Tinea Capitis

CID-10: B35.0 - Tinha da barba e do couro cabeludo

Introdução

  • Tinea capitis é a infecção dos folículos pilosos do couro cabeludo e da pele ao redor por fungos dermatófitos, em geral dos gêneros Microsporum e Trichophyton [2].

  • Faixa etária: predomina em crianças pré-púberes [2], sobretudo entre 3 e 7 anos; lactentes e recém-nascidos raramente são acometidos [1]

  • Adulto [1][2]:

    • Incidência baixa; mais frequente no imunodeprimido, com apresentação que pode ser atípica [2]

    • Mais comum em mulheres [1]

    • T. tonsurans: sobretudo homens jovens após corte de cabelo ou barba em barbearia [1]

  • Agentes no Brasil: T. tonsurans (39,4%) e M. canis (34,4%) em série pediátrica de São Paulo [3]

  • Transmissão [1][2][4]:

    • Antropofílicos: de pessoa a pessoa, por portadores assintomáticos e por fômites (bonés, escovas, instrumentos de barbearia) [2][4]

    • Zoofílicos: gatos e cães (M. canis) e cobaias [1]; gado (T. verrucosum) [2]

🔑 Pontos-chave:

  • Kerion confundido com abscesso: não drenar sem diagnóstico micológico [1]

  • Tratamento sempre sistêmico; antifúngico tópico isolado não trata a tinea capitis [1][2][4]

  • Kerion ou suspeita clínica forte, com descamação, linfonodomegalia ou alopecia típicas: iniciar o tratamento sem aguardar a cultura [1][2]

  • Griseofulvina contraindicada na gestação [1][2]

  • O quadro clínico não identifica o agente com segurança [1][3]

  • Escolha pelo agente: na criança, Trichophyton, terbinafina, e Microsporum, griseofulvina ou itraconazol [1][2]; no adulto, terbinafina sem escolha pela espécie [1]

  • Desfecho é a cura micológica, não a clínica: repetir o micológico até negativar [1][2]

  • Rastrear todos os familiares e contatos próximos, inclusive adultos, que podem ter infecção oculta, sobretudo com agente antropofílico (T. tonsurans) [1][2]

  • Reação id após o início do tratamento não indica suspender o antifúngico [2]

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🎯 Fluxograma de manejo

O fluxograma organiza o manejo da tinea capitis na criança e no adulto. Parte da suspeita de tinea capitis, com qualquer um: alopecia em placa, descamação do couro cabeludo, pontos pretos, pústulas, kerion. Examinar todo o corpo e as unhas, perguntar sobre casos em casa e na escola, animais e barbearia, e usar lâmpada de Wood e tricoscopia, se disponíveis (conferir em Diagnóstico). Coletar material para micológico direto e cultura; kerion não deve ser drenado sem diagnóstico micológico (conferir em Diagnóstico). Pergunta-se se há qualquer um: kerion; suspeita clínica forte, com descamação, linfonodomegalia ou alopecia típicas. Se não, aguardar o micológico direto ou a cultura e perguntar se são positivos: se não, rever o diagnóstico (conferir em Diagnóstico diferencial). Se sim, nos dois casos, pergunta-se se o paciente é adulto ou criança. No adulto: terbinafina por via oral, 250 mg 1 vez ao dia (conferir em Tratamento sistêmico no adulto). Na criança, pergunta-se o agente identificado ou sugerido. Trichophyton: terbinafina por via oral, com dose pelo peso. Microsporum: griseofulvina por via oral, 20 mg/kg/dia, em 1 ou 2 tomadas, com a refeição principal, ou itraconazol por via oral, 5 mg/kg/dia, com máximo de 100 mg/dia (ambos: conferir em Tratamento sistêmico na criança). Agente desconhecido: escolher pelo agente mais provável na epidemiologia local e ajustar pela cultura (conferir em Escolha do antifúngico). Todos os ramos seguem para as medidas comuns: antifúngico tópico no couro cabeludo 2 vezes ao dia e xampu antifúngico 2 vezes por semana; rastrear família e contatos; levar animais ao veterinário se o agente for zoofílico; fômites (conferir em Tratamento tópico adjuvante e em Contactantes, animais, fômites e escola). Reavaliar na 4ª semana com novo micológico (conferir em Seguimento e critério de cura) e perguntar se houve melhora clínica. Se não: conferir adesão, dose, agente e reinfecção, e aumentar dose ou duração, ou trocar para a segunda linha (conferir em Falha terapêutica). Se sim: com melhora clara e repilação visível, suspender o sistêmico e manter o tópico até o resultado da cultura (conferir em Seguimento e critério de cura), e perguntar se a cultura é negativa. Se sim, cura micológica: encerrar o tratamento. Se não, manter sistêmico e tópico por mais 2 a 4 semanas e repetir o micológico, voltando à pergunta sobre a cultura. Um ícone de alerta marca a terbinafina, a griseofulvina e o itraconazol, após o nome; um quadro na parte inferior do fluxograma explica o ícone: antes de prescrever, confira cuidados e contraindicações referentes a esse medicamento. Abreviações: VO, via oral. Fonte: referências [1] e [2] do artigo.

