Risperidona
Bula lida com atenção. Seguem abaixo as integrações identificadas para o resumo:
Seções modificadas:
- Nomes comerciais: Risperdal Consta® adicionado; nota de exclusão removida
- Apresentações: Apresentação injetável adicionada
- Posologia: Nova subseção completa para Risperdal Consta®
- Ajuste IR/IH: Protocolo de ponte oral específico para Risperdal Consta® adicionado
- Farmacologia: PK da formulação injetável de longa ação adicionada (perfil de liberação diferida, estado de equilíbrio, clearance, persistência pós-última injeção)
- Tipo de Receita: Confirmada tarja vermelha também para o injetável
- Indicações: Separadas por formulação; Risperdal Consta® com suas indicações específicas (apenas manutenção)
- Contraindicações: IV contraindicada para Risperdal Consta®; dados de mortalidade e AVC em demência; risco de anafilaxia mesmo após tolerância oral prévia
- Efeitos Adversos: Reações no sítio de injeção; oclusão de artéria retiniana; persistência de 6 semanas pós-última injeção no contexto de SNM; manejo de neutropenia grave
- Interações: Sertralina/fluvoxamina dose-dependente; fenotiazínicos; betabloqueadores; paroxetina (detalhamento por dose); aripiprazol adicionado à lista sem interação relevante
- Gestação/Lactação: Citação estendida a [2][5]
- Uso por Sonda: Nota de escopo (formulações orais exclusivamente)
- Fontes: [5] adicionado
Nomes comerciais:
- Risperdal® (Janssen-Cilag) [4]
- Risperdal Consta® (Janssen-Cilag) [4]
- Riss® (Eurofarma) [4]
- Genéricos: comercializados por múltiplos fabricantes (EMS, Biolab, Sandoz, Medley, entre outros) apenas sob a denominação genérica "Risperidona", sem nome comercial distinto [4]
Apresentações:
- Comprimidos revestidos 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg, 2 mg, 3 mg e 4 mg: Risperdal® (Janssen-Cilag) [4]
- Comprimidos revestidos 1 mg, 2 mg e 3 mg: Riss® (Eurofarma) e genéricos de vários fabricantes [4]
- Solução oral 1 mg/mL em frascos de 30, 50 e 100 mL acompanhados de seringa dosadora: Risperdal® (Janssen-Cilag) e genéricos de vários fabricantes [4]
- Pó injetável (suspensão de liberação prolongada) + diluente nas concentrações de 25 mg, 37,5 mg e 50 mg, em embalagem individual contendo frasco-ampola com pó, seringa preenchida com 2 mL de diluente, dispositivo para reconstituição e duas agulhas (20G TW 2 polegadas para região glútea e 21G UTW 1 polegada para região deltoide): Risperdal Consta® (Janssen-Cilag); uso exclusivamente intramuscular, somente em adultos (>18 anos) [5]
Posologia:
-
Formulações orais (comprimidos e solução oral):
-
Adultos: [1][2]
- Esquizofrenia:
- Dose inicial: 2 mg/dia (administrada em uma ou duas tomadas)
- Titulação: pode ser aumentada para 4 mg no 2º dia; a partir de então, ajustar gradualmente em intervalos ≥24h, em incrementos de 1-2 mg/dia, conforme tolerado
- Dose usual: 4-6 mg/dia para a maioria dos pacientes [2]; o FDA orienta dose-alvo de 4-8 mg/dia [1]
- Faixa eficaz: 4-16 mg/dia
- Doses acima de 10 mg/dia não demonstraram superioridade em eficácia e associam-se a maior ocorrência de efeitos extrapiramidais [2]; doses acima de 6 mg/dia no regime 2x/dia também não demonstraram maior eficácia, com mais efeitos adversos [1]
- Dose máxima: 16 mg/dia (segurança acima desse valor não foi avaliada)
- Um benzodiazepínico pode ser associado quando sedação adicional for necessária [2]
- Idosos (≥65 anos): dose inicial de 0,5 mg 2x/dia; titulação com incrementos de 0,5 mg 2x/dia até a faixa usual de 1-2 mg 2x/dia [2][3]
- Mania aguda e episódios mistos do Transtorno Bipolar I: [1][2]
- Monoterapia:
- Dose inicial: 2-3 mg/dia (dose única)
- Titulação: incrementos de 1 mg/dia em intervalos ≥24h
- Faixa eficaz e dose máxima estudada: 1-6 mg/dia
- Terapia adjuvante (com lítio ou valproato):
- Dose inicial: 2 mg/dia (dose única)
- Titulação: incrementos de até 2 mg/dia em intervalos ≥2 dias
- Faixa eficaz: 2-6 mg/dia
- Monoterapia:
