Episclerite e Esclerite (Adulto e Criança)

CID-10: H15.1 Episclerite

CID-10: H15.0 Esclerite

Introdução

Episclerite é a inflamação da episclera, a camada fina entre a conjuntiva e a esclera, em um ou nos dois olhos [1]. É autolimitada, dura de 2 a 21 dias e não ameaça a visão [1][3]. Predomina em mulheres jovens e de meia-idade e é rara na criança [1]. A maioria dos casos é idiopática, mas 26% a 36% dos pacientes têm doença sistêmica associada, e cerca de 30% recorrem [1].

Esclerite é a inflamação grave da esclera, com risco para a visão [2]. A forma anterior (difusa, nodular ou necrosante) responde por 98% dos casos; a posterior é rara e pode cursar com pouca dor ou vermelhidão [2]. Cerca de metade dos pacientes tem doença autoimune, sobretudo artrite reumatoide e vasculites, e a esclerite pode ser a primeira manifestação [2]. A esclerite infecciosa responde por 5% a 10% dos casos, em geral após cirurgia ocular ou trauma [2]. Acomete sobretudo adultos de 47 a 60 anos, com predomínio feminino [2].

🔑 Pontos-chave:

  • Olho vermelho com dor profunda e intensa, que piora à noite, ou com baixa visual: considerar esclerite até prova em contrário e encaminhar [2]

  • Esclerite necrosante ou posterior: encaminhamento de emergência; anterior não necrosante (leve a moderada): AINE oral e encaminhamento urgente [4]

  • Esclerite após cirurgia ocular ou trauma, ou que piora com corticoide: suspeitar de infecção [2]

  • Olho vermelho doloroso com possibilidade de infecção: não iniciar nem manter corticoide tópico ou sistêmico sem avaliação oftalmológica [2]

  • Episclerite: vermelhidão localizada, desconforto leve, sem secreção e com visão normal; melhora sozinha em até 3 semanas [1][5]

  • Ibuprofeno: no máximo 400 mg por tomada e 1.200 mg/dia [7]

  • Esclerite pode ser a primeira manifestação de doença autoimune: investigar desde a apresentação [2]

Conteúdo direto ao ponto, revisado e atualizado por médicos especialistas.
Exclusivo para médicos e estudantes de medicina.
Acesse o conteúdo completo

🎯 Fluxograma de manejo

O fluxograma organiza a conduta inicial no olho vermelho com suspeita de episclerite ou esclerite. Começa no olho vermelho com dor ou desconforto, sem secreção. A primeira pergunta é se há qualquer um destes: dor profunda e intensa, pior à noite; dor ao mover o olho; baixa visual; vermelhidão violácea. Se sim, a pergunta seguinte é se há suspeita de esclerite necrosante ou posterior. Se sim, encaminhamento de emergência, apenas com analgesia. Se não, trata-se de esclerite anterior não necrosante, leve a moderada: ibuprofeno VO (400 mg até 3 vezes ao dia), se não houver contraindicação; com contraindicação a AINE, paracetamol VO; conferir em Anti-inflamatório oral; em seguida, encaminhar com urgência ao oftalmologista. Na primeira pergunta, se não, trata-se de provável episclerite: tranquilizar, compressa fria, lágrima artificial por via oftálmica e, para a dor, ibuprofeno VO (400 mg até 3 vezes ao dia); conferir em Conduta. Depois, a pergunta é se há qualquer um destes: quadro persistente; recorrente; sintomas de doença sistêmica; sintomas que exigem tratamento além do suporte. Se sim, encaminhar ao oftalmologista. Se não, alta, com retorno se os sintomas persistirem. Abreviações: AINE, anti-inflamatório não esteroide; VO, via oral. Fonte: referências [1], [2], [3], [4], [7], [8] e [9] do artigo.

