Oseltamivir

Nomes comerciais:

  • Tamiflu® (Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.)

Apresentações:

  • Cápsulas de 30 mg, 45 mg e 75 mg, em embalagem com 10 cápsulas [1]
  • Observação: a suspensão oral de oseltamivir não está disponível comercialmente no Brasil. Quando necessária, deve ser preparada de forma extemporânea a partir das cápsulas, conforme protocolos específicos [4]

Posologia:

  • Adultos e adolescentes (≥13 anos): [1]

    • Tratamento:
      • 75 mg, 2 vezes ao dia, por 5 dias
      • Iniciar preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas
      • Pacientes imunocomprometidos: mesma dose, por 10 dias (em vez de 5 dias)
    • Profilaxia pós-exposição:
      • 75 mg, 1 vez ao dia, por 10 dias
      • Iniciar em até 48 horas após exposição ao caso índice
    • Profilaxia em surto comunitário:
      • 75 mg, 1 vez ao dia, por até 6 semanas [1]; em pacientes imunocomprometidos, pode ser estendida por até 12 semanas [2]
    • Idosos: sem necessidade de ajuste de dose [1]
  • Pediátrico (1 a 12 anos): [1]

    • Tratamento, 2 vezes ao dia, por 5 dias (por faixa de peso):
      • Até 15 kg: 30 mg
      • De 15,1 a 23 kg: 45 mg
      • De 23,1 a 40 kg: 60 mg
      • Acima de 40 kg: 75 mg (dose adulto)
    • Profilaxia, 1 vez ao dia, por 10 dias (por faixa de peso):
      • Até 15 kg: 30 mg
      • De 15,1 a 23 kg: 45 mg
      • De 23,1 a 40 kg: 60 mg
      • Acima de 40 kg: 75 mg (dose adulto)
      • Duração pode ser estendida em surto comunitário (até 6 semanas) ou conforme orientação médica [1]
  • Pediátrico (<1 ano):
    • A bula ANVISA [1] informa que a segurança e a eficácia em crianças abaixo de 1 ano ainda não foram estabelecidas, não recomendando o uso nessa faixa etária. Contudo, a bula do FDA [2] aprova o uso para tratamento a partir de 2 semanas de vida (3 mg/kg, 2 vezes ao dia, por 5 dias). O Protocolo de Tratamento da Influenza do Ministério da Saúde (2017), referenciado na Nota Técnica COE Saúde Nº 96/2023 [4], fornece as seguintes doses específicas:
    • Tratamento (crianças a termo): [4]

      • 0 a 8 meses: 3 mg/kg por dose, 2 vezes ao dia, por 5 dias
      • 9 a 11 meses: 3,5 mg/kg por dose, 2 vezes ao dia, por 5 dias
    • Tratamento (prematuros): [4]

      • PMA (idade pós-menstrual) abaixo de 28 semanas: consultar especialista em doenças infecciosas pediátricas
      • PMA de 28 a 37 semanas e 6 dias: 1 mg/kg por dose, 2 vezes ao dia, por 5 dias
      • PMA de 38 a 40 semanas e 0 dias: 1,5 mg/kg por dose, 2 vezes ao dia, por 5 dias
      • PMA acima de 40 semanas até 8 meses de idade cronológica: 3 mg/kg por dose, 2 vezes ao dia, por 5 dias
    • Profilaxia (<1 ano): [4]

      • 0 a 3 meses: não recomendada, exceto em situações críticas
      • 4 a 5 meses: 17 mg, 1 vez ao dia
      • 6 a 11 meses: 24 mg, 1 vez ao dia
  • Administração:

    • Via oral, com ou sem alimento; a ingestão junto às refeições pode melhorar a tolerabilidade [1]
    • Em casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), iniciar o tratamento imediatamente após a suspeita clínica, sem aguardar confirmação laboratorial [4]
    • Para pacientes que não conseguem deglutir cápsulas, abrir a cápsula e misturar o conteúdo a, no máximo, 1 colher de chá de alimento adocicado (calda de chocolate, mel apenas para crianças com 2 anos ou mais, açúcar mascavo ou refinado dissolvido em água, calda de frutas, iogurte ou leite condensado); administrar imediatamente após o preparo [1]
    • Preparo de suspensão oral extemporânea (SOE) com água para doses intermediárias ou fracionadas:[3][4]
      • 1 cápsula de 30 mg diluída em 5 mL de água: concentração de 6 mg/mL
      • 1 cápsula de 45 mg diluída em 5 mL de água: concentração de 9 mg/mL
      • 1 cápsula de 75 mg diluída em 5 mL de água: concentração de 15 mg/mL
      • Misturar com colher limpa por aproximadamente 2 minutos; o pó branco residual não dissolvido é excipiente inerte e não precisa ser removido
      • Aspirar com seringa graduada o volume correspondente à dose prescrita; administrar imediatamente após o preparo; descartar o restante
    • Para obter a dose de 75 mg quando disponíveis apenas cápsulas de 30 mg: administrar 2 cápsulas inteiras de 30 mg acrescidas de 5 mL da SOE preparada pela diluição de 1 cápsula de 30 mg em 10 mL de água (aspirar 5 mL da solução resultante) [3]
    • Dose esquecida: tomar assim que lembrar; caso restem 2 horas ou menos para a próxima dose, não tomar a dose esquecida e retomar o horário habitual; não tomar 2 doses ao mesmo tempo [2]

Ajuste para Insuficiência Renal:

  • Adulto:

    • Tratamento: [1]
      • ClCr acima de 60 mL/min: sem ajuste de dose
      • ClCr de 30 a 60 mL/min: 30 mg, 2 vezes ao dia, por 5 dias
      • ClCr de 10 a 30 mL/min: 30 mg, 1 vez ao dia, por 5 dias
      • Hemodiálise (DRTE, ≤10 mL/min): 30 mg antes do início da diálise; em seguida, 30 mg após cada sessão de hemodiálise (duração total não superior a 5 dias) [1][2]
      • CAPD (diálise peritoneal ambulatorial contínua, ≤10 mL/min): a bula ANVISA [1] recomenda 30 mg antes do início da diálise, seguido de 30 mg adicionais a cada 5 dias; a bula FDA [2] recomenda uma dose única de 30 mg imediatamente, com base em dados farmacocinéticos que demonstram exposição comparável à obtida com o regime habitual
      • Doença renal terminal sem diálise (ClCr abaixo de 10 mL/min): a farmacocinética não foi estudada nessa população; uso não recomendado [1][2]
    • Profilaxia: [1]
      • ClCr acima de 60 mL/min: sem ajuste de dose
      • ClCr de 30 a 60 mL/min: 30 mg, 1 vez ao dia
      • ClCr de 10 a 30 mL/min: 30 mg em dias alternados
      • Hemodiálise (≤10 mL/min): 30 mg antes do início da diálise; em seguida, 30 mg após cada sessão alternada de hemodiálise, pelo período recomendado de profilaxia [1][2]
      • CAPD (≤10 mL/min): 30 mg antes do início da diálise; em seguida, 30 mg uma vez por semana [1][2]
      • Doença renal terminal sem diálise (ClCr abaixo de 10 mL/min): não recomendado [1][2]
  • Pediátrico:

    • Os dados clínicos disponíveis em pacientes pediátricos com comprometimento renal são insuficientes para recomendação de dose específica para esse grupo. [1]

Ajuste para Insuficiência Hepática:

  • Adulto:

    • Leve a moderada: sem necessidade de ajuste de dose para tratamento ou profilaxia [1][2]
    • Grave: a segurança e a farmacocinética não foram estudadas nessa população; as fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre esse tópico [1][2]
  • Pediátrico:

    • As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre ajuste de dose em pacientes pediátricos com insuficiência hepática.

