Deficiência e Reposição de Vitamina B12

CID-10: D51 - Anemia por deficiência de vitamina B12

CID-10: E538 - Deficiência de outras vitaminas especificadas do grupo B

Introdução

  • A deficiência de vitamina B12 (cobalamina) resulta de ingestão dietética insuficiente ou de comprometimento da absorção gastrointestinal, por gastrite autoimune, ressecção cirúrgica ou uso de determinados medicamentos. [1]

    • O uso recreativo de óxido nitroso também causa deficiência, por inativar a vitamina B12 no organismo [1].

  • A deficiência afeta aproximadamente 6% a 30% dos idosos, 10% a 30% dos indivíduos com gastrite atrófica e 5% a 40% dos pacientes após cirurgia bariátrica [2].

    • É mais comum em idosos, atingindo cerca de 5% das pessoas entre 65 e 74 anos e mais de 10% das pessoas com 75 anos ou mais [1].

    • As manifestações clínicas são heterogêneas e podem ser irreversíveis, incluindo anemia megaloblástica, neuropatia periférica, degeneração combinada subaguda da medula espinhal, comprometimento cognitivo e síndromes de tipo demencial [2].

  • As vias oral, sublingual e intramuscular normalizam a concentração sérica de vitamina B12, mas nenhuma demonstrou superioridade comprovada para desfechos clínicos como resolução de sintomas, recuperação neurológica ou qualidade de vida [2].

    • A escolha da via é, portanto, individualizada por etiologia, preferência do paciente, viabilidade e acesso [2].

🔑 Pontos-chave

  • Não retardar a reposição de vitamina B12 em pacientes com suspeita de anemia megaloblástica e sintomas neurológicos, sobretudo relacionados à degeneração combinada subaguda da medula, enquanto se aguardam os exames [1]

  • Não excluir o diagnóstico apenas pela ausência de anemia ou de macrocitose [1]

  • Gastrite autoimune, gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa exigem reposição intramuscular vitalícia, mesmo com resolução dos sintomas [1]

  • B12 total menor que 180 ng/L (ou B12 ativa menor que 25 pmol/L) confirma a deficiência; entre 180 e 350 ng/L (25 a 70 pmol/L) o resultado é indeterminado e pode justificar início empírico do tratamento em grupos de risco, sem aguardar exame complementar [1]

  • Usar B12 ativa como teste inicial na gestação, e homocisteína plasmática ou MMA sérico, não B12 total nem ativa, na suspeita de deficiência por uso recreativo de óxido nitroso [1]

  • Pacientes de etnia negra podem ter limiar de referência mais alto para B12 sérica que pacientes de etnia branca ou asiática [1]

  • Gastrite autoimune eleva o risco de tumor neuroendócrino gástrico e de adenocarcinoma gástrico; sintoma gastrointestinal alto novo ou em piora exige considerar endoscopia [1]

  • Nenhuma via de reposição, oral, sublingual ou intramuscular, demonstrou superioridade clínica comprovada; a escolha é individualizada por etiologia, preferência do paciente e acesso [2]

  • A NICE 2024 abandona o termo "anemia perniciosa" em favor de "gastrite autoimune" [1]