Sinais de alarme e encaminhamento

  • Suspeita de esclerite (quadro em "Diagnóstico") [4]:

    • Suspeita de forma necrosante ou posterior: encaminhamento de emergência, com aviso ao serviço de destino

    • Anterior não necrosante (leve a moderada): iniciar AINE oral, se não houver contraindicação, e encaminhar com urgência

  • Esclerite após cirurgia ocular ou trauma, ou que piora com corticoide: avaliação urgente por suspeita de infecção [2]

  • Episclerite:

    • NHS Scotland [3]:

      • Manejo na atenção primária

      • Encaminhar ao oftalmologista se persistente, recorrente ou com sintomas de doença sistêmica

    • SESA-ES [6]:

      • Todo olho vermelho, agudo ou crônico, vai para avaliação oftalmológica

    • Indicação de corticoide tópico: encaminhar ao oftalmologista, que neste protocolo tem a indicação reservada

    • A via de encaminhamento eletivo depende da regulação local

  • Suspeita de doença autoimune ou vasculite: reumatologista [1][2]

Diagnóstico

  • Episclerite [1][5]:

    • Vermelhidão localizada (setorial) ou difusa; às vezes um nódulo

    • Desconforto leve ou dor leve à palpação

    • Sem secreção, sem fotofobia e com visão normal

    • Difere da conjuntivite pela vermelhidão localizada e pela ausência de secreção

  • Esclerite: considerar até prova em contrário, se qualquer um [1][2]:

    • Dor moderada a intensa, profunda, pior à noite, que pode irradiar para a fronte, a têmpora, a mandíbula ou o ouvido

    • Dor ao movimentar o olho

    • Vermelhidão azul-violácea, mais visível à luz do dia

    • Baixa visual; na forma posterior, com ou sem dor

    • Também pode haver fotofobia e lacrimejamento

  • Teste da fenilefrina 2,5%: os vasos clareiam em 10 a 15 minutos na episclerite, mas não na esclerite [1][2]

  • História dirigida [1][2]:

    • Dor ou fraqueza articular, lesões de pele, psoríase, diarreia, úlceras orais ou genitais

    • Possibilidade de infecção sexualmente transmissível

    • Cirurgia ocular ou trauma

    • Uso de bisfosfonato ou de inibidor de checkpoint imunológico

  • Diagnóstico diferencial [1][3]:

    • Conjuntivite: secreção, prurido ou ardor, edema palpebral

    • Uveíte anterior: vermelhidão concentrada ao redor da córnea

    • Pingueculite: inflamação sobre uma pinguécula

    • Ceratoconjuntivite flictenular: vermelhidão setorial, em geral com blefarite

  • Exames:

    • Episclerite: só se a revisão de sistemas sugerir doença sistêmica [1]

    • Esclerite: investigação de doença autoimune desde a apresentação, conduzida pelo oftalmologista e pelo reumatologista [2]

Conduta

  • Episclerite [1][3]:

    • Tranquilizar: autolimitada e sem risco para a visão [3]

    • Assintomática: sem tratamento [3]

    • Compressa fria [3]

    • Lágrima artificial durante o dia, com ou sem pomada lubrificante sem medicamento ao deitar; conferir em "Lágrima artificial" [1][3]

    • Dor: AINE oral; conferir em "Anti-inflamatório oral" [1][3]

    • AINE tópico: o benefício não supera os riscos [1]

    • Orientar retorno se os sintomas persistirem [3]

    • Sintomas que exigem tratamento além do suporte:

      • StatPearls [1]:

        • Corticoide tópico leve: fluorometolona 0,1% ou loteprednol 0,5%, 4 vezes ao dia por 1 a 2 semanas, com redução gradual; conferir em "Corticoide tópico"

        • Reavaliar a pressão intraocular e a resposta em 1 a 2 semanas

        • AINE oral como alternativa ao corticoide tópico

      • Neste protocolo, o corticoide tópico tem indicação reservada ao oftalmologista: encaminhar para essa avaliação

  • Esclerite [2][4]:

    • Óculos escuros para a fotofobia [4]

    • Anterior não necrosante (leve a moderada): AINE oral, se não houver contraindicação, e encaminhamento urgente; conferir em "Anti-inflamatório oral" [4]

    • Necrosante ou posterior: apenas analgesia na atenção primária e encaminhamento de emergência [4]