- Agitação, agressividade ou sintomas psicóticos em demência do tipo Alzheimer moderada a grave (indicação aprovada apenas pela ANVISA; uso por até 12 semanas): [2]
- Dose inicial: 0,25 mg 2x/dia
- Titulação: incrementos de 0,25 mg 2x/dia, com intervalo mínimo de 2 dias
- Dose ótima para a maioria dos pacientes: 0,5 mg 2x/dia; alguns podem se beneficiar de doses de até 1 mg 2x/dia
- Após atingir a dose ótima, pode-se considerar a consolidação em dose única diária
- Avaliar periodicamente a necessidade de continuação do tratamento
- Esquizofrenia:
-
Pediátrico: [1][2]
- Esquizofrenia (adolescentes 13-17 anos):
- Dose inicial: 0,5 mg/dia (dose única, pela manhã ou à noite)
- Titulação: intervalos ≥24h, incrementos de 0,5-1 mg/dia, conforme tolerado
- Dose alvo: 3 mg/dia; doses acima de 3 mg/dia não demonstraram benefício adicional
- Faixa eficaz demonstrada: 1-6 mg/dia
- Dose máxima estudada: 6 mg/dia
- Crianças menores de 13 anos: sem estudos disponíveis
- Mania aguda e episódios mistos do Transtorno Bipolar I (crianças e adolescentes 10-17 anos):
- Dose inicial: 0,5 mg/dia (dose única, pela manhã ou à noite)
- Titulação: intervalos ≥24h, incrementos de 0,5-1 mg/dia, conforme tolerado
- Dose alvo: 1-2,5 mg/dia; doses acima de 2,5 mg/dia não demonstraram benefício adicional
- Faixa eficaz demonstrada: 0,5-6 mg/dia
- Dose máxima estudada: 6 mg/dia
- Crianças menores de 10 anos: sem estudos disponíveis
- Irritabilidade associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) (crianças e adolescentes 5-17 anos):
- A dose deve ser individualizada de acordo com a resposta e a tolerabilidade do paciente
- Peso corporal <20 kg:
- Dias 1-3: 0,25 mg/dia; Dia 4: aumentar para 0,5 mg/dia
- Manter por ≥14 dias e avaliar resposta; se insuficiente, incrementos de 0,25 mg em intervalos ≥2 semanas
- Faixa posológica: 0,5-1,5 mg/dia
- Peso corporal ≥20 kg:
- Dias 1-3: 0,5 mg/dia; Dia 4: aumentar para 1,0 mg/dia
- Manter por ≥14 dias e avaliar resposta; se insuficiente, incrementos de 0,5 mg em intervalos ≥2 semanas
- Faixa posológica: 1,0-2,5 mg/dia; pacientes com peso >45 kg podem necessitar de doses maiores (máximo avaliado: 3,5 mg/dia)
- Doses inferiores a 0,25 mg/dia não demonstraram eficácia
- Uma vez obtida e mantida resposta clínica suficiente, considerar redução gradual da dose para equilíbrio ótimo entre eficácia e segurança
- Crianças menores de 5 anos ou com peso inferior a 15 kg: sem dados disponíveis
- Esquizofrenia (adolescentes 13-17 anos):
-
Administração (formulações orais): [1][2][3]
- Pode ser administrada em uma ou duas tomadas diárias
- Comprimidos: não devem ser partidos ou mastigados
- Pode ser tomada com ou sem alimentos (absorção não é afetada pela alimentação)
- Solução oral: retirar com seringa dosadora e, se desejado, adicionar a qualquer bebida não alcoólica, exceto chá, antes de ingerir
- Pacientes com sonolência persistente podem se beneficiar da divisão da dose em 2 tomadas diárias ou da administração noturna (no caso de dose única)
- Ao substituir outro antipsicótico, recomenda-se a descontinuação gradativa do tratamento anterior quando medicamente apropriado; ao substituir antipsicótico depot por risperidona oral, iniciar a risperidona no lugar da próxima injeção programada [2]
- Dose esquecida (orientação disponível apenas na bula do paciente [3]; a bula do profissional de saúde [2] não aborda o tema):
- Em início de tratamento: tomar a dose esquecida imediatamente, assim que lembrar, sem aguardar o próximo horário programado; em seguida, continuar as demais doses conforme o esquema habitual
- Em tratamento já estabelecido: desconsiderar a dose esquecida e retomar com a próxima dose no horário habitual
- A dose diária total não deve exceder 16 mg
-
-
Formulação injetável de longa ação: Risperdal Consta® (uso exclusivo em adultos >18 anos): [5]
-
Considerações prévias ao início:
- Em pacientes sem exposição prévia à risperidona, recomenda-se estabelecer tolerabilidade com risperidona oral antes de iniciar o Risperdal Consta®