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🎯 Fluxograma de manejo

Manejo da Deficiência de Vitamina B12: o fluxograma inicia com a suspeita clínica, definida pela presença de pelo menos 1 sintoma ou sinal comum associado a pelo menos 1 fator de risco comum, conforme detalhado na tabela abaixo do fluxo. Confirmada a suspeita, dosa-se B12 total ou B12 ativa antes de iniciar qualquer reposição, usando B12 ativa na gestação e homocisteína ou MMA sérico, não B12 total nem ativa, quando a suspeita for de deficiência por uso recreativo de óxido nitroso. O resultado da dosagem se bifurca em três caminhos: B12 total menor que 180 ng/L ou B12 ativa menor que 25 pmol/L confirma a deficiência; B12 total entre 180 e 350 ng/L ou B12 ativa entre 25 e 70 pmol/L indica resultado indeterminado; e B12 total maior que 350 ng/L ou B12 ativa maior que 70 pmol/L torna a deficiência improvável, devendo-se investigar outras causas dos sintomas e considerar repetir o teste inicial se os sintomas persistirem por 3 a 6 meses. No ramo indeterminado, avalia-se se há critério para reposição empírica sem aguardar exame complementar — deterioração rápida com impacto na qualidade de vida, causa irreversível suspeita, cirurgia causadora de deficiência, ou gestação e amamentação; se sim, o caminho converge para deficiência confirmada; se não, considera-se MMA sérico complementar caso haja sintomas ou sinais, e, na ausência de sintomas, orienta-se o paciente a buscar atendimento se estes surgirem. A partir da deficiência confirmada, investiga-se a causa por meio da história de gastrectomia ou ressecção ileal, medicamento em uso, uso de óxido nitroso e padrão dietético, considerando o teste de anticorpo anti-fator intrínseco quando houver suspeita de gastrite autoimune. A causa identificada se ramifica em seis possibilidades, cada uma apontando para uma conduta terapêutica resumida e para a seção correspondente do artigo com o esquema completo de doses: gastrite autoimune, gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa indica cianocobalamina intramuscular ou hidroxocobalamina intramuscular, em reposição intramuscular vitalícia mesmo com resolução dos sintomas, por se tratar de causa irreversível, com ponteiro para a seção de deficiência por má-absorção confirmada; outra causa de má-absorção, como doença celíaca, gastrectomia parcial ou cirurgia bariátrica, indica cianocobalamina oral ou cianocobalamina intramuscular, considerando a via intramuscular em vez da oral, com deficiência potencialmente reversível se a causa for controlada, e ponteiro para a seção de deficiência por outras causas de má-absorção; deficiência induzida por medicamento em uso indica cianocobalamina oral, mecobalamina sublingual ou cianocobalamina intramuscular, conforme critério clínico, mantida enquanto o medicamento causador estiver em uso, com ponteiro para a seção correspondente; uso recreativo de óxido nitroso indica cianocobalamina oral, mecobalamina sublingual ou cianocobalamina intramuscular, com orientação de cessação do uso e reavaliação da necessidade de manter a reposição após a parada, com ponteiro para a seção de deficiência por uso recreativo de óxido nitroso; causa dietética, que inclui gestação e amamentação, indica cianocobalamina oral, mecobalamina sublingual ou cianocobalamina intramuscular, com via oral preferencial, pelo menos 1 mg ao dia na gestação ou amamentação, considerando a via intramuscular se houver risco de deterioração rápida ou dificuldade de adesão, com ponteiro para a seção de deficiência dietética; e causa desconhecida, com má-absorção afastada pela investigação, indica cianocobalamina oral ou mecobalamina sublingual, com via oral preferencial sobre a intramuscular e reavaliação da resposta na primeira consulta de seguimento, com ponteiro para a seção de deficiência de causa desconhecida. Abaixo do fluxograma, uma tabela reúne os elementos para suspeitar da deficiência: entre os sintomas e sinais comuns estão anemia ou macrocitose ao hemograma, névoa mental caracterizada por dificuldade de concentração ou perda de memória recente, alterações visuais como visão turva, atrofia óptica ou escotoma, glossite, ataxia sensorial, marcha alterada ou parestesias, e fadiga inexplicada; entre os fatores de risco comuns estão dieta pobre em vitamina B12, seja vegana, restritiva ou com pouco acesso a alimentos ricos em B12, gastrite atrófica, doença celíaca ou outra doença autoimune, uso de medicamentos como colchicina, antagonistas H2, metformina ou inibidores da bomba de prótons, entre outros, cirurgia prévia bariátrica, gastrectomia, ressecção ileal ou radioterapia abdominal ou pélvica, e uso recreativo de óxido nitroso. Fonte: adaptação de National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Vitamin B12 deficiency in over 16s: diagnosis and management. NICE guideline NG239. London: NICE, 2024; e Cohen RV, Levinson R, Baiocchi O, et al. Vitamin B12 replacement strategies: a Brazilian delphi consensus. eClinicalMedicine, v. 100, 104205, 2026.