    • Contraindicação a AINE: paracetamol [4]; conferir o protocolo Manejo da Dor no Adulto

    • Possibilidade de infecção: não iniciar nem manter corticoide tópico ou sistêmico sem avaliação oftalmológica [2]

  • No serviço de oftalmologia [2][4]:

    • Exclusão de infecção antes de qualquer imunossupressão

    • AINE oral, corticoide e, nos casos refratários, imunossupressor

    • Investigação de doença sistêmica

Lágrima artificial

  • Indicação: episclerite com sintomas [1][3]

  • Esquemas [1][3][8][9][11]:

    • Carmelose Sódica (colírio) (Fresh Tears®) sol. oft. 0,5% (frasco 5, 10 ou 15 mL)

      • 1 a 2 gotas no olho afetado, pelo menos 4 vezes ao dia

      • Administração: via oftálmica; não encostar a ponta do frasco nos olhos, nos dedos ou em outras superfícies; manter fechado após o uso

    • Dextrana 70 + hipromelose (Lacrima Plus®) sol. oft. 0,1% + 0,3% (frasco 15 mL)

      • 1 a 2 gotas no olho afetado, pelo menos 4 vezes ao dia

      • Administração: via oftálmica, no saco conjuntival; não encostar a ponta do frasco nos olhos

    • Carbômer (Vidisic® Gel) gel oft. 2 mg/g (tubo 10 g)

      • 1 gota no saco conjuntival, 3 a 5 vezes ao dia

      • Administração: via oftálmica; segurar o tubo na vertical para formar a gota; fechar o tubo logo após o uso; não usar por mais de 1 mês após aberto

    • Considerações:

      • Carmelose (Fresh Tears®): uso adulto; dextrana 70 + hipromelose (Lacrima Plus®): uso adulto e pediátrico [8][9]

      • Carbômer (Vidisic® Gel): na criança, só após consulta com o oftalmologista [11]

Corticoide tópico

  • Indicação: episclerite com sintomas que exigem tratamento além do suporte [1]

  • Esquemas [1][12][13]:

    • Fluorometolona (Flumex®) susp. oft. 1 mg/mL (0,1%) (frasco 10 mL)

      • 1 a 2 gotas no saco conjuntival, 4 vezes ao dia, por 1 a 2 semanas, com redução gradual

      • Administração: via oftálmica; agitar antes de usar; não encostar a ponta do frasco nos olhos; manter fechado após o uso

    • Loteprednol (Loteprol®) susp. oft. 5 mg/mL (0,5%) (frasco 5 mL)

      • 1 a 2 gotas no saco conjuntival, 4 vezes ao dia, por 1 a 2 semanas, com redução gradual

      • Administração: via oftálmica; agitar antes de usar

    • Considerações:

      • Indicação reservada ao oftalmologista neste protocolo

      • Reavaliar a pressão intraocular e a resposta em 1 a 2 semanas [1]

      • Contraindicados na ceratite por herpes simples e em outras doenças virais da córnea e da conjuntiva, nas doenças fúngicas e nas infecções por micobactérias [12][13]

      • Uso adulto [12][13]

Anti-inflamatório oral

  • Indicação [1][2][3][4]:

    • Episclerite com dor ou como alternativa ao corticoide tópico

    • Esclerite anterior não necrosante, antes do encaminhamento urgente

  • Esquemas [1][2][3][4][7][14][15][16]:

    • Ibuprofeno (Dalsy®) comp. rev. 400 mg

      • 400 mg até 3 vezes ao dia, com intervalo de 4 a 6 horas

      • Dose máxima: 1.200 mg/dia

      • Administração: via oral, com bastante líquido; engolir inteiro, sem mastigar, quebrar ou esmagar; com alimento se houver estômago sensível

    • Ibuprofeno (Dalsy®) susp. oral 20 mg/mL (frasco 100 mL, com seringa dosadora)

      • Criança a partir de 6 meses: 20 a 30 mg/kg/dia, em doses divididas, com intervalo mínimo de 4 horas:

        • 7 a 10 kg (6 a 12 meses): 2,5 mL (50 mg) 3 vezes ao dia; máximo de 150 mg/dia

        • 10 a 14,5 kg (1 a 2 anos): 2,5 mL (50 mg) 3 a 4 vezes ao dia; máximo de 200 mg/dia

        • 14,5 a 25 kg (3 a 7 anos): 5 mL (100 mg) 3 a 4 vezes ao dia; máximo de 400 mg/dia

        • 25 a 40 kg (8 a 12 anos): 10 mL (200 mg) 3 a 4 vezes ao dia; máximo de 800 mg/dia

      • Administração: via oral, com a seringa dosadora; com alimento se houver estômago sensível

    • Naproxeno comp. rev. 550 mg (equivale a 500 mg de naproxeno)

      • Episclerite: 1 comprimido 2 vezes ao dia, por até 2 semanas

      • Esclerite: 1 comprimido 2 vezes ao dia

      • Administração: via oral, com um pouco de água, sem mastigar; em jejum ou com alimentos

    • Indometacina (Indocid®) cáps. 50 mg

      • Esclerite: 50 mg 3 vezes ao dia

      • Administração: via oral, com alimentos, leite ou antiácido

    • Protetor gástrico:

      • Omeprazol cáps. 20 mg

        • 20 mg uma vez ao dia, durante o uso do AINE oral

        • Administração: via oral, antes do café da manhã; engolir inteira, sem mastigar

    • Considerações:

      • Ibuprofeno contraindicado se qualquer um [7]:

        • Reação a ácido acetilsalicílico ou a outro AINE (asma, rinite, angioedema, urticária)

        • Úlcera péptica ativa ou sangramento gastrointestinal recorrente

        • Sangramento ou perfuração gastrointestinal com AINE prévio

        • Tendência a sangramento

        • Insuficiência renal grave (TFG abaixo de 30 mL/min), hepática grave ou cardíaca grave

        • Desidratação grave

        • Terceiro trimestre de gravidez

      • Ibuprofeno, primeiro e segundo trimestres de gravidez: só se claramente necessário [7]

      • Suspeita de dengue: não usar AINE [17]

      • AINE oral no idoso ou com comorbidades: usar com cautela [4][7]

      • AINE oral: risco de úlcera gástrica; associar protetor gástrico, como omeprazol [1]

      • Esclerite: começar com um AINE e trocar de agente se a resposta for insuficiente [2]

      • Naproxeno: a fonte também admite 250 mg 2 vezes ao dia na episclerite [1]

      • Naproxeno contraindicado se qualquer um [14]:

        • Asma, urticária ou reação alérgica a ácido acetilsalicílico ou a outro AINE

        • Sangramento ou perfuração gastrointestinal com AINE prévio

        • Úlcera péptica ou hemorragia recorrente

        • Insuficiência cardíaca grave

        • Suspeita de dengue

        • Lactação

      • Naproxeno: na gravidez (categoria D), só se estritamente necessário, sobretudo no primeiro e no terceiro trimestres; insuficiência renal, hepática ou cardíaca grave: cautela e redução da dose; abaixo de 12 anos, só com prescrição [14]

      • Indometacina contraindicada se qualquer um [15]:

        • Asma, urticária ou rinite desencadeadas por ácido acetilsalicílico ou outro AINE

        • Doença péptica ativa ou úlcera gastrointestinal recorrente

      • Indometacina: não recomendada na gestação, na lactação e abaixo de 2 anos; no terceiro trimestre, AINE pode causar fechamento do ducto arterioso e insuficiência renal fetal com oligodrâmnio; monitorar a função renal na disfunção renal [15]

      • Ibuprofeno: comprimido de 400 mg não usar abaixo de 12 anos; suspensão não usar abaixo de 6 meses ou de 5 kg [7]

💊 Como prescrever?

