Anafilaxia (Adulto e Criança)
CID-10: T78.2 - Choque anafilático não especificado
Introdução
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, geralmente de início rápido, que pode causar morte. A forma grave caracteriza-se por comprometimento potencialmente fatal de via aérea, respiração ou circulação, e pode ocorrer sem as alterações cutâneas típicas e sem choque circulatório [2][3][4].
Prevalência ao longo da vida estimada entre 1,6% e 5,1% [4]
Principais desencadeantes no Brasil, segundo inquérito com alergologistas [5]:
Medicamentos: anti-inflamatórios não hormonais e antibióticos
Alimentos: leite de vaca e clara de ovo em lactentes e pré-escolares; crustáceos em crianças maiores, adolescentes e adultos
Picadas de insetos: formigas de fogo, abelhas e vespas
Sem agente identificado (anafilaxia idiopática): cerca de 10%
Tempo até a parada cardiorrespiratória nos casos fatais [2]:
Medicamento IV: geralmente em até 5 minutos
Picada de inseto: colapso em 10 a 15 minutos
Alimento: parada respiratória após cerca de 30 minutos
Letalidade abaixo de 1% entre os atendidos em hospital no Reino Unido; o risco de morte é maior com asma, sobretudo mal controlada, e com atraso da adrenalina [2]
🔑 Pontos-chave:
Adrenalina IM é a primeira linha em qualquer idade e não deve ser atrasada; na dúvida, aplicar, sem esperar o preenchimento dos critérios diagnósticos [6][2][4]
Pele e mucosa podem faltar em até 20% das reações: hipotensão, broncoespasmo ou envolvimento laríngeo após alérgeno conhecido ou altamente provável bastam para o diagnóstico [2][4][5]
Não deixar o paciente ficar em pé, andar ou sentar subitamente, mesmo que pareça recuperado: a morte pode ocorrer em minutos [6][2]
Sem melhora respiratória ou cardiovascular após 2 doses de adrenalina IM: anafilaxia refratária, com infusão IV de adrenalina (pode correr em veia periférica) e ajuda especializada [6][2]
Adrenalina IV em bolus só por especialista; nunca aplicar a solução 1:1.000 sem diluir por via IV [6][2]
Anti-histamínico, corticoide e broncodilatador não tratam via aérea, respiração nem circulação e nunca substituem a adrenalina; corticoide não é rotina [6][2]
Prometazina injetável não deve ser usada na anafilaxia: pode piorar a hipotensão e causar necrose muscular [6]
Sibilância súbita e inesperada deve ser tratada como anafilaxia; na asma com possível exposição a alérgeno, adrenalina IM antes do broncodilatador [6][2]
Em uso de betabloqueador, anafilaxia refratária à adrenalina e ao volume: considerar glucagon [2][5]
Todo paciente precisa de observação estratificada pelo risco de reação bifásica e de encaminhamento ao alergista [6][3][2][5]
🎯 Fluxograma de manejo
![O fluxograma organiza o atendimento inicial da anafilaxia no adulto e na criança. Começa pela suspeita de anafilaxia, com a nota: qualquer comprometimento de via aérea, respiração ou circulação; na dúvida, tratar como anafilaxia. Em seguida: chamar ajuda e avaliar pela abordagem ABCDE, remover o desencadeante e deitar o paciente, sem permitir que fique em pé ou ande; conferir em Medidas iniciais e posicionamento. Depois, adrenalina IM na face anterolateral da coxa (adulto e adolescente: 0,2 a 0,5 mg; criança: 0,01 mg/kg, máximo de 0,3 mg); conferir em Adrenalina intramuscular. Depois, monitorização (oximetria, PA, ECG), oxigênio e acesso venoso, sem atrasar a adrenalina. Pergunta: resolução dos sinais respiratórios e cardiovasculares após a adrenalina? Se sim, segue por um trilho à esquerda até o sintoma residual. Se não, repetir a adrenalina IM após 5 minutos, se não houver resposta, e, na hipotensão, no choque ou na resposta inadequada à adrenalina, SF 0,9% IV (adulto e adolescente: 1 a 2 L rapidamente; criança: 5 a 10 mL/kg nos primeiros 5 minutos e 30 mL/kg na primeira hora); conferir em Reposição volêmica. Nova pergunta: resolução dos sinais respiratórios e cardiovasculares após 2 doses de adrenalina IM? Se não, seguir para o fluxograma da anafilaxia refratária. Se sim, junta-se ao mesmo trilho à esquerda. No sintoma residual, adjuvantes só depois da adrenalina; conferir em Tratamento adjuvante. Depois, colher triptase (1ª amostra assim que possível, sem atrasar o tratamento) e observar por tempo conforme a gravidade e os fatores de risco; conferir em Triptase sérica e Observação e alta. Termina na alta, com autoinjetor de adrenalina, plano de ação escrito e encaminhamento ao alergista; conferir em Observação e alta. Nota do rodapé, ligada ao intervalo de 5 minutos: o intervalo entre o início da anafilaxia e a PCR costuma ser curto; esperar até 15 minutos por nova dose pode ser arriscado, embora algumas diretrizes admitam intervalos de 5 a 15 minutos. Abreviações: ABCDE: via aérea, respiração, circulação, estado neurológico e exposição; ECG: eletrocardiograma; IM: intramuscular; IV: intravenoso; PA: pressão arterial; PCR: parada cardiorrespiratória; SF: soro fisiológico. Fonte: referências [2], [3], [5], [6] e [7] do artigo.](https://assets.gpmed.app/treatments/1792518056464_18ca3e98.png)
![O fluxograma organiza o manejo da anafilaxia refratária. Começa pela anafilaxia refratária: sinais respiratórios ou cardiovasculares persistentes após 2 doses de adrenalina IM, com a nota: PCR em qualquer momento, RCP e protocolo de suporte avançado de vida. Em seguida: chamar ajuda especializada, com suporte de terapia intensiva; acesso IV dedicado, ou IO se a punção falhar; manter adrenalina IM a cada 5 minutos até iniciar a infusão. Pergunta: infusão IV de adrenalina possível no local? Se não, repetir adrenalina IM a cada 5 minutos enquanto persistirem sinais graves, SF 0,9% IV ou IO (20 mL/kg), se possível, e oxigênio suplementar; depois, transferir para centro com suporte avançado, em caixa de regulação. Se sim, infusão IV contínua de adrenalina, marcada com o ícone de alerta, em bomba e linha exclusiva; otimizar o volume com bolus de cristaloide; monitorização contínua de ECG, oximetria e PA; conferir em Anafilaxia refratária. Pergunta: qual o problema residual? Abre três colunas. Via aérea: no estridor, adrenalina por nebulização (5 mL) e intubação precoce pelo profissional mais experiente; na obstrução total, via aérea cirúrgica se a intubação não for possível. Respiração: no broncoespasmo grave, salbutamol e ipratrópio por nebulização, com oxigênio; na apneia ou respiração ineficaz, bolsa-válvula-máscara e intubação precoce. Circulação: bolus de cristaloide, linha arterial e acesso venoso central; no choque refratário, associar noradrenalina IV ou vasopressina IV, ambas com o ícone de alerta, com especialista; no uso de betabloqueador, glucagon IV, com o ícone de alerta; conferir em Anafilaxia refratária. As três colunas convergem para: após a ressuscitação inicial, considerar hidrocortisona IV (adulto: 200 mg; criança: 4 mg/kg, máximo de 200 mg); conferir em Anafilaxia refratária. Na base, um quadro com o ícone de alerta traz a frase: Antes de prescrever, confira cuidados e contraindicações referentes a esse medicamento. Abreviações: ECG: eletrocardiograma; IM: intramuscular; IO: intraósseo; IV: intravenoso; PA: pressão arterial; PCR: parada cardiorrespiratória; RCP: ressuscitação cardiopulmonar; SF: soro fisiológico. Fonte: referências [2], [5] e [6] do artigo.](https://assets.gpmed.app/treatments/1792518056551_d32c5933.png)
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico [2][5].
Critérios clínicos (WAO 2020): anafilaxia altamente provável quando presente qualquer um dos 2 critérios [4][5]:
Critério 1: início agudo (minutos a algumas horas) com envolvimento de pele, mucosa ou ambos (urticária generalizada, prurido ou rubor, edema de lábios, língua e úvula), associado a qualquer um:
Comprometimento respiratório: dispneia, broncoespasmo, estridor, pico de fluxo expiratório reduzido, hipoxemia
PA reduzida ou sintomas de disfunção de órgão-alvo: hipotonia (colapso), síncope, incontinência
Sintomas gastrointestinais graves: cólica abdominal intensa, vômitos repetitivos, especialmente após alérgeno não alimentar
Critério 2: início agudo de qualquer um (hipotensão, broncoespasmo, envolvimento laríngeo) após exposição a alérgeno conhecido ou altamente provável para aquele paciente (minutos a algumas horas), mesmo sem envolvimento cutâneo típico
Definições usadas nos critérios [4][5]:
Hipotensão: queda da PAS acima de 30% do valor basal do paciente, ou PAS abaixo do limite para a idade:
Abaixo de 10 anos: PAS menor que 70 mmHg + (2 × idade em anos)
10 anos ou mais e adultos: PAS menor que 90 mmHg
Broncoespasmo: excluir sintomas respiratórios baixos desencadeados por alérgeno inalante comum ou por alimento percebido como causador de reação "inalatória" sem ingestão
Envolvimento laríngeo: estridor, alteração vocal, odinofagia
Aplicação à beira do leito:
Preencher os critérios não é pré-requisito para aplicar adrenalina [4]
A decisão de aplicar adrenalina e a resposta a ela não confirmam o diagnóstico [4]
Alterações de pele ou mucosa isoladas não são anafilaxia [2]
Pele e mucosa podem estar ausentes ou discretas em 10% a 20% das reações, com apresentação inicial só de broncoespasmo ou hipotensão [2]
Sintomas gastrointestinais sem comprometimento de via aérea, respiração ou circulação geralmente não indicam anafilaxia; dor abdominal e vômitos podem ser anafilaxia na alergia a inseto [6][2]
Sinais de comprometimento a buscar na abordagem ABCDE [2]:
Via aérea: edema de língua e garganta (dificuldade para respirar ou engolir), rouquidão, estridor
Respiração: aumento do trabalho respiratório, sibilância ou tosse persistente, fadiga, hipoxemia (SpO₂ abaixo de 94%) com confusão ou cianose, parada respiratória
Circulação: palidez e pele fria e úmida, taquicardia importante, hipotensão, tontura, rebaixamento ou perda de consciência, arritmia, parada cardíaca
Particularidades pediátricas:
Lactente: também sialorreia, irritabilidade, choro persistente, sonolência, hipotonia e pele mosqueada [6]
Criança pequena: palidez e hipotonia [6]
Primeiro sinal de comprometimento cardiovascular: taquicardia persistente; a hipotensão é tardia [6][2]
Em lactentes e crianças pequenas, a idade não se correlaciona com a gravidade da reação [4]
Anamnese [5][3]:
Agente suspeito, via de exposição e dose
Sequência e horário de início dos sintomas
Cofatores: exercício, medicamentos em uso
Tratamentos aplicados anteriormente em situação semelhante
Diagnóstico diferencial
A reação vasovagal é a causa mais frequente de confusão [5][2].