Quadro clínico e formas clínicas

  • Achado comum: alopecia em placa com descamação e eritema em graus variáveis; os sinais podem ser discretos [2]

  • Formas não inflamatórias [2]:

    • Placa cinzenta (grey patch): alopecia circular com descamação fina e fios de cor cinza fosca; típica de Microsporum

    • Pontos pretos (black dot): placas de alopecia pouco inflamatórias, com descamação fina e cotos de fios quebrados; típica de Trichophyton

    • Descamação difusa: alopecia mínima ou ausente, com descamação generalizada semelhante à caspa

  • Formas inflamatórias [2]:

    • Pustulosa difusa: alopecia em placas com pústulas esparsas ou foliculite discreta, às vezes com linfonodomegalia regional dolorosa

    • Kerion: massa inflamatória dolorosa e amolecida, com alopecia, pústulas e crostas espessas; linfonodomegalia regional é comum

    • Favo: lesões crostosas amareladas em forma de taça (escútulas) ao redor dos óstios foliculares; pode deixar alopecia cicatricial

  • Reação id (dermatofítide): erupção papular pruriginosa, sobretudo ao redor da hélice da orelha, que pode surgir com o início do tratamento [2]

    • Não confundir com reação ao antifúngico [1][2]

    • Piora inicial da reação id durante o tratamento é frequente [1]

  • Prognóstico: em geral sem perda capilar definitiva [1]; risco de alopecia permanente no kerion, nas formas profundas e no favo [1][2]

Diagnóstico

  • Anamnese [1]:

    • Evolução, outros casos na família, na escola ou na creche [1]

    • Contato com animais, corte de cabelo ou barba em barbearia, viagens [1]

  • Exame físico [1][2][4]:

    • Inspecionar todo o corpo, incluindo as unhas, em busca de outra dermatofitose [1]

    • Linfonodomegalia:

      • Regional, com alopecia e/ou descamação em criança: pista importante para tinea capitis [2]

      • Retroauricular: ajuda a diferenciar de outras causas inflamatórias de alopecia [4]

  • Coleta para micológico direto e cultura em todo caso suspeito [1][2]:

    • Material: raspado com bisturi rombo, fios arrancados, escova ou swab, de preferência combinados, conforme a forma clínica [1][2]

    • Colher da borda das lesões [2]

    • Kerion: remover crostas purulentas com pinça e arrancar cotos de fios da borda da lesão [1]; o swab pode ser a amostra mais adequada, e a cultura é muitas vezes negativa [2]

    • Coletar também quando o tratamento já foi iniciado [1]

  • Interpretação [1][2]:

    • Micológico direto: sensibilidade baixa [2]

    • Cultura: resultado em 2 a 4 semanas [2]

    • Antifungigrama: não indicado de rotina [1][2]; nos casos refratários, em laboratório especializado [1]

  • Recursos complementares, se disponíveis [1][2]:

    • Lâmpada de Wood [1][2]:

      • Fluorescência amarelo-esverdeada: confirma Microsporum [1]; T. schoenleinii (favo) também pode fluorescer [2]

      • Fluorescência ausente: não exclui o diagnóstico [1]; T. tonsurans em geral não fluoresce [5], e a sensibilidade é baixa mesmo no Microsporum [1]

    • Tricoscopia [1]:

      • Fios em saca-rolha: sugerem Trichophyton [1]

      • Fios em código Morse, em zigue-zague ou angulados: sugerem Microsporum [1]

      • Fios em vírgula: ocorrem nos dois gêneros [1]

      • Pontos pretos não são específicos e ocorrem também na alopecia areata [1]

      • Sugere, mas não confirma o agente [1]

    • Biópsia com coloração para fungos: paciente já tratado com micológico repetidamente negativo sem explicação, forma profunda e favo [1]

Diagnóstico diferencial

Condição

Pista que diferencia da tinea capitis

Psoríase, dermatite seborreica e dermatite atópica do couro cabeludo

Em geral mais difusas, com sinais característicos em outras áreas [2]

Alopecia areata

Em geral sem descamação, às vezes com eritema; pelos em ponto de exclamação, diferentes dos fios quebrados da tinea [1][2]

Lúpus eritematoso, líquen plano pilar, tricotilomania

Mais raros; considerar sobretudo quando há cicatriz [1][2]

Sífilis secundária, pitiríase amiantácea, eczema de ressecamento

Às vezes difíceis de separar das formas pouco inflamatórias [1]

Foliculite bacteriana, abscesso (furúnculo, carbúnculo), foliculite decalvante

Diagnósticos errados frequentes das formas inflamatórias, sobretudo do kerion [1][2]

Fonte: [1][2]

  • Protocolos relacionados:

    • Conferir os protocolos específicos "Alopecia areata", "Tricotilomania" e "Alopecias cicatriciais primárias"

    • Sífilis secundária: conferir o protocolo Sífilis no Adulto

Quando iniciar o tratamento

  • Antes da primeira dose: coletar o material para micológico direto e cultura [1][2]

  • Iniciar sem aguardar a cultura [1][2]:

    • Qualquer um:

      • Kerion

      • Suspeita clínica forte, com sinais típicos: descamação, linfonodomegalia, alopecia