Lágrima artificial [1][8]:

  • Carmelose Sódica (colírio) (Fresh Tears®) sol. oft. 0,5% (frasco 5, 10 ou 15 mL)

    • 1 a 2 gotas no olho afetado, pelo menos 4 vezes ao dia

    • Administração: via oftálmica; não encostar a ponta do frasco nos olhos, nos dedos ou em outras superfícies; manter fechado após o uso

  • Dextrana 70 + hipromelose (Lacrima Plus®) sol. oft. 0,1% + 0,3% (frasco 15 mL)

    • 1 a 2 gotas no olho afetado, pelo menos 4 vezes ao dia

    • Administração: via oftálmica, no saco conjuntival; não encostar a ponta do frasco nos olhos

  • Carbômer (Vidisic® Gel) gel oft. 2 mg/g (tubo 10 g)

    • 1 gota no saco conjuntival, 3 a 5 vezes ao dia

    • Administração: via oftálmica; segurar o tubo na vertical para formar a gota; fechar o tubo logo após o uso; não usar por mais de 1 mês após aberto

Ibuprofeno [4][7]:

  • Ibuprofeno (Dalsy®) comp. rev. 400 mg

    • 400 mg até 3 vezes ao dia, com intervalo de 4 a 6 horas

    • Dose máxima: 1.200 mg/dia

    • Administração: via oral, com bastante líquido; engolir inteiro, sem mastigar, quebrar ou esmagar; com alimento se houver estômago sensível

  • Ibuprofeno (Dalsy®) susp. oral 20 mg/mL (frasco 100 mL, com seringa dosadora)

    • Criança a partir de 6 meses: 20 a 30 mg/kg/dia, em doses divididas, com intervalo mínimo de 4 horas:

      • 7 a 10 kg (6 a 12 meses): 2,5 mL (50 mg) 3 vezes ao dia; máximo de 150 mg/dia

      • 10 a 14,5 kg (1 a 2 anos): 2,5 mL (50 mg) 3 a 4 vezes ao dia; máximo de 200 mg/dia

      • 14,5 a 25 kg (3 a 7 anos): 5 mL (100 mg) 3 a 4 vezes ao dia; máximo de 400 mg/dia

      • 25 a 40 kg (8 a 12 anos): 10 mL (200 mg) 3 a 4 vezes ao dia; máximo de 800 mg/dia

    • Administração: via oral, com a seringa dosadora; com alimento se houver estômago sensível

Naproxeno sódico [1][14]:

  • Naproxeno comp. rev. 550 mg (equivale a 500 mg de naproxeno)

    • Episclerite: 1 comprimido 2 vezes ao dia, por até 2 semanas

    • Esclerite: 1 comprimido 2 vezes ao dia

    • Administração: via oral, com um pouco de água, sem mastigar; em jejum ou com alimentos

Indometacina [2][15]:

  • Indometacina (Indocid®) cáps. 50 mg

    • Esclerite: 50 mg 3 vezes ao dia

    • Administração: via oral, com alimentos, leite ou antiácido

Omeprazol [1][16]:

  • Omeprazol cáps. 20 mg

    • 20 mg uma vez ao dia, durante o uso do AINE oral

    • Administração: via oral, antes do café da manhã; engolir inteira, sem mastigar

Corticoide tópico [1][12]:

  • Fluorometolona (Flumex®) susp. oft. 1 mg/mL (0,1%) (frasco 10 mL)

    • 1 a 2 gotas no saco conjuntival, 4 vezes ao dia, por 1 a 2 semanas, com redução gradual

    • Administração: via oftálmica; agitar antes de usar; não encostar a ponta do frasco nos olhos; manter fechado após o uso

  • Loteprednol (Loteprol®) susp. oft. 5 mg/mL (0,5%) (frasco 5 mL)

    • 1 a 2 gotas no saco conjuntival, 4 vezes ao dia, por 1 a 2 semanas, com redução gradual

    • Administração: via oftálmica; agitar antes de usar

Particularidades na criança

  • Episclerite: rara na criança [1]

  • Esclerite: rara; a forma posterior é proporcionalmente mais comum que no adulto; investigar causas infecciosas e reumatológicas desde a apresentação [2]

  • SESA-ES: todo olho vermelho, agudo ou crônico, vai para avaliação oftalmológica [6]

  • Ibuprofeno: comprimido de 400 mg só acima de 12 anos; abaixo disso, suspensão oral a partir de 6 meses; conferir em "Anti-inflamatório oral" [7]

Referências

[1] SCHONBERG, Stacy; STOKKERMANS, Thomas J. Episcleritis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023. Atualizado em 7 ago. 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK534796/. Acesso em: 23 out. 2026.

