Notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública
Introdução
Notificação compulsória é a comunicação obrigatória à autoridade de saúde, feita por médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis por estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, da suspeita ou da confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública da Lista Nacional de Notificação Compulsória [1].
Periodicidade [1]:
Notificação compulsória imediata (NCI): em até 24 horas a partir do conhecimento da ocorrência, pelo meio de comunicação mais rápido disponível
Notificação compulsória semanal (NCS): em até 7 dias a partir do conhecimento da ocorrência
Momento: diante da suspeita ou da confirmação, conforme a Lista Nacional e as normas técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS) [1]
Alguns agravos são notificados apenas quando confirmados: conferir a coluna "O que notificar" em Lista Nacional de Notificação Compulsória
Lista vigente: Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação GM/MS nº 4/2017, na redação da Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026 [2][1]
Estados e municípios podem incluir outros agravos na sua lista: conferir em Agravos fora da Lista Nacional [3]
🔑 Pontos-chave:
Notificar já na suspeita, sem aguardar a confirmação laboratorial, salvo nos agravos notificados apenas quando confirmados [1][4]
Notificação imediata: em até 24 horas do primeiro atendimento, pelo meio mais rápido, e também registrada no sistema de informação [1]
Óbito suspeito por dengue, chikungunya ou Zika é de notificação imediata às três esferas, embora o caso seja de notificação semanal [2][4]
Surto, doença ou agravo de causa desconhecida e alteração do padrão clínico-epidemiológico de doença conhecida configuram evento de saúde pública: notificação imediata às três esferas [2][1]
Violência sexual e tentativa de suicídio: notificação imediata à Secretaria Municipal de Saúde, para profilaxias e vinculação oportunas à rede [2][5]
Violência interpessoal contra a mulher: a unidade de saúde comunica à autoridade policial em até 24 horas da constatação [1]
Todo atendimento por acidente com animal potencialmente transmissor da raiva é notificado, com ou sem indicação de vacina ou soro [5]
Novos na lista desde maio de 2026: caxumba (semanal) e febre do Oropouche; a varicela deixa de se restringir a caso grave internado ou óbito [2]
Síndrome gripal: notifica-se a covid-19 confirmada, não mais a suspeita; por outra causa, só em unidade sentinela. Srag hospitalizada e óbito por Srag: notificação imediata [2][6]
Hanseníase, tuberculose, hepatites virais, sífilis, infecção pelo HTLV, leishmaniose tegumentar americana, doença de Chagas crônica e esporotricose humana são notificadas apenas quando confirmadas [4][7][8]
🎯 Fluxograma de manejo
![O fluxograma organiza a decisão de notificar uma doença, agravo ou evento de saúde pública. Começa na suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento. A primeira pergunta é se consta da Lista Nacional de Notificação Compulsória (conferir em Lista Nacional de Notificação Compulsória). Se sim, pergunta-se se o caso atende ao critério do agravo, com a nota: notificar já na suspeita, salvo os agravos notificados só quando confirmados (hanseníase, tuberculose, hepatites virais, sífilis, HTLV, leishmaniose tegumentar americana, doença de Chagas crônica, esporotricose humana e os agravos relacionados ao trabalho marcados como "caso confirmado"); conferir a coluna "O que notificar". Se não atende, não notificar enquanto o caso não atender ao critério do agravo. Se atende, pergunta-se se a notificação é imediata (conferir a coluna "Periodicidade e destino"). Se sim, comunicar em até 24 horas, pelo meio mais rápido, às esferas indicadas (MS, SES e/ou SMS); ao MS, Ficha de Notificação Imediata, notifica@saude.gov.br ou 0800 644 6645 (conferir em Como notificar); em seguida, registrar também no sistema do agravo (conferir a coluna "Onde registrar"). Se não, registrar no sistema do agravo e enviar à SMS do local de atendimento em até 7 dias. Quando o agravo não consta da lista nacional, pergunta-se se configura evento de saúde pública, havendo qualquer um: surto ou epidemia; doença ou agravo de causa desconhecida; alteração no padrão clínico-epidemiológico de doença conhecida; epizootia; agravo decorrente de desastre ou acidente (conferir em Evento de saúde pública e epizootias). Se sim, segue para a comunicação em até 24 horas às esferas indicadas. Se não, conferir a lista estadual e municipal do local de atendimento (conferir em Agravos fora da Lista Nacional). Após o registro, tanto da notificação imediata quanto da semanal, pergunta-se se há violência interpessoal contra a mulher. Se sim, a unidade de saúde comunica à autoridade policial em até 24 horas da constatação (conferir em Violências) e a notificação é concluída. Se não, a notificação é concluída. Abreviações: MS: Ministério da Saúde; SES: Secretaria Estadual de Saúde; SMS: Secretaria Municipal de Saúde. Fonte: referências [1], [2], [16], [19] e [26] do artigo.](https://assets.gpmed.app/treatments/1792636193236_d82b506f.png)
Lista Nacional de Notificação Compulsória
Como ler a coluna "Periodicidade e destino" [2][1]:
Imediata: em até 24 horas, às esferas marcadas para o agravo
MS, SES, SMS: inclui o Ministério da Saúde, pelos canais de notificação imediata ao Ministério; conferir em Como notificar
SES, SMS: município e estado
SMS: apenas o município
Semanal: em até 7 dias, à SMS do local de atendimento
A autoridade de saúde que recebe uma notificação imediata informa as demais esferas em até 24 horas
Siglas: MS, Ministério da Saúde; SES, Secretaria Estadual de Saúde; SMS, Secretaria Municipal de Saúde
Doença ou agravo | Periodicidade e destino | O que notificar | Onde registrar |
|---|---|---|---|
Acidente de trabalho | Imediata: SMS | Todo acidente de trabalho, independentemente da gravidade, inclusive em crianças e adolescentes; ficha preenchida na suspeita, inserida no Sinan quando confirmado | Sinan |
Acidente de trabalho com exposição a material biológico | Semanal | Ficha preenchida na suspeita; inserido no Sinan quando confirmado, com ou sem conversão sorológica | Sinan |
Acidente por animal peçonhento | Imediata: SMS | Caso com evidências clínicas de envenenamento, com ou sem identificação do animal | Sinan |
Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva | Imediata: SMS | Todo atendimento, com ou sem indicação de vacina ou soro | Sinan |
Anomalias congênitas | Semanal | Toda anomalia do Capítulo XVII da CID-10 e hemangioma (D18.0) | Declaração de Nascido Vivo (Sinasc) |
Botulismo | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Câncer relacionado ao trabalho | Semanal | Câncer que tem entre seus elementos causais exposição no ambiente ou processo de trabalho, mesmo após cessada a exposição | Sinan |
Cólera | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Coqueluche | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Dengue: casos | Semanal | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Dengue: óbitos | Imediata: MS, SES, SMS | Óbito suspeito | Sinan |
Dermatoses ocupacionais | Semanal | Ficha preenchida na suspeita; inserida no Sinan quando confirmada | Sinan |
Difteria | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Distúrbio de voz relacionado ao trabalho | Semanal | Caso confirmado: diagnóstico de distúrbio da voz e nexo causal com o trabalho | Não declarado na fonte |
Doença de Chagas aguda | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito, inclusive transmissão vertical identificada até os 3 anos | Sinan |
Doença de Chagas crônica | Semanal | Apenas caso confirmado | e-SUS Notifica |
Doença de Creutzfeldt-Jakob | Semanal | Caso suspeito | Sinan e Ficha de Notificação e Investigação da DCJ, enviada à vigilância local |
Doença falciforme | Semanal | Caso suspeito ou confirmado; traço falciforme (HbAS) não é caso confirmado | e-SUS Sinan (CID D57) |
Doença invasiva por *Haemophilus influenzae* | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Doença meningocócica e outras meningites | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Doenças com suspeita de disseminação intencional: antraz pneumônico, tularemia, varíola | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Canais de notificação imediata ao Ministério da Saúde |