Fatores de risco

Dieta pobre em vitamina B12, sem uso regular de suplementos de venda livre: [1]

  • dieta que exclui ou restringe alimentos de origem animal, vegana ou por crença religiosa

  • ausência de consumo de alimentos ou bebidas fortificados

  • alergia a ovo, leite ou peixe

  • dificuldade de comprar ou preparar alimentos, por demência, fragilidade ou condição de saúde mental

  • dificuldade de acesso ou custo de alimentos ricos em B12

  • dieta restrita por transtorno alimentar

Doença ou condição de base: [1]

  • gastrite atrófica do corpo gástrico

  • doença celíaca ou outra condição autoimune, como tireoidopatia, síndrome de Sjögren ou diabetes tipo 1

  • história familiar de deficiência de vitamina B12 ou de doença autoimune

Medicamentos: [1]

  • Colchicina, antagonistas H2, metformina, fenobarbital, pregabalina, primidona, inibidores da bomba de prótons, topiramato

Cirurgia ou procedimento prévio: [1]

  • radioterapia abdominal ou pélvica

  • cirurgia bariátrica, por exemplo bypass em Y de Roux ou gastrectomia vertical

  • gastrectomia ou ressecção ileal terminal

Uso recreativo de óxido nitroso [1]

Quadro clínico

Os sinais e sintomas da deficiência de vitamina B12 incluem: [1]

  • Achados hematológicos:

    • Anemia ou macrocitose ao hemograma

  • Alterações cognitivas:

    • Dificuldade de concentração ou perda de memória recente, por vezes descrita como "névoa mental", que também podem ser sintomas de delirium ou demência

  • Alterações visuais por disfunção do nervo óptico:

    • Visão turva, atrofia óptica, escotoma

  • Alterações neurológicas:

    • Alterações de mobilidade por neuropatia periférica

      • Distúrbios de equilíbrio

      • Quedas por ataxia sensorial

      • Marcha alterada

      • Parestesias

    • Doença do sistema nervoso central

      • Mielopatia

  • Outros:

    • Anemia com resposta inadequada ao tratamento com ferro na gestação ou amamentação

    • Fadiga inexplicada

    • Glossite

Observação: [1]

  • Os sintomas e sinais variam entre indivíduos e não são exclusivos da deficiência de vitamina B12.

  • Não excluir o diagnóstico apenas pela ausência de anemia ou de macrocitose.

  • A deficiência pode se associar a problemas de saúde mental, incluindo sintomas de depressão, ansiedade ou psicose; isso não é, isoladamente, critério para solicitar o teste.

  • Após gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa, a deficiência é altamente provável se o paciente não estiver recebendo reposição oral ou intramuscular.

Diagnóstico

Interpretação dos Resultados de Vitamina B12: a tabela relaciona o resultado da dosagem de B12 total ou B12 ativa à interpretação quanto à deficiência de vitamina B12. Para B12 total menor que 180 ng/L (133 pmol/L), ou B12 ativa menor que 25 pmol/L, a deficiência de vitamina B12 é confirmada. Para B12 total entre 180 e 350 ng/L (133 e 258 pmol/L), ou B12 ativa entre 25 e 70 pmol/L, o resultado é indeterminado, com possível deficiência de vitamina B12. Para B12 total maior que 350 ng/L (258 pmol/L), ou B12 ativa maior que 70 pmol/L, o resultado sugere que a deficiência de vitamina B12 é improvável. Abreviações: ng/L, nanogramas por litro; pmol/L, picomol por litro; NICE, National Institute for Health and Care Excellence. Fonte: Vitamin B12 deficiency in over 16s: diagnosis and management. NICE guideline NG239. London: NICE, 2024.

