Sinvastatina
Nomes comerciais:
- Zocor® (medicamento de referência, MSD), Clinfar® (medicamento similar intercambiável, Merck S/A), Sinvalip®, Vaslip®, Sinvastacor®.
Apresentações:
- Comprimidos revestidos de 10 mg, 20 mg e 40 mg [1]
- Zocor® e Clinfar® disponíveis nas três apresentações, em embalagens com 30 comprimidos
- Genéricos igualmente disponíveis em 10 mg, 20 mg e 40 mg, conforme padronização pelo Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF/SUS)
- Nota: a bula americana (FDA) descreve apresentações adicionais de 5 mg e 80 mg, não disponíveis nas bulas brasileiras vigentes [2]
Posologia:
-
Adultos: [1]
- Prevenção de doença cardiovascular (pacientes com alto risco coronariano, com ou sem hiperlipidemia):
- Dose usual: 20 a 40 mg/dia em dose única à noite
- O tratamento pode ser iniciado simultaneamente à dieta e à prática de exercícios
- Hipercolesterolemia primária ou hiperlipidemia combinada:
- Dose habitual: 10 a 20 mg/dia em dose única à noite
- Para pacientes que necessitem de redução de LDL-C superior a 45%: iniciar com 20 a 40 mg/dia
- Hipercolesterolemia leve a moderada: iniciar com 10 mg/dia
- Hipercolesterolemia familiar homozigótica (HoFH):
- Dose recomendada: 40 mg/dia à noite, como adjuvante a outros tratamentos hipolipemiantes (ex.: aférese de LDL)
- Dose máxima recomendada no Brasil: 40 mg/dia [1]
- Ajustes de dose, quando necessários, devem ser realizados com intervalos não inferiores a 4 semanas [1]
- Para ajustes posológicos devidos a interações medicamentosas, ver seção específica [1][2]
- Prevenção de doença cardiovascular (pacientes com alto risco coronariano, com ou sem hiperlipidemia):
-
Pediátrico:
- A bula brasileira (Clinfar®) classifica este medicamento como "USO ADULTO", indicando que a segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas e que o uso pediátrico não é recomendado [1]
- O label do FDA, por sua vez, aprova o uso em pacientes pediátricos a partir de 10 anos com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HeFH), na dose de 10 a 40 mg/dia em dose única à noite [2]
-
Administração:
- Via oral, em dose única diária, à noite [1][2]
- O comprimido não deve ser partido nem mastigado [1]
- A administração com refeição com baixo teor de gordura não interfere no perfil plasmático do medicamento [1]
- Dose esquecida: Tomar o quanto antes ao lembrar. Caso seja próximo do horário da próxima dose, esta deve ser omitida, retornando ao esquema habitual. Não duplicar a dose [2]
Ajuste para Insuficiência Renal:
-
Adulto:
- Insuficiência renal leve a moderada: não são necessários ajustes posológicos [1][2]
- Insuficiência renal grave:
- ANVISA (Clinfar®): Para pacientes com depuração de creatinina inferior a 30 mL/min, deve-se avaliar cuidadosamente o uso de doses superiores a 10 mg/dia; se absolutamente necessárias, devem ser administradas com cautela [1]
- FDA: Para pacientes com insuficiência renal grave (ClCr < 30 mL/min), a dose inicial recomendada é de 5 mg/dia. Nesses pacientes, recomenda-se utilizar outro produto de sinvastatina (apresentação de 5 mg) para o início do tratamento [2]
- Todos os pacientes com insuficiência renal devem ser monitorados para o desenvolvimento de miopatia [1][2]
-
Pediátrico:
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre este tópico.
Ajuste para Insuficiência Hepática:
-
Adulto:
- A sinvastatina é contraindicada em pacientes com doença hepática ativa ou aumentos persistentes e inexplicados das transaminases séricas [1]
- O label do FDA especifica a contraindicação em insuficiência hepática aguda ou cirrose descompensada [2]
- Pacientes que consumam quantidades substanciais de álcool e/ou apresentem histórico de doença hepática devem ser tratados com cautela [1][2]
- Recomenda-se solicitar testes de função hepática antes de iniciar o tratamento e, posteriormente, quando clinicamente indicado [1][2]
- Se ocorrer lesão hepática grave com sintomas clínicos e/ou hiperbilirrubinemia ou icterícia durante o tratamento, a sinvastatina deve ser descontinuada imediatamente [1][2]
-
Pediátrico:
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre este tópico.
