Eflúvio Anágeno
CID-10: L65.1 - Eflúvio anágeno
Introdução
O eflúvio anágeno é uma alopecia não cicatricial em que os fios em fase de crescimento (anágena) sofrem agressão tóxica ou inflamatória e se quebram, em vez de caírem em fase de repouso (telógena) [1].
Existem dois tipos [1]:
Eflúvio anágeno distrófico: associado principalmente à quimioterapia; também ocorre na desnutrição proteico-calórica, no pênfigo, na alopecia areata e nas intoxicações por metais pesados [1]
Síndrome do anágeno frouxo: condição hereditária, com fios anágenos pouco ancorados que saem com facilidade e sem dor à tração [1]
Este protocolo trata do eflúvio anágeno distrófico. A incidência após quimioterapia é de cerca de 65% [2].
🔑 Pontos-chave:
O sofrimento com a queda pode levar a recusar ou adiar o tratamento oncológico: oferecer apoio [1]
Eritema, descamação ou pigmentação no couro cabeludo não fazem parte do eflúvio anágeno e sugerem processo cicatricial [1]
Queda difusa dias a semanas após a exposição, com fios quebrados por fratura afilada da haste [1][2]; no eflúvio telógeno, a queda começa 3 a 5 meses após o gatilho [2]
Causa não quimioterápica: suspender ou evitar o fármaco causal reverte o quadro [1]; na radiação acima de 30 Gy, a destruição do folículo é permanente [1]
Antes de iniciar quimioterapia que cause alopecia, informar o paciente e orientar prótese capilar ou lenço antes da queda [1]
Docetaxel em dose de 75 mg/m² ou maior no câncer de mama: informar o risco de alopecia permanente ou prolongada [1]
Hipotermia do couro cabeludo: contraindicada em criança, leucemia e alguns linfomas [1]
Prevenção: nenhum tratamento totalmente eficaz [1] e nenhum fármaco eficaz [2]; minoxidil trata a recuperação tardia, não previne [1]
Finasterida na quimioterapia ou na alopecia por terapia endócrina do câncer de mama: não usar, porque os riscos parecem superar os benefícios [1]
🎯 Fluxograma de manejo
![O fluxograma organiza o manejo da queda de cabelo difusa com suspeita de eflúvio anágeno. Primeiro, pergunta-se se há qualquer um no couro cabeludo: eritema, descamação ou pigmentação. Se sim, há suspeita de alopecia cicatricial (conferir o protocolo específico "Alopecias cicatriciais primárias"). Se não, pergunta-se se houve exposição nas semanas anteriores, qualquer um: quimioterapia; outro fármaco implicado; metal pesado; radioterapia; desnutrição proteico-calórica grave (conferir em Causas e fatores de risco). Se não, investigam-se outras causas de queda difusa (conferir o protocolo Eflúvio Telógeno e em Diagnóstico diferencial). Se sim, pergunta-se se há todos: queda iniciada dias a semanas após a exposição; fios quebrados (fratura afilada da haste). Se não, reavalia-se o diagnóstico: o eflúvio telógeno começa 3 a 5 meses após o gatilho; a quimioterapia semanal dá queda mais lenta e, na fase avançada, o teste de tração mostra só fios telógenos (conferir em Diagnóstico diferencial e o protocolo Eflúvio Telógeno). Se sim, trata-se de eflúvio anágeno, e pergunta-se se a causa é a quimioterapia. Se não, suspende-se ou evita-se o fármaco causal, se possível, e exclui-se, conforme a clínica: ferropenia, tireoidopatia, LES, sífilis (conferir em Diagnóstico). Se sim, pergunta-se se a quimioterapia ainda não foi concluída. Se ainda não foi, orienta-se que o recrescimento ocorre na maioria após o fim da quimioterapia e sobre prótese capilar ou lenço, com medidas de prevenção nos próximos ciclos; docetaxel na dose de 75 mg/m² ou mais no câncer de mama: