Sarampo
CID-10: B05 - Sarampo
Introdução
Definição
Doença viral, infecciosa aguda, potencialmente grave, transmissível e extremamente contagiosa [1].
Agente etiológico: RNA vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae [1].
Reservatório: o ser humano [1].
Situação epidemiológica no Brasil
O país mantém o status de livre da circulação endêmica do vírus, conquistado em 2024 [2][8].
A Região das Américas perdeu o status de zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025, e o risco regional está classificado como "Muito Alto" [2].
Em 2025: 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 descartados, 46 em investigação e 38 confirmados (10 importados, 25 relacionados à importação e 3 com fonte de infecção desconhecida) [2].
O somatório das três categorias (3.925) não fecha com o total de suspeitos publicado. Os números são reproduzidos conforme a fonte [2].
94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal [2].
Em 2026, até a semana epidemiológica 14 (23/04/2026): 468 casos suspeitos e 3 casos confirmados [2].
Entre junho e julho de 2026: 14 casos confirmados, sendo 11 em residentes do município de São Paulo, 1 em Guarulhos e 2 em São Bernardo do Campo [4].
Os levantamentos acima têm recortes temporais distintos e não devem ser somados.
Padrão de reintrodução
Os surtos brasileiros de 2025 seguiram padrão comum: casos índices de comunidades com baixa adesão à vacinação que viajaram ao exterior e retornaram sintomáticos, com transmissão subsequente a contatos não vacinados [12].
A assistência deve ser prestada com equidade, evitando estigmatização, xenofobia ou preconceito contra viajantes ou comunidades específicas [2][12].
Cobertura vacinal
Em 2025, segundo dados atualizados em março de 2026: D1 de 92,66% com homogeneidade de 64,56%, e D2 de 78,02% com homogeneidade de 35,24% [2].
Dados preliminares de julho de 2025 registravam D1 de 91,2% e D2 de 74,6%, contra D1 de 95,7% e D2 de 80,3% em 2024 [12]. As duas séries têm datas de extração diferentes e não são comparáveis entre si.
Fluxograma

Transmissão e Período de Incubação
Modo de transmissão
Direto, por gotículas de saliva e secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar [1][8].
O vírus permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies por até 2 horas [8].
Consequência prática: a transmissão pode ocorrer sem que o contato tenha estado no local ao mesmo tempo que o caso, por exemplo na recepção de uma unidade básica de saúde ou de um pronto atendimento [8].
Pode infectar até 90% das pessoas próximas sem imunidade [8].
Períodos que estruturam a investigação [8]
Incubação: 7 a 21 dias entre a exposição e o início do exantema.
Provável exposição: 7 a 21 dias antes do início do exantema. Define a provável fonte de infecção e a classificação do caso como importado ou autóctone.
Transmissibilidade: 6 dias antes até 4 dias após o início do exantema. É o período que guia a busca dos contatos.
Monitoramento de contatos: sinais e sintomas podem surgir de 7 a 21 dias após a exposição.
Suscetibilidade e imunidade
De modo geral, todas as pessoas são suscetíveis ao vírus [1].
A imunidade passiva transplacentária é transitória e pode perdurar até o final do 1º ano de vida, com possível interferência na resposta à vacinação em menores de 12 meses [1].
No Brasil, cerca de 85% das crianças perdem os anticorpos maternos por volta dos 9 meses de idade [1].
Quadro Clínico
Manifestações características [1]
Febre alta, acima de 38,5 °C.
Exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal.
Tosse seca no início do quadro, coriza e conjuntivite não purulenta.
Manchas de Koplik: pequenos pontos brancos na mucosa bucal, na altura do terceiro molar, e ocasionalmente no palato mole, conjuntiva e mucosa vaginal, antecedendo o exantema.
Evolução em três períodos [1]
Período de infecção: dura cerca de sete dias, iniciando-se com período prodrômico, quando surgem febre, tosse, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do segundo ao quarto dia desse período surge o exantema, com acentuação dos sintomas iniciais e prostração.
Período toxêmico: a superinfecção viral ou bacteriana é facilitada pelo comprometimento da resistência do hospedeiro. As complicações são frequentes, principalmente em crianças até os 2 anos de idade, especialmente as desnutridas, e em adultos jovens.
Remissão: diminuição dos sintomas, com declínio da febre. O exantema torna-se escurecido e pode surgir descamação fina, furfurácea.
Sinais de Alerta
Febre por mais de três dias após o aparecimento do exantema é sinal de alerta e pode indicar o surgimento de complicações, como infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e neurológicas [1].
Na ocorrência dessas complicações, a hospitalização pode ser necessária, principalmente para crianças desnutridas e imunocomprometidas [1].
Critérios que definem caso grave [1]
Necessidade de hospitalização por pelo menos 24 horas ou prolongamento de hospitalização já existente.
Disfunção significativa e/ou incapacidade persistente (sequela).
Risco de morte.
Grupos de maior risco de complicações e óbito [1]
Crianças menores de 5 anos.
Gestantes.
Pessoas imunocomprometidas.
Adultos maiores de 20 anos.
Pessoas desnutridas ou com deficiência de vitamina A.
Pessoas que residem em situações de grandes aglomerados.
Complicações
Complicações comuns [1]
Otite média, diarreia, pneumonia e laringotraqueobronquite.
Desnutrição protéico-calórica grave secundária a complicações gastrointestinais, como diarreia prolongada, lesões orais e redução da aceitação alimentar.
Complicações raras [1]
Encefalite: um a quatro por mil casos.
Panencefalite esclerosante subaguda: 4 a 11 por 100 mil casos, ocorrendo em média sete a dez anos após a infecção inicial.
Na suspeita de encefalite por sarampo, coletar cerca de 5 mL de líquor em frasco estéril imediatamente após a suspeita clínica, com transporte refrigerado entre 2 e 8 °C, para diagnóstico molecular [9].
Letalidade [1]
Aproximadamente 0,01% a 0,1% dos casos em países desenvolvidos.
Em países em desenvolvimento a taxa pode chegar a 30%, especialmente em regiões isoladas e sem contato prévio com o vírus.
Definição de Caso Suspeito
Definição atualizada, que substitui a do Guia de Vigilância em Saúde [7]. Basta um dos três critérios.
Critério A: febre e exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas, independentemente da idade e da situação vacinal [7]:
tosse e/ou
coriza e/ou
conjuntivite.