    • AWMF (2025):

      • Só se PCR rápida indisponível e/ou micológico direto inconclusivo [1]

  • Demais casos: iniciar com micológico direto, cultura ou lâmpada de Wood positivos [1]

  • Escolha antes do resultado da cultura: conferir em "Escolha do antifúngico"

Esquema de tratamento

  • Local de tratamento: em geral ambulatorial; internação rara, quase restrita ao kerion [1]

  • Sempre sistêmico, com tópico adjuvante em paralelo [1][2]:

    • Antifúngico oral: conferir em "Escolha do antifúngico", "Tratamento sistêmico na criança" e "Tratamento sistêmico no adulto"

    • Antifúngico tópico no couro cabeludo e xampu antifúngico: conferir em "Tratamento tópico adjuvante"

  • Medidas simultâneas: rastrear família e contatos, animais e fômites (conferir em "Contactantes, animais, fômites e escola") [1][2]

  • Reavaliação na 4ª semana com novo micológico; duração total guiada pela cura micológica (conferir em "Seguimento e critério de cura") [1][2]

  • Não fazer [1][2]:

    • Antifúngico tópico isolado [1][2]

    • Drenagem cirúrgica de lesão do couro cabeludo com suspeita de micose antes do diagnóstico micológico [1]

    • Antibiótico com dermatófito confirmado, salvo infecção bacteriana secundária [1][2]

Escolha do antifúngico

Agente

Criança

Trichophyton (T. tonsurans, T. violaceum, T. soudanense, T. mentagrophytes e outros)

Terbinafina [1][2]

Microsporum (M. canis, M. audouinii)

Griseofulvina ou itraconazol [1][2]

Nannizzia gypsea

Itraconazol ou griseofulvina [1]

Fonte: [1][2]

  • Agente ainda desconhecido: decidir pelo agente mais provável na epidemiologia local e ajustar pelo resultado da cultura [1][2]

    • AWMF (2025):

      • Escolha do antifúngico antes da identificação do agente só nos casos graves [1]

    • Fluorescência verde à lâmpada de Wood ou tricoscopia sugestiva orientam a escolha antes da cultura [1]

    • Em serviço de São Paulo, T. tonsurans e M. canis tiveram frequência próxima, e a forma clínica não previu o agente [3]

    • Griseofulvina tem menor taxa de cura em T. tonsurans e pode ser menos eficaz quando usada de forma empírica [4]

  • Adulto: terbinafina para todos os agentes; escolher pela espécie só se houver suspeita de resistência [1]

  • Suspeita de T. indotineae (resistente à terbinafina): itraconazol é a escolha; fluconazol e griseofulvina não agem [1]; conferir em "Falha terapêutica"

Tratamento sistêmico na criança

  • Dose pelo peso e duração pelo agente: duração inicial de 4 semanas; continuação guiada pelo controle micológico, a cada 2 a 4 semanas a partir da 4ª semana [1]

  • Esquemas:

    • Terbinafina, primeira escolha em Trichophyton [1][2]:

      • Terbinafina (Funtyl®) comp. rev. 125 mg ou 250 mg

        • 1 vez ao dia, pelo peso:

          • < 20 kg: 62,5 mg

          • 20 a 40 kg: 125 mg

          • 40 kg: 250 mg

        • Duração:

          • BAD (2014):

            • 2 a 4 semanas

          • AWMF (2025), recomendações internacionais:

            • Trichophyton: 4 semanas

            • Microsporum: 8 a 12 semanas

        • Administração: via oral, com água, em jejum ou após uma refeição

      • Considerações:

        • Antes de prescrever:

          • Testes de função hepática [6]

        • Contraindicações:

          • Doença hepática, insuficiência renal grave, alcoolismo [1]; doença hepática crônica ou ativa [6]

          • Cautela em psoríase preexistente ou lúpus eritematoso [6]

        • Durante o uso:

          • Risco de hepatotoxicidade, inclusive grave; perda do paladar; reação semelhante ao lúpus [1]

          • Função hepática: repetir após 4 a 6 semanas de tratamento; suspender se houver elevação [6]

        • Dose e apresentação:

          • Clearance de creatinina abaixo de 50 mL/min: metade da dose [7]

          • Doses de 62,5 mg e 125 mg: usar o comprimido de 125 mg; abaixo de 20 kg, meio comprimido de 125 mg [7]

          • Comprimido de 250 mg de outro fabricante: a bula orienta não partir nem mastigar [6]

        • Idade e agente:

          • Uso em Microsporum: controverso; não é primeira escolha [1]

          • Criança < 10 kg (abaixo de 1 a 2 anos): dados apenas de casos isolados [1]

          • A bula inclui tinea capitis e uso pediátrico; sem dados abaixo de 2 anos (geralmente abaixo de 12 kg) [7]

    • Griseofulvina, primeira escolha em Microsporum [1][2]:

      • Griseofulvina comp. 500 mg

        • BAD (2014):

          • < 50 kg: 15 a 20 mg/kg/dia, em dose única ou dividida, por 6 a 8 semanas

          • 50 kg: 1 g/dia, em dose única ou dividida, por 6 a 8 semanas

          • Doses de até 25 mg/kg/dia podem ser necessárias em alguns casos

        • AWMF (2025):