informar risco de alopecia permanente (conferir em Prevenção durante a quimioterapia e em Orientação ao paciente). Os ramos do fármaco causal, da orientação e da quimioterapia já concluída convergem para aguardar o recrescimento após o fim do tratamento ou a suspensão do agente. Em seguida, pergunta-se se há recrescimento visível em 3 a 6 meses: se sim, seguimento clínico (conferir em Prognóstico e recrescimento); se não, recuperação tardia: encaminhar ao dermatologista (conferir em Quando encaminhar e em Tratamento pelo especialista). Abreviação: LES, lúpus eritematoso sistêmico. Fonte: referências [1] e [2] do artigo.](https://assets.gpmed.app/treatments/1793128414315_f2f81e76.png)
Causas e fatores de risco
Quimioterapia [1][2]:
Frequência por classe [1]:
Antimicrotúbulo (paclitaxel): 80%
Inibidores de topoisomerase (doxorrubicina): 60% a 100%
Alquilantes (ciclofosfamida): mais de 60%
Antimetabólitos (5-fluoruracila): 10% a 20%
Agentes mais associados: ciclofosfamida, nitrosoureias e doxorrubicina [2]
Quimioterapia em alta dose no transplante de células hematopoéticas: alopecia rápida e extensa [1]
Terapia endócrina (tamoxifeno e inibidores da aromatase), terapias biológicas-alvo e conjugados anticorpo-fármaco: alopecia parcial ou leve [1]
Inibidores de checkpoint imunológico: alopecia, vitiligo e poliose [1]
Outros fármacos [1][2]:
Isoniazida, colchicina, ciclosporina [1]
Levodopa [1][2]
Tamoxifeno, alopurinol, bromocriptina [2]
Metotrexato: reações idiossincrásicas [1]
Albendazol: relatos ocasionais [1]
Metais pesados e toxinas [1][2]:
Tálio, mercúrio, boro, cobre e cádmio [1]; bismuto [1][2]; arsênio e ouro [2]
Radiação [1]:
Exposição a mais de 30 Gy de raios X profundos: destruição permanente do folículo
Embolização endovascular de aneurisma cerebral: alopecia não cicatricial na área tratada
Doenças inflamatórias e autoimunes [1][2]:
Alopecia areata e sífilis [1]
Pênfigo vulgar [1][2]
Micose fungoide [2]
Outras situações [1]:
Cirurgias do couro cabeludo (redução de área cicatricial, exérese de nevo, enxerto)
Hipotensão e hipóxia graves com oxigenação por membrana extracorpórea
Desnutrição proteico-calórica grave (kwashiorkor)
Fatores que aumentam a alopecia na quimioterapia [1]:
Metabolismo de fármaco reduzido, como na disfunção hepática
Irradiação prévia do couro cabeludo
Idade avançada
Alopecia androgenética
Alopecia prévia por quimioterapia
Doença do enxerto contra o hospedeiro após transplante de células hematopoéticas
Quadro clínico
Achado-chave: fratura afilada da haste do fio [1]
Início [1][2]:
Queda em geral nas primeiras 2 semanas após a quimioterapia [1]
Dias a semanas após a exposição ao quimioterápico, mais evidente após 1 a 2 meses [2]
Na maioria dos esquemas, alopecia completa ao fim do segundo ciclo [1]
Quimioterapia semanal: queda mais lenta e às vezes parcial [1]
Distribuição [1]:
Queda difusa, principalmente na coroa e na região frontal [1]
Pode atingir sobrancelhas, cílios, axilas, púbis e membros, inclusive após a última dose de quimioterapia; esses pelos se recuperam mais rápido que os do couro cabeludo [1]
Couro cabeludo [1]:
Sem eritema, descamação ou pigmentação
Presença desses sinais: sugere alopecia cicatricial
Sobreposição com eflúvio telógeno: possível durante a quimioterapia, que é também um estressor importante [1]
Outras alterações do cabelo, que não são eflúvio anágeno [1]:
Metotrexato e terapias biológicas-alvo: escurecimento de sobrancelhas, cílios e cabelo em faixas alternadas (sinal da bandeira)