Critério B: febre e exantema com história de viagem para locais com circulação do vírus nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral [7].
Critério C: febre e exantema maculopapular com resultado sorológico IgM reagente para sarampo [7].
Os critérios B e C são acréscimos da NT 344/2025 e não constavam da definição anterior [7]. Deve-se manter elevado grau de suspeição em pacientes com quadro exantemático e histórico de viagem internacional ou contato com viajantes [2].
Quando não solicitar sorologia [7]
Não é recomendada a testagem sistemática para sarampo e rubéola em casos que apresentem apenas febre e exantema, exceto no contexto da busca ativa laboratorial ou em casos descartados para outras causas prováveis que apresentem sinais, sintomas e vínculo epidemiológico.
Não é recomendada sorologia para avaliação de resposta vacinal ou verificação de imunidade ao sarampo ou à rubéola.
IgM reagente em pessoa sem febre e sem exantema [7]
Deve ser notificado imediatamente à vigilância epidemiológica, que avaliará caso a caso em conjunto com o Lacen.
Não é considerado caso suspeito e não deve ser registrado no Sinan; o resultado é inserido na planilha de IgM Reagente.
Se a investigação identificar sinais e sintomas compatíveis, a notificação no Sinan passa a ser devida.
Conduta Imediata Após Caso Confirmado
Um caso confirmado de sarampo é considerado um surto, independentemente da localidade ou do período de sua ocorrência [1].
Sequência de ações [1][8]
Notificar em até 24 horas à vigilância epidemiológica municipal, que notifica o estado e o Ministério da Saúde, ou notificar simultaneamente os três níveis pelo meio mais rápido disponível [8].
Investigar em até 48 horas da notificação, com entrevista no domicílio, local de maior permanência ou hospital, identificando e registrando todos os contatos próximos e ao menos uma forma de contato de cada um [8].
Coletar amostras de sangue, swab combinado de naso e orofaringe e urina no primeiro atendimento [8][9].
Realizar bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas.
Elaborar a linha do tempo do caso a partir da data do exantema [8].
Monitorar os contatos por 30 dias após a última exposição [8].
Encerrar o caso em até 60 dias, no Boletim de Notificação Semanal e no Sinan. Após esse prazo o sistema encerra automaticamente os registros [1].
Laboratório público ou privado com resultado reagente ou detectável também notifica em até 24 horas aos três níveis e encaminha as amostras ao Lacen [8].
Marco de contagem das 72 horas do bloqueio vacinal
Regra operacional: contar a partir da identificação do caso suspeito ou confirmado, sendo este o período crítico para interromper a cadeia de transmissão [8].
As normas vigentes usam três marcos distintos para o mesmo prazo, e a diferença entre eles pode chegar a dias:
Identificação do caso: NT 345/2025 [8] e quadro de ações de vacinação do Guia [1].
Notificação: texto de conduta do Guia [1] e NT 21/2026, ao instruir o registro da estratégia "Bloqueio" nos sistemas de informação [10].
Exposição ao caso: NT 71/2026 [3] e NT 85/2026 [4], também para fins de registro da estratégia.
Após as 72 horas, a estratégia deixa de ser bloqueio e passa a ser intensificação vacinal, também seletiva, com avaliação de cadernetas [8].
Bloqueio vacinal: quem vacinar [1][8]
Contatos domiciliares e contatos próximos, a partir de 6 meses de idade, com avaliação da caderneta e vacinação de quem não estiver com esquema completo.
Contraindicado para gestantes e para pessoas com sinais e sintomas de sarampo ou rubéola [8].
Pessoas com esquema completo não necessitam de doses adicionais nessa estratégia [1].
Vacinar também pacientes e profissionais dos serviços de saúde que tiveram contato com o caso, incluindo setores de internação [1].
Pessoas imunocomprometidas ou com condições clínicas especiais devem ser avaliadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) antes da vacinação [1].
Bloqueio vacinal: prescrição
Vacina tríplice viral (Bio-Manguinhos) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: 1 dose, como dose zero, não válida para a rotina [8][10]. Para este produto, a NT 21/2026 delimita a dose zero a crianças de 6 a 8 meses e 29 dias [10].
12 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias, não vacinada: administrar a D1 e agendar a D2 com tetraviral ou tríplice viral associada à varicela, com intervalo mínimo de 30 dias da D1 [8].
15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias, já vacinada com a D1: administrar a D2 com tetraviral ou tríplice viral associada à varicela, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses [8].
5 a 29 anos, sem histórico ou com esquema incompleto: receber ou completar 2 doses, com intervalo mínimo de 30 dias da D1 [8].
30 a 59 anos, sem histórico vacinal: 1 dose [8].
A partir de 60 anos, sem histórico vacinal: 1 dose, com avaliação de risco-benefício pela equipe de saúde quando há alto risco de contrair a doença [8].
Trabalhadores da saúde, sem histórico ou com esquema incompleto, independentemente da idade: receber ou completar 2 doses, com intervalo mínimo de 30 dias da D1 [8].
Vacina tríplice viral (Serum Institute of India) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Mesmos esquemas por faixa etária acima [8], respeitada a idade mínima de 9 meses estabelecida para este produto [10].
Vacina tríplice viral (M-M-R® II, Merck Sharp & Dohme) pó liofilizado para solução injetável em frasco-ampola monodose, acompanhado de frasco-ampola de diluente de 0,7 mL
Crianças de 6 a 8 meses e 29 dias: 1 dose, como dose zero [10].
12 meses a 59 anos: conforme os esquemas por faixa etária acima [8][11].
Considerações
Dose de 0,5 mL por via subcutânea, na região do deltoide [5][11].
Contraindicada para gestantes e para pessoas com sinais e sintomas de sarampo ou rubéola [8].
Vacina tríplice viral do Serum Institute of India: contraindicada em crianças com alergia à proteína do leite de vaca [10].
Contraindicada para pessoas com imunossupressão grave e para quem teve reação de hipersensibilidade a dose anterior do mesmo produto ou a componente da vacina, como a neomicina [10]. As normas divergem quanto ao qualificador "grave": adota-se a formulação mais restritiva, contraindicando na presença de imunossupressão e encaminhando ao Crie para avaliação prévia [1][4]. Ver Imunobiológicos Disponíveis.
A dose zero não é válida para a rotina: a D1 deve ser agendada aos 12 meses, respeitado o intervalo mínimo de 30 dias entre doses [8].