[2] LAGINA, Amy; TRIPATHY, Koushik. Scleritis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026. Atualizado em 14 set. 2026. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499944/. Acesso em: 23 out. 2026.

[3] NHS SCOTLAND. Eyecare Guidelines. 4.1 Episcleritis. Revisão em 19 dez. 2025. Disponível em: https://www.eyes.nhs.scot/eyecare-guidelines/section-4-scleraepisclera/41-episcleritis/. Acesso em: 23 out. 2026.

[4] NHS SCOTLAND. Eyecare Guidelines. 4.3 Scleritis. Revisão em 7 set. 2026. Disponível em: https://www.eyes.nhs.scot/eyecare-guidelines/section-4-scleraepisclera/43-scleritis/. Acesso em: 23 out. 2026.

[5] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica, n. 28, v. II. 1. ed., 1. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Cap. 2.22, Urgências oftalmológicas: "olho vermelho". Disponível em: https://sites.usp.br/guiacseb/wp-content/uploads/sites/943/2023/02/caderno28.pdf.

[6] ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Saúde. Protocolo de Oftalmologia: Autorregulação Formativa Territorial. Vitória, 2021. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Publicações%20em%20PDF/ARFT%20Oftalmologia%20site.pdf.

[7] ABBOTT LABORATÓRIOS DO BRASIL. Dalsy® (ibuprofeno): comprimidos revestidos 400 mg e suspensão oral 20 mg/mL. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 10/11/2016.

[8] ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS. Fresh Tears® (carmelose sódica): solução oftálmica 5 mg/mL. Bula para o profissional de saúde.

[9] NOVARTIS BIOCIÊNCIAS. Lacrima® Plus (dextrana 70 + hipromelose): solução oftálmica 1,0 mg/mL + 3,0 mg/mL. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 01/09/2021.

[10] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão (CID-10). Capítulo VII: Doenças do olho e anexos (H00-H59). Versão em português, DATASUS.

[11] BL INDÚSTRIA ÓTICA. Vidisic® Gel (carbômer): gel oftálmico 2 mg/g. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 05/05/2017.

[12] ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS. Flumex® (fluormetolona): suspensão oftálmica 1 mg/mL. Bula para o profissional de saúde. Histórico de alteração até 29/07/2014.

[13] BL INDÚSTRIA ÓTICA. Loteprol (etabonato de loteprednol): suspensão oftálmica 5 mg/mL. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 29/12/2025.

[14] EUROFARMA LABORATÓRIOS. Naproxeno sódico: comprimido revestido 550 mg. Bula para o profissional de saúde.

[15] ASPEN PHARMA. Indocid® (indometacina): cápsulas 25 mg e 50 mg. Bula para o profissional de saúde.

[16] GEOLAB INDÚSTRIA FARMACÊUTICA. Omeprazol: cápsula dura 20 mg. Bula para o profissional de saúde. Versão 02, nov. 2022.

[17] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Doenças Transmissíveis. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 6. ed. Brasília, 2024. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2024/02/dengue-manejo-clinico.pdf. Acesso em: 27 out. 2026.

Autoria e Curadoria

As informações contidas nesta página são de autoria da Equipe Editorial Médica do GPMED, composta por médicos especialistas de diversas áreas. Todo o conteúdo é estruturado rigorosamente com base em fontes bibliográficas de alto impacto e nas diretrizes oficiais vigentes, seguindo os preceitos da Medicina Baseada em Evidências. Nosso compromisso é oferecer ao médico uma base de consulta técnica, confiável e chancelada por profissionais experientes, garantindo máxima segurança no suporte à decisão clínica.