Diagnóstico
Diagnóstico clínico [1]:
História e exame físico em geral bastam, sem biópsia
História, teste de tração e tricoscopia diferenciam as principais causas de queda (conferir em Diagnóstico diferencial)
Anamnese [1][2]:
Exposição nas semanas anteriores: quimioterapia, outro fármaco implicado, metal pesado, radiação, desnutrição grave (conferir em Causas e fatores de risco)
Revisão de sistemas para excluir deficiências nutricionais, doenças metabólicas ou endócrinas e infecções [1]
Teste de tração [1][2]:
Técnica: segurar cerca de 40 a 60 fios na base com polegar, indicador e médio e tracionar suavemente, afastando do couro cabeludo [2]
Positivo: saem mais de 10% dos fios (4 a 6); indica queda ativa e sugere eflúvio telógeno, eflúvio anágeno ou alopecia areata [2]
Resultado negativo não exclui essas condições [2]
Fase avançada do eflúvio anágeno: o teste mostra apenas os fios telógenos poupados [1]
Exames para excluir outras causas, conforme a clínica [1]:
Ferropenia
Tireoidopatia
Lúpus eritematoso sistêmico
Infecções, incluindo sífilis: conferir o protocolo Sífilis no Adulto
Exames do fio e do couro cabeludo [1]:
Exame do fio arrancado:
Fio anágeno: totalmente pigmentado, com bainhas radiculares interna e externa
Fio telógeno: raiz em clava, sem bainhas, com despigmentação proximal da haste
Tricoscopia:
Afilamento proximal da haste (pelo em ponto de exclamação) e constrições de Pohl-Pinkus nas doses sucessivas de quimioterapia
Recrescimento: múltiplos fios em rabo de porco
Biópsia, quando necessária:
Ajuda a excluir eflúvio telógeno
Eflúvio anágeno: relação anágeno/telógeno normal, com menos de 15% dos folículos em telógeno
Mais de 15% dos folículos em telógeno: favorece eflúvio telógeno
Diagnóstico diferencial
Eflúvio telógeno (ver tabela): conferir o protocolo Eflúvio Telógeno [1][2]
Tricotilomania: conferir o protocolo específico "Tricotilomania" [1]
Alopecia androgenética: conferir os protocolos específicos "Alopecia androgenética masculina" e "Alopecia androgenética feminina" [1]
Alopecia areata: também causa teste de tração positivo; conferir o protocolo específico "Alopecia areata" [2]
Alopecias cicatriciais: eritema, descamação ou pigmentação no couro cabeludo; conferir o protocolo específico "Alopecias cicatriciais primárias" [1]
Síndrome do anágeno frouxo: fios anágenos que saem com facilidade e sem dor à tração, de causa hereditária [1]
Característica | Eflúvio anágeno | Eflúvio telógeno |
|---|---|---|
Início após o gatilho | Dias a semanas [2]; em geral nas primeiras 2 semanas após a quimioterapia [1] | 3 a 5 meses após estressor físico ou emocional [2] |
Mecanismo | Fio em crescimento quebra por agressão tóxica ou inflamatória [1] | Muitos fios entram em telógeno e caem [2] |
Fio | Fratura afilada da haste; fio anágeno pigmentado, com bainhas [1] | Raiz em clava, sem bainhas, despigmentação proximal [1] |
Biópsia | Menos de 15% dos folículos em telógeno [1] | Mais de 15% dos folículos em telógeno [1] |
Curso | Recrescimento após suspender o agente (ver Prognóstico e recrescimento) [1][2] | Em geral autolimitado, resolve em 2 a 6 meses [2] |
Fonte: [1][2]
Prognóstico e recrescimento
Causa não quimioterápica: a suspensão ou a evitação do fármaco causal reverte o eflúvio anágeno [1]
Prazo de recrescimento após suspender o agente:
StatPearls (2024):
Recrescimento visível em 3 a 6 meses [1]
AAFP (2017):
Recrescimento em 1 a 3 meses [2]
Recuperação completa: pode levar meses ou anos; em poucos pacientes o afinamento persiste [1]