Classe:

  • Antiviral; inibidor de neuraminidase do vírus influenza (NAI)

Farmacologia:

  • Mecanismo de ação: [1][2]

    • O fosfato de oseltamivir é um pró-fármaco convertido extensivamente, pelas esterases intestinais e hepáticas, ao metabólito ativo, o carboxilato de oseltamivir (OC)
    • O OC inibe de forma potente e seletiva as neuraminidases dos vírus influenza A e B, glicoproteínas de superfície do vírion essenciais para a liberação de novas partículas virais das células infectadas e para a disseminação viral no organismo; o bloqueio dessas enzimas limita a propagação do vírus e reduz a duração e a gravidade da infecção
  • Farmacocinética: [1][2]

    • Absorção: rápida; concentrações plasmáticas do OC detectáveis em 30 minutos e com pico (Cmax) em 2 a 3 horas. Pelo menos 75% da dose oral atinge a circulação sistêmica como OC; menos de 5% como pró-fármaco. A coadministração com alimentos não afeta a biodisponibilidade do metabólito ativo
    • Distribuição: volume de distribuição do OC de aproximadamente 23 litros. Ligação proteica do OC: ~3%(desprezível); pró-fármaco: 42%; ambas insuficientes para causar interações por deslocamento proteico
    • Metabolismo: conversão do pró-fármaco pelas esterases predominantemente hepáticas; o OC não sofre metabolismo adicional. Nenhum dos dois compostos é substrato ou inibidor das isoformas do citocromo P450 (CYP450) ou da glucuroniltransferase, tornando interações metabólicas por essa via improváveis
    • Meia-vida: pró-fármaco: 1 a 3 horas; OC (metabólito ativo): 6 a 10 horas
    • Eliminação: o OC é eliminado quase integralmente por excreção renal (>99%); a depuração renal (18,8 L/h) excede a taxa de filtração glomerular (7,5 L/h), indicando secreção tubular aniônica ativa adicional; menos de 20% da dose é eliminada nas fezes
    • Idosos: exposição ao OC em estado de equilíbrio 25 a 35% superior à de adultos jovens, sem alteração significativa da meia-vida; ajuste de dose não necessário
    • Gestantes: exposição ao OC reduzida em ~30% em comparação a mulheres não grávidas, porém mantendo-se acima das concentrações inibitórias para as cepas circulantes; ajuste de dose não recomendado
    • Crianças: a depuração renal é inversamente proporcional à idade; crianças mais jovens eliminam o fármaco mais rapidamente, resultando em menor exposição para uma mesma dose mg/kg, o que justifica o ajuste posológico por peso

Tipo de Receita:

  • Receituário simples. O fosfato de oseltamivir não consta em nenhuma das listas de substâncias sujeitas a controle especial da Portaria SVS/MS nº 344/1998 nem no Anexo I da RDC nº 20/2011 (antimicrobianos), sendo dispensado mediante receituário simples.

Indicações:

  • Conforme bula ANVISA: [1]

    • Tratamento da gripe (influenza A e B) em adultos e crianças com idade superior a 1 ano, com sintomas há no máximo 48 horas
    • Profilaxia da gripe (influenza A e B) em adultos e crianças com idade superior a 1 ano
    • Não substitui a vacinação anual contra influenza
  • Grupos com indicação prioritária de tratamento na Síndrome Gripal (SG) com fatores de risco para complicações, conforme Nota Técnica COE Saúde Nº 96/2023: [4]

    • Adultos com 60 anos ou mais
    • Gestantes em qualquer idade gestacional; puérperas até duas semanas após o parto (inclusive após aborto ou perda fetal)
    • Crianças abaixo de 5 anos (maior risco de hospitalização abaixo de 2 anos; maior mortalidade abaixo de 6 meses)
    • População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso
    • Indivíduos abaixo de 19 anos em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de Síndrome de Reye)
    • Portadores de: pneumopatias (inclusive asma), tuberculose, cardiopatias (exceto hipertensão arterial sistêmica isolada), nefropatias, hepatopatias, hemoglobinopatias, distúrbios metabólicos (inclusive diabetes mellitus), doenças neurológicas e do desenvolvimento que comprometam a função respiratória ou aumentem o risco de aspiração, imunossupressão (medicamentosa, neoplásica ou por HIV), obesidade (IMC ≥40 em adultos)
  • Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): [4]