          • 20 mg/kg/dia, em 1 ou 2 tomadas, com a refeição principal

          • Trichophyton: 6 a 8 semanas ou mais

          • Microsporum: 8 a 12 semanas ou mais

        • Administração: via oral, após as refeições; refeição com gordura aumenta a absorção

      • Considerações:

        • Contraindicações:

          • Absolutas: lúpus eritematoso, porfiria hepática, doença hepática grave [1][2][8][9]

          • Gestação: contraindicada, inclusive com intenção de engravidar [1][2][8][9]

          • Lactação: contraindicada [8]

        • Contracepção:

          • BAD (2014):

            • Homem tratado: não conceber filhos por 6 meses após o tratamento [2]

          • AWMF (2025):

            • Casal: contracepção eficaz por 6 meses após o uso [1]

          • Bula (Fulcin®):

            • Homem tratado: evitar a concepção durante o tratamento e por 6 meses após [8]

            • Mulher: não engravidar durante o tratamento e por 1 mês após; considerar contracepção adicional nesse período, porque há relato de falha do anticoncepcional oral [8]

        • Interações:

          • Varfarina, ciclosporina, anticoncepcional oral [2]

          • Barbitúricos: reduzem o efeito da griseofulvina [9][15]

          • Álcool: efeito potencializado, com taquicardia e rubor [9]; hipotensão grave descrita [15]

        • Durante o uso:

          • Reação cutânea grave (Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, eritema multiforme): suspender a griseofulvina [9][15][16]

          • Hepatotoxicidade (elevação de AST, ALT e bilirrubina, icterícia), que pode levar a internação ou óbito: monitorar e considerar suspensão [15][16]

          • Lúpus eritematoso ou síndrome semelhante ao lúpus [15][16]; exacerbação de lúpus preexistente [15]

          • Efeitos adversos em cerca de 20%, sobretudo gastrointestinais (diarreia), exantema e cefaleia [2]

          • Fotossensibilidade: evitar exposição intensa à luz solar natural ou artificial [9]

          • Tratamento prolongado: avaliação periódica das funções renal, hepática e hematológica; suspender se houver granulocitopenia [9]

        • Dose e apresentação:

          • Dose recomendada varia com a formulação (micronizada ou ultramicronizada) [2]

          • Comprimido sulcado de 500 mg [8][9]; as doses pelo peso exigem fracionar o comprimido

          • Dose nas bulas brasileiras para criança, menor que a das diretrizes:

            • Fulcin®: 10 mg/kg/dia [8]

            • Sporostatin®: 11 mg/kg/dia; posologia não estabelecida até 2 anos [9]

          • Dose das diretrizes acima da dose de bula: uso fora da bula; segurança acima de 10 mg/kg/dia na criança acima de 2 anos não estabelecida [15]

        • Idade e agente:

          • Idade:

            • BAD (2014):

              • A partir de 1 mês [2]

            • AWMF (2025):

              • Até 2 anos, só em exceção justificada; não usar no recém-nascido [1]

          • Infecção por Trichophyton: menor taxa de cura que a terbinafina [2][4]

    • Itraconazol, alternativa à griseofulvina em Microsporum e segunda linha [1][2][10]:

      • Itraconazol (Sporanox®) cáps. dura 100 mg

        • Esquema fixo: 50 a 100 mg/dia por 4 semanas, em dose única

        • Esquema pelo peso: 5 mg/kg/dia por 2 a 4 semanas, em dose única

        • AWMF (2025):

          • Alternativa pelo peso: < 20 kg: 50 mg/dia; > 20 kg: 100 mg/dia, com a refeição principal

          • Dose máxima: 100 mg/dia, independentemente do peso

        • Administração: via oral, logo após a refeição principal; engolir a cápsula inteira, sem partir, abrir ou mastigar; com acidez gástrica reduzida, tomar com bebida ácida, como refrigerante à base de cola não dietético

      • Considerações:

        • Contraindicações:

          • Insuficiência cardíaca e gestação, salvo risco de vida [10]

        • Interações:

          • Estatinas:

            • AWMF (2025):

              • Contraindicação absoluta ao uso simultâneo [1]

            • Bula:

              • Sinvastatina e lovastatina na lista de uso simultâneo contraindicado, abaixo [10]

          • Inibidor do CYP3A4; interações graves com varfarina, midazolam, digoxina, ciclosporina, sinvastatina [2]

          • Uso simultâneo contraindicado durante e até 2 semanas após o itraconazol [10]:

            • Sinvastatina, lovastatina

            • Midazolam oral, triazolam

            • Domperidona, cisaprida, pimozida

            • Quinidina, dofetilida, dronedarona, ivabradina, ranolazina

            • Ticagrelor, metadona, ergotamina

            • Colchicina em insuficiência renal ou hepática

            • Conferir a lista completa na bula

          • Eficácia reduzida com anti-H2, fenitoína e rifampicina [1][2]

        • Durante o uso:

          • Efeitos adversos: neutropenia, plaquetopenia, hipocalemia e hipertensão [1]

          • Hepatotoxicidade: controle periódico da função hepática [10]