Característica | Reação vasovagal | Anafilaxia |
|---|---|---|
Início e resposta ao deitar | Início em segundos, com melhora rápida ao deitar | Sem recuperação rápida ao deitar |
Frequência cardíaca | Bradicardia | Predomina a taquicardia; a bradicardia costuma ser tardia, precedendo a PCR, mas pode surgir com o início da hipotensão na alergia a veneno de inseto e no perioperatório |
Pele e via aérea | Palidez e sudorese, sem urticária, angioedema, sibilância ou estridor | Rubor, prurido, urticária ou angioedema em mais de 80% das reações, mas podem ser sutis ou ausentes em 10% a 20%; edema de via aérea, rouquidão, estridor, sibilância ou tosse persistente podem estar presentes |
Fonte: [2][5][7]
Condições graves que simulam anafilaxia [2]:
Asma com risco de vida, sobretudo em crianças
Obstrução laríngea induzida (antiga disfunção de cordas vocais): não responde à adrenalina
Angioedema por IECA: pode ser grave e geralmente não responde à adrenalina
Outras condições:
Resuscitation Council UK 2021 [2]:
Ataque de pânico, crise de perda de fôlego na criança, urticária ou angioedema espontâneos
SBP 2021 [5]:
Mastocitose sistêmica, angioedema hereditário, feocromocitoma, síndrome carcinoide, escombroidose
Esquema de tratamento
Sequência inicial, simultânea quando houver mais de um socorrista [6][2]:
Chamar ajuda e avaliar pela abordagem ABCDE
Remover o desencadeante
Posicionar deitado, sem permitir que fique em pé ou ande
Adrenalina IM imediata: conferir em "Adrenalina intramuscular"
Monitorização, oxigênio e acesso venoso: conferir em "Medidas iniciais e posicionamento"
Sem resposta adequada:
Repetir a adrenalina IM:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021 [6][2]:
Após 5 minutos
SBP 2021 [5]:
Se necessário, a cada 5 a 15 minutos
Preferir 5 minutos: o intervalo entre o início da anafilaxia e a PCR costuma ser curto, e esperar até 15 minutos por nova dose pode ser arriscado, embora algumas diretrizes admitam intervalos de 5 a 15 minutos [2][5][7]
Bolus de cristaloide: conferir em "Reposição volêmica" [6][2]
Sem melhora respiratória ou cardiovascular após 2 doses de adrenalina IM:
Chamar ajuda especializada e iniciar infusão IV de adrenalina: conferir em "Anafilaxia refratária" [6][2]
Adjuvantes, só depois da adrenalina e conforme o problema residual: conferir em "Tratamento adjuvante" [6][2]
O que não fazer:
Atrasar a adrenalina para obter acesso, colher exame ou confirmar o diagnóstico [2][4]
Usar anti-histamínico, corticoide ou broncodilatador no lugar da adrenalina [6][2]
Aplicar adrenalina IV em bolus fora do cenário de especialista [6][2]
Permitir que o paciente fique em pé, ande ou sente subitamente [6][2]
Após a estabilização: triptase, período de observação, orientações de alta e encaminhamento ao alergista: conferir em "Triptase sérica", "Observação e alta" e "Encaminhamento e prevenção"
Medidas iniciais e posicionamento
Remover o desencadeante [6][2]:
Medicamento ou hemoderivado IV: interromper a infusão
Picada de abelha: retirar o ferrão o quanto antes (rapidez importa mais que o método)
Alimento: interromper a ingestão; não induzir vômito
Não atrasar a adrenalina se não for possível remover o desencadeante
Posicionamento [6][2][5]:
Não permitir que fique em pé ou ande, mesmo se parecer recuperado: a morte pode ocorrer em minutos
Transportar em maca ou cadeira de rodas com as pernas estendidas, inclusive até o banheiro
Com comprometimento cardiovascular: deitado, com ou sem elevação de membros inferiores
Com dificuldade respiratória predominante: sentado, com as pernas estendidas à frente, nunca em cadeira; deitar imediatamente se houver alteração da consciência ou queda da PA
Inconsciente com respiração normal, ou vomitando: decúbito lateral (posição de recuperação)
Gestante: decúbito lateral esquerdo
Lactente e criança pequena: deitado ou sentado com as pernas estendidas no colo do cuidador, nunca na vertical nem sobre o ombro
Manter deitado até a estabilidade hemodinâmica, em geral no mínimo 1 hora após 1 dose de adrenalina e 4 horas após mais de 1 dose [6]
Monitorização, assim que possível, sem atrasar a adrenalina: oximetria, PA não invasiva e ECG [6][2]
Oxigênio:
Resuscitation Council UK 2021 [2]:
Concentração máxima com máscara com reservatório no início; depois titular para SpO₂ de 94% a 98% (88% a 92% se houver risco de insuficiência respiratória hipercápnica)
SBP 2021 [5]:
Suplementar se SatO₂ igual ou abaixo de 95%
Acesso venoso de maior calibre possível; IO se o acesso venoso demorar [5][2]
PCR: iniciar RCP imediatamente e seguir o protocolo de suporte avançado de vida; após a parada, a absorção IM não é confiável, e a adrenalina passa a ser IV ou IO nas doses do suporte avançado; considerar ressuscitação prolongada [2]
Exames da emergência conforme o quadro: ECG de 12 derivações, radiografia de tórax, eletrólitos, gasometria arterial [2]
Adrenalina intramuscular
Primeira linha em qualquer idade [6][2][5][8]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
Mais de 50 kg (acima de 12 anos e adultos): 0,5 mL IM
Resuscitation Council UK 2021:
Adulto e criança acima de 12 anos: 0,5 mL (500 mcg) IM
Criança pequena ou pré-púbere: 0,3 mL (300 mcg) IM
SBP 2021:
Adultos e adolescentes: 0,2 a 0,5 mg IM (dose máxima)
Criança:
ASCIA 2026:
0,01 mL/kg (0,01 mg/kg) IM, máximo de 0,5 mL por dose
Por peso:
Menos de 7,5 kg (cerca de 1 ano ou menos): 0,1 mL
7,5 kg (cerca de 1 a 2 anos): 0,1 mL
15 kg (cerca de 2 a 3 anos): 0,15 mL
20 kg (cerca de 4 a 6 anos): 0,2 mL
30 kg (cerca de 7 a 10 anos): 0,3 mL
40 kg (cerca de 10 a 12 anos): 0,4 mL
Resuscitation Council UK 2021:
6 a 12 anos: 0,3 mL (300 mcg) IM
6 meses a 6 anos: 0,15 mL (150 mcg) IM
Menos de 6 meses: 0,1 a 0,15 mL (100 a 150 mcg) IM
SBP 2021:
0,01 mg/kg IM, máximo de 0,3 mg
Repetição:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021:
Após 5 minutos, se resposta ausente ou inadequada
SBP 2021:
Se necessário, a cada 5 a 15 minutos
Administração: IM na face anterolateral do terço médio da coxa, com agulha longa o bastante para atingir o músculo (25 mm para todas as idades; 38 mm em alguns adultos; 16 mm em lactente muito pequeno); proteger a ampola da luz e desprezar o volume restante
Considerações
Aplicar diante de qualquer comprometimento de via aérea, respiração ou circulação; na dúvida, aplicar [6][2]
Não é preciso preencher todos os critérios diagnósticos para considerar aplicar [4]
Preferir repetir após 5 minutos: o intervalo entre o início da anafilaxia e a PCR costuma ser curto, e esperar até 15 minutos por nova dose pode ser arriscado, embora algumas diretrizes admitam intervalos de 5 a 15 minutos [2][5][7]
Sem melhora após 2 doses: seguir Anafilaxia refratária [6][2]
Vias subcutânea e inalatória não substituem a via IM [2]
Sem ajuste de dose em grupos específicos, como usuários de antidepressivo tricíclico [2]
Palidez pode persistir após 2 a 3 doses em criança pequena; PA muito elevada sugere superdose [2]
Lactente [6]:
Pode manter palidez após 1 ou mais doses, com resolução sem doses adicionais
Mais de 2 doses podem causar hipertensão e taquicardia, confundidas com anafilaxia persistente; guiar novas doses pela PA
Reposição volêmica
Hipotensão, choque ou resposta inadequada à primeira dose de adrenalina [6][2][5]:
Cloreto de sódio sol. inj. 0,9%
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
10 a 20 mL/kg em bolus
Resuscitation Council UK 2021:
500 a 1.000 mL em bolus rápido; repetir conforme resposta
Choque grave pode exigir 3 a 5 L
SBP 2021:
1 a 2 L IV rapidamente
Criança:
ASCIA 2026:
10 a 20 mL/kg em bolus
Resuscitation Council UK 2021:
10 mL/kg em bolus rápido; repetir conforme resposta
SBP 2021:
5 a 10 mL/kg nos primeiros 5 minutos e 30 mL/kg na primeira hora
Administração: IV em bolus rápido, pelo acesso de maior calibre possível; IO se o acesso venoso demorar
Considerações
Grandes volumes: preferir cristaloide sem glicose balanceado (Ringer lactato, Plasma-Lyte®) ao SF 0,9%, pelo risco de hipercloremia [2]
Coloide não é indicado e pode causar anafilaxia: suspender coloide em infusão [2]
Repetir a adrenalina IM após 5 minutos enquanto se obtém o acesso [2]
Regular a infusão pelo pulso e pela PA e vigiar sobrecarga de volume [5]
Anafilaxia refratária
Definição:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021 [6][2]:
Sintomas respiratórios ou cardiovasculares persistentes apesar de 2 doses adequadas de adrenalina IM
AAAAI/ACAAI 2023 [4]:
Anafilaxia persistente apesar de adrenalina e medidas dirigidas aos sintomas, depois de 3 ou mais doses adequadas de adrenalina ou do início de infusão IV
Medidas imediatas [6][2]:
Chamar ajuda especializada precocemente; suporte de terapia intensiva é essencial
Acesso IV dedicado, ou IO se a punção falhar
Manter adrenalina IM a cada 5 minutos até iniciar a infusão
Iniciar infusão IV de adrenalina e otimizar o volume
Adrenalina IV:
Infusão contínua de adrenalina, anafilaxia refratária [6][2][8]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
ASCIA 2026:
Pronto-socorro e hospital terciário: 1 mL (1 mg) em 100 mL de SF 0,9%; iniciar a 0,5 mL/kg/h (cerca de 0,1 mcg/kg/min)
Hospital não terciário ou pré-hospitalar: 1 mL (1 mg) em 1.000 mL de SF 0,9%; iniciar a cerca de 5 mL/kg/h (cerca de 0,1 mcg/kg/min)
Sem bomba de infusão: cerca de 2 gotas por segundo no adulto (equipo de cerca de 20 gotas/mL)
Titular conforme resposta clínica e efeitos adversos
Resuscitation Council UK 2021:
1 mL (1 mg) em 100 mL de SF 0,9%
Início conforme gravidade, em adulto e criança:
Moderada: 0,5 mL/kg/h (cerca de 0,1 mcg/kg/min)
Grave (hipotensão ou hipóxia): 1 mL/kg/h
Titular para a menor taxa eficaz; o equilíbrio é atingido 5 a 10 minutos após cada ajuste
Desmame:
Com a melhora, reduzir até cerca de 50% da taxa inicial
1 hora após a resolução de todos os sinais e sintomas, reduzir progressivamente em 30 minutos e suspender; reiniciar se houver recorrência
Administração: IV ou IO, em bomba de infusão e linha exclusiva, sem conexão em Y; pode correr em veia periférica; não infundir no mesmo membro do manguito de PA; proteger da luz; solução diluída estável por 24 horas em temperatura ambiente
Considerações
Monitorização contínua obrigatória: ECG, oximetria e PA não invasiva ao menos a cada 5 minutos [2]