Isolamento do caso [8]
Orientar isolamento durante o período de transmissibilidade, até 4 dias após o início do exantema.
Rastreamento e Monitoramento de Contatos
Quem é contato [8]
Qualquer pessoa que teve contato com secreções nasofaríngeas ou orofaríngeas expelidas pelo caso ao tossir, espirrar, falar ou respirar; ou
Qualquer pessoa em contato próximo durante o período de transmissibilidade, de 6 dias antes até 4 dias depois do início do exantema; ou
Pessoas que entraram em contato com o caso entre 7 e 21 dias antes do início do exantema, na busca da provável fonte de infecção.
O que caracteriza contato próximo [8]
Esteve, por qualquer período, em sala ou espaço fechado com o caso durante a transmissibilidade; ou
Permaneceu em ambiente antes ocupado pelo caso, até 2 horas depois de ele ter deixado o local; ou
Teve contato físico direto, como aperto de mãos ou beijo no rosto; ou
É profissional de saúde que prestou assistência ao caso; ou
É contato domiciliar ou residente no mesmo ambiente, incluindo dormitórios, creche e alojamento.
Como monitorar [8]
Monitorar cada contato por até 30 dias após a data da última exposição, de forma presencial ou à distância.
Preferencialmente diário; conforme as condições operacionais do município, no mínimo a cada 3 dias até completar os 30 dias.
Perguntar a todos sobre aparecimento de sinais e sintomas compatíveis, encerrando o acompanhamento se o caso for descartado.
Orientar o contato a comunicar imediatamente a vigilância caso apresente sintomas, por telefone fornecido previamente.
Se o contato recusar atendimento, procurá-lo pelo menos 3 vezes antes de definir abandono.
Registrar casos e contatos no Go.Data, com status de acompanhamento definido para cada contato.
Escalonamento territorial das ações [8]
Domicílio, risco muito alto: investigação epidemiológica, bloqueio vacinal seletivo, rastreamento e monitoramento dos contatos domiciliares.
Contatos próximos, risco alto: familiares, colegas de escola ou trabalho e profissionais de saúde que atenderam o caso, com bloqueio vacinal seletivo e monitoramento.
Vizinhança, definida como raio aproximado de 5 quarteirões: varredura casa a casa com vacinação seletiva e busca ativa comunitária.
Em apartamento, realizar a varredura e a busca em todos os andares; havendo vários blocos, avaliar os locais frequentados pelo caso no período de transmissibilidade.
Em área rural, estender a todas as propriedades vizinhas, conforme capacidade operacional.
Bairro, além dos 5 quarteirões: intensificação vacinal seletiva e busca ativa institucional.
Demais bairros e municípios vizinhos: intensificação vacinal seletiva e busca ativa laboratorial.
Diagnóstico Laboratorial
Amostras a coletar em todo caso suspeito, no primeiro atendimento [8][9]
Sangue total sem anticoagulante, para obtenção de soro, destinado à sorologia IgM e IgG.
Swab combinado de naso e orofaringe, destinado ao diagnóstico molecular.
Urina, destinada ao diagnóstico molecular.
Prazos de coleta [8][9]
Sangue (S1): entre o 1º e o 30º dia do início do exantema.
Segunda amostra (S2): de 15 a 25 dias após a S1.
Swab combinado: preferencialmente do 1º ao 7º dia, no máximo até o 14º dia.
Amostras coletadas depois disso são inoportunas, mas não devem ser descartadas se a coleta ocorrer até 30 dias do início do exantema, mediante acordo com a vigilância epidemiológica estadual, com observação no laudo [9].
Urina: preferencialmente do 1º ao 7º dia, no máximo até o 10º dia, de 10 a 50 mL, desprezando o primeiro jato [9].
Conservação e envio [9]
Envio ao Lacen o mais rapidamente possível, preferencialmente em 48 horas, ou em até 5 dias quando a amostra já tiver sido processada, prazo que corresponde ao indicador de envio oportuno.
Soro refrigerado entre 2 e 8 °C quando o envio ocorrer em até 48 horas; se ultrapassar, congelar a -20 °C.
Não congelar sangue total.
Swab: três swabs estéreis de haste plástica tipo rayon, dois de nasofaringe e um de orofaringe, no mesmo tubo com meio de transporte viral ou solução salina tamponada com fosfato.
Urina: não congelar antes do processamento; sem centrífuga, manter entre 2 e 8 °C e enviar ao Lacen em até 48 horas.
Em óbito, coletar pulmão, traqueia e brônquios até 24 horas após o óbito, em solução salina ou conservante tipo RNAlater, e enviar ao LRN em até 72 horas [9].
Processamento e prazos de resultado [9]
Toda amostra suspeita de sarampo é testada simultaneamente para rubéola, e vice-versa.
Resultado sorológico registrado no GAL em até 4 dias do recebimento.
RT-PCR descentralizado: nos Lacen habilitados, recomenda-se realizar RT-PCR em todas as amostras recebidas para investigação de sarampo, independentemente do resultado sorológico.
LRN libera o RT-PCR em até 7 dias do recebimento e o sequenciamento em até 30 dias.
Interpretação da sorologia
Falso negativo: coleta antes de 5 dias do início do exantema pode resultar em IgM e IgG não reagentes. Nesse caso, avaliar o quadro clínico, comunicar a vigilância estadual, solicitar S2 entre 15 e 25 dias com testagem pareada e, havendo swab e urina, enviar alíquotas ao LRN sem aguardar a S2 [9].
Falso negativo de IgM ocorre em até 25% dos casos com coleta precoce [1].
IgM atinge o pico em uma a três semanas após o início do exantema e torna-se indetectável em quatro a oito semanas [1].
IgM não reagente: submeter a S1 ao diagnóstico diferencial para outras exantemáticas, de forma sequencial, conforme a situação epidemiológica local e a capacidade do laboratório [9].
IgM reagente ou inconclusivo: coletar S2 entre 15 e 25 dias, com testagem pareada incluindo títulos de IgG, e encaminhar ao LRN [9].
Após vacinação recente: coletar S2 entre 15 e 25 dias para análise pareada de IgG e coletar swab e urina para detecção viral e sequenciamento, permitindo distinguir vírus vacinal de selvagem [9].
A detecção de IgM não é válida para confirmação se o suspeito recebeu vacina de oito dias a oito semanas antes da coleta, sem evidência de transmissão na comunidade e sem histórico de viagens [1].