Doenças febris hemorrágicas emergentes ou reemergentes: arenavírus, Ebola, Marburg, Lassa, febre purpúrica brasileira | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito ou confirmado | Canais de notificação imediata ao Ministério da Saúde; Ebola também no Sinan (CID A98.4) |
Doença aguda pelo vírus Zika | Semanal | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Doença aguda pelo vírus Zika em gestante | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika | Imediata: MS, SES, SMS | Óbito suspeito | Sinan |
Síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika | Semanal | Caso suspeito: feto, recém-nascido, criança, óbito fetal ou natimorto | Resp-Microcefalia e, conforme o momento da identificação, Sinasc ou SIM (CID P35.4) |
Esporotricose humana | Semanal | Caso confirmado, por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial | e-SUS Sinan, Ficha de Notificação/Conclusão (CID B42) |
Esquistossomose | Semanal | Área não endêmica ou focal: todo caso; qualquer área: casos graves e surtos | Sinan |
Evento de saúde pública que constitua ameaça à saúde pública | Imediata: MS, SES, SMS | Evento conforme definição em Evento de saúde pública e epizootias | Canais de notificação imediata ao Ministério da Saúde |
Evento supostamente atribuível à vacinação ou imunização (Esavi) | Imediata: MS, SES, SMS | Esavi grave, raro ou inusitado; erro de imunização; surto de Esavi | e-SUS Notifica |
Febre amarela | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito; epizootia em primata não humano | Sinan; comunicar também a arboviroses@saude.gov.br |
Febre de chikungunya | Semanal | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Febre de chikungunya em áreas sem transmissão | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Óbito com suspeita de febre de chikungunya | Imediata: MS, SES, SMS | Óbito suspeito | Sinan |
Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de importância em saúde pública | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Canais de notificação imediata ao Ministério da Saúde |
Febre do Oropouche: casos | Semanal | Caso suspeito | e-SUS Sinan, ficha de notificação/conclusão (CID A93.0) |
Febre do Oropouche: óbitos e óbitos fetais, gestante, anomalias congênitas | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito: conferir em Definição de caso suspeito | Gestante: e-SUS Sinan; feto, óbito fetal e recém-nascido: Resp-Microcefalia; comunicar também a arboviroses@saude.gov.br |
Febre maculosa e outras riquetsioses | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Febre tifoide | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Hanseníase | Semanal | Apenas caso confirmado | Sinan |
Hantavirose | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Hepatites virais | Semanal | Casos confirmados e surtos | Sinan |
Hepatite B em gestante, parturiente ou puérpera e criança exposta ao risco de transmissão vertical | Semanal | Gestante com diagnóstico de hepatite B; criança exposta | Sinan |
HIV/aids | Semanal | Infecção pelo HIV diagnosticada conforme os fluxogramas vigentes; caso de aids conforme critérios de definição | Sinan |
Infecção pelo HIV em gestante, parturiente ou puérpera e criança exposta ao risco de transmissão vertical | Semanal | Mulher com HIV na gestação, no parto ou no puerpério; criança nascida de mãe infectada ou amamentada por mulher infectada | Sinan |
Infecção pelo HTLV | Semanal | Apenas caso confirmado: teste de triagem reagente e teste confirmatório reagente ou detectado | e-SUS Sinan, ficha de notificação/conclusão |
Infecção pelo HTLV em gestante, parturiente ou puérpera e criança exposta ao risco de transmissão vertical | Semanal | Infecção detectada na gestação, no parto ou no puerpério, ou diagnóstico prévio em gestante; toda criança exposta na gestação, no parto ou pela amamentação, preferencialmente na maternidade | e-SUS Sinan, ficha de notificação/conclusão |
Influenza humana produzida por novo subtipo viral | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Canais de notificação imediata ao Ministério da Saúde |
Intoxicação exógena (substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados) | Semanal | Caso exposto: exposição a substância química, com ou sem sinal, sintoma ou alteração laboratorial | Sinan |
Leishmaniose tegumentar americana | Semanal | Apenas caso confirmado | Sinan |
Leishmaniose visceral | Semanal | Caso suspeito | Sinan |
Leptospirose | Imediata: SMS | Caso suspeito isolado e surto | Sinan |
LER/DORT | Semanal | Ficha preenchida na suspeita; inserido no Sinan quando confirmado | Sinan |
Malária na região amazônica | Semanal | Caso suspeito | Sivep-Malária |
Malária na região extra-amazônica | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Mpox | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito, provável ou confirmado | e-SUS Sinan: ficha individual de notificação e Ficha de Investigação Monkeypox |
Óbito infantil e óbito materno | Semanal | Todo óbito | Declaração de Óbito, encaminhada à SMS (SIM) |
Parotidite (caxumba) | Semanal | Caso suspeito | Não declarado na fonte |
Perda auditiva relacionada ao trabalho | Semanal | Caso confirmado | Sinan |
Peste | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Pneumoconioses relacionadas ao trabalho | Semanal | Ficha preenchida na suspeita; inserida no Sinan quando confirmada, inclusive placas pleurais | Sinan |
Poliomielite e paralisia flácida aguda | Imediata: MS, SES, SMS | Todo caso de paralisia flácida aguda que atenda à definição de caso suspeito | Sinan |
Raiva humana | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Sarampo e rubéola | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Síndrome da rubéola congênita | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Sífilis adquirida e sífilis em gestante | Semanal | Caso que atenda à definição de caso; cicatriz sorológica não se notifica | Sinan |
Sífilis congênita | Semanal | Caso que atenda à definição de caso | Sinan |
Síndrome inflamatória multissistêmica em adultos (SIM-A) associada à covid-19 | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Formulário online do Ministério da Saúde |
Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) associada à covid-19 | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito | Formulário online do Ministério da Saúde |
Srag associada a SARS-CoV ou MERS-CoV | Imediata: MS, SES, SMS | Suspeita ou confirmação | Sivep-Gripe |
Srag hospitalizada ou óbito por Srag | Imediata: MS, SES, SMS | Caso de Srag hospitalizado; óbito por Srag, com ou sem hospitalização | Sivep-Gripe |
Síndrome gripal por covid-19 confirmada | Imediata: MS, SES, SMS | Caso confirmado | e-SUS Notifica |
Tétano acidental | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Tétano neonatal | Imediata: MS, SES, SMS | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Toxoplasmose gestacional e congênita | Semanal | Caso suspeito de toxoplasmose adquirida na gestação e de toxoplasmose congênita | Sinan |
Transtornos mentais relacionados ao trabalho | Semanal | Caso confirmado | Sinan |
Tuberculose | Semanal | Apenas caso confirmado, por critério laboratorial ou clínico | Sinan |
Varicela | Imediata: SES, SMS | Caso suspeito | Sinan |
Violência doméstica e/ou outras violências | Semanal | Caso suspeito ou confirmado: conferir em Violências | Sinan |
Violência sexual e tentativa de suicídio | Imediata: SMS | Caso suspeito ou confirmado | Sinan |
Fonte: [2][1][6][4][5][9][10][7][11][12][13][14][15][16][17][18][19][20][21][8]
Particularidades de registro:
Agravos relacionados ao trabalho: a ficha é preenchida a partir da suspeita por qualquer profissional que assistiu o trabalhador; no Sinan entram apenas os casos confirmados [5]
Óbitos infantil e materno: notificados pela Declaração de Óbito preenchida na fonte notificadora e encaminhada à SMS para alimentar o SIM [6]
Intoxicação exógena com tentativa de suicídio: notificar na ficha de intoxicação exógena e na ficha de violência interpessoal/autoprovocada, em até 24 horas à SMS [5]
Parotidite (caxumba): o Art. 2º da Portaria GM/MS nº 11.211/2026 prevê notificação imediata, e o Anexo I, semanal; o Ministério da Saúde reconheceu a inconsistência e confirmou que o correto é a notificação semanal, com retificação da portaria prevista [22]
Definição de caso suspeito
Agravos de notificação imediata e parotidite (caxumba).