Quando testar:

  • Testar quando houver pelo menos 1 sintoma ou sinal comum associado a pelo menos 1 fator de risco comum; [1]

  • Na presença de sintoma ou sinal sem fator de risco identificável, a decisão de testar fica a critério clínico [1]

Teste inicial:

  • B12 total (cobalamina sérica) ou B12 ativa (holotranscobalamina sérica), exceto nas situações abaixo [1]

    • Gestação: usar B12 ativa [1]

    • Suspeita de deficiência por uso recreativo de óxido nitroso: usar homocisteína plasmática ou ácido metilmalônico (MMA) sérico; se optar por homocisteína, encaminhar a paciente a serviço de coleta em atenção secundária [1]

    • Colher a amostra antes de iniciar a reposição de vitamina B12 [1]

    • Perguntar sobre uso de preparações de venda livre contendo vitamina B12 (comprimidos, injeções ou adesivos transdérmicos), tipo e dose, pois podem elevar a concentração e mascarar a deficiência [1]

Observações:

  • Onde houver variação local relevante nos limiares validados de B12 total:

    • Usar os limiares próprios do laboratório executante [1]

  • MMA sérico e homocisteína plasmática:

    • Interpretar pelos valores de referência do laboratório executante; a homocisteína também se eleva por outras causas, como deficiência de folato [1]

  • Pacientes de etnia negra podem ter limiar de referência mais alto para B12 sérica que pacientes de etnia branca ou asiática:

    • Considerar isso, junto a sintomas, sinais e fatores de risco, na interpretação [1]

  • Resultado indeterminado ou sugestivo de deficiência improvável: [1]

    • Considerar MMA sérico complementar se houver sintomas ou sinais e resultado indeterminado

    • Considerar iniciar a reposição, sem aguardar o MMA, se o resultado for indeterminado e houver qualquer um dos seguintes:

      • Condição que pode deteriorar rapidamente com impacto importante na qualidade de vida (por exemplo, ataxia ou anemia),

      • Condição ou suspeita de causa irreversível de deficiência (por exemplo, gastrite autoimune)

      • Cirurgia causadora de deficiência (gastrectomia, ressecção ileal terminal ou alguns tipos de cirurgia bariátrica)

      • Gestação ou amamentação

    • Resultado indeterminado sem sintomas:

      • Orientar a buscar atendimento se surgirem sintomas ou sinais [1]

    • Resultado sugestivo de deficiência improvável:

      • Investigar outras causas dos sintomas; se os sintomas persistirem entre 3 e 6 meses, considerar repetir o teste inicial [1]

  • Não retardar a reposição de vitamina B12 em pacientes com suspeita de anemia megaloblástica e sintomas neurológicos, sobretudo os relacionados à degeneração combinada subaguda da medula, enquanto se aguarda o resultado dos exames [1]

  • Considerar iniciar a reposição sem aguardar resultado de exame quando a deficiência for suspeita como efeito adverso de medicamento em uso [1]

Identificação da causa

  • Considerar teste de anticorpo anti-fator intrínseco quando houver suspeita de gastrite autoimune e o paciente não tiver histórico de teste positivo prévio nem cirurgia que possa afetar a absorção de B12 (gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa) [1]

    • Um resultado negativo não exclui gastrite autoimune [1]

    • Se a suspeita de gastrite autoimune persistir apesar de anticorpo anti-fator intrínseco negativo, considerar investigação adicional:

      • Anticorpo anti-célula parietal gástrica, gastrina sérica, teste de CobaSorb, ou endoscopia digestiva alta com biópsia do corpo gástrico, restrita a especialista [1]

  • Na gestação ou amamentação, se a gastrite autoimune for a causa suspeita:

    • Oferecer o teste de anticorpo anti-fator intrínseco quando indicado

    • Iniciar reposição intramuscular sem aguardar o resultado [1]

  • Oferecer sorologia para doença celíaca quando a causa permanecer desconhecida após a investigação [1]

Esquema de tratamento

A via de administração e o esquema dependem da etiologia da deficiência. Nenhuma via demonstrou superioridade clínica comprovada sobre as demais; a evidência disponível é predominantemente bioquímica [2]