Critérios de Confirmação e de Descarte
Confirmação por critério laboratorial [1]
Detecção de IgM específica em laboratório aprovado ou certificado; ou
Soroconversão ou aumento na titulação de IgG, com soros pareados testados em paralelo; ou
RT-PCR em tempo real detectável, que permite caracterização genética, diferenciar caso autóctone de importado e diferenciar o vírus selvagem do vacinal.
Ressalva comum aos dois primeiros critérios: não se aplicam se o caso recebeu vacina com componente sarampo até 30 dias antes do início dos sintomas. Nessa situação são necessárias genotipagem e investigação de Esavi.
Em situação de surto, resultado positivo emitido por qualquer laboratório, inclusive da rede privada, é considerado critério confirmatório até a conclusão da investigação epidemiológica [8][9].
Confirmação por vínculo epidemiológico [1]
Caso suspeito, contato de um ou mais casos confirmados laboratorialmente, que apresentou os primeiros sinais e sintomas entre 7 e 21 dias da exposição.
Confirmação por critério clínico [1]
Caso suspeito com o quadro clínico da definição de caso, sem coleta de amostras e/ou vínculo epidemiológico.
Não recomendada na rotina. Utilizável apenas em surto de grande magnitude, quando excedida a capacidade de resposta laboratorial.
Município em situação de surto [1]
IgM reagente confirma o caso.
IgG reagente em pessoa sem história de vacinação: coletar segunda amostra e avaliar o aumento de títulos por pareamento.
Município sem surto [1]
IgM reagente ou inconclusivo, em qualquer tempo de coleta: coletar S2 de 15 a 25 dias. Com soroconversão, confirmar; sem soroconversão, descartar.
Coleta com 5 dias ou mais do exantema e IgM não reagente: descartar, submetendo a S1 ao diagnóstico diferencial [9]. O descarte não se aplica se houver RT-PCR detectável ou vínculo epidemiológico com caso confirmado, que são critérios autônomos de confirmação [1].
Coleta com menos de 5 dias do exantema, IgM não reagente e IgG reagente: avaliar histórico de viagem nos últimos 30 dias, contato com casos suspeitos e/ou confirmados, vacina e sinais e sintomas antes de descartar.
Coleta com menos de 5 dias e IgM e IgG não reagentes: coletar S2 de 15 a 25 dias, conforme a NT 64/2025 [9]. O fluxograma do Guia não traz conector de saída dessa caixa [1].
Casos com PCR negativo: observar sorologia e vínculo epidemiológico [1].
Casos negativos para sarampo: seguir o diagnóstico diferencial [1].
Descarte por relação temporal com a vacina [1]
Aplica-se ao caso com IgM reagente em que a avaliação clínica e epidemiológica indique associação temporal com dose de vacina com componente sarampo, conforme os marcos abaixo.
Febre elevada entre o 5º e o 12º dia após a vacinação, em geral com duração de 1 a 2 dias, podendo chegar até 5 dias.
Exantema entre o 7º e o 14º dia após a vacinação, com duração de 2 dias.
Cefaleia, irritabilidade, conjuntivite e manifestações catarrais entre o 5º e o 12º dia após a vacinação.
Linfoadenomegalia do 7º ao 21º dia após a vacinação.
Descarte por outros critérios [1]
Vínculo epidemiológico: caso cuja fonte de infecção é um ou mais casos descartados laboratorialmente; ou caso em localidade com surto de outras doenças exantemáticas febris comprovadas laboratorialmente, situação em que os casos devem ser criteriosamente analisados antes do descarte.
Critério clínico: caso que, após avaliação, não atende à definição de caso suspeito e apresenta sinais e sintomas compatíveis com outro diagnóstico. Não recomendado na rotina.
Encerramento do surto
Regra operacional: adotar o prazo mais conservador de 90 dias sem novos casos, contados da data do exantema do último caso confirmado, para o encerramento formal do surto [1].
As 12 semanas (84 dias) sem novos casos são o marco a partir do qual a vigilância tem certeza de qual foi o último caso da cadeia, e o período que orienta a manutenção da busca ativa e a documentação da ausência de casos [8].
Diagnóstico Diferencial
Investigar outras doenças exantemáticas febris agudas, considerando a situação epidemiológica local [1][9]:
Rubéola.
Exantema súbito (herpes vírus 6).
Dengue.
Eritema infeccioso (parvovírus B19).
Febre de chikungunya.
Vírus Zika.
Enteroviroses.
Riquetsiose.
Isolamento e Precauções
Plano individual [1][8]
Evitar que o caso suspeito ou confirmado frequente locais com grande concentração de pessoas, como escolas, creches, trabalho, comércio e eventos de massa, por até quatro dias após o início do exantema.
Monitorar os contatos por 30 dias.
O impacto do isolamento é relativo, porque o período prodrômico já apresenta elevada transmissibilidade e não é possível isolar os doentes assintomáticos [1].
Serviços de saúde [1][12]
Adotar precaução padrão e precaução por aerossol.
A pessoa com suspeita ou confirmação deve usar máscara cirúrgica e, se possível, ser isolada das demais pessoas presentes no serviço.
O isolamento hospitalar de pacientes sem indicação médica para internação não é recomendado.
Pacientes internados com suspeita devem ser mantidos em isolamento respiratório de aerossol até quatro dias após o início do exantema.
Pacientes imunocomprometidos devem permanecer em precaução aérea durante toda a duração da doença, devido à disseminação prolongada do vírus nesse grupo.
Profissionais de saúde devem ter esquema vacinal completo com duas doses contra o sarampo [12].
Tratamento
Princípios gerais
Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus do sarampo [1].
Nos casos sem complicação: manter hidratação e suporte nutricional, e diminuir a hipertermia [1].
Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional [1].
Antibiótico é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecção secundária [1].
Não há esquema antimicrobiano protocolar: a indicação depende do diagnóstico da infecção secundária, e as fontes consultadas não trazem agente, dose ou duração.
As fontes consultadas não indicam fármaco, dose, via ou intervalo para controle da hipertermia e analgesia. A conduta antitérmica deve seguir protocolo institucional, com atenção às faixas etárias pediátricas envolvidas.
Vitamina A na criança com suspeita de sarampo
Indicada em todas as crianças com suspeita de sarampo, e não apenas nos casos confirmados, mediante avaliação clínica e/ou nutricional por profissional de saúde, para redução da mortalidade e prevenção de complicações [1].