    • Todos os casos, independentemente da presença de fatores de risco; tratamento deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica, sem aguardar confirmação laboratorial

Contraindicações: [1][2]

  • Hipersensibilidade conhecida ao fosfato de oseltamivir ou a qualquer componente do produto
  • Reações alérgicas graves documentadas incluem anafilaxia e reações cutâneas graves, como síndrome de Stevens-Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (TEN) e eritema multiforme [2]
  • Não recomendado em pacientes com doença renal terminal (ClCr abaixo de 10 mL/min) sem diálise [2]

Efeitos Adversos:

  • Comuns (≥1%, incidência ≥1% superior ao placebo): [1][2]

    • Estudos de tratamento (adultos e adolescentes):
      • Náusea: 10%
      • Vômito: 8%
      • Cefaleia: 2%
    • Estudos de profilaxia (adultos e adolescentes):
      • Cefaleia: 17%
      • Náusea: 8%
      • Dor: 4%
      • Vômito: 2%
    • Pediátrico (tratamento e profilaxia):
      • Vômito é a reação adversa mais frequente (16% no tratamento; 8% na profilaxia)
      • A maioria das reações é transitória, ocorre no primeiro ou segundo dia e se resolve espontaneamente em 1 a 2 dias
  • Raros/pós-comercialização (frequência não estabelecida): [1][2]

    • Cutâneas e hipersensibilidade: SJS, TEN, eritema multiforme, dermatite, rash, urticária, eczema, reações anafiláticas e anafilactoides, edema facial
    • Neuropsiquiátricos: convulsões, delírio, alucinações, confusão mental, comportamento anormal, agitação, ansiedade, pesadelos; observados predominantemente em crianças e adolescentes; em raros casos, levaram a danos acidentais; a relação causal com o oseltamivir não foi estabelecida, pois esses eventos também ocorrem em pacientes gripados que não utilizaram o fármaco
    • Hepáticos: hepatite, elevação de enzimas hepáticas
    • Gastrintestinais: sangramentos gastrintestinais, colite hemorrágica
    • Cardíacos: arritmia [2]
    • Metabólicos: agravamento do diabetes [2]

Interações Medicamentosas: [1][2]

  • Probenecida: aumenta em aproximadamente 2 vezes a exposição ao OC, por inibição da secreção tubular aniônica renal; não há necessidade de ajuste de dose, dada a ampla margem de segurança do metabólito ativo
  • Vacina de influenza viva atenuada intranasal (LAIV): evitar administração de LAIV em até 2 semanas antes ou 48 horas após o uso de oseltamivir, salvo indicação médica; o oseltamivir pode inibir a replicação do vírus vacinal vivo, reduzindo a eficácia da vacina [2]
  • Vacina de influenza inativada: pode ser administrada em qualquer momento em relação ao uso de oseltamivir, sem interação [2]
  • Cautela com fármacos de margem terapêutica estreita eliminados por secreção tubular renal aniônica:exemplos incluem clorpropamida, metotrexato e fenilbutazona [1]
  • Sem interações clinicamente significativas com: amoxicilina, paracetamol, ácido acetilsalicílico, cimetidina, antiácidos (hidróxido de magnésio e alumínio, carbonato de cálcio), varfarina, rimantadina, amantadina e anticoncepcionais orais [1][2]

Gestação:

  • Anvisa: [1]

    • Categoria B
    • Estudos em animais (ratos e coelhos) não demonstraram efeito teratogênico; a exposição fetal correspondeu a ~15-20% da exposição materna
    • Grande volume de dados pós-comercialização (mais de 1.000 exposições no primeiro trimestre) e estudos observacionais não indicam efeito nocivo direto ou indireto sobre a gravidez, o desenvolvimento embrionário, fetal ou pós-natal
    • A análise farmacocinética evidencia exposição ~30% menor ao OC em gestantes, porém mantendo-se em nível terapêutico; ajuste de dose não recomendado para tratamento ou profilaxia
    • O uso seguro durante trabalho de parto e parto não foi estabelecido
    • O uso pode ser considerado após avaliação individualizada de benefício-risco, considerando a patogenicidade do vírus circulante e a condição clínica da paciente
  • FDA: [2]