  • Gastrite autoimune, gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa:

    • Reposição intramuscular vitalícia, por causa irreversível (ver Deficiência por má-absorção confirmada)

  • Outras causas de má-absorção (doença celíaca, gastrectomia parcial, algumas formas de cirurgia bariátrica):

    • Oferecer reposição, considerando via intramuscular em vez de oral (ver Deficiência por outras causas de má-absorção)

  • Deficiência induzida por medicamento:

    • Via oral ou intramuscular conforme julgamento clínico e preferência do paciente, mantida enquanto o medicamento causador estiver em uso (ver Deficiência induzida por medicamento)

  • Uso recreativo de óxido nitroso:

    • Via oral ou intramuscular conforme julgamento clínico e preferência do paciente, associada à orientação de cessação do uso (ver Deficiência por uso recreativo de óxido nitroso)

  • Causa dietética, incluindo gestação e amamentação:

    • Via oral, com consideração de via intramuscular em situações específicas (ver Deficiência dietética)

  • Causa desconhecida, sem má-absorção:

    • Via oral preferencial sobre a intramuscular (ver Deficiência de causa desconhecida)

Deficiência por má-absorção confirmada ou suspeita

Gastrite autoimune (suspeita ou confirmada) como causa da deficiência, ou histórico de gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa [1][3][5][6][7]

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 2500 mcg/mL (ampola 2 mL, 5000 mcg/ampola)

    • Posologia: 5000 mcg (1 ampola) por via intramuscular a cada 2 a 3 dias até normalização do hemograma; em casos graves, em dias alternados; manutenção usual com 1 aplicação mensal

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Hidroxocobalamina (Bedoze®) sol. inj. 5 mg/mL (ampola 1 mL)

    • Com sintomas neurológicos: 1 mg (0,2 mL) por via intramuscular em dias alternados até que não haja melhora adicional; manutenção com 1 mg a cada 2 meses

    • Sem envolvimento neurológico: 1 mg (0,2 mL) por via intramuscular 3 vezes por semana durante 2 semanas; manutenção com 1 mg a cada 3 meses

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Hidroxocobalamina: contraindicada em caso de hipersensibilidade a cobalaminas ou ao cobalto, e durante a lactação; considerar dose teste intradérmica em caso de suspeita de sensibilidade [7]

    • Tratamento vitalício, por causa irreversível; não suspender mesmo com resolução dos sintomas [1]

Deficiência por outras causas de má-absorção

Má-absorção não atribuída a gastrite autoimune, gastrectomia total ou ressecção ileal terminal completa, por exemplo doença celíaca, gastrectomia parcial ou algumas formas de cirurgia bariátrica [1][3][4]

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Considerar via intramuscular em vez de oral [1]

    • Deficiência potencialmente reversível se a causa da má-absorção for controlada, por exemplo dieta isenta de glúten na doença celíaca [1]

Deficiência induzida por medicamento

Deficiência de vitamina B12 como efeito adverso de medicamento em uso [1][3][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose; indicação da fonte inclui especificamente a deficiência associada ao uso de metformina [8]

    • Escolha entre via oral, sublingual e intramuscular conforme julgamento clínico e preferência do paciente [1]

    • Manter a reposição enquanto o medicamento causador continuar em uso; reavaliar a necessidade se o medicamento for suspenso ou trocado e os sintomas desaparecerem [1]

    • Reavaliar, quando pertinente, se o medicamento causador ainda é necessário ou pode ser substituído [1]

Deficiência por uso recreativo de óxido nitroso

Reposição de vitamina B12 quando o uso recreativo de óxido nitroso é a causa suspeita ou confirmada [1][3][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose [8]

    • Escolha entre via oral, sublingual e intramuscular conforme julgamento clínico e preferência do paciente [1]

    • Orientar a cessação do uso recreativo de óxido nitroso [1]

    • Reavaliar a necessidade de manter a reposição se o paciente cessar o uso e os sintomas desaparecerem; a deficiência pode levar tempo indeterminado para se resolver totalmente após a cessação [1]