          • Mulher em idade fértil: contracepção altamente eficaz até a menstruação seguinte ao fim do tratamento [10]

        • Idade e dose:

          • Seguro no primeiro ano de vida [2]

          • Criança < 10 kg: dose estritamente ajustada ao peso [1]

          • Criança que precisa de menos de 100 mg/dia:

            • AWMF (2025):

              • Após consulta ao fabricante, a farmácia pode transformar em suspensão a quantidade de uma cápsula de 100 mg correspondente ao peso; em criança menor, preferir formulação líquida de outro fármaco [1]

            • Bula:

              • Cápsula de 100 mg, engolida inteira, sem abrir [10]

        • Uso fora da bula: a bula não inclui tinea capitis e é de uso adulto [10]

    • Fluconazol, alternativa nos casos refratários [1][2][11][12]:

      • Fluconazol (Zoltec®) cáps. dura 50 mg, 100 mg ou 150 mg

        • 3 a 6 mg/kg/dia, em dose única, por 3 a 6 semanas

        • Administração: via oral, com ou sem as refeições; engolir a cápsula inteira

      • Considerações:

        • Uso simultâneo contraindicado [11][13]:

          • Terfenadina, com fluconazol em doses múltiplas de 400 mg/dia ou mais

          • Fármacos que prolongam o intervalo QT e são metabolizados pela CYP3A4: cisaprida, astemizol, eritromicina, pimozida, quinidina

        • Prolongamento do intervalo QT e raros casos de hepatotoxicidade grave, inclusive fatal [11][13]

        • Insuficiência renal, doses múltiplas [13]:

          • Clearance de creatinina ≤ 50 mL/min, sem diálise: 50% da dose

          • Hemodiálise: 100% da dose após cada sessão; nos dias sem diálise, dose reduzida conforme o clearance

        • Dose pelo peso limitada às cápsulas de 50, 100 e 150 mg, que devem ser ingeridas inteiras [12][13]

        • Adolescente em idade fértil: contracepção eficaz durante o tratamento e por cerca de 1 semana após a última dose [13]

        • Uso fora da bula: a bula não inclui tinea capitis [13]

Tratamento sistêmico no adulto

  • Terbinafina é a primeira escolha, sem escolha pela espécie, salvo suspeita de resistência [1]

  • Antes de prescrever [1]:

    • Conferir interações com todos os medicamentos em uso

    • Associar o tratamento tópico adjuvante, também indispensável no adulto: conferir em "Tratamento tópico adjuvante"

  • Esquemas [1]:

    • Primeira escolha [1]:

      • Terbinafina comp. 250 mg

        • 250 mg 1 vez ao dia por 4 a 6 semanas

        • Administração: via oral, com água, em jejum ou após uma refeição

    • Alternativas [1][10][11][12]:

      • Itraconazol (Sporanox®) cáps. dura 100 mg

        • 100 a 200 mg 1 vez ao dia por 4 semanas

        • Administração: via oral, logo após a refeição principal; engolir a cápsula inteira, sem partir, abrir ou mastigar; com acidez gástrica reduzida, tomar com bebida ácida, como refrigerante à base de cola não dietético

      • Fluconazol (Zoltec®) cáps. dura 50 mg, 100 mg ou 150 mg

        • Esquemas:

          • 50 mg 1 vez ao dia

          • 150 mg 1 vez por semana

        • Duração de referência: 4 a 7 semanas ou 4 a 8 semanas

        • Administração: via oral, com ou sem as refeições; engolir a cápsula inteira

    • Considerações:

      • Duração final guiada pelo quadro clínico e pelo controle micológico, a cada 14 dias a partir da 4ª semana [1]

      • Terbinafina:

        • Contraindicada em doença hepática, insuficiência renal grave e alcoolismo [1]

        • Risco de hepatotoxicidade, inclusive grave [1]

        • Testes de função hepática antes de prescrever; repetir após 4 a 6 semanas; suspender se houver elevação [6]

        • Clearance de creatinina abaixo de 50 mL/min: metade da dose [7]

      • Itraconazol:

        • Estatinas:

          • AWMF (2025):

            • Contraindicação absoluta ao uso simultâneo [1]

          • Bula:

            • Sinvastatina e lovastatina na lista de uso simultâneo contraindicado [10]

        • Interações graves pelo CYP3A4 [1][2]

        • Contraindicado em insuficiência cardíaca e na gestação, salvo risco de vida [10]

        • Uso simultâneo contraindicado, durante e até 2 semanas após, com sinvastatina, lovastatina, midazolam oral, triazolam, domperidona, cisaprida, pimozida e quinidina, entre outros da bula [10]

        • Mulher em idade fértil: contracepção altamente eficaz até a menstruação seguinte ao fim do tratamento [10]

        • Controle periódico da função hepática [10]

      • Fluconazol:

        • Uso simultâneo contraindicado [11][13]:

          • Terfenadina, com fluconazol em doses múltiplas de 400 mg/dia ou mais

          • Fármacos que prolongam o intervalo QT e são metabolizados pela CYP3A4: cisaprida, astemizol, eritromicina, pimozida, quinidina

        • Prolongamento do intervalo QT e raros casos de hepatotoxicidade grave, inclusive fatal [11][13]

