (inalador formador de névoa)

    • HFA: hidrofluoralcano

    • Espaçador: sempre usar em menores de 5 anos.

  • Classes:

    • LABA: Beta 2 agonista de longa ação.

    • SABA: Beta 2 agonistas de curta ação.

    • LAMA: Antagonista muscarínico de longa ação.

    • CI: Corticoide inalatório.

Esquema Geral

  • Esquema geral de tratamento:

    • Considerações:

      • Considera-se os seguintes passos para > 11 anos.

      • O tratamento pode ser escalonado ou recuado após a reavaliação clínica.

      • Após instituir um dos passos (steps), deve-se reavaliar em 2-3 meses, ou antes dependendo da urgência.

    • Primeira linha de tratamento de cada STEP:

      • STEP 1 e 2:

        • Sob demanda: CI (dose baixa) + Formoterol

      • STEP 3:

        • Contínuo e sob demanda: CI (dose baixa) + Formoterol

      • STEP 4:

        • Contínuo e sob demanda: CI (dose média) + Formoterol

      • STEP 5:

        • Contínuo: CI (dose alta) + Formoterol + LAMA

        • Sob demanda: CI (dose baixa) + Formoterol

        • Avaliar terapias adicionais: anti-leucotrienos ou imunobiológicos

  • Não é recomendado o tratamento da asma apenas com SABA em adultos, adolescentes ou crianças de 6 a 11 anos.

    • Embora os SABAs sejam altamente eficazes no alívio dos sintomas, o seu uso isolado mostrou um risco aumentado de morte relacionada à asma.

STEP 1

  • Quando?

    • Sintomas ≤ 1-2 dias/semana, com a função pulmonar normal ou levemente reduzida.


  • Considerações:

    • Questionar o controle ambiental, avaliar a técnica inalatória, exercício físico e rever controle.

    • Reavaliar após 3 meses de tratamento e considerar step up ou step down.


  • Primeira linha:

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + Formoterol


  • Segunda linha:

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + SABA (beta 2 de curta ação)

STEP 2

  • Quando?

    • Sintomas ≤ 3-5 dias/semana, com a função pulmonar normal ou levemente reduzida.


  • Considerações:

    • Questionar o controle ambiental, avaliar a técnica inalatória, exercício físico e rever controle.

    • Reavaliar após 3 meses de tratamento e considerar step up ou step down.


  • Primeira linha:

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + Formoterol


  • Segunda linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose baixa), E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + SABA

STEP 3

  • Quando?

    • Sintomas na maioria dos dias ou despertares noturnos ≥ 1x/semana, ou função pulmonar reduzida.


  • Considerações:

    • Questionar o controle ambiental, avaliar a técnica inalatória, exercício físico e rever controle.

    • Reavaliar após 3 meses de tratamento e considerar step up ou step down.


  • Primeira linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose baixa) + Formoterol, E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + Formoterol


  • Segunda linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose baixa) + LABA, E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório + SABA

STEP 4

  • Quando?

    • Sintomas diários, despertares noturnos ≥ 1x/semana e baixa função pulmonar, ou exacerbação recente.


  • Considerações:

    • Questionar o controle ambiental, avaliar a técnica inalatória, exercício físico e rever controle.

    • Reavaliar após 3 meses de tratamento e considerar step up ou step down.


  • Primeira linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose média) + Formoterol, E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose média) + Formoterol


  • Segunda linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose média/alta) + LABA, E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório + SABA

STEP 5

  • Quando?

    • Ausência de resposta ao Step 4.


  • Considerações:

    • Questionar o controle ambiental, avaliar a técnica inalatória, exercício físico e rever controle.


  • Primeira linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose alta) + Formoterol + LAMA, E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + Formoterol

    • Avaliar terapias adicionais: anti-leucotrienos ou imunobiológicos.


  • Segunda linha:

    • Contínuo: Corticoide inalatório (dose alta) + Formoterol + LAMA, E

    • Sob demanda: Corticoide inalatório (dose baixa) + SABA

    • Avaliar terapias adicionais: anti-leucotrienos ou imunobiológicos.