Deficiência dietética

Inclui gestação e amamentação [1][3][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg

    • Gestação ou amamentação: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose [8]

    • Investigar o que o paciente ingere, incluindo uso de suplementos de venda livre, antes de atribuir a deficiência à dieta [1]

    • Dieta vegetariana ou vegana pode não ser a causa, ou a única causa, da deficiência; não deixar de investigar outras causas quando houver elementos que a sugiram [1]

    • Ao orientar suplemento de venda livre, escolher apresentação que contenha cianocobalamina, metilcobalamina ou adenosilcobalamina; algumas preparações não contêm quantidade ou forma suficiente para tratar a deficiência [1]

    • Considerar via intramuscular em vez de oral se houver condição associada com risco de deterioração rápida e grande impacto na qualidade de vida (por exemplo, ataxia ou anemia), ou preocupação com adesão ao tratamento oral, incluindo pacientes idosos com internação recente e multimorbidade ou fragilidade, delirium ou comprometimento cognitivo, ou situação social que dificulte o acesso ao cuidado, como situação de rua [1]

Deficiência de causa desconhecida

Causa incerta, com má-absorção afastada pela investigação [1][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose [8]

    • Via oral preferencial sobre a intramuscular [1]

    • Reavaliar a resposta ao tratamento na primeira consulta de seguimento [1]

💊 Como prescrever?

Deficiência por má-absorção confirmada ou suspeita (Gastrite autoimune, gastrectomia total ou ressecção ileal terminal) [1][3][5][6][7]

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 2500 mcg/mL (ampola 2 mL, 5000 mcg/ampola)

    • Posologia: 5000 mcg (1 ampola) por via intramuscular a cada 2 a 3 dias até normalização do hemograma; em casos graves, em dias alternados; manutenção usual com 1 aplicação mensal

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Hidroxocobalamina (Bedoze®) sol. inj. 5 mg/mL (ampola 1 mL)

    • Com sintomas neurológicos: 1 mg (0,2 mL) por via intramuscular em dias alternados até que não haja melhora adicional; manutenção com 1 mg a cada 2 meses

    • Sem envolvimento neurológico: 1 mg (0,2 mL) por via intramuscular 3 vezes por semana durante 2 semanas; manutenção com 1 mg a cada 3 meses

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Hidroxocobalamina: contraindicada em caso de hipersensibilidade a cobalaminas ou ao cobalto, e durante a lactação; considerar dose teste intradérmica em caso de suspeita de sensibilidade [7]

    • Tratamento vitalício, por causa irreversível; não suspender mesmo com resolução dos sintomas [1]

Deficiência por outras causas de má-absorção (P. ex: doença celíaca, gastrectomia parcial ou algumas formas de cirurgia bariátrica) [1][3][4]

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Considerar via intramuscular em vez de oral [1]

    • Deficiência potencialmente reversível se a causa da má-absorção for controlada, por exemplo dieta isenta de glúten na doença celíaca [1]

Deficiência induzida por medicamento [1][3][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose; indicação da fonte inclui especificamente a deficiência associada ao uso de metformina [8]

    • Escolha entre via oral, sublingual e intramuscular conforme julgamento clínico e preferência do paciente [1]

    • Manter a reposição enquanto o medicamento causador continuar em uso; reavaliar a necessidade se o medicamento for suspenso ou trocado e os sintomas desaparecerem [1]

    • Reavaliar, quando pertinente, se o medicamento causador ainda é necessário ou pode ser substituído [1]

Deficiência por uso recreativo de óxido nitroso [1][3][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose [8]

    • Escolha entre via oral, sublingual e intramuscular conforme julgamento clínico e preferência do paciente [1]

    • Orientar a cessação do uso recreativo de óxido nitroso [1]

    • Reavaliar a necessidade de manter a reposição se o paciente cessar o uso e os sintomas desaparecerem; a deficiência pode levar tempo indeterminado para se resolver totalmente após a cessação [1]