Doenças imunopreveníveis
Coqueluche [6]:
Menor de 6 meses: tosse de qualquer tipo há 10 dias ou mais, com qualquer um:
Tosse paroxística, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse, cianose, apneia, engasgo
6 meses ou mais: tosse de qualquer tipo há 14 dias ou mais, com qualquer um:
Tosse paroxística, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse
Qualquer idade: tosse, em qualquer período, com contato próximo com caso confirmado por critério laboratorial
Independentemente do estado vacinal
Difteria [6]:
Quadro agudo de infecção da orofaringe com placas aderentes nas amígdalas, com ou sem invasão de outras áreas da faringe (palato e úvula) ou de outras localizações (ocular, nasal, vaginal, pele)
Com febre moderada e comprometimento do estado geral
Independentemente da idade e do estado vacinal
Doença meningocócica e outras meningites [6]:
Acima de 1 ano e adultos: febre, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e outros sinais de irritação meníngea (Kernig, Brudzinski), convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo
Abaixo de 1 ano: os sinais clássicos podem não ser evidentes; considerar irritabilidade, como choro persistente, e abaulamento de fontanela
Meningococcemia: eritema ou exantema e sinais inespecíficos de septicemia, como hipotensão, diarreia, dor abdominal, dor em membros inferiores, mialgia, rebaixamento do sensório
Doença invasiva por Haemophilus influenzae:
Meningite: mesma definição de doença meningocócica e outras meningites [6]
Formas não meníngeas: definição de caso suspeito não declarada na fonte
Parotidite (caxumba) [6]:
Qualquer um:
Início agudo de sensibilidade unilateral ou bilateral, edema da parótida ou de outra glândula salivar, com duração de 2 dias ou mais, sem outra causa aparente (vírus parainfluenza, vírus Epstein-Barr, vírus influenza A, HIV, causas não infecciosas)
Suspeita clínica por meningite, encefalite, perda auditiva, orquite, ooforite, mastite ou pancreatite, sem diagnóstico mais provável
Poliomielite e paralisia flácida aguda [6]:
Qualquer um:
Deficiência motora flácida de início súbito em menor de 15 anos, independentemente da hipótese de poliomielite
Deficiência motora flácida de início súbito em qualquer idade, com viagem a país com circulação de poliovírus nos 30 dias anteriores ao déficit motor, ou contato, no mesmo período, com pessoa que viajou para país com circulação de poliovírus selvagem e teve suspeita de poliomielite
Deficiência motora flácida de início súbito em adolescente ou adulto, com sintomas compatíveis com poliomielite
Não notificar: paralisia ocular isolada e paralisia facial periférica
Rubéola [6]:
Febre e exantema maculopapular, com linfadenopatia retroauricular e/ou occipital e/ou cervical
Independentemente da idade e da situação vacinal
Sarampo [6][23]:
Qualquer um:
Febre e exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, com um ou mais: tosse, coriza, conjuntivite
Febre e exantema, com viagem nos últimos 30 dias para localidade com circulação do vírus do sarampo, ou contato, no mesmo período, com pessoa que viajou para área com circulação viral
Febre e exantema maculopapular com IgM reagente para sarampo
Não excluem a suspeita: ausência de viagem internacional, esquema vacinal completo, forma leve
Independentemente da idade
Síndrome da rubéola congênita [6]:
Qualquer um:
Recém-nascido cuja mãe foi caso suspeito ou confirmado de rubéola
Recém-nascido cuja mãe foi contato de caso suspeito ou confirmado de rubéola durante a gestação
Criança até 12 meses com qualquer um, independentemente da história materna: surdez, cardiopatia congênita, suspeita de deficiência auditiva, catarata, glaucoma, retinopatia pigmentar
Tétano acidental [6]:
Acima de 28 dias de vida, com um ou mais: disfagia, trismo, riso sardônico, opistótono, contraturas musculares localizadas ou generalizadas, com ou sem espasmos
Independentemente da situação vacinal, da história de tétano e de haver solução de continuidade de pele ou mucosa
Tétano neonatal [6]:
Recém-nascido que nasceu bem, sugou normalmente nas primeiras horas e, entre o 2º e o 28º dia de vida, apresentou dificuldade em mamar, choro constante
Independentemente do estado vacinal da mãe, do local e das condições do parto
Também suspeito: óbito nessa faixa etária com essas características e diagnóstico indefinido ou ignorado
Varicela [6]:
Todos:
Febre moderada de início súbito, com duração de 2 a 3 dias, e sintomas generalizados inespecíficos (mal-estar, adinamia, anorexia, cefaleia)
Erupção cutânea pápulo-vesicular que se inicia na face, no couro cabeludo ou no tronco (distribuição centrípeta)
Síndromes respiratórias e covid-19
Síndrome gripal na vigilância sentinela da influenza [6]:
Febre, mesmo que referida, com tosse ou dor de garganta, e início dos sintomas nos últimos 7 dias
Acima de 6 meses: febre de início súbito, mesmo que referida, com tosse ou dor de garganta e pelo menos um: cefaleia, mialgia, artralgia
Abaixo de 6 meses: febre de início súbito, mesmo que referida, e sintomas respiratórios
Síndrome gripal por covid-19 confirmada [2][6]:
Síndrome gripal na vigilância universal da covid-19: quadro respiratório agudo com pelo menos dois: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, cefaleia, tosse, coriza, distúrbio olfativo ou gustativo
Criança: considerar também obstrução nasal, sem outro diagnóstico específico
Idoso: considerar também critérios de agravamento: síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade, inapetência
A febre pode estar ausente; pode haver diarreia
Com confirmação de covid-19
Notificar no e-SUS Notifica
Síndrome respiratória aguda grave (Srag) [6]:
Síndrome gripal com qualquer um: dispneia ou desconforto respiratório, pressão persistente no tórax, saturação de O₂ menor que 95% em ar ambiente, coloração azulada dos lábios ou do rosto
Notificar no Sivep-Gripe: Srag hospitalizada e óbito por Srag, com ou sem hospitalização
Srag associada a SARS-CoV ou MERS-CoV:
Definição de caso suspeito não declarada na fonte
Influenza humana por novo subtipo viral:
Outros novos subtipos: definição de caso suspeito não declarada na fonte
Influenza aviária, caso suspeito primário [24]:
Pessoa exposta com pelo menos dois: febre (≥ 38 °C) ou história de febre; sintomas respiratórios (tosse, congestão nasal, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar); sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia); mialgia; cefaleia; conjuntivite
Critério de exposição não declarado na fonte; são contadas como expostas as pessoas em contato, sem uso adequado de equipamento de proteção individual, com animais confirmados ou em investigação para influenza aviária