        • Insuficiência renal, doses múltiplas [13]:

          • Clearance de creatinina ≤ 50 mL/min, sem diálise: 50% da dose

          • Hemodiálise: 100% da dose após cada sessão; nos dias sem diálise, dose reduzida conforme o clearance

        • Mulher em idade fértil: contracepção eficaz durante o tratamento e por cerca de 1 semana após a última dose [13]

        • Contraindicado na lactação [13]

      • Uso fora da bula: as bulas do itraconazol e do fluconazol não incluem tinea capitis [10][13]

      • Gestante e lactante: griseofulvina contraindicada [1][2][8]; alternativa sistêmica não definida na fonte

Tratamento tópico adjuvante

  • Sempre associado ao sistêmico, para reduzir a transmissão de esporos [1][2]

  • Tópico no couro cabeludo [1]:

    • Creme ou solução de azol, amorolfina ou ciclopirox olamina (de preferência em solução), 2 vezes ao dia; alternativa: creme de terbinafina [1]

    • Duração: não limitar antes da resposta clínica e micológica, inclusive depois de suspenso o sistêmico [1]

    • Agente, concentração e apresentação não definidos na fonte

  • Esquemas [1][2][5]:

    • Xampu antifúngico, adicional ao tópico no couro cabeludo [1][2][14]:

      • Cetoconazol xampu 20 mg/mL (frasco 100 mL)

        • Aplicar 2 vezes por semana, por 2 a 4 semanas

        • Administração: via tópica; lavar as áreas afetadas, deixar agir por 3 a 5 minutos e enxaguar

    • Considerações:

      • Tempo de contato do cetoconazol:

        • AWMF (2025):

          • Pelo menos 5 minutos [1]

        • Bula:

          • 3 a 5 minutos, no tratamento da dermatite seborreica [14]

      • Uso fora da bula: a bula do cetoconazol xampu traz indicação só na dermatite seborreica do couro cabeludo em adultos [14]

      • Lactente e criança pequena: seguir as orientações da bula do produto tópico [1]

      • Raspar o cabelo e usar touca não são necessários [1]

Kerion e reação id

  • Kerion [1][2]:

    • Não drenar nem operar sem diagnóstico micológico [1]

    • Infecção bacteriana secundária é rara, mas não deve ser ignorada [1][2]

    • Corticoide no kerion:

      • BAD (2014):

        • Oral ou tópico: não recomendado; não reduz o tempo até a cura (grau C) [2]

      • AWMF (2025):

        • Piora inflamatória ou prurido: combinação tópica de corticoide e antifúngico no início, por cerca de 7 dias [1]

      • StatPearls (2023):

        • Corticoide sistêmico por curto período, junto ao antifúngico oral, para reduzir o risco de alopecia permanente [5]

    • Criança com kerion ou forma supurativa: em casa até a cicatrização [1]

  • Reação id [2]:

    • Manter o antifúngico sistêmico [2]

    • Corticoide tópico, ou oral se muito grave, para alívio dos sintomas [2]

Seguimento e critério de cura

  • Desfecho: cura micológica, não clínica [1][2]

  • 4ª semana: novo micológico completo [1]

    • Cultura pendente, com todos:

      • Melhora clínica clara

      • Repilação visível

      • Conduta: suspender o sistêmico e manter o tópico [1]

    • Sem melhora clara: manter sistêmico e tópico [1]

  • Cultura ainda positiva: manter sistêmico e tópico por mais 2 a 4 semanas e repetir o micológico, até a cultura negativar [1][2]

  • Intervalo dos controles micológicos:

    • BAD (2014):

      • No fim do tratamento padrão e depois mensal, até a cura micológica [2]

    • AWMF (2025):

      • A cada 2 a 4 semanas a partir da 4ª semana [1]

  • Tratamentos de 3 a 4 meses são frequentes, inclusive fora do kerion [1]

  • Exames hepáticos [1][5]:

    • Com qualquer um (doença hepática prévia, medicamento hepatotóxico associado, comorbidade que afete o fígado): AST, ALT e GGT antes do início, em 2 a 4 semanas e depois conforme a evolução [1]

    • Sem fator de risco: decisão individual, compartilhada com o paciente e registrada [1]

    • StatPearls (2023):

      • Considerar enzimas hepáticas antes, durante e após o tratamento [5]

    • Sintomas gastrointestinais sugestivos de lesão hepática: interromper e investigar [1]

Falha terapêutica

  • Conferir primeiro, qualquer um [1][2]:

    • Adesão

    • Dose abaixo da adequada ou absorção ruim

    • Antifúngico inadequado para o agente isolado

    • Resistência do agente, sobretudo à terbinafina (T. indotineae)

    • Reinfecção

    • Imunidade reduzida

  • Melhora clínica com micológico positivo: manter o tratamento por mais 2 a 4 semanas [1][2]

  • Sem resposta clínica [1][2]:

    • Aumentar dose ou duração do fármaco original, ou trocar para segunda linha [2]

    • Trocar conforme a primeira linha usada:

      • Itraconazol: terbinafina em Trichophyton ou griseofulvina em Microsporum [1][2]

      • Griseofulvina em M. canis: itraconazol [2]

      • Terbinafina em T. tonsurans: itraconazol [2]

  • Refratário às opções acima: fluconazol [1][2]; antifungigrama em laboratório especializado [1]

  • Não usar: voriconazol em criança [1]

💊 Como prescrever?