Deficiência dietética (Inclui gestação e amamentação) [1][3][4][8]

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg

    • Gestação ou amamentação: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina (Amicored®) sol. inj. 500 mcg/mL (ampola 2 mL, 1000 mcg/ampola)

    • Posologia: 1000 mcg (1 ampola) por via intramuscular, diariamente, ou a critério médico

    • Administração: via intramuscular, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Contraindicado em caso de hipersensibilidade à cianocobalamina ou de doença de Leber, pelo risco de atrofia do nervo óptico [3]

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose [8]

    • Investigar o que o paciente ingere, incluindo uso de suplementos de venda livre, antes de atribuir a deficiência à dieta [1]

    • Dieta vegetariana ou vegana pode não ser a causa, ou a única causa, da deficiência; não deixar de investigar outras causas quando houver elementos que a sugiram [1]

    • Ao orientar suplemento de venda livre, escolher apresentação que contenha cianocobalamina, metilcobalamina ou adenosilcobalamina; algumas preparações não contêm quantidade ou forma suficiente para tratar a deficiência [1]

    • Considerar via intramuscular em vez de oral se houver condição associada com risco de deterioração rápida e grande impacto na qualidade de vida (por exemplo, ataxia ou anemia), ou preocupação com adesão ao tratamento oral, incluindo pacientes idosos com internação recente e multimorbidade ou fragilidade, delirium ou comprometimento cognitivo, ou situação social que dificulte o acesso ao cuidado, como situação de rua [1]

Deficiência de causa desconhecida [1][4][8]

  • Mecobalamina (Dozemast®) comprimido sublingual 500 mcg ou 1000 mcg

    • 500 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 a 3 vezes ao dia

    • 1000 mcg: 1 comprimido por via sublingual, 1 vez ao dia

    • Administração: manter sob a língua até dissolução completa, sem mastigar ou engolir

  • Cianocobalamina comprimido 1000 mcg (manipulado)

    • Posologia: pelo menos 1 mg ao dia

    • Administração: via oral, sem orientações específicas

  • Considerações

    • Mecobalamina sublingual: contraindicada em caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou de síndrome de má-absorção de glicose-galactose [8]

    • Via oral preferencial sobre a intramuscular [1]

    • Reavaliar a resposta ao tratamento na primeira consulta de seguimento [1]

Seguimento

  • Primeira consulta de seguimento:

    • 3 meses após o início do tratamento, ou antes conforme a gravidade dos sintomas [1]

    • 1 mês após o início do tratamento em gestantes ou lactantes [1]

  • Em toda consulta de seguimento:

    • Perguntar se os sintomas melhoraram, pioraram ou se há sintomas novos que possam se relacionar à deficiência [1]

  • Reposição oral:

    • Verificar se o paciente está tomando a dose correta; considerar problemas de adesão se houver dúvida [1]

    • Sintomas não suficientemente melhorados, ainda interferindo nas atividades diárias: considerar a preferência do paciente e

      • aumentar a dose oral até a dose máxima licenciada, ou

      • trocar para reposição intramuscular se já estiver na dose máxima [1]

    • Sintomas novos ou piores, sem MMA sérico ou homocisteína plasmática no teste inicial:

      • Solicitar um desses (preferencialmente MMA; homocisteína se MMA não disponível), considerar diagnóstico alternativo, e manter o tratamento em curso enquanto aguarda o resultado [1]

    • Sintomas novos ou piores, já com MMA sérico ou homocisteína plasmática no teste inicial:

      • Considerar diagnóstico alternativo e a preferência do paciente, e

        • aumentar a dose oral até a dose máxima licenciada, ou

        • trocar para intramuscular se já estiver na dose máxima [1]

    • Novo teste (MMA ou homocisteína) sugerindo deficiência ou resultado incerto:

      • Considerar a preferência do paciente e

        • aumentar a dose oral até a dose máxima licenciada, ou

        • trocar para intramuscular se já estiver na dose máxima [1]