Síndrome inflamatória multissistêmica em adultos (SIM-A) associada à covid-19 [14]:
Todos:
Idade > 20 anos
Critério para internação hospitalar ou doença com evolução para óbito
Diagnóstico de covid-19 ou contato próximo com caso de covid-19 nas últimas 12 semanas
Febre por 3 dias ou mais
Alteração em 2 ou mais sistemas: dermatológico ou mucocutâneo; gastrointestinal; hemodinâmico (choque, hipotensão); neurológico; cardiovascular (sinais de miocardite, pericardite e/ou insuficiência cardíaca)
Evidência laboratorial de inflamação: aumento de PCR, VHS ou ferritina
Notificar no formulário online do Ministério da Saúde em até 24 horas do reconhecimento do caso
Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) associada à covid-19 [15]:
De 0 a 19 anos, na admissão hospitalar ou durante a evolução: febre elevada com aumento das provas de atividade inflamatória (VHS, PCR ou outras)
Com 2 ou mais:
Alteração de pele ou mucosas: conjuntivite bilateral não purulenta, exantema, edema de mãos e pés
Sintomas gastrointestinais: dor abdominal, vômito, diarreia
Hipotensão ou choque
Sinais de miocardite ou insuficiência cardíaca
Sintomas neurológicos: cefaleia, letargia, estado mental alterado
Neutrofilia, linfopenia e/ou plaquetopenia reforçam a suspeita
Notificar no formulário online do Ministério da Saúde em até 24 horas do reconhecimento do caso
Arboviroses
Dengue [4]:
Qualquer um:
Todos: residência em área com casos de dengue ou viagem nos últimos 14 dias para área com transmissão ou presença de Aedes aegypti; febre (38 a 40 °C), usualmente de 2 a 7 dias, com 2 ou mais: náuseas ou vômitos, exantema, mialgia ou artralgia, cefaleia ou dor retro-orbital, petéquias ou prova do laço positiva, leucopenia
Criança de área com transmissão: quadro febril agudo, usualmente de 2 a 7 dias, sem sinais e sintomas de outra doença
Notificação imediata: óbito suspeito
Febre de chikungunya [4]:
Todos:
Febre de início súbito maior que 38,5 °C e artralgia ou artrite intensa de início agudo, não explicada por outra condição
Residência ou visita a área com transmissão até 2 semanas antes do início dos sintomas, ou vínculo epidemiológico com caso importado confirmado
Notificação imediata: caso em área sem transmissão; óbito suspeito
Doença aguda pelo vírus Zika [4]:
Exantema maculopapular pruriginoso com um ou mais:
Febre, que pode ser baixa (≤ 38,5 °C)
Hiperemia conjuntival ou conjuntivite não purulenta
Artralgia ou poliartralgia
Edema periarticular
Notificação imediata: gestante (SES e SMS); óbito suspeito (MS, SES e SMS)
Febre amarela [4]:
Todos:
Não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado
Quadro infeccioso febril agudo, em geral de até 7 dias, de início súbito, com icterícia e/ou manifestações hemorrágicas
Exposição nos últimos 15 dias em área de risco e/ou em local com recente epizootia em primata não humano e/ou em área recém-afetada e suas proximidades
Em surto, a definição pode ser ampliada para ficar mais sensível
Febre do Nilo Ocidental [4]:
Doença febril aguda inespecífica com manifestações neurológicas de provável etiologia viral, compatíveis com meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda
Outras arboviroses de importância em saúde pública:
Definição de caso suspeito não declarada na fonte
Febre do Oropouche [17]:
Definição adotada após confirmação de caso em novo território; todos:
Febre de início agudo, ou história de febre, de até 5 dias
Cefaleia intensa
Duas ou mais: mialgia ou artralgia; calafrios; fotofobia; tontura; dor retro-ocular; náuseas, vômitos ou diarreia; manifestação do sistema nervoso (diplopia, parestesia, meningite, encefalite, meningoencefalite)
Exposição em área endêmica ou com surto ou epidemia, ou situação de risco, como área infestada pelo vetor
Notificação imediata: óbito, óbito fetal, gestante e anomalia congênita [2]
Febre do Oropouche em gestante, anomalia congênita e óbito fetal [18]:
Gestante com sinais e sintomas compatíveis com arbovirose:
Febre de início súbito com outros sintomas, como cefaleia, mialgia, artralgia, tontura, náuseas, vômitos, dor retro-orbital, exantema, manifestações hemorrágicas (epistaxe, sangramento gengival, petéquias)
Ou sinais de gravidade, como acometimento do sistema nervoso central (meningite asséptica, meningoencefalite)
Anomalia congênita do sistema nervoso central no feto ou no recém-nascido, sem outra causa aparente ou comprovada (doença genética, sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes-vírus), com qualquer um:
Gestante residente em área de circulação confirmada do vírus Oropouche, ou com deslocamento para ela
Gestante com história de sintomas compatíveis com arbovirose durante a gestação
Óbito fetal sem outra causa aparente ou comprovada, com os mesmos critérios maternos da anomalia congênita
Achados clínicos e de imagem do pré-natal possivelmente relacionados à arbovirose:
Sistema nervoso: microcefalia, ventriculomegalia, alteração de corpo caloso, hipoplasia do córtex
Outros: polidrâmnio, artrogripose, restrição do crescimento intrauterino
Comunicar de imediato também a arboviroses@saude.gov.br, independentemente da notificação nos sistemas oficiais
Zoonoses e doenças vetoriais
Doença de Chagas aguda [4]:
Qualquer um:
Recém-nascido de mãe infectada, em qualquer fase da doença
Sinal de Romaña ou chagoma de inoculação, com contato direto com triatomíneo ou suas excretas
Acidente laboratorial com culturas de Trypanosoma cruzi, fezes de triatomíneo ou sangue com formas infectantes
Febre persistente por mais de 7 dias, com ou sem uma ou mais manifestações (edema de face ou de membros, exantema, adenomegalia, hepatomegalia, esplenomegalia, cardiopatia aguda, manifestações hemorrágicas, icterícia), associada a qualquer um destes fatores:
Contato direto com triatomíneo ou suas excretas
Sangue, hemocomponente ou transplante contaminado por T. cruzi em até 120 dias antes dos sintomas
Ingestão de alimento suspeito de contaminação, especialmente frutos in natura (açaí, bacaba, cana-de-açúcar), ou de carne de caça crua ou malcozida
Assintomático com ingestão de alimento suspeito em surto recente, ou contato com triatomíneo ou suas excretas nos 4 meses anteriores
Transmissão vertical identificada até os 3 anos de idade: notificar como doença de Chagas aguda
Febre maculosa e outras riquetsioses [5]:
Qualquer um:
Febre de início súbito, cefaleia e mialgia, com picada de carrapato e/ou contato com animais domésticos ou silvestres e/ou frequência a área de transmissão nos últimos 15 dias
Febre de início súbito, cefaleia e mialgia, seguidas de exantema maculopapular entre o 2º e o 5º dia e/ou de manifestações hemorrágicas