Classe:
- Inibidor da HMG-CoA redutase (estatina). Hipolipemiante. [1][2]
Farmacologia:
-
Mecanismo de ação: [1][2]
- A sinvastatina é um pró-fármaco (lactona inativa) que é hidrolisado in vivo ao seu metabólito ativo, o β-hidroxiácido (sinvastatina ácida). Esse metabólito é um inibidor específico da HMG-CoA redutase (3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A redutase), enzima que catalisa a etapa inicial e limitante da biossíntese do colesterol (conversão de HMG-CoA em mevalonato)
- A inibição desta enzima acelera a expressão de receptores de LDL, aumentando a captação de LDL-C do sangue pelo fígado, com consequente redução do LDL-C plasmático e do colesterol total
- Além disso, reduz os níveis de VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade) e triglicérides e eleva o HDL-C
-
Farmacodinâmica: [1][2]
- Respostas acentuadas são observadas em cerca de 2 semanas de tratamento
- A redução máxima do LDL-C é geralmente atingida em 4 a 6 semanas e mantida com o tratamento contínuo
- Com a interrupção do tratamento, os níveis de colesterol e lipídeos retornam aos valores anteriores
-
Farmacocinética: [1][2]
- Absorção: Biodisponibilidade sistêmica do β-hidroxiácido inferior a 5%, em decorrência de ampla extração hepática de primeira passagem. O fígado é o principal sítio de ação
- Concentração máxima: Atingida em 1,3 a 2,4 horas após a dose
- Distribuição: Sinvastatina e β-hidroxiácido ligam-se a proteínas plasmáticas em aproximadamente 95%. Não há acúmulo com doses múltiplas
- Metabolismo: A sinvastatina é metabolizada pela CYP3A4 (isoenzima do citocromo P450 3A4). A hidrólise ocorre predominantemente no fígado
- Substratos de transportadores: A sinvastatina ácida é substrato da proteína transportadora OATP1B1(transportador de ânion orgânico). A sinvastatina também é substrato do transportador de efluxo BCRP(Breast Cancer Resistance Protein, proteína resistente ao câncer de mama)
- Eliminação: Após dose oral, aproximadamente 13% da radioatividade é excretada na urina e 60% nas fezes em 96 horas. Meia-vida do β-hidroxiácido (via intravenosa): aproximadamente 1,9 hora
- Alimentos: A administração concomitante com refeição com baixo teor de gordura não interfere no perfil plasmático dos inibidores
- Pacientes idosos (70 a 78 anos): Os níveis plasmáticos médios dos inibidores totais são aproximadamente 45% mais elevados em comparação com adultos jovens (18 a 30 anos)
Tipo de Receita:
- Receituário simples (tarja vermelha): a sinvastatina, em todas as suas apresentações disponíveis no Brasil (10 mg, 20 mg e 40 mg), requer prescrição médica comum, conforme indicado na bula ("VENDA SOB PRESCRIÇÃO") [1]. Não se enquadra nas categorias de controle especial da Portaria SVS/MS nº 344/98 e suas atualizações.