Palmitato de retinol (Farmanguinhos Vitamina A®) cápsula gelatinosa mole 100.000 UI
Crianças entre 6 e 11 meses e 29 dias: 100.000 UI por via oral, em duas doses, uma no dia da suspeita e uma no dia seguinte [1].
Palmitato de retinol (Farmanguinhos Vitamina A®) cápsula gelatinosa mole 200.000 UI
Crianças maiores de 12 meses: 200.000 UI por via oral, em duas doses, uma no dia da suspeita e uma no dia seguinte [1].
Palmitato de retinol apresentação de 50.000 UI
Crianças menores de 6 meses: 50.000 UI por via oral, em duas doses, uma no dia da suspeita e uma no dia seguinte [1].
Confirmar disponibilidade da apresentação de 50.000 UI junto à assistência farmacêutica local antes de prescrever nessa faixa etária.
Considerações
As fontes consultadas não estabelecem conduta com vitamina A para adolescentes e adultos com suspeita de sarampo.
Profilaxia Pós-Exposição com Imunoglobulina
Conduta estabelecida pelo Programa Municipal de Imunizações de São Paulo [6]. Fora do município de São Paulo, o fluxo operacional descrito ao final não se aplica automaticamente, devendo o Crie de referência e a vigilância epidemiológica municipal ser acionados.
Quando indicar [6]
A imunização passiva deve ser considerada quando a vacinação for contraindicada para pessoa suscetível exposta há menos de seis dias, para prevenir ou atenuar a doença.
A indicação alcança os contatos suscetíveis próximos e/ou domiciliares de pacientes suspeitos de sarampo, dentro de seis dias após a exposição, nos seguintes grupos:
Crianças menores de 6 meses.
Gestantes sem evidência de imunidade prévia ao sarampo.
Indivíduos imunocomprometidos sem evidência prévia de imunidade ao sarampo.
Indivíduos gravemente imunodeprimidos, independentemente de história prévia de vacinação ou doença.
Contagem do prazo no comunicante com contato diário [6]
Em comunicante domiciliar, de creche, escola, faculdade ou trabalho com contato diário, considerar o início da exposição quatro dias antes do início do exantema do caso fonte.
Na prática, esses comunicantes têm dois dias após o início do exantema do caso fonte para receber a imunoglobulina de forma oportuna.
O que caracteriza imunodepressão grave [6]
Imunodeficiência primária grave que não tenha recebido imunoglobulina nas últimas três semanas.
Transplantados de células tronco hematopoiéticas até 12 meses após a suspensão de terapias imunossupressoras.
Doenças linfoproliferativas.
Nos primeiros seis meses pós-quimioterapia para leucemia linfoblástica aguda.
Infecção pelo HIV com sinais e sintomas de aids, ou contagem de CD4 menor que 200 células/mm³ em maiores de cinco anos, ou menor que 15% em qualquer idade.
Transplantados de órgão sólido.
Uso de imunobiológicos ou inibidores de citocinas nos últimos seis meses.
Prescrição
Imunoglobulina humana inespecífica, hemoderivado obtido do plasma humano, solução para infusão intravenosa
150 mg/kg de peso, por via intravenosa [6].
Na formulação de 100 mg/mL, a equivalência é de 1,5 mL/kg de peso corporal [6].
Considerações
Não é necessária a aplicação em contatos que fazem uso rotineiro de imunoglobulina endovenosa (100 a 400 mg/kg) se a última dose tiver sido aplicada dentro de três semanas antes da exposição [6].
Após o uso de imunoglobulina, respeitar intervalo de seis meses para vacina de vírus vivo atenuado, se não houver contraindicação médica [6].
Divergência entre as fontes: o Manual de normas e procedimentos para vacinação estabelece intervalos por produto e dose, entre eles 8 meses após imunoglobulina intravenosa de reposição de 300 a 400 mg de IgG/kg e 6 meses após imunoglobulina intramuscular profilática de 0,5 mL/kg [5]. A dose de 150 mg/kg não consta desse quadro, e o protocolo municipal fixa 6 meses [6].
Conservação entre +2 °C e +8 °C, protegida da luz e sem congelar. O produto deve estar em temperatura ambiente ou corporal antes de ser utilizado [6].
A infusão deve ser progressiva e cautelosa, com monitorização dos sinais vitais antes do início e a cada 15 a 30 minutos no início, após cada aumento de velocidade e ao término [6].
Reduzir a velocidade ou interromper a infusão em caso de cefaleia intensa, calafrios, náuseas, vômitos, hipotensão ou qualquer sinal de reação adversa, comunicando imediatamente o médico e instituindo medidas de suporte [6].
Infusão mais lenta em gestantes, imunossuprimidos e na primeira infusão [6].
Fluxo operacional no município de São Paulo [6]
A Unidade de Vigilância em Saúde (Uvis) responsável pela identificação do contato solicita a imunoglobulina por formulário específico, indicando a referência para aplicação.
O Padi de referência libera a imunoglobulina ao serviço aplicador, e a Uvis avisa o contato suscetível sobre liberação, local e horário da aplicação.
Aos finais de semana e feriados, a avaliação, a solicitação e o encaminhamento são realizados pelo CIEVS municipal.
A administração deve ocorrer em unidades do tipo AMA/UBS Integrada, pela necessidade de monitoramento clínico contínuo, com atendimento até as 13 horas para garantir tempo de infusão e observação.
Esquema de Vacinação
A vacinação é a medida mais eficaz de prevenção, de controle e de eliminação do sarampo [1]. As estratégias abaixo coexistem e se diferenciam por público-alvo e por território: o esquema de rotina, o bloqueio, a intensificação e a dose zero são nacionais; a vacinação indiscriminada da Multivacinação 2026 é territorializada. A conduta de bloqueio está em Conduta Imediata, e as faixas etárias, contraindicações e cuidados de conservação de cada produto estão em Imunobiológicos Disponíveis.
Esquema básico por faixa etária [8]
12 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas: D1 de tríplice viral aos 12 meses e D2 com tetraviral ou tríplice viral associada à varicela, com intervalo mínimo de 30 dias.
15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias, vacinadas com D1: D2 com tetraviral ou tríplice viral associada à varicela.
5 a 29 anos, sem histórico ou com esquema incompleto: 2 doses de tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias.
30 a 59 anos, sem histórico: 1 dose de tríplice viral.