Corticoide Inalatório (CI)

  • Beclometasona DPD HFA partícula extrafina (Clenil spray®) (200 doses) 50mcg ou 200mcg ou 250 mcg

    • Baixa: 100-200 mcg/dia

    • Média: > 200-400 mcg/dia

    • Alta: > 400 mcg/dia

    • Considerações:

      • As apresentações de 200 e 250mcg são somente para adultos.

      • A apresentação de 50mcg pode ser utilizada em crianças.

  • Beclometasona DPI cápsulas (Miflasona®) (60 doses) 200mcg ou 400mcg

    • Baixa: 100-200 mcg/dia

    • Média: > 200-400 mcg/dia

    • Alta: > 400 mcg/dia

    • Considerações:

      • Essas apresentações podem ser utilizadas em crianças e adultos.

  • Budesonida DPI cápsulas (Busonid caps®) (15 ou 60 doses) 200mcg ou 400mcg

    • Baixa: 200-400 mcg/dia

    • Média: > 400-800 mcg/dia

    • Alta: > 800 mcg/dia

    • Considerações:

      • Para ≥  6 anos.

  • Budesonida aerolizer (Miflonide®) (30 ou 60 doses) 200mcg ou 400mcg

    • Baixa: 200-400 mcg/dia

    • Média: > 400-800 mcg/dia

    • Alta: > 800 mcg/dia

    • Considerações:

      • Para ≥  6 anos.

  • Fluticasona diskus (Flixotide®) (60 doses) 50mcg ou 250mcg

    • Baixa: 100-250 mcg/dia

    • Média: > 250-500 mcg/dia

    • Alta: > 500 mcg/dia

    • Considerações:

      • Para ≥  4 anos.

  • Fluticasona DPD HFA (Flixotide spray®) (60 ou 120 doses) 50mcg ou 250mcg

    • Baixa: 100-250 mcg/dia

    • Média: > 250-500 mcg/dia

    • Alta: > 500 mcg/dia

    • Considerações:

      • Apresentação de 50mcg para ≥  1 ano.

      • Apresentação de 250mcg para ≥  4 anos.

  • Mometasona DPI cápsulas (Oximax®) (60 doses) 200mcg ou 400mcg

    • Baixa: 110-220 mcg/dia

    • Média: > 220-440 mcg/dia

    • Alta: > 440 mcg/dia

    • Considerações:

      • Para ≥ 12 anos.

LABA + CI

  • Beta 2 agonistas de longa ação + Corticoide inalatório.


  • Formoterol + Budesonida cápsula única (Alenia®) (15, 30 ou 60 doses) 6/100mcg ou 6/200mcg ou 12/400mcg 

  • Inalar 1 a 2 cápsulas de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/800mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Apresentações de 6/100mcg e 6/200mcg para ≥ 4 anos

    • Apresentação de 12/400mcg para ≥ 6 anos


  • Formoterol + Budesonida cápsulas separadas (Foraseq®) (60 doses) 6/100mcg ou 6/200mcg

  • Inalar 1 a 2 cápsulas de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/800mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 12 anos


  • Formoterol + Budesonida turbuhaler (Symbicort Turbuhaler®) (60 doses) 6/100mcg ou 6/200mcg ou 12/400mcg

  • Inalar 1 a 2 doses de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/800mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Apresentações de 6/100mcg e 6/200mcg para ≥ 4 anos

    • Apresentação de 12/400mcg para ≥ 12 anos


  • Formoterol + Budesonida DPD HFA (Symbicort®; Vannair spray®) (120 doses) 6/100mcg ou 6/200mcg

  • Inalar 1 a 2 doses de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/800mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Apresentações de 6/100mcg para ≥ 6 anos

    • Apresentação de 6/200mcg para ≥ 12 anos


  • Formoterol + Beclometasona DPD HFA partícula extrafina (Fostair spray®) (120 doses) 6/100mcg

  • Inalar 1 a 2 doses de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/400mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 18 anos


  • Formoterol + Beclometasona next partícula extrafina (Fostair DPI®) (120 doses) 6/100mcg

  • Inalar 1 a 2 doses de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/400mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 18 anos


  • Inalar 1 dose de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 24/500mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 12 anos


  • Salmeterol + Propionato de Fluticasona DPD HFA (Seretide spray®) (120 doses) 25/50mcg ou 25/125mcg ou 25/250mcg