Hantavirose [5]:
Qualquer um:
Febre acima de 38 °C, mialgia, cefaleia e sinais de insuficiência respiratória aguda de etiologia não determinada, na primeira semana da doença
Insuficiência respiratória aguda com evolução para óbito na primeira semana da doença
Febre acima de 38 °C, mialgia e cefaleia, com situação de risco nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas: atividade de risco para hantavírus ou roedores silvestres, ou condições favoráveis a eles, em locais frequentados
Leptospirose [5]:
Febre, cefaleia e mialgia, com qualquer um:
Antecedente nos 30 dias anteriores: enchente, alagamento, lama ou coleção hídrica; fossa, esgoto, lixo ou entulho; atividade de risco ocupacional (coleta de lixo ou reciclagem, limpeza de córrego, trabalho em água ou esgoto, manejo de animais, agricultura em área alagada); vínculo com caso confirmado por critério laboratorial; residência ou trabalho em área de risco
Sinal ou sintoma: icterícia; aumento de bilirrubinas; sufusão conjuntival; fenômeno hemorrágico; sinais de insuficiência renal aguda
Malária na região extra-amazônica [4]:
Qualquer um:
Residência ou deslocamento para área com possibilidade de transmissão, de 8 a 30 dias antes dos primeiros sintomas, com febre, acompanhada ou não de cefaleia, calafrios, sudorese, cansaço, mialgia
Pessoa submetida a exame para malária durante investigação epidemiológica
Pode haver início dos sintomas mais de 30 dias após a exposição e transmissão não vetorial
Peste [5]:
Todos:
Quadro ganglionar (bubões ou adenite dolorosa) ou respiratório (tosse, dispneia, dor no peito, escarro mucossanguinolento), com febre
Um ou mais: calafrios, cefaleia, dores no corpo, fraqueza, anorexia, hipotensão e/ou pulso rápido ou irregular
Procedente de zona ativa de peste (1 a 10 dias)
Raiva humana [5]:
Quadro clínico sugestivo de encefalite, com ou sem antecedente de exposição ao vírus rábico
Doenças de transmissão hídrica e alimentar
Botulismo [6]:
Botulismo alimentar e por ferimentos: paralisia flácida aguda, simétrica e descendente, com nível de consciência preservado, e um ou mais: visão turva, diplopia, ptose palpebral, boca seca, disartria, disfagia, dispneia
Botulismo intestinal:
Menor de 1 ano: paralisia flácida aguda de evolução insidiosa e progressiva, com um ou mais: constipação, sucção fraca, disfagia, choro fraco, dificuldade de controle dos movimentos da cabeça
Adulto: quadro igual ao do botulismo alimentar, sem fonte provável de toxina botulínica (alimento contaminado, ferimento, uso de drogas)
Cólera [6]:
Área sem surto declarado, qualquer um:
Procedente de área com casos confirmados, com doença diarreica aguda até o 10º dia da chegada
Acima de 5 anos com diarreia súbita, líquida e abundante; desidratação grave, acidose e colapso circulatório reforçam a suspeita
Contato de caso suspeito ou confirmado com doença diarreica aguda em até 10 dias do contato, em qualquer idade, se o contato ocorreu até 20 dias do início dos sintomas do caso primário
Área com surto declarado: doença diarreica aguda com vínculo epidemiológico com caso suspeito ou confirmado, em qualquer idade
Portador assintomático não se registra no Sinan; em área sem surto declarado, informar o Ministério da Saúde
Febre tifoide [6]:
Febre persistente, acompanhada ou não de um ou mais: cefaleia, mal-estar geral, dor abdominal, anorexia, dissociação pulso-temperatura, constipação ou diarreia, tosse seca, roséolas tíficas, hepatoesplenomegalia
Doenças emergentes, febres hemorrágicas e disseminação intencional
Mpox [25]:
Qualquer idade, com início súbito de lesão em mucosa e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de mpox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo, inclusive genital, perianal e oral
E/ou proctite (dor anorretal, sangramento) e/ou edema peniano
Pode haver outros sinais e sintomas associados
Doença pelo vírus Ebola [16]:
Todos:
Permanência, residência ou viagem, nos 21 dias antes do início dos sintomas, em local com transmissão ativa reconhecido pela OMS, ou procedência de país com circulação do vírus quando não for possível definir os locais visitados
Febre e/ou calafrios, podendo haver diarreia, vômitos ou manifestações hemorrágicas (diarreia sanguinolenta, gengivorragia, enterorragia, sinais purpúricos, hematúria)
Febres hemorrágicas virais: arenavírus, Lassa e Marburg [26]:
Todos:
Critério clínico: doença de início agudo com febre > 38 °C e um ou mais: cefaleia intensa, dor muscular, exantema maculopapular eritematoso no tronco com descamação fina 3 a 4 dias após o início do exantema, vômito, diarreia, dor abdominal, sangramento não relacionado a lesão, trombocitopenia, faringite, proteinúria, dor torácica retroesternal
Critério epidemiológico, nas 3 semanas antes do início dos sintomas, qualquer um: contato com sangue ou outros fluidos de paciente com febre hemorrágica viral; residência ou viagem em área endêmica ou com transmissão ativa; trabalho em laboratório com amostras de febre hemorrágica viral; trabalho com morcegos, roedores ou primatas em área endêmica ou com transmissão ativa; exposição sexual ao sêmen de caso confirmado, agudo ou clinicamente recuperado
Febre purpúrica brasileira [27]:
Criança que teve ou está com conjuntivite e desenvolve quadro agudo de febre, com algum outro sinal de toxemia: palidez perioral, vômitos, dor abdominal, alteração do estado de consciência
Antraz pneumônico [28]:
Quadro sugestivo de antraz, sem evidência laboratorial nem vínculo epidemiológico
Forma inalatória: pródromo semelhante a doença respiratória viral, seguido de hipóxia, dispneia ou desconforto respiratório agudo, com cianose e choque; alargamento do mediastino ou derrame pleural à imagem são comuns
Antraz do soldador: pneumonia grave, que pode ser fatal, em soldadores e metalúrgicos; incluído na definição de caso atualizada em 2025 [29]
Tularemia [30]:
Suspeito por evidência laboratorial isolada ou por menção na declaração de óbito; à beira do leito, notificar com todos:
Quadro clínico, em geral com febre e sem etiologia mais provável, qualquer um: linfadenopatia regional com ou sem úlcera cutânea; conjuntivite com linfadenopatia de cabeça ou pescoço; linfadenopatia cervical com faringite, tonsilite ou estomatite; doença pulmonar (derrame pleural, adenopatia hilar, nódulo pulmonar, pneumonia); doença aguda sem sinais localizados, com febre e um ou mais sintomas inespecíficos (cefaleia, mialgia, fadiga, mal-estar, sintomas gastrointestinais); meningite, artrite séptica ou endocardite