A partir de 60 anos, sem histórico: 1 dose de tríplice viral, recomendada em bloqueio vacinal quando há alto risco de contrair a doença, com avaliação de risco-benefício pela equipe.
Trabalhadores da saúde, independentemente da idade: 2 doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
Estratégias de vacinação frente a caso ou surto [1][8]
Bloqueio vacinal: seletivo, em até 72 horas da identificação do caso, entre contatos domiciliares e próximos.
Intensificação vacinal: seletiva, após as 72 horas, no bairro, nos demais bairros e em municípios vizinhos.
Varredura casa a casa: vacinação seletiva na vizinhança do caso confirmado, em raio aproximado de 5 quarteirões.
Campanhas de seguimento: crianças menores de 5 anos, não vacinadas ou com esquema incompleto, geralmente a cada quatro anos [1].
Campanhas de multivacinação: crianças e adolescentes de 12 meses a menores de 15 anos [1].
Dose Zero em Menores de 1 Ano
Recomendação de abrangência nacional [10]. A NT 71/2026 aplica a mesma estratégia de forma dirigida aos municípios de São Paulo/SP e Guarulhos/SP [3].
Quando indicar [10]
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que estejam em áreas territorialmente delimitadas para bloqueio vacinal e varredura casa a casa no polígono circunvizinho ao caso suspeito ou confirmado de sarampo.
Crianças da mesma faixa etária que viajarão para locais com surto ativo de sarampo.
Prescrição
Vacina tríplice viral (Bio-Manguinhos) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Crianças de 6 a 8 meses e 29 dias: 1 dose [10].
Vacina tríplice viral (M-M-R® II, Merck Sharp & Dohme) pó liofilizado para solução injetável em frasco-ampola monodose, acompanhado de frasco-ampola de diluente de 0,7 mL
Crianças de 6 a 8 meses e 29 dias: 1 dose [10].
Divergência entre as fontes: a NT 464/2025, específica deste produto, admite a dose zero em contextos de surto para crianças de 6 a 11 meses [11], faixa mais ampla que a de 6 a 8 meses e 29 dias fixada pela NT 21/2026 [10]. A diferença muda a conduta na criança de 9 a 11 meses e 29 dias quando o produto disponível é o M-M-R® II. Adota-se como regra operacional a NT 21/2026, por ser a norma dedicada à dose zero e a mais recente, e recomenda-se confirmar com a vigilância municipal.
Vacina tríplice viral (Serum Institute of India) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Crianças de 9 a 11 meses e 29 dias: 1 dose [10].
Considerações
Dose de 0,5 mL por via subcutânea, na região do deltoide [5][11].
A população de rotina do M-M-R® II é de 12 meses a 59 anos; o uso como dose zero em menores de 1 ano é recomendação do Programa Nacional de Imunizações para contextos de surto [11].
A dose zero não substitui o esquema de rotina: permanece imprescindível a D1 aos 12 meses e a D2 aos 15 meses, independentemente da administração prévia da dose zero [3][8].
Contraindicação para os três produtos: imunossupressão grave e reação de hipersensibilidade a dose anterior do mesmo produto ou a componente da vacina, como a neomicina [10]. As normas divergem quanto ao qualificador "grave": adota-se a formulação mais restritiva, contraindicando na presença de imunossupressão e encaminhando ao Crie para avaliação prévia [1][4]. Ver Imunobiológicos Disponíveis.
Vacina tríplice viral do Serum Institute of India: contraindicada também em crianças com alergia à proteína do leite de vaca [10].
Registro nos sistemas de informação: código de dose 57, descrição Dose Zero, sigla D0, com código de estratégia 3 (Bloqueio) ou 4 (Intensificação) [10].
Vacinação do Viajante Internacional
Por que a suspeição aumenta no viajante [2]
Os três países-sede da Copa do Mundo FIFA 2026 apresentam surtos ativos, com dados até a SE 12 de 2026:
México: 6.152 casos em 2025 e 8.315 em 2026, com 32 dos 32 estados afetados e 36 óbitos acumulados desde o início do surto em 2025.
Canadá: 5.425 casos em 2025 e 733 em 2026, com circulação endêmica e perda da certificação de país livre de sarampo em 2026.
Estados Unidos: 2.144 casos em 2025 e 1.664 em 2026, com 31 dos 52 estados afetados.
Em 2025 foram confirmados 248.394 casos no mundo, com surtos em todos os continentes.
A vacinação prévia à viagem é a medida de proteção mais efetiva.
Antes da viagem [2]
Verificar o cartão de vacinação e atualizar a situação vacinal preferencialmente com antecedência mínima de 15 dias, período considerado ideal para adequada resposta imunológica.
Na impossibilidade de cumprir o prazo ideal, vacinar o mais oportunamente possível, inclusive no dia do embarque, pois ainda pode conferir proteção.
Esquema por faixa etária: prescrição
Vacina tríplice viral (Bio-Manguinhos) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias que viajarão para locais com surto ativo: 1 dose, como dose zero [2][10]. Para este produto, a NT 21/2026 delimita a dose zero a crianças de 6 a 8 meses e 29 dias [10].
Pessoas de 12 meses a 29 anos: 2 doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre a 1ª e a 2ª dose [2].
Adultos de 30 a 59 anos: 1 dose [2].
Vacina tríplice viral (Serum Institute of India) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Mesmo esquema por faixa etária acima [2], respeitada a idade mínima de 9 meses estabelecida para este produto [10].
Considerações
Dose de 0,5 mL por via subcutânea, na região do deltoide [5][11].
A dose zero não é válida para o esquema de rotina: a vacinação deve ser realizada conforme o calendário nacional quando a criança completar 12 meses [2].
Contraindicada para gestantes [8].
Vacina tríplice viral do Serum Institute of India: contraindicada em crianças com alergia à proteína do leite de vaca [10].
Durante ou após a viagem [2]
Estar atento a febre, exantema, coriza e conjuntivite.
Procurar serviço de saúde informando o histórico de deslocamento internacional ou o contato com pessoas sintomáticas ou com diagnóstico confirmado.
Usar máscara cirúrgica se apresentar sinais e sintomas.
Vacinação Indiscriminada na Multivacinação 2026
Recomendação territorializada para os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo (SP), diante da ocorrência de casos e do risco de disseminação do vírus [4].
Indicação [4]
Vacinação indiscriminada da população de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal anterior, em todas as salas de vacinação dos municípios classificados como áreas de maior risco.