  • Inalar 1 a 2 doses de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 100/1.000mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Apresentações de 25/50mcg para ≥ 4 anos

    • Apresentação de 25/125 e 25/250mcg para ≥ 12 anos


  • Salmeterol + Propionato de Fluticasona diskus HFA (Seretide Diskus®) (60 doses) 50/100mcg ou 50/250mcg ou 50/500mcg

  • Inalar 1 dose de 12/12 horas (dose de manutenção máxima: 100/1.000mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Apresentações de 50/100mcg para ≥ 4 anos

    • Apresentação de 50/200 e 50/500mcg para ≥ 12 anos


  • Vilanterol + Furoato de Fluticasona ellipta (Relvar®) (30 doses) 25/100mcg ou 25/200mcg

  • Inalar 1 dose uma vez ao dia (dose de manutenção máxima: 25/200mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 12 anos

SABA + CI

  • Beta 2 agonistas de curta ação + Corticoide inalatório.


  • Salbutamol + Beclometasona DPD HFA (Clenil Compositum HFA®) (200 doses) 100/50mcg

  • Inalar 2 doses de 6/6 a 4/4 horas (máximo de 12 doses por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 6 anos


  • Salbutamol + Beclometasona sol. nebulização (Clenil Compositum A®) 1.600/800mcg/2ml (10 fr de 2ml)

  • Inalar 1 dose (2 ml) a cada 24 ou 12 horas (máximo de 2 doses por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para crianças e adultos

Antimuscarínico (LAMA)

  • Antagonista muscarínico de longa ação.


  • Tiotrópio respimat (Spiriva®) (60 doses) 2,5 mcg/dose

  • Inalar 2 doses uma vez ao dia (dose de manutenção máxima: 5 mcg por dia - adultos)

  • Considerações:

    • Para ≥ 6 anos

Dose de Corticoides Conforme Idade

≥ 12 anos

  • Beclometasona (DPI, DPD HFA): 

    • Baixa: 100-200 mcg/dia

    • Média: > 200-400 mcg/dia

    • Alta: > 400 mcg/dia

  • Budesonida (DPI, DPD HFA): 

    • Baixa: 200-400 mcg/dia

    • Média: > 400-800 mcg/dia

    • Alta: > 800 mcg/dia

  • Propionato de Fluticasona (DPI, DPD HFA): 

    • Baixa: 100-250 mcg/dia

    • Média: > 250-500 mcg/dia

    • Alta: > 500 mcg/dia

  • Furoato de Fluticasona (DPI): 

    • Baixa: -

    • Média: 100 mcg/dia

    • Alta: 200 mcg/dia

  • Mometasona (DPI): 

    • Baixa: 110-220 mcg/dia

    • Média: > 220-440 mcg/dia

    • Alta: > 440 mcg/dia

Entre 6 e 11 anos

  • Beclometasona (DPI, DPD HFA): 

    • Baixa: 50-100 mcg/dia

    • Média: > 100-200 mcg/dia

    • Alta: > 200 mcg/dia

  • Budesonida (DPI): 

    • Baixa: 100-200 mcg/dia

    • Média: > 200-500 mcg/dia

    • Alta: > 500 mcg/dia

  • Budesonida (flaconetes): 

    • Baixa: 250-500 mcg/dia

    • Média: > 500-1.000 mcg/dia

    • Alta: > 1.000 mcg/dia

  • Propionato de Fluticasona (DPD HFA): 

    • Baixa: 100-200 mcg/dia

    • Média: > 200-500 mcg/dia

    • Alta: > 500 mcg/dia

  • Propionato de Fluticasona (DPI): 

    • Baixa: 100-200 mcg/dia

    • Média: > 200-400 mcg/dia

    • Alta: > 400 mcg/dia

  • Mometasona (DPI): 

    • Baixa: 110 mcg/dia

    • Média: ≥ 220 < 440 mcg/dia

    • Alta: ≥ 440 mcg/dia

< 6 anos

  • Beclometasona (DPD HFA) (≥ 5 anos): 

    • Baixa: 100 mcg/dia

  • Budesonida (flaconetes) (≥ 6 meses): 

    • Baixa: 500 mcg/dia

  • Propionato de Fluticasona (DPD HFA) (≥ 4 anos): 

    • Baixa: 50 mcg/dia

  • Mometasona (DPI) (≥ 4 anos): 

    • Baixa: 110 mcg/dia

Fatores de Risco para Exacerbações

  • Sintomas

    • Sintomas não controlados são um importante fator de risco para exacerbações.