Cabelo novo: cerca de 65% notam mudança de cor ou de textura (grisalho, cacheado ou liso), que tende a diminuir com o tempo [1]
Alopecia permanente: rara [2]; associada sobretudo ao docetaxel, em relação com a dose por infusão e a duração da exposição [1]
Agentes de menor toxicidade: menos queda, mas recrescimento mais lento; agentes de maior toxicidade: queda intensa, com recrescimento potencialmente mais rápido [1]
Orientação ao paciente
Antes da quimioterapia que pode causar alopecia [1]:
Informar sobre o efeito adverso e sobre alternativas de esquema quimioterápico [1]
Estimular prótese capilar ou lenço antes da queda, com benefício estético e de proteção contra o frio [1]
Docetaxel em dose de 75 mg/m² ou maior por infusão, no câncer de mama [1]:
Informar o risco de alopecia permanente ou prolongada
O resfriamento do couro cabeludo pode preveni-la, com dados limitados
Expectativa [1]:
A queda é inevitável com o agente causal, mas a maioria recupera o cabelo após o fim da quimioterapia [1]
Impacto emocional [1][2]:
O sofrimento pode levar a escolher tratamento inferior ou a recusar ou adiar o tratamento oncológico: oferecer apoio [1]
Cerca de 50% das mulheres com câncer consideram a queda o aspecto mais traumático da quimioterapia, e quase 10% recusariam o tratamento por medo da queda [2]
Prevenção durante a quimioterapia
Nenhum tratamento totalmente eficaz para prevenir ou interromper a queda [1]; nenhuma intervenção farmacológica eficaz [2]
Hipotermia do couro cabeludo [1][2][3]:
Interesse do paciente: encaminhar à equipe que conduz a quimioterapia (conferir em Quando encaminhar)
StatPearls (2024):
Cenário de uso: tumores sólidos com quimioterapia em bolus ou infusão curta e chance moderada a alta de alopecia completa; apoio mais forte no câncer de mama [1]
Dispositivos automatizados liberados pelo FDA para todos os tipos de tumor sólido [1]
Contraindicações, qualquer um [1]:
Criança
Adulto com tumor sólido em infusão contínua por 24 horas ou em radioterapia cerebral
Leucemia ou certos tipos de linfoma
Transplante de medula óssea ou de células-tronco com doses mieloablativas de quimioterapia e radioterapia
Doença por crioaglutininas, crioglobulinemia ou distrofia pós-traumática pelo frio
Técnica: resfriar o couro cabeludo abaixo de 24 °C durante a infusão [1]
Agentes descritos: daunorrubicina, doxorrubicina, paclitaxel, vincristina, vimblastina, mecloretamina, actinomicina D e epirrubicina [1]
Efeitos adversos: sensação de frio, cefaleia, náusea, pele seca e claustrofobia [1]
Toucas manuais: risco de lesão térmica, mitigada por touca interna de proteção ou faixa na borda do cabelo [1]
AAFP (2017):
Desencorajar, porque pode reduzir a chegada do quimioterápico ao couro cabeludo e levar a metástases cutâneas no couro cabeludo [2]
Única intervenção que reduziu de forma significativa o risco de eflúvio anágeno por quimioterapia [2]
Rugo et al. (2017):
Câncer de mama em quimioterapia: análise sugere que o resfriamento não aumenta a incidência de metástase no couro cabeludo, que é baixa com ou sem resfriamento (análise retrospectiva) [3]
Torniquete do couro cabeludo durante a quimioterapia [1]:
Descrito em estudos como forma de reduzir o fluxo sanguíneo do couro cabeludo, sem recomendação de uso na fonte [1]
Contraindicado se houver possibilidade de metástase no couro cabeludo ou no cérebro [1]
Não usar para prevenção [1]:
Minoxidil: reservado ao tratamento [1]