Para as ações extramuros, é recomendada a utilização exclusiva da vacina tríplice viral.
Prescrição
Vacina tríplice viral (Bio-Manguinhos) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Pessoas de 6 meses a 59 anos: 1 dose, mesmo com esquema vacinal completo [4].
Vacina tríplice viral (Serum Institute of India) pó liofilizado para solução injetável, frasco multidose, acompanhado de solução diluente
Pessoas a partir de 9 meses até 59 anos: 1 dose, mesmo com esquema vacinal completo [4].
Considerações
Dose de 0,5 mL por via subcutânea, na região do deltoide [5][11].
Antes da aplicação, questionar sobre recebimento de tríplice viral ou outra vacina de vírus vivo atenuado nos últimos 30 dias. Se houver recebido, adiar até completar o intervalo de 30 dias entre as doses [4].
Contraindicação para os dois produtos: gestantes e pessoas com imunossupressão [4].
Vacina tríplice viral do Serum Institute of India: contraindicada também em crianças com alergia à proteína do leite de vaca [4].
Registro nos sistemas de informação: código de estratégia 5, Campanha indiscriminada, com código de dose 8, descrição Dose, sigla D, faixa etária maior ou igual a 6 meses [4].
⚠️Imunobiológicos Disponíveis
Vacinas com componente sarampo ofertadas gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações a todo cidadão brasileiro ou estrangeiro [2]
Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola.
Tetraviral: sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Apresentação, dose e via
Bio-Manguinhos e Serum Institute of India: pó liofilizado, em frasco multidose, acompanhado do respectivo diluente [5].
M-M-R® II: frasco-ampola com pó liofilizado para solução injetável acompanhado de 1 frasco-ampola de diluente de 0,7 mL, monodose [11].
Volume da dose: 0,5 mL [5][11]. Via: subcutânea, na região do deltoide [5][11].
Reconstituição do M-M-R® II: retirar todo o diluente com seringa, injetar no frasco do pó liofilizado e agitar até dissolver completamente; se não dissolver, descartar [11].
No preparo dos frascos multidose, fazer movimentos rotatórios suaves em sentido único antes de aspirar cada dose [5].
Conservação do frasco fechado: +2 °C a +8 °C, protegido da luz, sem congelar [5][11].
Divergências entre as fontes que alteram a conduta
Qualificador de imunossupressão: a NT 21/2026 e a NT 71/2026 contraindicam a pessoas com imunossupressão grave [3][10], enquanto a NT 85/2026 contraindica a pessoas com imunossupressão, sem qualificador [4]. A diferença altera a conduta no paciente com imunossupressão leve a moderada. Adota-se a formulação mais restritiva, com avaliação prévia no Crie [1].
Faixa etária do M-M-R® II na dose zero: 6 a 8 meses e 29 dias pela NT 21/2026 [10] contra 6 a 11 meses pela NT 464/2025 [11]. Detalhada em Dose Zero em Menores de 1 Ano.
Contraindicações gerais da vacina tríplice viral [5]
Hipersensibilidade (reação anafilática) confirmada após dose anterior, ou hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer excipiente.
Crianças menores de 6 meses de idade.
Usuários com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave.
Gestação. Na vacinação inadvertida da gestante não está indicada a interrupção da gravidez; a gestante deve ser acompanhada durante o pré-natal e após o parto.
Pessoas com história de alergia à proteína do leite de vaca não devem receber a vacina do Serum Institute of India, devendo receber vacina que não contenha lactoalbumina.
Precauções gerais da vacina tríplice viral
Pessoas com histórico de reações anafiláticas, anafilactoides ou outras, como urticária generalizada, edema labial e de orofaringe, dispneia, hipotensão ou choque, subsequentes à ingestão de ovos, podem apresentar reações de hipersensibilidade após a vacinação. Nesses casos, vacinar com precaução, preferencialmente em ambiente com condições adequadas para o manejo de reações de hipersensibilidade [10].
Pessoas com imunodepressão devem ser avaliadas e vacinadas segundo as orientações do Manual dos Crie [5].
Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez até pelo menos um mês após a vacinação [5].
Aguardar quatro semanas após a vacinação para doar sangue ou órgãos [5].
Adiar a vacinação de pessoas com suspeita de sarampo, caxumba ou rubéola até a resolução do quadro clínico, para não prejudicar a investigação [5].
Em febre com temperatura axilar maior ou igual a 37,8 °C, adiar a vacinação, a não ser que a condição epidemiológica ou a situação de risco pessoal torne a vacina necessária [5].
Não administrar simultaneamente tríplice viral e febre amarela em crianças menores de 2 anos, respeitando intervalo de 30 dias, mínimo de 15 dias. Em emergência epidemiológica com circulação concomitante dos dois vírus, administrar as duas simultaneamente, considerando risco e benefício [5][11].
Com a vacina varicela, a administração simultânea pode ser feita em qualquer idade; se não simultâneas, respeitar intervalo de 30 dias, mínimo de 15 dias [5].
Intervalo após imunoglobulinas, sangue e hemoderivados [5]
A imunização passiva pode interferir na resposta às vacinas atenuadas, exigindo intervalo antes da tríplice viral, variável conforme o produto e a dose:
Concentrado de hemácias, 10 mL/kg: 5 meses.
Sangue total, 10 mL/kg: 6 meses.
Plasma ou plaquetas, 10 mL/kg: 7 meses.
Imunoglobulina intravenosa de reposição, 300 a 400 mg de IgG/kg: 8 meses.
Imunoglobulina intravenosa terapêutica, 1.000 mg de IgG/kg: 10 meses.
Imunoglobulina intravenosa terapêutica, 1.600 a 2.000 mg de IgG/kg: 11 meses.
Imunoglobulina intramuscular profilática, 0,5 mL/kg: 6 meses.
Hemácias lavadas, 10 mL/kg: sem necessidade de intervalo.
Se a imunoglobulina for administrada após a vacina atenuada, antes do período recomendado, a vacina deve ser reaplicada depois de transcorrido o período estimado de inibição imune.
Vigilância Populacional
Conteúdo de interesse operacional para o serviço, resumido. O detalhamento consta das notas técnicas citadas.