Até iniciar a infusão, manter adrenalina IM a cada 5 minutos [6][2]
Taquicardia, tremor e palidez com PA normal ou elevada indicam excesso: reduzir a taxa, ou suspender se grave [2]
Solução de 1 mg em 1.000 mL: uso temporário, pelo risco de sobrecarga de volume [6]
Infusão prolongada exige acesso venoso central [2]
Adrenalina, diretrizes [4][7][5]:
Na anafilaxia, não há contraindicação absoluta à adrenalina [4][7]
Adrenalina IM imediata mesmo em idade avançada ou com fatores de risco cardíaco [4]
Uso de betabloqueador: pode exigir doses maiores de adrenalina [5]
Adrenalina, bulas [9][10]:
Em emergência, qualquer contraindicação é relativa
Uso de betabloqueador: risco de hipertensão grave e hemorragia cerebral
Cautela na angina e na asma de longa duração
Trabalho de parto: pode retardar a segunda fase
Contém metabissulfito de sódio
Adrenalina, bula do Adren Ped® [10]:
Não usar com qualquer um: glaucoma de ângulo fechado; anestesia com halotano ou ciclopropano
Em geral, não usar com qualquer um: tireotoxicose, diabetes, uso de IMAO, hipertensão ou outra doença cardiovascular
Adrenalina, bula do Adren® [9]:
Não administrar após uso de cocaína, pelo risco de arritmia
Não administrar na mesma via que bicarbonato
Adrenalina IV em bolus, só por profissional experiente em vasopressores, em situação de peri-PCR ou enquanto a infusão é preparada [6][2][7][10]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
ASCIA 2026:
Criança em idade escolar ou adulto: 1 mcg/kg IV (máximo de 50 mcg) em 1 a 2 minutos; repetir conforme resposta
Resuscitation Council UK 2021:
Adulto: 50 mcg (0,5 mL da solução de 100 mcg/mL) IV; se precisar repetir, iniciar a infusão
Criança: sem dose estabelecida; pode haver resposta com 1 mcg/kg
Administração: nunca aplicar a solução 1:1.000 sem diluir; diluir 1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9% para obter 100 mcg/mL (1:10.000) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída
Considerações
Fora desses cenários, bolus IV não é recomendado; na PCR, seguir o protocolo de suporte avançado de vida [6][2]
Dose pediátrica exige diluição e dupla checagem cuidadosas [2]
Adrenalina, diretrizes [4][7][5]:
Na anafilaxia, não há contraindicação absoluta à adrenalina [4][7]
Adrenalina IM imediata mesmo em idade avançada ou com fatores de risco cardíaco [4]
Uso de betabloqueador: pode exigir doses maiores de adrenalina [5]
Adrenalina, bulas [9][10]:
Em emergência, qualquer contraindicação é relativa
Uso de betabloqueador: risco de hipertensão grave e hemorragia cerebral
Cautela na angina e na asma de longa duração
Trabalho de parto: pode retardar a segunda fase
Contém metabissulfito de sódio
Adrenalina, bula do Adren Ped® [10]:
Não usar com qualquer um: glaucoma de ângulo fechado; anestesia com halotano ou ciclopropano
Em geral, não usar com qualquer um: tireotoxicose, diabetes, uso de IMAO, hipertensão ou outra doença cardiovascular
Adrenalina, bula do Adren® [9]:
Não administrar após uso de cocaína, pelo risco de arritmia
Não administrar na mesma via que bicarbonato
Sem possibilidade de infusão IV, fora do hospital ou em centro sem estrutura [6][2]:
Repetir adrenalina IM a cada 5 minutos enquanto persistirem sinais respiratórios ou cardiovasculares graves
Bolus de SF 0,9% 20 mL/kg IV ou IO, se possível [6]
Oxigênio suplementar
Transferir para centro com suporte avançado
Problema residual, mantendo a infusão de adrenalina:
Via aérea [6][2]:
Obstrução parcial ou estridor: adrenalina nebulizada e intubação precoce, pelo profissional mais experiente disponível, seguindo protocolo de via aérea difícil
Estridor (obstrução de via aérea superior), como adjuvante após adrenalina IM [6][2][11][12]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
5 mL (5 ampolas) por nebulização
Administração: nebulizar os 5 mL sem diluir, com máscara e oxigênio como gás de nebulização
Considerações
Não substitui a adrenalina IM nem a infusão [2]
Não deve atrasar a intubação na obstrução crítica [2]
Obstrução total: pode exigir via aérea cirúrgica se a intubação não for possível
Oxigenação tecidual é mais importante que a intubação [2]
Respiração [6][2]:
Broncoespasmo grave persistente: nebulizar salbutamol e ipratrópio com oxigênio, mantendo a infusão de adrenalina
Sibilância ou broncoespasmo persistente após adrenalina: broncodilatador [6][2][5][8]:
Salbutamol (Aerolin®) aerossol 100 mcg/jato (200 doses)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
8 a 12 jatos com espaçador
SBP 2021:
4 a 8 jatos a cada 20 minutos, máximo de 20 jatos
Criança:
ASCIA 2026:
8 a 12 jatos com espaçador
SBP 2021:
50 mcg/kg por dose (1 jato para cada 2 kg), máximo de 10 jatos
Administração: via inalatória com espaçador; agitar o inalador antes de cada uso
Salbutamol (Aerolin®) sol. para nebulização 5 mg/mL (frasco 10 mL)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021:
5 mg
SBP 2021:
2,5 a 5 mg a cada 20 minutos, por 3 doses
Criança:
ASCIA 2026:
5 mg
Resuscitation Council UK 2021:
Acima de 5 anos: 5 mg
Abaixo de 5 anos: 2,5 mg
SBP 2021:
0,07 a 0,15 mg/kg a cada 20 minutos, até 3 doses, máximo de 5 mg
Administração: diluir em SF 0,9% até volume final de 2 a 2,5 mL; nebulizar com oxigênio
Ipratrópio (Atrovent®) sol. para nebulização 0,25 mg/mL (1 mL = 20 gotas) (frasco 20 mL)
Adulto e criança acima de 12 anos: 500 mcg (2 mL)
2 a 12 anos: 250 mcg (1 mL)
Menos de 2 anos: 125 mcg (0,5 mL)
Administração: diluir em SF 0,9% até volume final de 3 a 5 mL; nebulizar com oxigênio a 6 a 8 L/min; não misturar com cromoglicato dissódico no mesmo nebulizador
Considerações
Não substituem a adrenalina: não tratam obstrução de via aérea superior, hipotensão nem choque [6]
Broncoespasmo grave persistente: seguir também o protocolo de asma com risco de vida [6]
Sulfato de magnésio não é broncodilatador IV de primeira linha na anafilaxia, pelo risco de vasodilatação e piora da hipotensão [2]
Apneia ou respiração ineficaz: ventilação com bolsa-válvula-máscara e intubação precoce
Circulação [6][2]:
Hipotensão, bolus de cristaloide:
ASCIA 2026 [6]:
10 a 20 mL/kg
Resuscitation Council UK 2021 [2]:
Adulto: 500 a 1.000 mL por bolus
Criança: 10 mL/kg por bolus
Titular pela resposta
Choque: priorizar a infusão de adrenalina e manter os bolus
Linha arterial para PA contínua e acesso venoso central [2]
Choque refratário à infusão de adrenalina e ao volume, sob orientação de especialista [2][8]:
Noradrenalina sol. inj. 4 mg/4 mL de norepinefrina base (ampola 4 mL; equivale a 8 mg/4 mL de hemitartarato)
Adulto: 0,05 a 0,5 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Criança: iniciar a 0,1 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Administração: diluir 1 ampola (4 mL) em 100 ou 250 mL de SF 0,9% ou SG 5%; bomba de infusão, em veia central; não administrar sem diluir nem com bicarbonato ou outra solução alcalina no mesmo acesso
Vasopressina (Encrise®) sol. inj. 20 UI/mL (ampola 1 mL)
Adulto: 2 UI IV em bolus, repetir se necessário; considerar infusão
Criança: 0,02 a 0,06 UI/kg/h IV em infusão contínua
Administração:
Adulto: IV em bolus ou infusão contínua, preferencialmente em veia central ou periférica profunda
Criança: diluir 1 UI/kg em 50 mL; bolus de 2 mL e depois 1 a 3 mL/h
Considerações
Associar à infusão de adrenalina, sem substituí-la [2]
A escolha do vasopressor segue o especialista e o protocolo local [2]
Noradrenalina, bula [13]:
Hipotensão por hipovolemia: usar só como medida emergencial, até completar a reposição volêmica
Contraindicada na trombose mesentérica ou periférica, salvo como medida salva-vidas
Anestesia com halotano ou ciclopropano, hipóxia profunda ou hipercapnia: risco de taquicardia ou fibrilação ventricular
Uso de IMAO ou antidepressivo tricíclico: risco de hipertensão grave e prolongada
Medir a PA a cada 2 minutos até o alvo e, depois, a cada 5 minutos; não deixar o paciente desassistido
Extravasamento: infiltrar o local, o quanto antes, com 10 a 15 mL de SF 0,9% contendo 5 a 10 mg de fentolamina
Criança: segurança e efetividade não estabelecidas na bula
Contém bissulfito de sódio
Vasopressina, bula [14]:
Contraindicada na nefrite crônica com retenção de nitrogênio
Doença vascular, sobretudo coronariana: só com extrema cautela; pode precipitar angina e, em doses altas, infarto
Risco de intoxicação hídrica: reconhecer tontura, desatenção e cefaleia
Cautela com qualquer um: epilepsia, enxaqueca, asma, insuficiência cardíaca
ECG e eletrólitos periódicos
Criança muito pequena e idoso: cautela, pelo risco de hiper-hidratação e hiponatremia
Uso fora da bula: a bula não inclui a anafilaxia
Uso de betabloqueador, com anafilaxia refratária à infusão de adrenalina e ao volume [2][5][8]:
Glucagon (GlucaGen® HypoKit) pó liofilizado 1 mg (frasco-ampola)
Resuscitation Council UK 2021:
Adulto: 1 mg IV; repetir ou seguir com infusão de 1 a 2 mg/h
Criança: 20 a 30 mcg/kg IV (máximo de 1 mg), repetir a cada 5 minutos
SBP 2021:
5 a 15 mcg/min IV em infusão contínua
Administração: injetar todo o diluente da seringa (1 mL de água para injeção) no frasco-ampola e agitar suavemente até a solução ficar límpida; usar imediatamente após o preparo; conservar sob refrigeração
Considerações
Monitorar hiperglicemia, vômitos, hipocalemia e hipocalcemia [2]
Contraindicado no feocromocitoma [15]
Pode não ter efeito no insulinoma e no glucagonoma [15]
Pode aumentar o efeito anticoagulante da varfarina [15]
Uso fora da bula: a bula prevê só a hipoglicemia grave, por via SC ou IM [15]
PCR: compressões precoces, adrenalina IV ou IO pelo protocolo de PCR, reposição volêmica agressiva; considerar RCP prolongada e suporte extracorpóreo quando disponível [2]
Corticoide:
Anafilaxia refratária após a ressuscitação inicial, ou asma ou choque persistentes: corticoide (Resuscitation Council UK 2021) [2][8]:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
Adulto: 200 mg IV como dose inicial
Criança: 4 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Considerações
Nunca antes nem no lugar da adrenalina [6][2]
Não é rotina no tratamento de emergência [2]
Sem benefício demonstrado na prevenção de reação bifásica [2]
Preferir a via oral quando possível [2]
Tratamento adjuvante
Adjuvantes não substituem a adrenalina e só entram depois dela [6][2].