Finasterida: dados insuficientes; os riscos parecem superar os benefícios [1]
Calcitriol tópico: dados inadequados; há preocupação de proteger as células tumorais do efeito da quimioterapia [1]
Quando encaminhar
Ao dermatologista, qualquer um:
Sem recrescimento visível no prazo esperado após suspender o agente:
StatPearls (2024):
3 a 6 meses [1]
AAFP (2017):
1 a 3 meses [2]
Recuperação tardia após a quimioterapia ou alopecia persistente após o tratamento oncológico, que são indicação das terapias do especialista [1] (conferir em Tratamento pelo especialista)
Hipotricose de cílios ou sobrancelhas após a quimioterapia, quando o paciente deseja tratamento [1]
Eritema, descamação ou pigmentação no couro cabeludo, que sugerem alopecia cicatricial [1]; conferir o protocolo específico "Alopecias cicatriciais primárias"
Dúvida diagnóstica com outra causa de queda após história, teste de tração e tricoscopia [1] (conferir em Diagnóstico diferencial)
À equipe que conduz a quimioterapia, qualquer um:
Sofrimento com a queda que leve a considerar recusar, adiar ou trocar o tratamento oncológico [1]
Interesse em hipotermia do couro cabeludo, que depende das contraindicações e do esquema quimioterápico [1] (conferir em Prevenção durante a quimioterapia)
Docetaxel em dose de 75 mg/m² ou maior no câncer de mama, pelo risco de alopecia permanente ou prolongada [1]
Tratamento pelo especialista
Prescrição pelo especialista; indicação: alopecia com recuperação tardia após a quimioterapia, alopecia persistente após o tratamento oncológico, ou alopecia associada à terapia endócrina [1]
Opções [1]:
Minoxidil:
Via oral preferida à tópica na maioria dos pacientes com alopecia por quimioterapia ou alopecia importante por terapia endócrina, com ou sem terapia-alvo [1]
Tópico: opção aceitável na perda menos intensa por terapia endócrina [1]
Pode ajudar no período de recrescimento [2]
Dose não declarada nas fontes
Bimatoprosta tópica: hipotricose de cílios ou sobrancelhas por quimioterapia; segurança durante a quimioterapia não avaliada [1]
Espironolactona [1]:
Pode ser considerada na alopecia persistente após o tratamento oncológico
Cautela: preocupação com aumento do estrogênio e possível aumento de câncer de mama, associação não demonstrada de forma consistente em quem não tem história da doença
Dados limitados de eficácia e segurança
Fotobiomodulação após a quimioterapia: evidência limitada de acelerar o recrescimento no câncer de mama [1]
Não usar: finasterida, pelo risco de elevar o estrogênio sérico e de ginecomastia no homem [1]
Referências
[1] SALEH, Dahlia; NASSEREDDIN, Ali; SALEH, Haitham M.; COOK, Christopher. Anagen Effluvium. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024. Última atualização em 30 abr. 2024. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482293/. Acesso em: 23 out. 2026.
[2] PHILLIPS, T. Grant; SLOMIANY, W. Paul; ALLISON, Robert. Hair Loss: Common Causes and Treatment. American Family Physician, v. 96, n. 6, p. 371-378, 2017. Disponível em: https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2017/0915/p371.html. Acesso em: 23 out. 2026.
[3] RUGO, Hope S.; MELIN, Susan A.; VOIGT, Jeff. Scalp cooling with adjuvant/neoadjuvant chemotherapy for breast cancer and the risk of scalp metastases: systematic review and meta-analysis. Breast Cancer Research and Treatment, v. 163, p. 199-205, 2017. DOI: 10.1007/s10549-017-4185-9. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10549-017-4185-9.
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