- Nas 3 primeiras semanas após a primeira injeção, é obrigatória a cobertura antipsicótica com formulação oral, em razão do perfil de liberação diferida do produto (vide Farmacologia); todos os antipsicóticos orais devem ser descontinuados após esse período
-
Adultos (>18 anos):
- Dose recomendada: 25 mg em injeção intramuscular a cada 2 semanas
- Alguns pacientes podem se beneficiar de doses maiores: 37,5 mg ou 50 mg a cada 2 semanas
- Em estudos de esquizofrenia: 75 mg não apresentou benefício adicional em relação a 50 mg
- Em pacientes com Transtorno Bipolar: doses acima de 50 mg não foram estudadas
- Dose máxima recomendada: 50 mg a cada 2 semanas
- Frequência máxima de ajuste posológico: uma vez a cada 4 semanas; o efeito de qualquer modificação de dose não deve ser esperado antes de 3 semanas após o ajuste
-
Idosos:
- Dose recomendada: 25 mg IM a cada 2 semanas; não há ajuste de dose específico baseado exclusivamente na idade
- A cobertura antipsicótica oral nas primeiras 3 semanas é igualmente necessária
-
Crianças e adolescentes (≤18 anos):
- Risperdal Consta® não foi avaliado nessa faixa etária; uso não recomendado
-
Administração: [5]
- Via: injeção intramuscular profunda; a administração intravenosa é contraindicada (vide Contraindicações)
- Locais de aplicação:
- Região glútea: agulha de 2 polegadas (20G TW), quadrante superior externo; alternar o lado a cada injeção
- Região deltoide: agulha de 1 polegada (21G UTW); alternar os dois braços a cada injeção
- As vias glútea e deltoide são bioequivalentes e, portanto, intercambiáveis
- Reconstituição e preparo:
- Remover da geladeira e aguardar pelo menos 30 minutos em temperatura ambiente antes de reconstituir; não aquecer de nenhuma outra forma
- Reconstituir exclusivamente com o diluente fornecido na embalagem; não substituir qualquer componente
- Agitar vigorosamente por pelo menos 10 segundos até obter suspensão uniforme, espessa e de coloração leitosa
- Administrar imediatamente após a reconstituição para evitar sedimentação; não armazenar a suspensão reconstituída
- Administrar todo o conteúdo do frasco para assegurar a dose pretendida; dispositivo de uso único, não reutilizar
- Armazenamento: conservar sob refrigeração (2°C-8°C), protegido da luz; validade de 36 meses a partir da fabricação
-
Ajuste para Insuficiência Renal:
-
Adulto:
- Dado farmacocinético relevante: o clearance da fração antipsicótica ativa (risperidona + 9-hidróxi-risperidona) é reduzido em aproximadamente 60% em pacientes com insuficiência renal moderada a grave (ClCr 15-59 mL/min), em comparação com adultos jovens saudáveis [1][5]
- Formulações orais: [1][2]
- Insuficiência renal grave (ClCr <30 mL/min): [1]
- Dose inicial: 0,5 mg 2x/dia
- Titulação: incrementos de ≤0,5 mg 2x/dia
- Para doses acima de 1,5 mg 2x/dia: aumentar apenas em intervalos ≥1 semana
- A bula ANVISA orienta, de forma geral e sem especificar o grau de comprometimento renal: dividir as doses iniciais e consecutivas, com titulação mais lenta; utilizar com cautela [2]
- Insuficiência renal grave (ClCr <30 mL/min): [1]
- Formulação injetável (Risperdal Consta®): [5]
- Não foi estudado em pacientes com insuficiência renal; se houver necessidade de uso nessa população, recomenda-se o seguinte protocolo de tolerabilidade com risperidona oral antes de iniciar o Risperdal Consta®:
- 1ª semana: 0,5 mg oral 2x/dia
- 2ª semana: 1 mg 2x/dia ou 2 mg 1x/dia
- Se a dose oral de pelo menos 2 mg/dia for bem tolerada: iniciar Risperdal Consta® 25 mg IM a cada 2 semanas
- Não foi estudado em pacientes com insuficiência renal; se houver necessidade de uso nessa população, recomenda-se o seguinte protocolo de tolerabilidade com risperidona oral antes de iniciar o Risperdal Consta®:
-
Pediátrico:
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre ajuste de dose pediátrica em insuficiência renal.