    • Não há estudos clínicos controlados em gestantes. Dados epidemiológicos prospectivos e retrospectivos de mais de 5.000 mulheres expostas (mais de 1.000 no primeiro trimestre) não indicam aumento na taxa de malformações congênitas, embora estudos individuais apresentem limitações de tamanho amostral. Em estudos em animais, malformações esqueléticas menores foram observadas apenas em doses maternalmente tóxicas. Gestantes apresentam maior risco de complicações graves da influenza, incluindo morte materna, natimortos, parto prematuro e baixo peso ao nascer. A menor exposição ao OC em gestantes é considerada suficiente para atividade contra cepas suscetíveis; ajuste de dose não recomendado.

Lactação:

  • Anvisa: [1]

    • Oseltamivir e seu metabólito ativo são excretados no leite materno em níveis baixos (estimados em 0,01 mg/dia e 0,3 mg/dia, respectivamente), resultando em doses subterafêuticas para o lactente
    • Uso criterioso durante a amamentação ou na doação de leite humano; a decisão deve ser individualizada com acompanhamento médico
  • FDA: [2]

    • Dados publicados confirmam a presença de oseltamivir e OC no leite humano em concentrações baixas, consideradas improváveis de causar toxicidade no lactente. Não há relatos pós-comercialização de efeitos adversos graves em lactentes expostos pelo leite materno. Desconhece-se se o oseltamivir afeta a produção de leite. Os benefícios da amamentação devem ser ponderados em relação à necessidade clínica materna e aos potenciais riscos para o lactente.

Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral:

  • As bulas consultadas não dispõem de orientações específicas sobre administração por sonda nasogástrica ou nasoenteral. Com base nos dados disponíveis em fontes técnico-científicas, a administração por essa via é factível e clinicamente praticada, conforme as seguintes considerações:
    • O princípio ativo dissolve-se em água quando o conteúdo da cápsula é vertido sobre o veículo aquoso, conforme descrito nos protocolos de preparo de suspensão oral extemporânea [3][4]
    • Estudo clínico publicado em 2008 (Taylor WRJ et al., PLoS ONE) demonstrou absorção adequada do oseltamivir administrado por sonda nasogástrica em pacientes adultos com influenza grave (H5N1) sob ventilação mecânica; o método utilizado consistiu em dissolver o conteúdo da cápsula em 20 mL de água, instilá-lo pela sonda e realizar flush com 10 mL de água estéril [5]
    • O pó branco residual não dissolvido corresponde ao excipiente inerte e não precisa ser removido antes da administração [3][4]
    • Recomenda-se administrar a suspensão imediatamente após o preparo e realizar flush com água após a instilação, a fim de garantir a entrega completa da dose e prevenir obstrução da sonda

Fontes:

[1] Bula do Profissional de Saúde. Tamiflu® (fosfato de oseltamivir). Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Aprovada em 24/10/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/ 

[2] U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. Oseltamivir Phosphate Capsules. Revised: 01/2026. Available at: https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search 

[3] Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Modelo de filipeta – Uso de Oseltamivir 30 mg + 5 mL da suspensão oral extemporânea (dose 75 mg) – versão 2. São Paulo: SMS-SP, s.d.

[4] Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE Saúde). Nota Técnica COE Saúde Nº 96. Uso do Fosfato de Oseltamivir no Tratamento da Influenza em Crianças na Bahia. 25 de junho de 2023.

[5] Taylor WRJ, et al. Oseltamivir Is Adequately Absorbed Following Nasogastric Administration to Adult Patients with Severe H5N1 Influenza. PLoS ONE. 2008;3(10):e3410. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2565445/