Busca ativa: nomenclatura vigente [7]
As denominações "busca ativa prospectiva" e "busca ativa retrospectiva" estão revogadas. Passam a valer:
Busca ativa institucional (BAI): revisão sistemática de prontuários e fichas de atendimento em serviços públicos e privados, diariamente ou ao menos uma vez por semana em cada serviço com potencial de atender casos suspeitos [8].
Busca ativa comunitária (BAC): busca casa a casa por pessoas com sinais e sintomas compatíveis nos últimos 30 dias, incluindo creches, escolas e instituições de curta e longa permanência [8].
Busca ativa laboratorial (BAL): sorologia para sarampo e rubéola em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya de pacientes com quadro compatível ou ao menos febre e exantema, em no mínimo 10% das amostras, com busca retrospectiva de até 15 dias [8][9].
Periodicidade por cenário [8]
Vigilância de rotina: BAI diária ou semanal; BAC a cada 3 meses; BAL a cada 15 dias.
Dia S: as três, semestralmente.
Durante e depois de um surto: BAI e BAC nos serviços e no território do caso, com BAL focada nos municípios afetados e nos vizinhos.
Dia S em 2026 [13]
5 de março e 4 de novembro de 2026, com período de busca retrospectiva de 30 dias anteriores a cada data e trabalho das equipes nos 10 dias seguintes.
Município silencioso [7]
Município que completa 12 semanas seguidas sem notificar casos suspeitos e sem informar notificação negativa. Coincide com a periodicidade recomendada para a busca ativa.
Indicadores de qualidade que dependem do atendimento clínico [7]
Investigação oportuna: casos investigados em até 48 horas, meta maior ou igual a 80%.
Coleta oportuna: S1 em até 30 dias do início do exantema, meta maior ou igual a 80%.
Envio oportuno: amostra ao Lacen em até 5 dias da coleta, meta maior ou igual a 80%.
Resultado oportuno: sorologia liberada pelo Lacen em até 4 dias, meta maior ou igual a 80%.
Rastreamento de contatos: casos confirmados com contatos rastreados por 30 dias, meta maior ou igual a 80%.
Amostras adequadas para detecção viral: respiratória nos primeiros 7 dias e no máximo 14, ou urina nos primeiros 7 dias e no máximo 10, meta maior ou igual a 80%.
Referências
[1] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de Vigilância em Saúde. 6. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. v. 1. Capítulo Sarampo, p. 261-284. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_6edrev_v1.pdf. Acesso em: 13 ago. 2026.
[2] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Nota Técnica Conjunta nº 116/2026-DPNI/SVSA/MS: revoga a Nota Técnica Conjunta nº 80/2026-DPNI/SVSA/MS e atualiza o risco de reintrodução do sarampo no território nacional e recomendações de vacinação para viajantes brasileiros com destino aos países sede da Copa do Mundo da FIFA 2026 (Estados Unidos, México e Canadá). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Processo SEI nº 25000.048617/2026-84. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2026/nota-tecnica-conjunta-no-116-2026-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 13 ago. 2026.
[3] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização. Nota Técnica nº 71/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS: orientações para o uso da dose zero (D0) da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo/SP e Guarulhos/SP. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Processo SEI nº 25000.095110/2026-10. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas. Acesso em: 13 ago. 2026.
[4] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização. Nota Técnica nº 85/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS: recomendações para o planejamento e a operacionalização da vacinação contra o sarampo durante a Estratégia de Multivacinação 2026 nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo (SP). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Processo SEI nº 25000.117723/2026-15. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas. Acesso em: 13 ago. 2026.
[5] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Manual de normas e procedimentos para vacinação. 2. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 13 ago. 2026.
[6] SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal da Saúde. Coordenadoria de Vigilância em Saúde. Divisão de Vigilância Epidemiológica. Programa Municipal de Imunizações. Uso de imunoglobulina humana na profilaxia pós-exposição ao sarampo. Versão 2. São Paulo, março de 2026. Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude. Acesso em: 13 ago. 2026.
[7] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis. Nota Técnica Conjunta nº 344/2025-CGVDI/DPNI/SVSA/MS: atualiza orientações técnicas sobre a vigilância do sarampo, da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Processo SEI nº 25000.163744/2025-21. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-conjunta-no-344-2025-cgvdi-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 13 ago. 2026.
[8] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis. Nota Técnica Conjunta nº 345/2025-CGVDI/DPNI/SVSA/MS: atualiza as orientações técnicas sobre a vigilância do sarampo e da rubéola e orienta quanto às ações de rastreamento e monitoramento de contatos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Processo SEI nº 25000.163744/2025-21. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-conjunta-no-345-2025-cgvdi-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 13 ago. 2026.
[9] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública. Nota Técnica nº 64/2025-CGLAB/SVSA/MS: orientações e atualizações sobre o Fluxo de Diagnóstico Laboratorial do Sarampo e Rubéola. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Processo SEI nº 25000.098661/2025-54. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-64-2025-cglab-svsa-ms.pdf. Acesso em: 13 ago. 2026.
[10] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização. Nota Técnica nº 21/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS: orientações para o uso da dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em ações de bloqueio vacinal e varredura casa a casa no polígono circunvizinho ao caso suspeito ou confirmado de sarampo no Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Processo SEI nº 25000.029901/2026-51. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2026/nota-tecnica-no-21-2026-cgici-dpni-svsa-ms.pdf/view. Acesso em: 13 ago. 2026.
[11] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Coordenação-Geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio. Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização. Nota Técnica Conjunta nº 464/2025-CGGI e CGICI/DPNI/SVSA/MS: orientações sobre a vacina sarampo, caxumba, rubéola (atenuada) da Merck Sharp & Dohme. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Processo SEI nº 25000.226797/2025-61. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-conjunta-no-464-2025-cggi-e-cgici-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 13 ago. 2026.
[12] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Nota Técnica Conjunta nº 368/2025-CGVDI/DPNI/SVSA/MS: alerta estados e municípios quanto à necessidade de reforçar a vigilância em saúde e ações baseadas em equidade para ocorrência de casos com sinais e sintomas sugestivos de sarampo em viajantes internacionais e domésticos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Processo SEI nº 25000.036037/2025-63. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas. Acesso em: 13 ago. 2026.
[13] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis. Nota Técnica Conjunta nº 46/2026-CGVDI/DPNI/SVSA/MS: orientações aos estados e municípios acerca da realização do 5º e do 6º Dia S em 2026. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Processo SEI nº 25000.071730/2025-82. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas. Acesso em: 13 ago. 2026.
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