  • Medicamentos

    • Uso elevado de SABA (aumento da mortalidade se ≥1 frasco por mês)

    • CI inadequado: CI não prescrito, baixa adesão ou uso incorreto do inalador.

  • Outras condições médicas

    • Obesidade, rinossinusite crônica, DRGE, alergia alimentar confirmada e gravidez.

  • Exposições

    • Tabagismo, cigarros eletrônicos, exposição a alérgenos, poluição do ar.

  • Psicossocial

    • Problemas psicológicos ou socioeconômicos graves.

  • Função pulmonar 

    • Baixo VEF1 (especialmente <60% do previsto), elevada responsividade ao broncodilatador.

  • Marcadores inflamatórios

    • Eosinófilos sanguíneos mais elevados, FeNO (concentração fracionária de óxido nítrico exalado) elevado (em adultos com asma tomando CI).

  • História de exacerbação

    • Já intubado ou em unidade de terapia intensiva devido asma; Exacerbação grave nos últimos 12 meses.

Investigação de Atopia

  • Dosagem de IgE específica.

  • Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata (prick test).

Referências

[1] CARVALHO-PINTO, R. M.; CANÇADO, J. E. D.; PIZZICHINI, M. M. M. et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o manejo da asma grave. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 47, n. 6, 2021. Disponível em: https://www.jornaldepneumologia.com.br. Acesso em: 8 mar. 2026.

[2] GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Estratégia global para manejo e prevenção da asma (Global Strategy for Asthma Management and Prevention – atualização 2024). Wisconsin: Global Initiative for Asthma, 2024. Disponível em: https://ginasthma.org. Acesso em: 8 mar. 2026.

[3] GUSSO, G.; LOPES, J. M. C.; DIAS, L. C. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.

[4] LOMMATZSCH, M.; BRUSSELLE, G. G.; LEVY, M. L. et al. A2BCD: um guia conciso para manejo da asma. The Lancet Respiratory Medicine, v. 11, n. 6, p. 573–576, 2023. Disponível em: https://www.thelancet.com. Acesso em: 8 mar. 2026.

[5] LOUIS, R.; SATIA, I.; OJANGUREN, I. et al. Diretrizes da European Respiratory Society para o diagnóstico de asma em adultos. European Respiratory Journal, 2022. Disponível em: https://erj.ersjournals.com. Acesso em: 8 mar. 2026.

[6] MARSEGLIA, G. L.; CIRILLO, I.; VIZZACCARO, A. et al. Papel do fluxo expiratório forçado entre 25-75% como marcador precoce de comprometimento das pequenas vias aéreas em indivíduos com rinite alérgica. Allergy and Asthma Proceedings, v. 28, n. 1, p. 74–78, 2007. Disponível em: https://www.ingentaconnect.com. Acesso em: 8 mar. 2026.

[7] PIZZICHINI, M. M. M.; CARVALHO-PINTO, R. M.; CANÇADO, J. E. D. et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o manejo da asma. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 46, n. 1, 2020. Disponível em: https://www.jornaldepneumologia.com.br. Acesso em: 8 mar. 2026.

[7] SHARMA, S.; GERBER, A. N.; KRAFT, M. et al. Patogênese da asma: fenótipos, terapias e lacunas – resumo da Aspen Lung Conference 2023. American Journal of Respiratory Cell and Molecular Biology, v. 71, n. 2, p. 154–168, 2024. Disponível em: https://www.atsjournals.org. Acesso em: 8 mar. 2026.

[8] THOMAS, A.; LEMANSKE JUNIOR, R. F.; JACKSON, D. J. Estratégias para intensificação e redução do tratamento em pacientes asmáticos. Journal of Allergy and Clinical Immunology, v. 128, n. 5, p. 915–926, 2011. Disponível em: https://www.jacionline.org. Acesso em: 8 mar. 2026.

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