Estridor (obstrução de via aérea superior), como adjuvante após adrenalina IM [6][2][11][12]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
5 mL (5 ampolas) por nebulização
Administração: nebulizar os 5 mL sem diluir, com máscara e oxigênio como gás de nebulização
Considerações
Não substitui a adrenalina IM nem a infusão [2]
Não deve atrasar a intubação na obstrução crítica [2]
Sibilância ou broncoespasmo persistente após adrenalina: broncodilatador [6][2][5][8]:
Salbutamol (Aerolin®) aerossol 100 mcg/jato (200 doses)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
8 a 12 jatos com espaçador
SBP 2021:
4 a 8 jatos a cada 20 minutos, máximo de 20 jatos
Criança:
ASCIA 2026:
8 a 12 jatos com espaçador
SBP 2021:
50 mcg/kg por dose (1 jato para cada 2 kg), máximo de 10 jatos
Administração: via inalatória com espaçador; agitar o inalador antes de cada uso
Salbutamol (Aerolin®) sol. para nebulização 5 mg/mL (frasco 10 mL)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021:
5 mg
SBP 2021:
2,5 a 5 mg a cada 20 minutos, por 3 doses
Criança:
ASCIA 2026:
5 mg
Resuscitation Council UK 2021:
Acima de 5 anos: 5 mg
Abaixo de 5 anos: 2,5 mg
SBP 2021:
0,07 a 0,15 mg/kg a cada 20 minutos, até 3 doses, máximo de 5 mg
Administração: diluir em SF 0,9% até volume final de 2 a 2,5 mL; nebulizar com oxigênio
Ipratrópio (Atrovent®) sol. para nebulização 0,25 mg/mL (1 mL = 20 gotas) (frasco 20 mL)
Adulto e criança acima de 12 anos: 500 mcg (2 mL)
2 a 12 anos: 250 mcg (1 mL)
Menos de 2 anos: 125 mcg (0,5 mL)
Administração: diluir em SF 0,9% até volume final de 3 a 5 mL; nebulizar com oxigênio a 6 a 8 L/min; não misturar com cromoglicato dissódico no mesmo nebulizador
Considerações
Não substituem a adrenalina: não tratam obstrução de via aérea superior, hipotensão nem choque [6]
Broncoespasmo grave persistente: seguir também o protocolo de asma com risco de vida [6]
Sulfato de magnésio não é broncodilatador IV de primeira linha na anafilaxia, pelo risco de vasodilatação e piora da hipotensão [2]
Sibilância persistente após adrenalina: corticoide (ASCIA 2026) [6][8]:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
5 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Prednisona (Meticorten®) comp. 5 mg e 20 mg
1 mg/kg VO, máximo de 50 mg
Administração: via oral, após o desjejum
Prednisolona (Predsim®) sol. oral 3 mg/mL (frasco 60 mL)
1 mg/kg VO, máximo de 50 mg
Administração: via oral, após as refeições
Considerações
Nunca antes nem no lugar da adrenalina [6][2]
Sem benefício demonstrado na prevenção de reação bifásica [2]
Anafilaxia refratária após a ressuscitação inicial, ou asma ou choque persistentes: corticoide (Resuscitation Council UK 2021) [2][8]:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
Adulto: 200 mg IV como dose inicial
Criança: 4 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Considerações
Nunca antes nem no lugar da adrenalina [6][2]
Não é rotina no tratamento de emergência [2]
Sem benefício demonstrado na prevenção de reação bifásica [2]
Preferir a via oral quando possível [2]
Sintomas cutâneos persistentes após a estabilização: anti-histamínico oral não sedante [6][2][8][16]:
Cetirizina (Zyrtec®) comp. rev. 10 mg
12 anos ou mais e adultos: 10 a 20 mg VO
Administração: via oral, com um pouco de líquido; não partir nem mastigar
Cetirizina (Zyrtec®) sol. oral 1 mg/mL (frasco 120 mL)
Resuscitation Council UK 2021:
6 a 11 anos: 5 a 10 mg VO
2 a 6 anos: 2,5 a 5 mg VO
Menos de 2 anos: 250 mcg/kg VO
Bula:
Contraindicada abaixo de 2 anos
Administração: via oral, com o copo dosador
Considerações
Não trata comprometimento respiratório nem cardiovascular [6][2]
Evitar anti-histamínico oral sedante: a sonolência pode simular sinais de anafilaxia [6]
Cetirizina: dose acima de 10 mg/dia é uso fora da bula [16]
Segunda linha (SBP 2021): anti-histamínico IV [5][8]:
Difenidramina (Difenidrin®) sol. inj. 50 mg/mL (ampola 1 mL)
Adultos e adolescentes: 25 a 50 mg IV
Crianças: 1 mg/kg IV, máximo de 50 mg
Administração: IV direta em 1 a 3 minutos ou infusão em 15 a 30 minutos, diluída em SF 0,9%, SG 5% ou SG 10% (volume sugerido de 50 mL); taxa máxima de 25 mg/min
Considerações
Não faz parte do tratamento inicial de emergência e não trata via aérea, respiração nem circulação [2]
Após a estabilização, preferir anti-H1 oral não sedante; via IV ou IM só se a via oral não for possível [2]
Bolus IV rápido de anti-H1 pode causar hipotensão [2]
Perioperatório pediátrico: anti-H1 IV ou IM não é recomendado [7]
Segunda linha (SBP 2021): corticoide [5][6][8]:
Metilprednisolona pó para sol. inj. 125 mg e 500 mg (frasco-ampola)
1 a 2 mg/kg/dia IV
Dose máxima:
40 mg, calculada a partir dos 50 mg de prednisolona da ASCIA 2026 (1 mg de prednisolona equivale a 0,8 mg de metilprednisolona)
Administração: reconstituir com o diluente próprio (125 mg em 2 mL; 500 mg em 8 mL); não aplicar doses moderadas ou altas em push
Prednisona (Meticorten®) comp. 5 mg e 20 mg
0,5 a 1 mg/kg/dia VO
Dose máxima:
ASCIA 2026:
50 mg
Administração: via oral, após o desjejum
Considerações
Esquema de diretriz pediátrica [5]
Nunca antes nem no lugar da adrenalina [6][2]
Não é rotina no tratamento de emergência [2]
Sem benefício demonstrado na prevenção de reação bifásica [2]
Não recomendado na anafilaxia:
Prometazina injetável:
Pode piorar a hipotensão e causar necrose muscular [6]
Contraindicada abaixo de 2 anos, pelo risco de depressão respiratória fatal [8]
💊 Como prescrever?
Primeira linha em qualquer idade [5][6]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
Mais de 50 kg (acima de 12 anos e adultos): 0,5 mL IM
Resuscitation Council UK 2021:
Adulto e criança acima de 12 anos: 0,5 mL (500 mcg) IM
Criança pequena ou pré-púbere: 0,3 mL (300 mcg) IM
SBP 2021:
Adultos e adolescentes: 0,2 a 0,5 mg IM (dose máxima)
Criança:
ASCIA 2026:
0,01 mL/kg (0,01 mg/kg) IM, máximo de 0,5 mL por dose
Por peso:
Menos de 7,5 kg (cerca de 1 ano ou menos): 0,1 mL
7,5 kg (cerca de 1 a 2 anos): 0,1 mL
15 kg (cerca de 2 a 3 anos): 0,15 mL
20 kg (cerca de 4 a 6 anos): 0,2 mL
30 kg (cerca de 7 a 10 anos): 0,3 mL
40 kg (cerca de 10 a 12 anos): 0,4 mL
Resuscitation Council UK 2021:
6 a 12 anos: 0,3 mL (300 mcg) IM
6 meses a 6 anos: 0,15 mL (150 mcg) IM
Menos de 6 meses: 0,1 a 0,15 mL (100 a 150 mcg) IM
SBP 2021:
0,01 mg/kg IM, máximo de 0,3 mg
Repetição:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021:
Após 5 minutos, se resposta ausente ou inadequada
SBP 2021:
Se necessário, a cada 5 a 15 minutos
Administração: IM na face anterolateral do terço médio da coxa, com agulha longa o bastante para atingir o músculo (25 mm para todas as idades; 38 mm em alguns adultos; 16 mm em lactente muito pequeno); proteger a ampola da luz e desprezar o volume restante
Hipotensão, choque ou resposta inadequada à primeira dose de adrenalina [5][6]:
Cloreto de sódio sol. inj. 0,9%
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
10 a 20 mL/kg em bolus
Resuscitation Council UK 2021:
500 a 1.000 mL em bolus rápido; repetir conforme resposta
Choque grave pode exigir 3 a 5 L
SBP 2021:
1 a 2 L IV rapidamente
Criança:
ASCIA 2026:
10 a 20 mL/kg em bolus
Resuscitation Council UK 2021:
10 mL/kg em bolus rápido; repetir conforme resposta
SBP 2021:
5 a 10 mL/kg nos primeiros 5 minutos e 30 mL/kg na primeira hora
Administração: IV em bolus rápido, pelo acesso de maior calibre possível; IO se o acesso venoso demorar
Infusão contínua de adrenalina, anafilaxia refratária [6][2]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
ASCIA 2026:
Pronto-socorro e hospital terciário: 1 mL (1 mg) em 100 mL de SF 0,9%; iniciar a 0,5 mL/kg/h (cerca de 0,1 mcg/kg/min)
Hospital não terciário ou pré-hospitalar: 1 mL (1 mg) em 1.000 mL de SF 0,9%; iniciar a cerca de 5 mL/kg/h (cerca de 0,1 mcg/kg/min)
Sem bomba de infusão: cerca de 2 gotas por segundo no adulto (equipo de cerca de 20 gotas/mL)
Titular conforme resposta clínica e efeitos adversos
Resuscitation Council UK 2021:
1 mL (1 mg) em 100 mL de SF 0,9%
Início conforme gravidade, em adulto e criança:
Moderada: 0,5 mL/kg/h (cerca de 0,1 mcg/kg/min)
Grave (hipotensão ou hipóxia): 1 mL/kg/h
Titular para a menor taxa eficaz; o equilíbrio é atingido 5 a 10 minutos após cada ajuste
Desmame:
Com a melhora, reduzir até cerca de 50% da taxa inicial
1 hora após a resolução de todos os sinais e sintomas, reduzir progressivamente em 30 minutos e suspender; reiniciar se houver recorrência
Administração: IV ou IO, em bomba de infusão e linha exclusiva, sem conexão em Y; pode correr em veia periférica; não infundir no mesmo membro do manguito de PA; proteger da luz; solução diluída estável por 24 horas em temperatura ambiente
Adrenalina IV em bolus, só por profissional experiente em vasopressores, em situação de peri-PCR ou enquanto a infusão é preparada [6][2]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
ASCIA 2026:
Criança em idade escolar ou adulto: 1 mcg/kg IV (máximo de 50 mcg) em 1 a 2 minutos; repetir conforme resposta
Resuscitation Council UK 2021:
Adulto: 50 mcg (0,5 mL da solução de 100 mcg/mL) IV; se precisar repetir, iniciar a infusão
Criança: sem dose estabelecida; pode haver resposta com 1 mcg/kg
Administração: nunca aplicar a solução 1:1.000 sem diluir; diluir 1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9% para obter 100 mcg/mL (1:10.000) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída
Estridor (obstrução de via aérea superior), como adjuvante após adrenalina IM [6][11]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
5 mL (5 ampolas) por nebulização
Administração: nebulizar os 5 mL sem diluir, com máscara e oxigênio como gás de nebulização
Sibilância ou broncoespasmo persistente após adrenalina: broncodilatador [5][6]:
Salbutamol (Aerolin®) aerossol 100 mcg/jato (200 doses)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026:
8 a 12 jatos com espaçador
SBP 2021:
4 a 8 jatos a cada 20 minutos, máximo de 20 jatos
Criança:
ASCIA 2026:
8 a 12 jatos com espaçador
SBP 2021:
50 mcg/kg por dose (1 jato para cada 2 kg), máximo de 10 jatos