Indicações:
-
Pacientes com alto risco de doença coronariana ou com doença coronariana estabelecida (com ou sem hiperlipidemia, incluindo pacientes com diabetes, AVC prévio ou doença vascular cerebral, doença vascular periférica ou doença coronariana): [1]
- Reduzir o risco de mortalidade total por meio da redução das mortes por doença coronariana
- Reduzir o risco dos eventos vasculares maiores (composto de infarto não fatal, morte coronariana, AVC ou procedimentos de revascularização)
- Reduzir o risco de eventos coronarianos maiores
- Reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC)
- Reduzir a necessidade de procedimentos de revascularização miocárdica (incluindo bypass e angioplastia) e revascularização periférica
- Reduzir o risco de hospitalização por angina
- Em pacientes diabéticos: reduzir o risco de complicações periféricas macrovasculares (procedimentos de revascularização periférica, amputações de membros inferiores ou úlceras nas pernas)
- Em pacientes hipercolesterolêmicos com DAC: retardar a progressão da aterosclerose coronariana
-
Hiperlipidemia: [1]
- Adjuvante à dieta para redução de colesterol total, LDL-C, apolipoproteína B e triglicérides, e aumento do HDL-C, em pacientes com:
- Hipercolesterolemia primária (tipo IIa de Fredrickson), incluindo hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HeFH)
- Hiperlipidemia combinada/mista (tipo IIb de Fredrickson)
- Quando a dieta e medidas não farmacológicas forem insuficientes
- Adjuvante à dieta e a outros tratamentos hipolipemiantes (ex.: aférese de LDL) para redução do LDL-C em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica (HoFH)
- Adjuvante à dieta para redução de colesterol total, LDL-C, apolipoproteína B e triglicérides, e aumento do HDL-C, em pacientes com:
-
Indicação pediátrica (FDA): Adjuvante à dieta para reduzir LDL-C em pacientes com 10 anos ou mais com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HeFH) [2]. Esta indicação não consta na bula brasileira vigente [1]
Contraindicações:
- Hipersensibilidade a qualquer componente do produto (reações relatadas incluem anafilaxia, angioedema e síndrome de Stevens-Johnson) [1][2]
- Doença hepática ativa ou aumentos persistentes e inexplicados das transaminases séricas; insuficiência hepática aguda ou cirrose descompensada [1][2]
- Gravidez (categoria X pela ANVISA) e lactação [1]
- Uso concomitante de inibidores potentes do CYP3A4: itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do HIV (ex.: nelfinavir, ritonavir, darunavir/ritonavir), inibidores da protease do HCV (ex.: boceprevir, telaprevir), medicamentos contendo cobicistate e nefazodona [1][2]
- Uso concomitante de genfibrozila, ciclosporina ou danazol [1][2]
- Em pacientes com HoFH: uso concomitante de lomitapida com doses superiores a 40 mg/dia de sinvastatina [1]
Efeitos Adversos:
-
Comuns (≥ 5%, conforme FDA): [2]
- Infecção de trato respiratório superior (9%)
- Cefaleia (7%)
- Dor abdominal (7%)
- Constipação (7%)
- Náusea (5%)
-
Raros (conforme bula brasileira): [1]
- Musculoesqueléticos: miopatia (incluindo miosite), rabdomiólise (com ou sem insuficiência renal aguda), mialgia, cãibras musculares; muito raros: ruptura muscular
- Gastrointestinais: constipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náusea, vômito, pancreatite
- Hepáticos: hepatite/icterícia; muito raros: insuficiência hepática fatal e não fatal
- Neurológicos: cefaleia, parestesia, tontura, neuropatia periférica; muito raros: perda de memória (cognição geralmente não grave e reversível com descontinuação, com tempo variável de início de 1 dia a anos e resolução com mediana de 3 semanas)
- Hematológicos: anemia
- Dermatológicos: erupção cutânea, prurido, alopecia; muito raros: erupção liquenoide
- Visuais: visão turva, visão deficiente
- Gerais: astenia
-
Frequência desconhecida: [1]
- Doença pulmonar intersticial
- Miopatia necrotizante imunomediada (MNIM): miopatia autoimune caracterizada por fraqueza muscular proximal persistente e CK elevada, que persistem mesmo após a descontinuação da estatina; biópsia muscular com miopatia necrotizante sem inflamação significativa; melhora com agentes imunossupressores