Exposição nos 21 dias antes do início da doença, qualquer um: contato, inclusive por aerossol, com animal com detecção laboratorial de Francisella tularensis; manipulação de isolado de F. tularensis em laboratório; picada conhecida ou suspeita de carrapato ou mutuca (deerfly); contato com animal suspeito de tularemia, como em caça ou atendimento veterinário; atividade com potencial de aerossol (jardinagem, corte de grama, jato de alta pressão); consumo de material potencialmente contaminado; exposição compartilhada com caso confirmado ou provável; outra atividade ocupacional ou recreativa com possível exposição
Varíola:
Sem ocorrência conhecida de varíola, alto risco: todos [31]:
Pródromo febril 1 a 4 dias antes do exantema: febre ≥ 101 °F (38,3 °C) com um ou mais: prostração, cefaleia, lombalgia, calafrios, vômitos, dor abdominal intensa
Lesões clássicas: vesículas ou pústulas profundas, firmes ou endurecidas, arredondadas e bem delimitadas, que podem umbilicar ou confluir
Lesões no mesmo estágio de evolução em uma mesma área do corpo (por exemplo, todas vesículas ou todas pústulas na face, ou nos braços)
Após a ocorrência de evento: doença exantemática vesicular ou pustular, aguda e generalizada, com febre que precede o exantema em 1 a 4 dias [32]
Eventos
Evento supostamente atribuível à vacinação ou imunização (Esavi):
Definição: qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação, sem necessariamente relação causal com a vacina ou outro imunobiológico; pode ser sintoma, doença ou achado laboratorial anormal [33]
Notificar no e-SUS Notifica, qualquer um: Esavi grave, raro ou inusitado; erro de imunização (programático); surto de Esavi [6][5]
Esavi grave, qualquer um: requer hospitalização; risco de morte com necessidade de intervenção clínica imediata; disfunção significativa e/ou incapacidade permanente; anomalia congênita; óbito [33]
Evento de saúde pública:
Conferir em Evento de saúde pública e epizootias
Acidentes e violências
Acidente de trabalho [5]:
Evento súbito por causa não natural (acidentes e violências, CID-10 V01 a Y98) com possível relação com o trabalho, qualquer um:
No ambiente de trabalho ou durante o exercício do trabalho
A serviço do empregador ou representando os interesses dele (típico)
No percurso entre a residência e o trabalho (trajeto)
Que provoca lesão corporal ou perturbação funcional, podendo causar perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho, ou morte
Violência relacionada ao trabalho com trabalho infantil ou escravo, ou contra mulher, pessoa idosa, indígena, pessoa com deficiência ou população LGBT: notificar também na ficha de violência interpessoal/autoprovocada
Acidente por animal peçonhento [5]:
Evidências clínicas compatíveis com envenenamento, com ou sem identificação do animal causador
Notifica-se independentemente de soroterapia
Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva [5]:
Todo atendimento, com ou sem indicação de vacina ou soro, na Ficha de Investigação de Atendimento Antirrábico Humano
Violência sexual e tentativa de suicídio [5]:
Caso suspeito ou confirmado
Conferir em Violências
Como notificar
Quem notifica
Obrigados a notificar: médicos, outros profissionais de saúde e responsáveis pelos serviços públicos e privados que prestam assistência ao paciente [1]
Também comunicam à autoridade de saúde [1]:
Responsáveis por estabelecimentos educacionais e de cuidado coletivo
Serviços de hemoterapia, unidades laboratoriais e instituições de pesquisa
Qualquer cidadão que tenha conhecimento da ocorrência
Notificação imediata: cabe ao profissional ou serviço que prestou o primeiro atendimento [1]
Notificação negativa: comunicação semanal do responsável pelo estabelecimento, informando que na semana epidemiológica não houve nenhum agravo da lista [1]
Sigilo: as autoridades de saúde garantem o sigilo das informações pessoais da notificação [1]
Prazos e canais
Notificação imediata:
Comunicar, em até 24 horas, às esferas indicadas para o agravo, pelo meio mais rápido disponível [1]
SMS e SES: telefone, e-mail ou formulário divulgados por cada secretaria em endereço eletrônico oficial [1]
Ministério da Saúde, canais disponíveis 24 horas por dia [19][16][26]:
Ficha de Notificação Imediata de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública: https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=LEP79JHW97
E-mail: notifica@saude.gov.br
Telefone: 0800 644 6645 ou (61) 99662-9080
Arboviroses (febre amarela; febre do Oropouche em gestante, óbito fetal e anomalia congênita): comunicar também a arboviroses@saude.gov.br [20][18]
A comunicação imediata não substitui o registro: a notificação é também registrada no sistema de informação em saúde [1]
Notificação semanal: registro no sistema de informação e envio à SMS do local de atendimento em até 7 dias [1]
No Distrito Federal, à Secretaria de Saúde do Distrito Federal [1]
Fluxo da ficha
O profissional ou serviço que atende o caso preenche a ficha de notificação do agravo [1][4]
A ficha segue o fluxo estabelecido localmente, em geral pelo serviço de vigilância epidemiológica da unidade ou da SMS, que insere os dados no sistema de informação [5][1]
Sistemas e formulários
Sinan, na maior parte da lista: fichas e instrutivos em http://www.portalsinan.saude.gov.br/doencas-e-agravos [4]
Dengue e chikungunya: Sinan Online [4]
Zika: Sinan Net, Ficha de Notificação Individual/Conclusão [4]
e-SUS Sinan: doença falciforme (CID D57), infecção pelo HTLV, febre do Oropouche (CID A93.0), mpox (Ficha de Investigação Monkeypox) e esporotricose humana (CID B42) [10][7][17][21][8]
Acesso para notificar: https://esussinan.saude.gov.br [8]
Ficha individual de notificação/conclusão: http://plataforma.saude.gov.br/esussinan/ficha-individual-notificacao-conclusao-e-SUS-Sinan.pdf [8]
Manual de instruções: http://plataforma.saude.gov.br/esussinan/manual-instrucoes-esussinan-2ed.pdf [10][8]
Cadastro do profissional e fluxo das informações: alinhados com a equipe de vigilância local [8]
e-SUS Notifica, https://notifica.saude.gov.br: síndrome gripal por covid-19, Esavi, doença de Chagas crônica [6][5][4]
Sivep-Gripe: Srag hospitalizada e óbito por Srag [6]
Sivep-Malária: malária na região amazônica [4]
Região extra-amazônica: ficha do Sinan disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z-1/m/malaria [4]
Resp-Microcefalia, http://www.resp.saude.gov.br/microcefalia#/painel: síndrome congênita associada ao vírus Zika; febre do Oropouche em feto, óbito fetal e recém-nascido [4][18]
Formulários online do Ministério da Saúde:
SIM-A: https://redcap.link/sima_covid [14]
SIM-P: https://is.gd/simpcovid [15]
Doença de Creutzfeldt-Jakob: ficha específica à vigilância local e ao e-mail dcj@saude.gov.br, além do Sinan [11]
Declaração de Nascido Vivo (Sinasc): anomalias congênitas ao nascimento [6]