Terbinafina na criança [1][2]:

  • Terbinafina (Funtyl®) comp. rev. 125 mg ou 250 mg

    • 1 vez ao dia, pelo peso:

      • < 20 kg: 62,5 mg

      • 20 a 40 kg: 125 mg

      • 40 kg: 250 mg

    • Duração:

      • BAD (2014):

        • 2 a 4 semanas

      • AWMF (2025), recomendações internacionais:

        • Trichophyton: 4 semanas

        • Microsporum: 8 a 12 semanas

    • Administração: via oral, com água, em jejum ou após uma refeição

Griseofulvina na criança [1][2]:

  • Griseofulvina comp. 500 mg

    • BAD (2014):

      • < 50 kg: 15 a 20 mg/kg/dia, em dose única ou dividida, por 6 a 8 semanas

      • 50 kg: 1 g/dia, em dose única ou dividida, por 6 a 8 semanas

      • Doses de até 25 mg/kg/dia podem ser necessárias em alguns casos

    • AWMF (2025):

      • 20 mg/kg/dia, em 1 ou 2 tomadas, com a refeição principal

      • Trichophyton: 6 a 8 semanas ou mais

      • Microsporum: 8 a 12 semanas ou mais

    • Administração: via oral, após as refeições; refeição com gordura aumenta a absorção

Itraconazol na criança [1][2]:

  • Itraconazol (Sporanox®) cáps. dura 100 mg

    • Esquema fixo: 50 a 100 mg/dia por 4 semanas, em dose única

    • Esquema pelo peso: 5 mg/kg/dia por 2 a 4 semanas, em dose única

    • AWMF (2025):

      • Alternativa pelo peso: < 20 kg: 50 mg/dia; > 20 kg: 100 mg/dia, com a refeição principal

      • Dose máxima: 100 mg/dia, independentemente do peso

    • Administração: via oral, logo após a refeição principal; engolir a cápsula inteira, sem partir, abrir ou mastigar; com acidez gástrica reduzida, tomar com bebida ácida, como refrigerante à base de cola não dietético

Fluconazol na criança [1][11]:

  • Fluconazol (Zoltec®) cáps. dura 50 mg, 100 mg ou 150 mg

    • 3 a 6 mg/kg/dia, em dose única, por 3 a 6 semanas

    • Administração: via oral, com ou sem as refeições; engolir a cápsula inteira

Terbinafina no adulto [1]:

  • Terbinafina comp. 250 mg

    • 250 mg 1 vez ao dia por 4 a 6 semanas

    • Administração: via oral, com água, em jejum ou após uma refeição

Itraconazol e fluconazol no adulto [1][10]:

  • Itraconazol (Sporanox®) cáps. dura 100 mg

    • 100 a 200 mg 1 vez ao dia por 4 semanas

    • Administração: via oral, logo após a refeição principal; engolir a cápsula inteira, sem partir, abrir ou mastigar; com acidez gástrica reduzida, tomar com bebida ácida, como refrigerante à base de cola não dietético

  • Fluconazol (Zoltec®) cáps. dura 50 mg, 100 mg ou 150 mg

    • Esquemas:

      • 50 mg 1 vez ao dia

      • 150 mg 1 vez por semana

    • Duração de referência: 4 a 7 semanas ou 4 a 8 semanas

    • Administração: via oral, com ou sem as refeições; engolir a cápsula inteira

Cetoconazol xampu [1][14]:

  • Cetoconazol xampu 20 mg/mL (frasco 100 mL)

    • Aplicar 2 vezes por semana, por 2 a 4 semanas

    • Administração: via tópica; lavar as áreas afetadas, deixar agir por 3 a 5 minutos e enxaguar

Contactantes, animais, fômites e escola

  • Família e contatos próximos [1][2]:

    • Rastrear todos, inclusive adultos; mais de 50% dos familiares podem estar infectados, muitas vezes sem sintomas [2]

    • Tinea capitis manifesta: tratamento sistêmico [1]

    • Portador assintomático:

      • BAD (2014):

        • Carga alta de esporos: tratamento sistêmico em geral justificado [2]

        • Carga baixa: tópico isolado, com seguimento e novo micológico [2]

      • AWMF (2025):

        • Xampu antifúngico 2 vezes por semana por 4 semanas; sistêmico só se tinea manifesta [1]

  • Animais, com agente zoofílico isolado: levar ao veterinário para exame e tratamento, mesmo sem sinais, e evitar o contato com o paciente [1]

  • Fômites [1][2]:

    • Desinfetar ou descartar pentes, escovas, toalhas, roupa de cama, bonés e bichos de pelúcia [1][2]

    • Desinfetante para pentes e escovas: água sanitária, ou hipoclorito de sódio a 2% com 16,5% de sal [2]

    • Têxteis que resistem ao calor: lavar a 60 °C com alvejante [1]

    • Não compartilhar pentes, escovas, toalhas e bonés [1][5]