- Miastenia gravis e miastenia ocular (podem ser induzidas ou agravadas pelas estatinas; descontinuar se houver piora dos sintomas)
- Disfunção erétil
- Depressão
- Tendinopatia, eventualmente complicada por ruptura
- Elevação de HbA1c e glicose sérica em jejum
-
Síndrome de hipersensibilidade (rara): inclui algumas das seguintes manifestações: anafilaxia, angioedema, síndrome semelhante a lúpus, polimialgia reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, VHS (velocidade de hemossedimentação) elevada, artrite, artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor, dispneia e mal-estar [1]
-
Alterações laboratoriais raras: elevação de transaminases séricas (ALT/TGP, AST/TGO, γ-GT), fosfatase alcalina e CK [1]
Interações Medicamentosas:
-
Interações contraindicadas (risco de miopatia/rabdomiólise): [1][2]
- Inibidores potentes do CYP3A4 (ex.: itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, nelfinavir, ritonavir, darunavir/ritonavir, boceprevir, telaprevir, cobicistate, nefazodona): aumentam a exposição sistêmica da sinvastatina. Se tratamento de curta duração com inibidor potente do CYP3A4 for indispensável, suspender temporariamente a sinvastatina durante o período de uso
- Genfibrozila, ciclosporina, danazol: uso concomitante contraindicado
-
Interações que requerem limitação de dose (diferenças entre as bulas ANVISA e FDA são destacadas): [1][2]
- Verapamil ou diltiazem:
- ANVISA: dose máxima de sinvastatina 20 mg/dia [1]
- FDA: dose máxima de sinvastatina 10 mg/dia [2]
- Dronedarona:
- FDA: dose máxima de sinvastatina 10 mg/dia [2]
- A bula brasileira não estabelece limite de dose específico para este fármaco [1]
- Amiodarona: dose máxima de sinvastatina 20 mg/dia [1][2]
- Anlodipino:
- ANVISA: dose máxima de sinvastatina 40 mg/dia [1]
- FDA: dose máxima de sinvastatina 20 mg/dia [2]
- Ranolazina:
- FDA: dose máxima de sinvastatina 20 mg/dia [2]
- A bula brasileira não estabelece limite de dose específico para este fármaco [1]
- Lomitapida:
- ANVISA: em pacientes com HoFH, dose máxima de sinvastatina 40 mg/dia [1]
- FDA: reduzir a dose de sinvastatina em 50%; não exceder 20 mg/dia (ou 40 mg/dia para pacientes que faziam uso crônico de 80 mg) [2]
- Elbasvir e grazoprevir (inibidores de OATP1B1/1B3 e BCRP): dose máxima de sinvastatina 20 mg/dia[1]
- Outros fibratos (exceto genfibrozila e fenofibrato): dose máxima de sinvastatina 10 mg/dia [1]; o FDA orienta ponderar risco-benefício, sem estabelecer limite posológico específico [2]
- Verapamil ou diltiazem:
-
Outras interações clinicamente relevantes: [1][2]
- Ácido fusídico sistêmico: risco aumentado de miopatia/rabdomiólise; uso concomitante não recomendado. Caso o ácido fusídico sistêmico seja essencial, suspender a sinvastatina durante todo o tratamento [1]
- Daptomicina: casos de rabdomiólise relatados com a combinação; considerar suspensão temporária da sinvastatina [1][2]
- Ácido nicotínico (niacina) ≥ 1 g/dia: risco aumentado de miopatia/rabdomiólise; uso concomitante não recomendado em pacientes asiáticos (risco particularmente elevado em chineses) [1][2]
- Colchicina: casos de miopatia e rabdomiólise relatados; monitorar [1][2]
- Ticagrelor: aumenta a Cmax da sinvastatina em 81% e a AUC em 56%; doses de sinvastatina acima de 40 mg/dia não são recomendadas em combinação [1]
- Anticoagulantes cumarínicos (ex.: varfarina): a sinvastatina potencializa o efeito anticoagulante, com aumento do INR. Verificar INR antes do início da sinvastatina e monitorar com frequência suficiente durante o início ou ajuste de dose [1][2]
- Digoxina: o uso concomitante pode elevar as concentrações plasmáticas de digoxina; monitorar níveis ao iniciar a sinvastatina [1][2]
- Suco de grapefruit (toranja): inibe o CYP3A4 e pode aumentar os níveis plasmáticos da sinvastatina. O consumo de pequenas quantidades (um copo de 250 mL/dia) tem impacto mínimo e sem significância clínica; no entanto, grandes quantidades aumentam significativamente a exposição e devem ser evitadas[1][2]