Administração: via inalatória com espaçador; agitar o inalador antes de cada uso
Salbutamol (Aerolin®) sol. para nebulização 5 mg/mL (frasco 10 mL)
Adulto e adolescente:
ASCIA 2026 e Resuscitation Council UK 2021:
5 mg
SBP 2021:
2,5 a 5 mg a cada 20 minutos, por 3 doses
Criança:
ASCIA 2026:
5 mg
Resuscitation Council UK 2021:
Acima de 5 anos: 5 mg
Abaixo de 5 anos: 2,5 mg
SBP 2021:
0,07 a 0,15 mg/kg a cada 20 minutos, até 3 doses, máximo de 5 mg
Administração: diluir em SF 0,9% até volume final de 2 a 2,5 mL; nebulizar com oxigênio
Ipratrópio (Atrovent®) sol. para nebulização 0,25 mg/mL (1 mL = 20 gotas) (frasco 20 mL)
Adulto e criança acima de 12 anos: 500 mcg (2 mL)
2 a 12 anos: 250 mcg (1 mL)
Menos de 2 anos: 125 mcg (0,5 mL)
Administração: diluir em SF 0,9% até volume final de 3 a 5 mL; nebulizar com oxigênio a 6 a 8 L/min; não misturar com cromoglicato dissódico no mesmo nebulizador
Sibilância persistente após adrenalina: corticoide (ASCIA 2026) [6][8]:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
5 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Prednisona (Meticorten®) comp. 5 mg e 20 mg
1 mg/kg VO, máximo de 50 mg
Administração: via oral, após o desjejum
Prednisolona (Predsim®) sol. oral 3 mg/mL (frasco 60 mL)
1 mg/kg VO, máximo de 50 mg
Administração: via oral, após as refeições
Anafilaxia refratária após a ressuscitação inicial, ou asma ou choque persistentes: corticoide (Resuscitation Council UK 2021) [2][8]:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
Adulto: 200 mg IV como dose inicial
Criança: 4 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Sintomas cutâneos persistentes após a estabilização: anti-histamínico oral não sedante [2][16]:
Cetirizina (Zyrtec®) comp. rev. 10 mg
12 anos ou mais e adultos: 10 a 20 mg VO
Administração: via oral, com um pouco de líquido; não partir nem mastigar
Cetirizina (Zyrtec®) sol. oral 1 mg/mL (frasco 120 mL)
Resuscitation Council UK 2021:
6 a 11 anos: 5 a 10 mg VO
2 a 6 anos: 2,5 a 5 mg VO
Menos de 2 anos: 250 mcg/kg VO
Bula:
Contraindicada abaixo de 2 anos
Administração: via oral, com o copo dosador
Segunda linha (SBP 2021): anti-histamínico IV [5][8]:
Difenidramina (Difenidrin®) sol. inj. 50 mg/mL (ampola 1 mL)
Adultos e adolescentes: 25 a 50 mg IV
Crianças: 1 mg/kg IV, máximo de 50 mg
Administração: IV direta em 1 a 3 minutos ou infusão em 15 a 30 minutos, diluída em SF 0,9%, SG 5% ou SG 10% (volume sugerido de 50 mL); taxa máxima de 25 mg/min
Segunda linha (SBP 2021): corticoide [5][6]:
Metilprednisolona pó para sol. inj. 125 mg e 500 mg (frasco-ampola)
1 a 2 mg/kg/dia IV
Dose máxima:
40 mg, calculada a partir dos 50 mg de prednisolona da ASCIA 2026 (1 mg de prednisolona equivale a 0,8 mg de metilprednisolona)
Administração: reconstituir com o diluente próprio (125 mg em 2 mL; 500 mg em 8 mL); não aplicar doses moderadas ou altas em push
Prednisona (Meticorten®) comp. 5 mg e 20 mg
0,5 a 1 mg/kg/dia VO
Dose máxima:
ASCIA 2026:
50 mg
Administração: via oral, após o desjejum
Choque refratário à infusão de adrenalina e ao volume, sob orientação de especialista [2][8]:
Noradrenalina sol. inj. 4 mg/4 mL de norepinefrina base (ampola 4 mL; equivale a 8 mg/4 mL de hemitartarato)
Adulto: 0,05 a 0,5 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Criança: iniciar a 0,1 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Administração: diluir 1 ampola (4 mL) em 100 ou 250 mL de SF 0,9% ou SG 5%; bomba de infusão, em veia central; não administrar sem diluir nem com bicarbonato ou outra solução alcalina no mesmo acesso
Vasopressina (Encrise®) sol. inj. 20 UI/mL (ampola 1 mL)
Adulto: 2 UI IV em bolus, repetir se necessário; considerar infusão
Criança: 0,02 a 0,06 UI/kg/h IV em infusão contínua
Administração:
Adulto: IV em bolus ou infusão contínua, preferencialmente em veia central ou periférica profunda
Criança: diluir 1 UI/kg em 50 mL; bolus de 2 mL e depois 1 a 3 mL/h
Uso de betabloqueador, com anafilaxia refratária à infusão de adrenalina e ao volume [5][2]:
Glucagon (GlucaGen® HypoKit) pó liofilizado 1 mg (frasco-ampola)
Resuscitation Council UK 2021:
Adulto: 1 mg IV; repetir ou seguir com infusão de 1 a 2 mg/h
Criança: 20 a 30 mcg/kg IV (máximo de 1 mg), repetir a cada 5 minutos
SBP 2021:
5 a 15 mcg/min IV em infusão contínua
Administração: injetar todo o diluente da seringa (1 mL de água para injeção) no frasco-ampola e agitar suavemente até a solução ficar límpida; usar imediatamente após o preparo; conservar sob refrigeração
Autoinjetor de adrenalina, prescrição na alta [5][6]:
Epinefrina (EpiPen®) autoinjetor 0,3 mg/0,3 mL e 0,15 mg/0,3 mL
Sem autorização definitiva de comercialização pela Anvisa; acesso por importação excepcional, com prescrição e relatório médico
Dose por dispositivo:
ASCIA 2026:
7,5 a 20 kg: 150 mcg
20 kg ou mais: 300 mcg
50 kg ou mais: 300 ou 500 mcg
AAAAI/ACAAI 2023:
Menos de 15 kg: 0,1 ou 0,15 mg
A partir de 25 kg: 0,3 mg
SBP 2021:
Lactentes: 0,1 mg
Crianças até 30 kg: 0,15 mg
Crianças maiores e adultos: 0,3 mg
Administração: IM na face anterolateral da coxa, através da roupa se necessário; manter o dispositivo no local por 3 segundos; em criança pequena, imobilizar a perna antes e durante a aplicação
Prescrição domiciliar após a alta (SBP 2021) [5][6]:
Corticoide oral por 5 a 7 dias:
Prednisona (Meticorten®) comp. 5 mg e 20 mg
1 a 2 mg/kg/dia VO em dose única
Dose máxima:
ASCIA 2026:
50 mg
Administração: via oral, após o desjejum
Prednisolona (Preni®) comp. 5 mg, 20 mg e 40 mg
1 a 2 mg/kg/dia VO em dose única
Dose máxima:
ASCIA 2026:
50 mg
Administração: via oral, sem mastigar; os comprimidos de 5 e 20 mg podem ser partidos ao meio
Prednisolona (Predsim®) sol. oral 3 mg/mL (frasco 60 mL)
1 a 2 mg/kg/dia VO em dose única
Dose máxima:
ASCIA 2026:
50 mg
Administração: via oral, após as refeições
Anti-histamínico H1 de 2ª geração por pelo menos 7 dias:
Fexofenadina (Allegra®) comp. rev. 60 mg, 120 mg e 180 mg
Adulto: 180 mg VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, com água; intervalo de 30 minutos de antiácido com hidróxido de alumínio e magnésio
Fexofenadina (Allegra®) susp. oral 6 mg/mL (frasco 60 mL e 150 mL)
2 a 11 anos: 30 mg (5 mL) VO 2 vezes ao dia
6 meses a 2 anos: 15 mg (2,5 mL) VO 2 vezes ao dia
Administração: via oral, com água; intervalo de 30 minutos de antiácido com hidróxido de alumínio e magnésio
Cetirizina (Zyrtec®) comp. rev. 10 mg
A partir de 12 anos: 10 mg VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, com um pouco de líquido; não partir nem mastigar
Cetirizina (Zyrtec®) sol. oral 1 mg/mL (frasco 120 mL)
Adultos e crianças a partir de 12 anos: 10 mg (10 mL) VO 1 vez ao dia
6 a 12 anos: 5 mg (5 mL) VO 2 vezes ao dia
2 a 6 anos: 2,5 mg (2,5 mL) VO 2 vezes ao dia
Administração: via oral, com o copo dosador
Desloratadina comp. rev. 5 mg
A partir de 12 anos: 5 mg VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, sem partir nem mastigar
Desloratadina (Desalex®) xarope 0,5 mg/mL (frasco 100 mL)
A partir de 12 anos: 5 mg (10 mL) VO 1 vez ao dia
6 a 11 anos: 2,5 mg (5 mL) VO 1 vez ao dia
12 meses a 5 anos: 1,25 mg (2,5 mL) VO 1 vez ao dia
6 a 11 meses: 1 mg (2 mL) VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, com ou sem alimentos
Anafilaxia perioperatória no adulto, conduta por grau [7][10]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
Grau I: adrenalina não indicada; avaliar progressão (angioedema de face, edema de laringe)
Grau II:
IM: 200 a 300 mcg
IV: 10 a 20 mcg (1 a 2 mL da solução de 10 mcg/mL) em bolus; repetir em 2 minutos
Grau III:
IM: 500 mcg
IV: 100 a 200 mcg (10 a 20 mL da solução de 10 mcg/mL) em bolus; repetir em 2 minutos
Grau IV: 1 mg IV em bolus e protocolo de RCP vigente
Infusão IV, após 3 bolus: iniciar a 3 mL/h (3 mcg/min) da solução de 60 mcg/mL e titular até 40 mL/h (40 mcg/min); taxa de 0,05 a 0,5 mcg/kg/min
Administração:
IM: usar a solução de 1 mg/mL, no músculo vasto lateral, terço médio; via de escolha até diluir a adrenalina, monitorizar ou obter acesso venoso
Bolus IV: diluir 1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9% (100 mcg/mL) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; diluir 1 mL dessa solução em mais 9 mL (10 mcg/mL)
Infusão: diluir 3 mL em 50 mL de SF 0,9% (60 mcg/mL); pode correr em veia periférica
Hipotensão persistente após 10 minutos sem resposta à adrenalina, perioperatório no adulto [7][8]:
Noradrenalina sol. inj. 4 mg/4 mL de norepinefrina base (ampola 4 mL; equivale a 8 mg/4 mL de hemitartarato)
0,05 a 0,1 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Administração: diluir 1 ampola (4 mL) em 100 ou 250 mL de SF 0,9% ou SG 5%; bomba de infusão, em veia central; não administrar sem diluir nem com bicarbonato ou outra solução alcalina no mesmo acesso
Vasopressina (Encrise®) sol. inj. 20 UI/mL (ampola 1 mL)
Bolus: 2 a 10 UI IV, repetir se necessário
Alternativa: infusão de 2 UI/h IV
Administração: IV em bolus ou infusão contínua, preferencialmente em veia central ou periférica profunda
Glucagon (GlucaGen® HypoKit) pó liofilizado 1 mg (frasco-ampola)
Em uso de betabloqueador: 1 a 2 mg IV ou 5 a 15 mcg/min IV; repetir após 5 minutos
Administração: injetar todo o diluente da seringa (1 mL de água para injeção) no frasco-ampola e agitar suavemente até a solução ficar límpida; usar imediatamente após o preparo; conservar sob refrigeração
Anafilaxia perioperatória na criança, conduta por grau [7][10]:
Grau 2:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
IM, sempre que não houver acesso IV ou até diluir a dose IV:
Menos de 6 anos: 0,15 mL (150 mcg)
6 a 12 anos: 0,3 mL (300 mcg)
Acima de 12 anos: 0,5 mL (500 mcg)
Repetir a cada 5 a 15 minutos, se necessário
IV: 1 a 2 mcg/kg em bolus; se resposta inadequada em 2 minutos, aumentar a dose (máximo de 5 mcg/kg); repetir a cada 2 minutos
Administração:
IM: usar a solução de 1 mg/mL, na face lateral da coxa, com seringa de insulina
IV: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída
Grau 3:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