Declaração de Óbito (SIM), encaminhada à SMS: óbitos infantil e materno [6]
Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL): todos os exames para o vírus Oropouche, independentemente do resultado [17]
Instrumento de cada agravo: conferir a coluna "Onde registrar" em Lista Nacional de Notificação Compulsória
Violências
O que notificar [5]:
Caso suspeito ou confirmado, em todas as idades, de qualquer um: violência doméstica ou intrafamiliar, sexual, autoprovocada, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, tortura, violência por intervenção legal, violência homofóbica
Violência extrafamiliar ou comunitária: notificar apenas quando a vítima é criança, adolescente, mulher, pessoa idosa, pessoa com deficiência, indígena ou pessoa LGBT
Violência comunitária ou extrafamiliar contra homem adulto (20 a 59 anos), fora dessas condições: não se notifica
Notificação imediata à SMS, em até 24 horas [2][5]:
Violência sexual: para que contracepção de emergência, profilaxias (IST, HIV, hepatite B) e coleta de material biológico sejam feitas a tempo
Tentativa de suicídio: para vincular a pessoa de imediato à atenção psicossocial e à rede de proteção
Demais violências: notificação semanal [2]
Instrumento: Ficha de Notificação Individual de Violência Interpessoal/Autoprovocada, no Sinan [5]
Comunicação externa:
Violência interpessoal contra a mulher: a unidade de saúde comunica à autoridade policial em até 24 horas da constatação [1]
A unidade que fez a comunicação encaminha a ficha de comunicação à autoridade sanitária local [1]
Se a unidade não puder comunicar, a autoridade sanitária estadual comunica em até 24 horas após a consolidação semanal da base estadual do Sinan [1]
Crianças, adolescentes e pessoas idosas: comunicação conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Pessoa Idosa [1]
Pessoas com deficiência: seguir a comunicação externa prevista em lei [5]
Evento de saúde pública e epizootias
Evento de saúde pública (ESP): situação que pode constituir potencial ameaça à saúde pública [1]
Exemplos: surto ou epidemia; doença ou agravo de causa desconhecida; alteração no padrão clínico-epidemiológico de doença conhecida; epizootia; agravo decorrente de desastre ou acidente [1]
Considerar potencial de disseminação, magnitude, gravidade, severidade, transcendência e vulnerabilidade [1]
Notificação imediata ao MS, à SES e à SMS [2]
Surto de doenças de transmissão hídrica e alimentar que configure ESP: notificação imediata ao MS [6]
Doenças em animais de notificação imediata [1]:
Febre amarela, raiva, febre do Nilo Ocidental, peste, influenza
Outras arboviroses de importância em saúde pública: encefalomielites equinas do Oeste, do Leste e Venezuelana, Oropouche, Mayaro
Epizootias de notificação imediata [1]:
Morte de primatas não humanos
Morte ou adoecimento de cães e gatos com sintomatologia neurológica
Morte de aves silvestres
Morte ou adoecimento de equídeos com sintomatologia neurológica
Morte de canídeos silvestres
Morte de quirópteros em áreas urbanas
Morte de roedores silvestres em áreas de ocorrência de peste
Morte de animais silvestres sem causa conhecida
Quem comunica epizootia: qualquer cidadão e estabelecimentos públicos ou privados relacionados ao manejo de animais, além dos responsáveis por serviços de saúde [1]
Primata não humano: todo primata de qualquer espécie encontrado morto, inclusive ossada, ou doente, em qualquer local do território nacional, é notificado na Ficha de Notificação/Investigação de Epizootia [4]
Vigilância sentinela
Vigilância realizada em estabelecimentos de saúde estratégicos, com participação facultativa, segundo norma técnica da SVSA/MS [1]
Lista de doenças e agravos da estratégia sentinela [2]:
Doenças bacterianas de transmissão respiratória: doença invasiva por Haemophilus influenzae; doença pneumocócica invasiva
Vírus respiratórios: síndrome gripal
Doenças de transmissão hídrica e/ou alimentar: rotavírus; doença diarreica aguda; síndrome hemolítico-urêmica
Doenças sexualmente transmissíveis: síndrome do corrimento uretral masculino
Síndrome neurológica pós-infecção febril exantemática
Notificação restrita às unidades sentinela:
Síndrome gripal: caso isolado fora de unidade sentinela não se notifica, com ou sem fator de risco e mesmo com antiviral; exceção: síndrome gripal por covid-19 confirmada, da lista nacional [6][2]
Doença diarreica aguda: caso isolado notificado apenas quando atendido em unidade sentinela [6]
Rotavírus em menor de 5 anos: caso individual notificado apenas em unidade sentinela; suspeita de surto é notificada por qualquer unidade à SMS e no Sinan, como surto de doença de transmissão hídrica e alimentar [6]
Síndrome do corrimento uretral masculino: todo caso identificado em unidade sentinela, independentemente do agente [4]
Surtos:
Surto de síndrome gripal: notificação agregada no módulo de surto do Sinan (CID J06); casos que evoluem para Srag são notificados individualmente no Sivep-Gripe [6]
Agravos fora da Lista Nacional
Estados e municípios podem incluir outros problemas de saúde na sua lista: conferir a lista estadual e municipal do local de atendimento [3]
Não integram a lista nacional [6][4]:
Herpes-zóster
Coccidioidomicose, criptococose, histoplasmose, paracoccidioidomicose; a esporotricose humana integra a lista [2]
Geo-helmintíases
Tracoma
Oncocercose
Filariose linfática
Referências
[1] BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre os sistemas e os subsistemas do Sistema Único de Saúde. Anexo V: Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. Texto compilado. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0004_03_10_2017.html. Acesso em: 20 out. 2026.
[2] BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026. Altera o Anexo 1 do Anexo V à Portaria de Consolidação GM/MS nº 4, de 28 de setembro de 2017, para incluir a caxumba e a febre do oropouche, remover a covid-19 e alterar nomenclaturas e periodicidade de notificação de diversas doenças na Lista Nacional de Notificação Compulsória, e altera o Anexo XLIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017. Diário Oficial da União, 14 maio 2026, Seção 1, p. 1120. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-11.211-de-13-de-maio-de-2026-705371404. Acesso em: 20 out. 2026.
[3] BRASIL. Ministério da Saúde. Notificação Compulsória. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/notificacao-compulsoria. Acesso em: 20 out. 2026.
[4] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde: volume 2. 6. ed. rev. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/guia-de-vigilancia-em-saude-volume-2-6a-edicao/view. Acesso em: 20 out. 2026.