    • Novo teste sugerindo ausência de deficiência, com sintomas persistentes:

      • Investigar diagnósticos alternativos [1]

    • Sintomas resolvidos ou melhorados, sem interferir nas atividades diárias:

      • causa não corrigida ou desconhecida: manter a reposição oral e agendar reavaliação [1]

      • causa corrigida: considerar suspender o tratamento, orientando o paciente a retornar se os sintomas piorarem, reaparecerem ou surgirem sintomas novos [1]

  • Reposição intramuscular:

    • Não repetir o teste diagnóstico inicial durante a reposição intramuscular [1]

    • Sintomas piores, não suficientemente melhorados ou sintomas novos:

      • Aumentar a frequência das injeções, se necessário, conforme o rótulo do produto, considerar diagnósticos alternativos e agendar reavaliação [1]

    • Causa irreversível, confirmada ou suspeita:

      • Manter as injeções intramusculares vitalícias mesmo com melhora ou resolução dos sintomas;

      • Orientar retorno se os sintomas piorarem, reaparecerem ou surgirem sintomas novos [1]

    • Causa reversível não corrigida, ou causa desconhecida, com sintomas melhorados ou ausentes:

      • Manter as injeções e agendar a próxima reavaliação [1]

    • Causa corrigida, com sintomas melhorados ou ausentes:

      • Considerar suspender ou reduzir a frequência das injeções, orientando o paciente a retornar se os sintomas piorarem, reaparecerem ou surgirem sintomas novos [1]

Monitorização de câncer gástrico em gastrite autoimune

  • Pacientes com gastrite autoimune têm risco aumentado de tumor neuroendócrino gástrico e podem ter risco aumentado de adenocarcinoma gástrico [1]

  • Sintoma gastrointestinal alto novo ou em piora (por exemplo, dispepsia, náusea ou vômito) em paciente com gastrite autoimune suspeita ou confirmada: considerar encaminhamento para endoscopia digestiva alta [1]

Referências

[1] NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Vitamin B12 deficiency in over 16s: diagnosis and management. NICE guideline NG239. London: NICE, 2024. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng239. Acesso em: 24 set. 2026.

[2] COHEN, Ricardo V.; LEVINSON, Randy; BAIOCCHI, Otavio; et al. Vitamin B12 replacement strategies: a Brazilian delphi consensus. eClinicalMedicine, v. 100, 104205, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.eclinm.2026.104205. Acesso em: 24 set. 2026.

[3] VASCONCELOS INDÚSTRIA FARMACÊUTICA E COMÉRCIO LTDA. Amicored (cianocobalamina): bula para o profissional de saúde. Disponível em: https://vmgfarmaceutica.com.br/produtos/amicored/. Acesso em: 29 set. 2026.

[4] B-12 (cyanocobalamin) tablet: rótulo. DailyMed, U.S. National Library of Medicine. Disponível em: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ed824d40-79f8-4a76-a102-813ab85f7c6a. Acesso em: 25 set. 2026.

[5] HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS. Cianocobalamina + piridoxina + tiamina. Guia Farmacêutico HSL. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hsl.org.br/cianocobalamina-piridoxina-tiamina. Acesso em: 29 set. 2026.

[6] HOSPITAL SÃO CAMILO. Cianocobalamina + piridoxina + tiamina. Guia Farmacêutico São Camilo. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/cianocobalamina-piridoxina-tiamina/. Acesso em: 29 set. 2026.

[7] EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A. Bedoze (cloridrato de hidroxocobalamina): bula para o profissional de saúde. Disponível em: https://eurofarma.com.br/produtos/bulas/view/healthcare/pt/bula-bedoze.html. Acesso em: 29 set. 2026.

[8] MARJAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Dozemast (mecobalamina): bula para o profissional de saúde. Disponível em: https://marjan.com.br/wp-content/uploads/2022/11/BULA-DOZEMAST-PROFISSIONAL-DE-SAUDE_Ref.-Bula-PA-408085_A.pdf. Acesso em: 29 set. 2026.

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