IV: 4 a 10 mcg/kg em bolus, repetir a cada 1 a 2 minutos
Infusão: 0,1 a 2 mcg/kg/min IV, iniciada o mais rápido possível
Administração: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; a infusão pode correr em veia periférica
Grau 4:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
IV: 10 mcg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) em bolus, repetir a cada 1 a 4 minutos, conforme o suporte avançado de vida pediátrico para ritmo não chocável
Infusão: 0,1 a 2 mcg/kg/min IV
Administração: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; a infusão pode correr em veia periférica
Anafilaxia refratária:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
Resposta inadequada mais de 10 minutos após o início: dobrar a dose
Resposta inadequada após mais de 3 bolus: infusão de 0,1 a 2 mcg/kg/min IV
Administração: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; a infusão pode correr em veia periférica
Hipotensão refratária:
Noradrenalina sol. inj. 4 mg/4 mL de norepinefrina base (ampola 4 mL; equivale a 8 mg/4 mL de hemitartarato)
0,1 a 2 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Administração: diluir 1 ampola (4 mL) em 100 ou 250 mL de SF 0,9% ou SG 5%; bomba de infusão, em veia central; não administrar sem diluir nem com bicarbonato ou outra solução alcalina no mesmo acesso
Vasopressina (Encrise®) sol. inj. 20 UI/mL (ampola 1 mL)
0,02 a 0,06 UI/kg/h IV em infusão contínua
Administração: IV em infusão contínua, preferencialmente em veia central ou periférica profunda
Em uso de betabloqueador:
Glucagon (GlucaGen® HypoKit) pó liofilizado 1 mg (frasco-ampola)
40 mcg/kg IV, máximo de 1 mg
Administração: injetar todo o diluente da seringa (1 mL de água para injeção) no frasco-ampola e agitar suavemente até a solução ficar límpida; usar imediatamente após o preparo; conservar sob refrigeração
Broncoespasmo refratário:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
2 a 4 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Populações especiais
Gestante:
Mesmo tratamento da não gestante; não deixar de aplicar a adrenalina IM por receio de reduzir a perfusão placentária [6]
Decúbito lateral esquerdo; a partir de cerca de 20 semanas, se precisar ficar em decúbito dorsal (via aérea ou RCP), deslocar o útero manualmente para a esquerda [6][2]
Anafilaxia grave refratária: considerar cesárea perimortem precoce [2]
Asma:
Anafilaxia com broncoespasmo pode ser indistinguível de asma com risco de vida [6][2]
Sibilância ou sintomas de asma súbitos e inesperados: considerar e tratar como anafilaxia [6]
Asma com possível exposição a alérgeno conhecido: adrenalina IM antes do broncodilatador [6][2]
Rever o controle da asma antes da alta [6]
Uso de betabloqueador:
Pode exigir doses maiores de adrenalina para o mesmo efeito [5]
Refratária à adrenalina e ao volume: glucagon, conferir em "Anafilaxia refratária" [2][5]
Triptase sérica
Indicação:
Adulto e adolescente de 16 anos ou mais: colher em toda anafilaxia suspeita [3]
Menor de 16 anos: considerar se a causa provável for veneno, medicamento ou idiopática [3]
Útil sobretudo quando o diagnóstico é incerto [2]
Momento da coleta:
1ª amostra: assim que possível após o início do tratamento, sem atrasá-lo [3][2]
2ª amostra: idealmente 1 a 2 horas após o início dos sintomas, no máximo até 4 horas [3][2]
3ª amostra (basal): pelo menos 24 horas após a resolução completa, ou na consulta com o alergista [2]
Mínimo aceitável: 1 amostra, idealmente em até 2 horas e no máximo 4 horas do início [2]
Registro: anotar o horário de início dos sintomas e quantos minutos ou horas após o início cada amostra foi colhida [2][3]
Interpretação, sempre com o alergista [2]:
Elevação: acima de 11,4 ou 14 µg/L, ou acima de (triptase basal × 1,2) + 2 µg/L
Triptase normal não exclui anafilaxia; elevação pode faltar na anafilaxia por alimento [2]
O resultado não orienta o tratamento agudo [2]
Observação e alta
Antes de definir a alta:
Revisão por médico experiente, que decide a necessidade de tratamento adicional e o tempo de observação [2]
Pedir que fique em pé e avaliar tontura; medir a PA se apropriado [2]
Oferecer alimento pelo menos 1 hora antes da alta [2]
Tempo de observação:
NICE 2026 [3]:
Considerar alta após 2 horas, contadas da resolução do edema de via aérea, da respiração normal e da estabilidade de PA e FC, se todos:
Boa resposta (em 5 a 10 minutos) a dose única de adrenalina IM aplicada até 30 minutos do início
Resolução completa dos sintomas
Já possui 2 autoinjetores de adrenalina dentro da validade e sabe quando e como usá-los
Autoinjetor sem autorização definitiva de comercialização pela Anvisa; acesso por importação excepcional [17]
Supervisão adequada por adulto após a alta, se necessário
Mínimo de 6 horas após a resolução de todos os sintomas, se qualquer um:
2 doses de adrenalina IM
História de reação bifásica
Mínimo de 12 horas após a resolução de todos os sintomas, se qualquer um:
Anafilaxia grave com mais de 2 doses de adrenalina
Asma grave, ou anafilaxia com comprometimento respiratório grave
Possibilidade de absorção contínua do alérgeno, como medicamento de liberação prolongada
Atendimento fora do horário regular
Incapacidade de reagir a uma piora
Alta para área de difícil acesso a atendimento de emergência
Menor de 16 anos que não cumpra os critérios de alta em 2 horas: internar sob equipe de pediatria
ASCIA 2026 [6]:
Mínimo de 4 horas após a última dose de adrenalina
Pernoite fortemente recomendado, se qualquer um:
Anafilaxia grave ou refratária (doses repetidas de adrenalina, com ou sem volume IV, ou infusão de adrenalina)
História de anafilaxia grave, refratária ou bifásica
Doença concomitante (asma grave, arritmia, mastocitose sistêmica) ou distúrbio de liberação de mastócitos
Mora sozinho ou longe de atendimento médico
Chegada ao atendimento no fim da noite
SBP 2021 [5]:
Casos leves: mínimo de 6 a 8 horas
Casos graves: 24 a 48 horas
Reação bifásica:
Definição: recorrência após resolução completa, sem nova exposição ao desencadeante; tratar como anafilaxia [2][3]
Ocorre em cerca de 5% dos casos, com metade das ocorrências até cerca de 12 horas [2]
Fatores de risco [2][4]:
Apresentação inicial mais grave
Mais de 1 dose de adrenalina
Atraso da adrenalina (mais de 30 a 60 minutos do início)
Reação bifásica prévia
Orientações de alta, a todo paciente ou cuidador [3][2]:
Sinais e sintomas de anafilaxia
Risco de reação bifásica, com instrução de retorno imediato se os sintomas voltarem
Como evitar o desencadeante suspeito, se conhecido
O que fazer em nova reação: aplicar o autoinjetor e acionar o serviço de emergência
Demonstração do autoinjetor: após o uso, deitar (ou sentar, se houver dispneia) e não levantar nem mudar de posição subitamente
Necessidade de encaminhamento ao alergista e como será feito
Grupos de apoio a pacientes
Prescrição na alta:
Autoinjetor de adrenalina, prescrição na alta [6][3][4][5][18][17]:
Epinefrina (EpiPen®) autoinjetor 0,3 mg/0,3 mL e 0,15 mg/0,3 mL
Sem autorização definitiva de comercialização pela Anvisa; acesso por importação excepcional, com prescrição e relatório médico
Dose por dispositivo:
ASCIA 2026:
7,5 a 20 kg: 150 mcg
20 kg ou mais: 300 mcg
50 kg ou mais: 300 ou 500 mcg
AAAAI/ACAAI 2023:
Menos de 15 kg: 0,1 ou 0,15 mg
A partir de 25 kg: 0,3 mg
SBP 2021:
Lactentes: 0,1 mg
Crianças até 30 kg: 0,15 mg
Crianças maiores e adultos: 0,3 mg
Administração: IM na face anterolateral da coxa, através da roupa se necessário; manter o dispositivo no local por 3 segundos; em criança pequena, imobilizar a perna antes e durante a aplicação
Considerações
Doses de 0,1 mg e 0,5 mg exigem dispositivo de outra marca [2][4]
Garantir 2 dispositivos dentro da validade, exceto quando a anafilaxia foi por medicamento facilmente evitável [3]
Treinar paciente e cuidador com dispositivo de treinamento e entregar plano de ação escrito [6][3][5]
Após aplicar: deitar (ou sentar, se houver dispneia), não levantar nem mudar de posição subitamente, e acionar o serviço de emergência [3]
Prescrição domiciliar após a alta (SBP 2021) [5][6][8][16][19][20][21][22]:
Corticoide oral por 5 a 7 dias:
Prednisona (Meticorten®) comp. 5 mg e 20 mg
1 a 2 mg/kg/dia VO em dose única
Dose máxima: 50 mg
Administração: via oral, após o desjejum
Prednisolona (Preni®) comp. 5 mg, 20 mg e 40 mg
1 a 2 mg/kg/dia VO em dose única
Dose máxima: 50 mg
Administração: via oral, sem mastigar; os comprimidos de 5 e 20 mg podem ser partidos ao meio
Prednisolona (Predsim®) sol. oral 3 mg/mL (frasco 60 mL)
1 a 2 mg/kg/dia VO em dose única
Dose máxima: 50 mg
Administração: via oral, após as refeições
Anti-histamínico H1 de 2ª geração por pelo menos 7 dias:
Fexofenadina (Allegra®) comp. rev. 60 mg, 120 mg e 180 mg
Adulto: 180 mg VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, com água; intervalo de 30 minutos de antiácido com hidróxido de alumínio e magnésio
Fexofenadina (Allegra®) susp. oral 6 mg/mL (frasco 60 mL e 150 mL)
2 a 11 anos: 30 mg (5 mL) VO 2 vezes ao dia
6 meses a 2 anos: 15 mg (2,5 mL) VO 2 vezes ao dia
Administração: via oral, com água; intervalo de 30 minutos de antiácido com hidróxido de alumínio e magnésio
Cetirizina (Zyrtec®) comp. rev. 10 mg
A partir de 12 anos: 10 mg VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, com um pouco de líquido; não partir nem mastigar
Cetirizina (Zyrtec®) sol. oral 1 mg/mL (frasco 120 mL)
Adultos e crianças a partir de 12 anos: 10 mg (10 mL) VO 1 vez ao dia
6 a 12 anos: 5 mg (5 mL) VO 2 vezes ao dia
2 a 6 anos: 2,5 mg (2,5 mL) VO 2 vezes ao dia
Administração: via oral, com o copo dosador
Desloratadina comp. rev. 5 mg
A partir de 12 anos: 5 mg VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, sem partir nem mastigar
Desloratadina (Desalex®) xarope 0,5 mg/mL (frasco 100 mL)
A partir de 12 anos: 5 mg (10 mL) VO 1 vez ao dia
6 a 11 anos: 2,5 mg (5 mL) VO 1 vez ao dia
12 meses a 5 anos: 1,25 mg (2,5 mL) VO 1 vez ao dia
6 a 11 meses: 1 mg (2 mL) VO 1 vez ao dia
Administração: via oral, com ou sem alimentos