[5] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde: volume 3. 6. ed. rev. Brasília, 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_6edrev_v3.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[6] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde: volume 1. 6. ed. rev. Brasília, 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_6edrev_v1.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[7] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Técnica nº 12/2025-CGIST/DATHI/SVSA/MS. Critérios de definição de caso para a notificação compulsória da infecção pelo HTLV, da infecção pelo HTLV em gestante, parturiente ou puérpera e da criança exposta ao risco de transmissão vertical do HTLV. Brasília, 2025. Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/documents/d/saude/nota_tecnica_n__12_2025_cgist_htlv-pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[8] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Técnica nº 20/2025-CGTM/DATHI/SVSA/MS. Atualizações para a vigilância e notificação da esporotricose humana no âmbito nacional. Brasília, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-tecnicas/2026/nota-tecnica-no-20_2025-cgtm_dathi_svsa_ms.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[9] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Técnica nº 6/2024-CGARB/DEDT/SVSA/MS. Orientações para a vigilância da febre do Oropouche. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-6-2024-cgarb-dedt-svsa-ms. Acesso em: 20 out. 2026.
[10] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Técnica nº 2/2025-SVSA/MS. Orientações para a notificação compulsória da doença falciforme. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/doenca-falciforme/notas-tecnicas/nota-tecnica-no-2-2025-svsa-ms. Acesso em: 20 out. 2026.
[11] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo de notificação e investigação da doença de Creutzfeldt-Jakob com foco na identificação da nova variante. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doenca-de-creutzfeldt-jakob/protocolo_notificacao_investigacao_doenca_creutzfeldt_jakob.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[12] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Nota Informativa nº 94/2019-DSASTE/SVS/MS. Orientação sobre as novas definições dos agravos e doenças relacionados ao trabalho do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Brasília, 2019. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/osat/wp-content/uploads/sites/72/2019/09/Nota_Informativa-Nº-94-2019-MS.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[13] ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Saúde. Nota Técnica SESA/SSVS/GEVS/NEVISAT nº 02/2024. Orienta a notificação do distúrbio de voz relacionado ao trabalho no estado do Espírito Santo. Vitória, 2024. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Media/sesa/CEREST/Nota_Técnica_nº_02_-_Distúrbio_de_Voz.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[14] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Nota Técnica nº 38/2022-DEIDT/SVS/MS. Atualizações acerca da notificação da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Adultos (SIM-A) associada à covid-19. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.cosemssc.org.br/wp-content/uploads/2022/04/SEI_MS-0025997742-Nota-Tecnica.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[15] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Nota Técnica nº 1020/2021-CGPNI/DEIDT/SVS/MS. Atualizações acerca das notificações da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à covid-19. Brasília, 2021. Disponível em: https://capital.sp.gov.br/documents/d/saude/sim-p-nota-tecnica-no-1020-2021-cgpni-deidt-svs-ms-pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[16] BRASIL. Ministério da Saúde. Ebola. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/ebola. Acesso em: 20 out. 2026.
[17] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Técnica nº 117/2024-CGARB/DEDT/SVSA/MS. Atualização das orientações para a vigilância do Oropouche. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.saude.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Nota-Tecnica-No-117-2024-Atualizacao-das-orientacoes-para-a-vigilancia-do-Oropouche.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[18] BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 135/2024-SVSA/SAPS/SAES/MS. Orientações para notificação e investigação de casos suspeitos de Oropouche em gestantes, anomalias congênitas ou óbitos fetais. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-conjunta-no-135-2024-svsa-saps-saes-ms. Acesso em: 20 out. 2026.
[19] BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de contingência nacional para monkeypox: Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública. Versão 2. Brasília, 12 set. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/monkeypox/plano-de-contingencia/plano-de-contingencia. Acesso em: 20 out. 2026.
[20] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Informativa nº 16/2025-CGARB/DEDT/SVSA/MS. Classificação de áreas para intensificação das ações de vigilância e controle de febre amarela na sazonalidade 2025/2026. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.saude.mg.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/Nota-Informativa-no-16-2025-CGARB-DEDT-SVSA-MS.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[21] BRASIL. Ministério da Saúde. Portal de Dados Abertos do SUS. e-SUS Sinan/Mpox. Disponível em: https://dadosabertos.saude.gov.br/dataset/mpox. Acesso em: 20 out. 2026.
[22] DAMASCENO, Ana Carolina. Após divergência em portaria, MS confirma notificação semanal da caxumba. Estratégia MED, 13 ago. 2026. Disponível em: https://med.estrategia.com/portal/noticias/ministerio-da-saude-reconhece-erro-em-portaria-sobre-notificacao-de-caxumba/. Acesso em: 21 out. 2026.
[23] BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 234/2026-CGVDI/DPNI/SVSA/MS. Alerta para intensificação das ações e sensibilização dos serviços de saúde quanto à identificação de casos suspeitos de sarampo. Brasília, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2026/nota-tecnica-conjunta-no-324-2026-cgvdi-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 21 out. 2026.
[24] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Informe nº 46: vigilância da influenza aviária. Brasília, 7 abr. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/influenza-aviaria/informes-tecnicos/informe-no-46-influenza-aviaria.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
[25] BRASIL. Ministério da Saúde. Mpox: definição de caso. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/mpox/definicao-de-caso. Acesso em: 20 out. 2026.
[26] AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Nota Técnica nº 26/2026/SEI/COVIG/GGPAF/DIRE5/ANVISA. Febres hemorrágicas virais. Brasília, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/vigilancia-epidemiologica/alertas-epidemiologicos/vigentes/nota-tecnica-no-26-2026-febres-hemorragicas-virais. Acesso em: 20 out. 2026.
[27] SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac". Manual de vigilância epidemiológica: tracoma, conjuntivites e febre purpúrica brasileira: normas e instruções. São Paulo: CCD/SES-SP, 2023.
[28] CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. National Notifiable Diseases Surveillance System. Anthrax (Bacillus anthracis): 2010 case definition. Disponível em: http://wwwn.cdc.gov/NNDSS/script/casedef.aspx?CondYrID=609. Acesso em: 20 out. 2026.
[29] CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Anthrax case definition, reporting, and surveillance. Atualizado em 4 fev. 2026. Disponível em: https://www.cdc.gov/anthrax/php/surveillance/index.html. Acesso em: 20 out. 2026.
[30] CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. National Notifiable Diseases Surveillance System. Tularemia (Francisella tularensis): 2026 case definition. Disponível em: https://ndc.services.cdc.gov/case-definitions/tularemia/. Acesso em: 20 out. 2026.
[31] CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Smallpox: diagnosis and evaluation. Atualizado em 25 out. 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/smallpox/hcp/diagnosis-testing/. Acesso em: 20 out. 2026.
[32] CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. National Notifiable Diseases Surveillance System. Smallpox/Variola: 2004 case definition. Disponível em: https://ndc.services.cdc.gov/case-definitions/smallpox-2004/. Acesso em: 20 out. 2026.
[33] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação. 4. ed. Brasília, 2020. Disponível em: https://sbim.org.br/images/files/manual-vigilancia-epidemiologica-eventos-vacinacao-4ed.pdf. Acesso em: 20 out. 2026.
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