    • Barbearia e cabeleireiro: evitar até a cura com micológico negativo [1]

  • Escola e creche:

    • BAD (2014):

      • Criança em tratamento adequado pode frequentar [2]

    • AWMF (2025):

      • Criança em tratamento sistêmico e tópico adequado pode frequentar [1]

      • Agente antropofílico muito contagioso, ou agente ainda não identificado: considerar 1 semana de afastamento [1]

      • Kerion ou forma supurativa: em casa até a cicatrização [1]

Referências

[1] DEUTSCHE DERMATOLOGISCHE GESELLSCHAFT (DDG). S1-Leitlinie Tinea capitis. AWMF-Register-Nr. 013-033. Versão 4.0. Coordenação: MAYSER, Peter; NENOFF, Pietro. Dez. 2025. Disponível em: https://register.awmf.org/de/leitlinien/detail/013-033. Acesso em: 23 out. 2026.

[2] FULLER, L. C.; BARTON, R. C.; MOHD MUSTAPA, M. F.; PROUDFOOT, L. E.; PUNJABI, S. P.; HIGGINS, E. M. British Association of Dermatologists' guidelines for the management of tinea capitis 2014. British Journal of Dermatology, v. 171, p. 454-463, 2014. DOI: 10.1111/bjd.13196. Disponível em: https://doi.org/10.1111/bjd.13196.

[3] PROENÇA, Carolina Gonçalves Contin; CARVALHO, Gustavo de Sá Menezes; VALINOTO, Guilherme Camargo Julio; MAYOR, Silvia Assumpção Soutto; VEASEY, John Verrinder. Tinea capitis: observations and clinical approach in a pediatric population of 99 cases. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 99, n. 2, p. 279-283, 2024. DOI: 10.1016/j.abd.2023.03.008. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.abd.2023.03.008.

[4] PHILLIPS, T. Grant; SLOMIANY, W. Paul; ALLISON, Robert. Hair Loss: Common Causes and Treatment. American Family Physician, v. 96, n. 6, p. 371-378, 2017. Disponível em: https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2017/0915/p371.html.

[5] AL ABOUD, Ahmad M.; CRANE, Jonathan S. Tinea Capitis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023. Atualizado em: 8 ago. 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK536909/. Acesso em: 23 out. 2026.

[6] NOVARTIS BIOCIÊNCIAS. Lamisil® (cloridrato de terbinafina): comprimidos 250 mg. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 26/04/2017. Disponível em: https://portal.novartis.com.br/medicamentos/wp-content/uploads/2021/10/00_OLD_Bula-LAMISIL-Comprimido-Medico.pdf. Acesso em: 23 out. 2026.

[7] CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS. Funtyl® (cloridrato de terbinafina): comprimidos revestidos 125 mg e 250 mg; creme, solução tópica e spray tópico 1%. Bula (texto único). Sem data de aprovação rotulada. Arquivo fornecido pelo usuário.

[8] ASTRAZENECA DO BRASIL. Fulcin® (griseofulvina): comprimido simples 500 mg. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 07/10/2014. Arquivo fornecido pelo usuário.

[9] HYPERMARCAS. Sporostatin® (griseofulvina): comprimidos 500 mg. Bula para o paciente. Inclusão inicial de texto de bula em 27/06/2014. Arquivo fornecido pelo usuário.

[10] JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA. Sporanox® (itraconazol): cápsulas duras 100 mg. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 08/09/2026. Disponível em: https://innovativemedicine.jnj.com/brasil/download/sporanox-pub-vps.pdf. Acesso em: 23 out. 2026.

[11] PFIZER BRASIL. Zoltec® (fluconazol): cápsulas duras 100 mg. Bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 06/03/2023. Disponível em: https://www.pfizer.com.br/files/Zoltec_100mg_Capsulas_Profissional_de_Saude_24.pdf. Acesso em: 23 out. 2026.

[12] HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Manual Farmacêutico. Disponível em: https://aplicacoes.einstein.br/manualfarmaceutico/. Acesso em: 23 out. 2026.

[13] PFIZER BRASIL. Zoltec® (fluconazol): cápsulas duras 150 mg. Bula para o profissional de saúde (LLD_Bra_CDSv20.0_09Mar2022_v5_ZTC150_26). Aprovada pela Anvisa em 30/09/2026. Bula enviada pelo usuário.

[14] CIMED INDÚSTRIA DE MEDICAMENTOS. Cetoconazol (medicamento genérico): shampoo 20 mg/mL. Bula para o profissional de saúde. Última alteração de texto registrada no histórico da bula em 24/01/2019. Arquivo fornecido pelo usuário.

[15] COSETTE PHARMACEUTICALS. Griseofulvin oral suspension, USP, microsize, 125 mg/5 mL. Bula (label) DailyMed. Revisada em dez. 2024. Disponível em: https://dailymed.nlm.nih.gov/. Arquivo fornecido pelo usuário.

[16] CHARTWELL RX. Ultramicrosize griseofulvin tablets, USP, 125 mg e 250 mg. Bula (label) DailyMed. Revisada em dez. 2025. Disponível em: https://dailymed.nlm.nih.gov/. Arquivo fornecido pelo usuário.

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