Considerações
Sobre os corticoides:
Esquema extraído de diretriz pediátrica [5]
Não recomendado de rotina no tratamento da anafilaxia [2]
Sem benefício demonstrado na prevenção de reação bifásica [2]
Orientar o retorno imediato se os sintomas voltarem [3][5]
Encaminhamento e prevenção
Encaminhar todo paciente com anafilaxia ao alergista, para investigação do desencadeante, avaliação de risco, prevenção e tratamento de comorbidades [6][2][3][5]
Documentação para o alergista [2]:
Descrição detalhada da reação, com circunstâncias, horários e todos os tratamentos aplicados
Cópias de registros da emergência, da ambulância e da anestesia
Resultados de exames, com os horários de coleta da triptase
Medidas educativas [5][6]:
Plano de ação escrito, com sinais precoces, conduta e nome e dose dos medicamentos
Identificação com diagnóstico, telefone de contato e plano de ação
Notificar a escola sobre o risco, os fatores a evitar e a conduta de emergência
Registrar episódios futuros, incluindo alimentos, medicamentos, picadas e cofatores das 6 a 8 horas anteriores [6]
Medidas específicas [5]:
Alergia ao látex: evitar contato e inalação; procedimentos em ambiente sem látex, com materiais de vinil, nitrila, polietileno ou silicone
Anafilaxia por veneno de himenóptero: imunoterapia específica com o alergista
Reação prévia a radiocontraste: pré-tratamento pode ser indicado
Alimentos e medicamentos: dessensibilização ou indução de tolerância em casos selecionados
Betabloqueador e IECA:
SBP 2021 [5]:
Suspender medicamentos de risco ou que interfiram no tratamento (betabloqueador, IECA, inibidor da MAO)
AAAAI/ACAAI 2023 [4]:
Na maioria das indicações, o risco de suspender ou trocar pode superar o risco de anafilaxia mais grave; decidir com o paciente
Risco alto de anafilaxia recorrente e inesperada (alergia alimentar grave, mastocitose ou síndrome de ativação mastocitária, anafilaxia idiopática recorrente): orientar sobre o risco e evitar, quando possível, betabloqueador não seletivo ou IECA
Anafilaxia perioperatória
Sinais de alerta [7]:
Hipotensão
Broncoespasmo
Alteração inesperada do ritmo cardíaco, sem resposta às medidas habituais
Ausência de sinais cutâneos não exclui anafilaxia
Classificação de gravidade [7]:
Grau I: sinais cutaneomucosos generalizados (eritema, urticária, com ou sem edema)
Grau II: comprometimento multivisceral moderado, com sinais cutaneomucosos, hipotensão (queda sistólica acima de 30%), taquicardia (acima de 30%) e hiper-reatividade brônquica (tosse, dificuldade ventilatória)
Grau III: comprometimento multivisceral grave e ameaçador à vida (colapso cardiovascular, taquicardia ou bradicardia, arritmia, broncoespasmo); sinais cutâneos ausentes ou só após a correção da PA
Grau IV: parada cardiorrespiratória
Medidas imediatas [7]:
Pedir ajuda e comunicar o cirurgião
Interromper a cirurgia, remover possíveis desencadeantes e reduzir anestésicos inalatórios
Manter via aérea pérvia, oxigênio a 100% e intubação precoce se houver suspeita de edema de via aérea
Elevar os membros inferiores na hipotensão; posição supina assim que possível quando houver manobras de reanimação
Gestante: deslocar o útero manualmente para a esquerda, mantendo durante a massagem cardíaca; considerar cesárea de emergência após 5 minutos de falência circulatória apesar da reanimação; cesárea perimortem após 4 minutos de PCR materna
Conduta por grau:
Anafilaxia perioperatória no adulto, conduta por grau [7][10]:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
Grau I: adrenalina não indicada; avaliar progressão (angioedema de face, edema de laringe)
Grau II:
IM: 200 a 300 mcg
IV: 10 a 20 mcg (1 a 2 mL da solução de 10 mcg/mL) em bolus; repetir em 2 minutos
Grau III:
IM: 500 mcg
IV: 100 a 200 mcg (10 a 20 mL da solução de 10 mcg/mL) em bolus; repetir em 2 minutos
Grau IV: 1 mg IV em bolus e protocolo de RCP vigente
Infusão IV, após 3 bolus: iniciar a 3 mL/h (3 mcg/min) da solução de 60 mcg/mL e titular até 40 mL/h (40 mcg/min); taxa de 0,05 a 0,5 mcg/kg/min
Administração:
IM: usar a solução de 1 mg/mL, no músculo vasto lateral, terço médio; via de escolha até diluir a adrenalina, monitorizar ou obter acesso venoso
Bolus IV: diluir 1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9% (100 mcg/mL) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; diluir 1 mL dessa solução em mais 9 mL (10 mcg/mL)
Infusão: diluir 3 mL em 50 mL de SF 0,9% (60 mcg/mL); pode correr em veia periférica
Considerações
Volume: cristaloide 20 mL/kg em bolus, repetido conforme a resposta; não usar coloide [7]
Iniciar compressões torácicas se PAS abaixo de 50 mmHg; considerar se EtCO₂ abaixo de 20 mmHg (3 kPa) [7]
Adrenalina, diretrizes [4][7][5]:
Na anafilaxia, não há contraindicação absoluta à adrenalina [4][7]
Adrenalina IM imediata mesmo em idade avançada ou com fatores de risco cardíaco [4]
Uso de betabloqueador: pode exigir doses maiores de adrenalina [5]
Adrenalina, bulas [9][10]:
Em emergência, qualquer contraindicação é relativa
Uso de betabloqueador: risco de hipertensão grave e hemorragia cerebral
Cautela na angina e na asma de longa duração
Trabalho de parto: pode retardar a segunda fase
Contém metabissulfito de sódio
Adrenalina, bula do Adren Ped® [10]:
Não usar com qualquer um: glaucoma de ângulo fechado; anestesia com halotano ou ciclopropano
Em geral, não usar com qualquer um: tireotoxicose, diabetes, uso de IMAO, hipertensão ou outra doença cardiovascular
Adrenalina, bula do Adren® [9]:
Não administrar após uso de cocaína, pelo risco de arritmia
Não administrar na mesma via que bicarbonato
Hipotensão persistente após 10 minutos sem resposta à adrenalina, perioperatório no adulto [7][8]:
Noradrenalina sol. inj. 4 mg/4 mL de norepinefrina base (ampola 4 mL; equivale a 8 mg/4 mL de hemitartarato)
0,05 a 0,1 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Administração: diluir 1 ampola (4 mL) em 100 ou 250 mL de SF 0,9% ou SG 5%; bomba de infusão, em veia central; não administrar sem diluir nem com bicarbonato ou outra solução alcalina no mesmo acesso
Vasopressina (Encrise®) sol. inj. 20 UI/mL (ampola 1 mL)
Bolus: 2 a 10 UI IV, repetir se necessário
Alternativa: infusão de 2 UI/h IV
Administração: IV em bolus ou infusão contínua, preferencialmente em veia central ou periférica profunda
Glucagon (GlucaGen® HypoKit) pó liofilizado 1 mg (frasco-ampola)
Em uso de betabloqueador: 1 a 2 mg IV ou 5 a 15 mcg/min IV; repetir após 5 minutos
Administração: injetar todo o diluente da seringa (1 mL de água para injeção) no frasco-ampola e agitar suavemente até a solução ficar límpida; usar imediatamente após o preparo; conservar sob refrigeração
Considerações
Rever se todos os desencadeantes foram removidos (clorexidina, látex, coloide sintético) [7]
Sugamadex não tem papel comprovado no tratamento da anafilaxia [7]
Glucagon: contraindicado no feocromocitoma; pode não ter efeito no insulinoma e no glucagonoma [15]
Glucagon: pode aumentar o efeito anticoagulante da varfarina [15]
Glucagon: uso fora da bula, que prevê só a hipoglicemia grave, por via SC ou IM [15]
Noradrenalina, bula [13]:
Hipotensão por hipovolemia: usar só como medida emergencial, até completar a reposição volêmica
Contraindicada na trombose mesentérica ou periférica, salvo como medida salva-vidas
Anestesia com halotano ou ciclopropano, hipóxia profunda ou hipercapnia: risco de taquicardia ou fibrilação ventricular
Uso de IMAO ou antidepressivo tricíclico: risco de hipertensão grave e prolongada
Medir a PA a cada 2 minutos até o alvo e, depois, a cada 5 minutos; não deixar o paciente desassistido
Extravasamento: infiltrar o local, o quanto antes, com 10 a 15 mL de SF 0,9% contendo 5 a 10 mg de fentolamina
Criança: segurança e efetividade não estabelecidas na bula
Contém bissulfito de sódio
Vasopressina, bula [14]:
Contraindicada na nefrite crônica com retenção de nitrogênio
Doença vascular, sobretudo coronariana: só com extrema cautela; pode precipitar angina e, em doses altas, infarto
Risco de intoxicação hídrica: reconhecer tontura, desatenção e cefaleia
Cautela com qualquer um: epilepsia, enxaqueca, asma, insuficiência cardíaca
ECG e eletrólitos periódicos
Criança muito pequena e idoso: cautela, pelo risco de hiper-hidratação e hiponatremia
Uso fora da bula: a bula não inclui a anafilaxia
Anafilaxia perioperatória na criança, conduta por grau [7][10]:
Grau 2:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
IM, sempre que não houver acesso IV ou até diluir a dose IV:
Menos de 6 anos: 0,15 mL (150 mcg)
6 a 12 anos: 0,3 mL (300 mcg)
Acima de 12 anos: 0,5 mL (500 mcg)
Repetir a cada 5 a 15 minutos, se necessário
IV: 1 a 2 mcg/kg em bolus; se resposta inadequada em 2 minutos, aumentar a dose (máximo de 5 mcg/kg); repetir a cada 2 minutos
Administração:
IM: usar a solução de 1 mg/mL, na face lateral da coxa, com seringa de insulina
IV: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída
Grau 3:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
IV: 4 a 10 mcg/kg em bolus, repetir a cada 1 a 2 minutos
Infusão: 0,1 a 2 mcg/kg/min IV, iniciada o mais rápido possível
Administração: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; a infusão pode correr em veia periférica
Grau 4:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
IV: 10 mcg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) em bolus, repetir a cada 1 a 4 minutos, conforme o suporte avançado de vida pediátrico para ritmo não chocável
Infusão: 0,1 a 2 mcg/kg/min IV
Administração: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; a infusão pode correr em veia periférica
Anafilaxia refratária:
Epinefrina (Adren®) sol. inj. 1 mg/mL (1:1.000) (ampola 1 mL)
Resposta inadequada mais de 10 minutos após o início: dobrar a dose
Resposta inadequada após mais de 3 bolus: infusão de 0,1 a 2 mcg/kg/min IV
Administração: diluir a solução 1:1.000 para 1:10.000 (1 mL em 9 mL de água destilada ou SF 0,9%) ou usar Adren Ped® 0,1 mg/mL (1:10.000, ampola 5 mL), já diluída; a infusão pode correr em veia periférica