- Inibidores moderados do CYP3A4 e inibidores de OATP1B1: podem aumentar as concentrações plasmáticas de sinvastatina ácida; ajuste de dose pode ser necessário [1]
Gestação:
-
ANVISA: [1]
- Categoria de risco X
- Uso contraindicado durante a gravidez. O tratamento com sinvastatina deve ser interrompido durante toda a gestação ou até que se confirme que a paciente não está grávida
- Medicamento classificado como de risco X por seu potencial de causar malformações fetais, com base no mecanismo de ação (redução dos níveis fetais de mevalonato, precursor da biossíntese do colesterol, essencial ao desenvolvimento fetal)
- Em análise de aproximadamente 200 gestações com exposição à sinvastatina ou outro inibidor de HMG-CoA redutase no primeiro trimestre, a incidência de anomalias congênitas foi comparável à observada na população geral. Contudo, o número de casos não é suficiente para excluir riscos menores
- A aterosclerose é um processo crônico; a descontinuação do agente hipolipemiante durante a gestação tem pequeno impacto sobre o risco a longo prazo associado à hipercolesterolemia primária
-
FDA: [2]
- O FDA recomenda descontinuar a sinvastatina ao reconhecer a gravidez, podendo considerar, alternativamente, as necessidades terapêuticas individuais da paciente
- Pode causar danos fetais com base no mecanismo de ação (inibição da síntese de colesterol e de outros compostos biologicamente ativos derivados do colesterol)
- Dados disponíveis de séries de casos e estudos de coorte prospectivos e retrospectivos, ao longo de décadas de uso de estatinas em gestantes, não identificaram risco de malformações congênitas maiores associado ao fármaco
- Os dados disponíveis de estudos com sinvastatina em gestantes são insuficientes para determinar risco de aborto espontâneo
- Estudos em animais (ratos e coelhos) não demonstraram efeitos adversos ao desenvolvimento fetal nas doses testadas (até 2 a 2,5 vezes a dose máxima humana recomendada de 80 mg/dia)
Lactação:
-
ANVISA: [1]
- Uso contraindicado durante a amamentação ou doação de leite humano
- Desconhece-se se a sinvastatina ou seus metabólitos são excretados no leite materno; muitos fármacos são excretados nele e podem causar reações adversas graves no lactente
- Mulheres em uso de sinvastatina não devem amamentar
-
FDA: [2]
- A amamentação não é recomendada durante o tratamento com sinvastatina
- Não há informações sobre a presença do fármaco no leite humano ou animal; outro fármaco da mesma classe foi encontrado no leite humano
- Com base no mecanismo de ação (diminuição da síntese de colesterol, possivelmente necessária ao desenvolvimento do lactente), há potencial de danos ao lactente
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral:
- As bulas consultadas (ANVISA e FDA) não fornecem orientações específicas sobre a administração por sonda nasogástrica ou nasoenteral [1][2]. A bula brasileira indica que o comprimido não deve ser partido nem mastigado quando administrado por via oral; contudo, essa orientação refere-se à administração oral convencional e não ao contexto de trituração para sonda
- O Manual de Orientações para o Farmacêutico do Instituto do Coração (InCor/HCFMUSP), referência reconhecida em farmácia hospitalar brasileira, indica que os comprimidos de sinvastatina nas apresentações de 10 mg, 20 mg e 40 mg podem ser administrados por sonda, com a seguinte orientação: triturar o comprimido e diluir em 15 mL de água antes da administração [3]
Fontes:
[1] Bula do Profissional de Saúde. Clinfar® (sinvastatina). Merck S/A. Aprovada em 17/04/2026. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[2] U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. Simvastatin Tablets. Revised: 5/2026. Available at: https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search
[3] Instituto do Coração (InCor), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Manual de Orientações para o Farmacêutico: Administração de Medicamentos por Sonda [SFARM-MAN-DSF-0004-V02]. Disponível em: https://www.incor.usp.br/onadocs/SFARM/SFARM-MAN-DSF-0004-V02.pdf