Hipotensão refratária:
Noradrenalina sol. inj. 4 mg/4 mL de norepinefrina base (ampola 4 mL; equivale a 8 mg/4 mL de hemitartarato)
0,1 a 2 mcg/kg/min IV em infusão contínua
Administração: diluir 1 ampola (4 mL) em 100 ou 250 mL de SF 0,9% ou SG 5%; bomba de infusão, em veia central; não administrar sem diluir nem com bicarbonato ou outra solução alcalina no mesmo acesso
Vasopressina (Encrise®) sol. inj. 20 UI/mL (ampola 1 mL)
0,02 a 0,06 UI/kg/h IV em infusão contínua
Administração: IV em infusão contínua, preferencialmente em veia central ou periférica profunda
Em uso de betabloqueador:
Glucagon (GlucaGen® HypoKit) pó liofilizado 1 mg (frasco-ampola)
40 mcg/kg IV, máximo de 1 mg
Administração: injetar todo o diluente da seringa (1 mL de água para injeção) no frasco-ampola e agitar suavemente até a solução ficar límpida; usar imediatamente após o preparo; conservar sob refrigeração
Broncoespasmo refratário:
Hidrocortisona pó para sol. inj. 100 mg e 500 mg (frasco-ampola)
2 a 4 mg/kg IV, máximo de 200 mg
Administração: reconstituir 100 mg em 2 mL e 500 mg em 4 mL de água para injeção; IV em bolus (100 mg ou menos em 30 segundos; 500 mg ou mais em 10 minutos) ou em infusão
Considerações
Volume: cristaloide 20 mL/kg em bolus rápido, repetido conforme a resposta; na refratária, bolus de 20 a 40 mL/kg [7]
Na refratária, manter a infusão de adrenalina ao associar segundo vasopressor e considerar acesso venoso central [7]
Glucagon: contraindicado no feocromocitoma; pode não ter efeito no insulinoma e no glucagonoma [15]
Glucagon: pode aumentar o efeito anticoagulante da varfarina [15]
Glucagon: uso fora da bula, que prevê só a hipoglicemia grave, por via SC ou IM [15]
Adrenalina, diretrizes [4][7][5]:
Na anafilaxia, não há contraindicação absoluta à adrenalina [4][7]
Adrenalina IM imediata mesmo em idade avançada ou com fatores de risco cardíaco [4]
Uso de betabloqueador: pode exigir doses maiores de adrenalina [5]
Adrenalina, bulas [9][10]:
Em emergência, qualquer contraindicação é relativa
Uso de betabloqueador: risco de hipertensão grave e hemorragia cerebral
Cautela na angina e na asma de longa duração
Trabalho de parto: pode retardar a segunda fase
Contém metabissulfito de sódio
Adrenalina, bula do Adren Ped® [10]:
Não usar com qualquer um: glaucoma de ângulo fechado; anestesia com halotano ou ciclopropano
Em geral, não usar com qualquer um: tireotoxicose, diabetes, uso de IMAO, hipertensão ou outra doença cardiovascular
Adrenalina, bula do Adren® [9]:
Não administrar após uso de cocaína, pelo risco de arritmia
Não administrar na mesma via que bicarbonato
Noradrenalina, bula [13]:
Hipotensão por hipovolemia: usar só como medida emergencial, até completar a reposição volêmica
Contraindicada na trombose mesentérica ou periférica, salvo como medida salva-vidas
Anestesia com halotano ou ciclopropano, hipóxia profunda ou hipercapnia: risco de taquicardia ou fibrilação ventricular
Uso de IMAO ou antidepressivo tricíclico: risco de hipertensão grave e prolongada
Medir a PA a cada 2 minutos até o alvo e, depois, a cada 5 minutos; não deixar o paciente desassistido
Extravasamento: infiltrar o local, o quanto antes, com 10 a 15 mL de SF 0,9% contendo 5 a 10 mg de fentolamina
Criança: segurança e efetividade não estabelecidas na bula
Contém bissulfito de sódio
Vasopressina, bula [14]:
Contraindicada na nefrite crônica com retenção de nitrogênio
Doença vascular, sobretudo coronariana: só com extrema cautela; pode precipitar angina e, em doses altas, infarto
Risco de intoxicação hídrica: reconhecer tontura, desatenção e cefaleia
Cautela com qualquer um: epilepsia, enxaqueca, asma, insuficiência cardíaca
ECG e eletrólitos periódicos
Criança muito pequena e idoso: cautela, pelo risco de hiper-hidratação e hiponatremia
Uso fora da bula: a bula não inclui a anafilaxia
Broncoespasmo refratário no adulto:
Salbutamol inalatório; considerar agentes voláteis e broncodilatador IV [7]
Após a crise [7]:
Triptase: 1ª amostra em tubo seco até 1 hora do início; 2ª amostra 2 a 4 horas após o início
Decidir entre continuar ou suspender a cirurgia conforme urgência, grau, resposta e comorbidades
Transferir para a unidade adequada, entregar orientações escritas na alta e encaminhar ao alergista
Referências
[1] WORLD HEALTH ORGANIZATION. International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems 10th Revision (ICD-10), versão 2019: T78.0, T78.2, T80.5 e T88.6. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en. Acesso em: 17 out. 2026.
[2] RESUSCITATION COUNCIL UK. Emergency treatment of anaphylaxis: guidelines for healthcare providers. London, 2021. Disponível em: https://www.resus.org.uk/library/additional-guidance/guidance-anaphylaxis/emergency-treatment. Acesso em: 16 out. 2026.
[3] NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Anaphylaxis: assessment and referral after emergency treatment. NICE guideline NG258. London, 2026. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng258. Acesso em: 16 out. 2026.
[4] GOLDEN, David B. K.; WANG, Julie; WASERMAN, Susan; et al. Anaphylaxis: a 2023 practice parameter update. Annals of Allergy, Asthma & Immunology, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.anai.2023.09.015. Acesso em: 16 out. 2026.
[5] SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Alergia. Anafilaxia: atualização 2021. Guia Prático de Atualização, n. 6. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22970c-GPA-Anafilaxia_-_Atualizacao_2021.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
[6] AUSTRALASIAN SOCIETY OF CLINICAL IMMUNOLOGY AND ALLERGY (ASCIA). ASCIA Guidelines: Acute Management of Anaphylaxis. Balgowlah, 2026. Disponível em: https://www.allergy.org.au/hp/anaphylaxis/acute-management-guidelines. Acesso em: 16 out. 2026.
[7] SPINDOLA, Maria Anita Costa; SOLÉ, Dirceu; AUN, Marcelo Vivolo; et al. Atualização sobre reações de hipersensibilidade perioperatória: documento conjunto da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Parte I: tratamento e orientação pós-crise. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 70, n. 5, p. 534-548, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bjan.2020.06.004. Acesso em: 16 out. 2026.
[8] HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS. Guia Farmacêutico. São Paulo, 2026. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hsl.org.br/. Acesso em: 16 out. 2026.
[9] HIPOLABOR FARMACÊUTICA. Adren (epinefrina) solução injetável 1 mg/mL: bula para o profissional de saúde. Aprovada pela Anvisa em 22/10/2024. Fornecida pelo usuário. Acesso em: 17 out. 2026.
[10] HIPOLABOR FARMACÊUTICA. Adren Ped (epinefrina) solução injetável 0,1 mg/mL: bula para o profissional de saúde. Histórico de alteração com expediente de 18/05/2026. Fornecida pelo usuário. Acesso em: 17 out. 2026.
[11] BJORNSON, Candice; RUSSELL, Kelly; VANDERMEER, Ben; KLASSEN, Terry P.; JOHNSON, David W. Nebulized epinephrine for croup in children. Cochrane Database of Systematic Reviews, n. 10, CD006619, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.CD006619.pub3. Acesso em: 17 out. 2026.
[12] ZHANG, Linjie; SANGUEBSCHE, Lucas Soares. Segurança de nebulização com 3 a 5 ml de adrenalina (1:1000) em crianças: uma revisão baseada em evidência. Jornal de Pediatria, v. 81, n. 3, p. 193-197, 2005. Disponível em: https://www.jped.com.br. Acesso em: 17 out. 2026.
[13] HYPOFARMA. Hyponor (hemitartarato de norepinefrina) solução injetável 2 mg/mL: bula para o profissional de saúde. Última alteração de texto notificada em 10/12/2020. Fornecida pelo usuário. Acesso em: 17 out. 2026.
[14] BIOLAB SANUS FARMACÊUTICA. Encrise (vasopressina) solução injetável 20 U/mL: bula para o profissional de saúde. Versão 12/2025. Fornecida pelo usuário. Acesso em: 17 out. 2026.
[15] NOVO NORDISK FARMACÊUTICA DO BRASIL. GlucaGen HypoKit (glucagon): bula do paciente. Aprovada pela Anvisa em 11 dez. 2017. Disponível em: https://www.novonordisk.com.br/content/dam/brazil/affiliate/www-novonordisk-br/patients/Bulas-pacientes/GlucaGen%20Hypokit%20-%20Bula%20Paciente.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
[16] GSK. Zyrtec (dicloridrato de cetirizina): bulas de comprimido revestido e solução oral. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://br.gsk.com/media/8272/zyrtec.pdf e https://br.gsk.com/media/6873/zyrtec-solução-oral.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
[17] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA (ASBAI). Lista consolidada de importadoras de adrenalina autoinjetável. São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://asbai.org.br/lista-consolidada-de-importadoras-de-adrenalina-autoinjetavel/. Acesso em: 17 out. 2026.
[18] U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. EpiPen (epinephrine injection) auto-injector: prescribing information. Silver Spring, 2023. Disponível em: https://www.accessdata.fda.gov/drugsatfda_docs/label/2023/019430s106lbl.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
[19] EUROFARMA. Preni (prednisolona): bula. São Paulo, 2023. Disponível em: https://eurofarma.com.br/produtos/bulas/healthcare/pt/bula-preni-familia.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
[20] EUROFARMA. Desloratadina: bula. São Paulo. Disponível em: https://eurofarma.com.br/produtos/bulas/patient/pt/bula-desloratadina.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
[21] EUROFARMA. Cloridrato de fexofenadina comprimido revestido: bula do paciente. Atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 02/10/2019. Disponível em: https://cdn.eurofarma.com.br/wp-content/uploads/2020/07/01_cloridrato_fexofenadina_Bula_Paciente.pdf. Acesso em: 17 out. 2026.
[22] EUROFARMA. Cloridrato de fexofenadina suspensão oral: bula para o profissional de saúde. Atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 05/09/2024. Disponível em: https://eurofarma.com.br/produtos/bulas/healthcare/pt/bula-fexofenadina-suspensao.pdf. Acesso em: 17 out. 2026.
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