Ajuste para Insuficiência Hepática:
-
Adulto:
- Dado farmacocinético relevante: embora a farmacocinética global da risperidona seja comparável à de adultos saudáveis na insuficiência hepática, a fração livre de risperidona no plasma encontra-se aumentada em aproximadamente 35%, em decorrência da redução das concentrações de albumina e de alfa1-glicoproteína ácida [1][2][5]
- Formulações orais: [1][2]
- Insuficiência hepática grave (10-15 pontos no Sistema Child-Pugh): [1]
- Dose inicial: 0,5 mg 2x/dia
- Titulação: incrementos de ≤0,5 mg 2x/dia
- Para doses acima de 1,5 mg 2x/dia: aumentar apenas em intervalos ≥1 semana
- A bula ANVISA orienta, de forma geral: dividir as doses iniciais e consecutivas, com titulação mais lenta; utilizar com cautela [2]
- Insuficiência hepática grave (10-15 pontos no Sistema Child-Pugh): [1]
- Formulação injetável (Risperdal Consta®): [5]
- Não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática; recomenda-se o mesmo protocolo de tolerabilidade oral descrito para a insuficiência renal:
- 1ª semana: 0,5 mg oral 2x/dia
- 2ª semana: 1 mg 2x/dia ou 2 mg 1x/dia
- Se a dose oral de pelo menos 2 mg/dia for bem tolerada: iniciar Risperdal Consta® 25 mg IM a cada 2 semanas
- Não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática; recomenda-se o mesmo protocolo de tolerabilidade oral descrito para a insuficiência renal:
-
Pediátrico:
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre ajuste de dose pediátrica em insuficiência hepática.
Classe:
- Antipsicótico atípico (antipsicótico de segunda geração); derivado benzisoxazólico; antagonista monoaminérgico seletivo [1][2]
Farmacologia:
-
Mecanismo de ação: [1][2]
- A risperidona é um antagonista monoaminérgico seletivo com alta afinidade pelos receptores serotoninérgicos tipo 2 (5-HT2; Ki de 0,12-7,3 nM) e dopaminérgicos tipo 2 (D2)
- Também antagoniza receptores alfa1 e alfa2-adrenérgicos e H1-histaminérgicos; não possui afinidade por receptores colinérgicos muscarínicos
- O antagonismo balanceado dos receptores D2 e 5-HT2 é considerado responsável pela menor tendência a efeitos extrapiramidais, em comparação com antipsicóticos típicos, e pela atividade terapêutica ampliada sobre os sintomas negativos e afetivos da esquizofrenia
- O metabólito ativo principal, a 9-hidróxi-risperidona (também conhecida como paliperidona), possui atividade farmacológica similar à da risperidona; o efeito clínico resulta da soma das concentrações de risperidona e de 9-hidróxi-risperidona, denominada "fração antipsicótica ativa"
-
Farmacocinética (formulações orais): [1][2]
- Absorção: completamente absorvida por via oral; biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 70%; pico plasmático em 1-2 horas; a absorção não é afetada pela alimentação
- Distribuição: volume de distribuição de 1-2 L/kg; ligação proteica de aproximadamente 88% para a risperidona e 77% para a 9-hidróxi-risperidona
- Metabolismo: extensamente metabolizada no fígado, principalmente via CYP2D6 (formando a 9-hidróxi-risperidona) e, em menor extensão, via CYP3A4; via metabólica menor: N-desalquilação. A CYP2D6 apresenta polimorfismo genético relevante: cerca de 6-8% dos caucasianos e uma baixa porcentagem de asiáticos são metabolizadores lentos (poor metabolizers), com pouca ou nenhuma atividade enzimática. Apesar das diferenças nas concentrações individuais de risperidona e de seu metabólito entre os fenótipos, a farmacocinética da fração antipsicótica ativa combinada é similar tanto em metabolizadores extensivos quanto em lentos [1]
- Meia-vida: risperidona: ~3 horas em metabolizadores extensivos e ~20 horas em metabolizadores lentos; 9-hidróxi-risperidona: ~21 horas em metabolizadores extensivos e ~30 horas em metabolizadores lentos; meia-vida combinada da fração antipsicótica ativa: ~20 horas (independente do fenótipo metabólico) [1]
- Estado de equilíbrio (steady-state): risperidona atingida em aproximadamente 1 dia em metabolizadores extensivos; 9-hidróxi-risperidona em 5-6 dias [1][2]
- Excreção: predominantemente renal (~70%) e, em menor proporção, fecal (~14%) [1]
-
Farmacocinética da formulação injetável de longa ação (Risperdal Consta®): [5]
- Perfil de liberação após injeção IM única:
- Liberação inicial pequena (<1% da dose), seguida de um período inativo de 3 semanas; a liberação principal ocorre entre a 3ª e a 6ª semana, desaparecendo por volta da 7ª semana
- Por esse perfil diferido, a cobertura antipsicótica oral durante as 3 primeiras semanas de tratamento é obrigatória
- Após injeções IM repetidas de 25-50 mg a cada 2 semanas (estado de equilíbrio):
- Concentrações plasmáticas medianas de vale da fração antipsicótica ativa: 9,9-19,2 ng/mL; de pico: 17,9-45,5 ng/mL
- Farmacocinética linear no intervalo de 25-50 mg a cada 2 semanas; sem acúmulo durante uso prolongado (até 12 meses)
- Após a última injeção: concentrações plasmáticas terapêuticas persistem por 4-6 semanas; a fase de eliminação completa-se em aproximadamente 7-8 semanas; esse dado é clinicamente relevante no manejo de eventos adversos graves (ex.: SNM e reações de hipersensibilidade), pois a interrupção da injeção não elimina o fármaco imediatamente
- As vias glútea e deltoide são bioequivalentes e intercambiáveis
- Clearance da fração antipsicótica ativa: 5,0 L/h em metabolizadores rápidos e 3,2 L/h em metabolizadores lentos; clearance de risperidona isolada: 13,7 L/h e 3,3 L/h, respectivamente
- Populações especiais:
- Idosos: redução de aproximadamente 30% no clearance da fração antipsicótica ativa
- Insuficiência renal: redução de aproximadamente 60% no clearance
- Insuficiência hepática: fração livre de risperidona aumentada em aproximadamente 35%
- Perfil de liberação após injeção IM única:
Tipo de Receita:
- Receita de Controle Especial (Lista C1), emitida em 2 vias (receita branca duplicada), com validade de 30 dias. A farmácia retém uma das vias no ato da dispensação. Fonte: Portaria SVS/MS nº 344/1998, Lista C1 e Art. 52.
Indicações:
-
Formulações orais:
- Esquizofrenia: adultos e adolescentes a partir de 13 anos; abrange desde a primeira manifestação psicótica até exacerbações agudas e tratamento de manutenção para prevenção de recaída; inclui sintomas positivos (alucinações, delírios, distúrbios do pensamento, hostilidade, desconfiança), negativos (embotamento afetivo, isolamento social, pobreza de discurso) e afetivos associados (depressão, ansiedade) [1][2]
- Mania aguda e episódios mistos do Transtorno Bipolar I: adultos, em monoterapia ou em terapia adjuvante com lítio ou valproato; crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, em monoterapia [1][2]
- Irritabilidade associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA): crianças e adolescentes de 5 a 17 anos; inclui sintomas de agressividade a terceiros, autoagressão deliberada, crises de raiva e mudança rápida de humor [1][2]
- Agitação, agressividade ou sintomas psicóticos em demência do tipo Alzheimer moderada a grave: tratamento sintomático por até 12 semanas; indicação aprovada apenas pela ANVISA [2]
- Atenção: o FDA não aprova o uso de risperidona em pacientes com psicose relacionada à demência, em razão do risco aumentado de mortalidade nessa população [1]
-
Formulação injetável de longa ação: Risperdal Consta® (uso exclusivo em adultos >18 anos): [5]
- Esquizofrenia: ampla gama de pacientes, incluindo primeiro episódio psicótico, exacerbações agudas e esquizofrenia crônica, nos quais sintomas positivos e/ou negativos sejam proeminentes; eficaz no tratamento de manutenção em pacientes com resposta inicial demonstrada à risperidona oral
- Tratamento de manutenção do Transtorno Bipolar tipo I em monoterapia
- Tratamento de manutenção do Transtorno Bipolar como terapia adjuvante em pacientes com recaídas frequentes
- Nota: o Risperdal Consta® não é aprovado para o tratamento da fase aguda da mania, para irritabilidade no TEA, para uso em menores de 18 anos nem para psicose associada à demência
Contraindicações:
- Hipersensibilidade conhecida à risperidona, à paliperidona (metabólito ativo da risperidona) ou a qualquer excipiente da formulação; reações relatadas incluem anafilaxia e angioedema [1]
- Atenção (Risperdal Consta®): casos muito raros de reações anafiláticas foram relatados em pós-comercialização em pacientes que previamente toleraram risperidona oral; a tolerabilidade oral prévia não exclui o risco de hipersensibilidade com a formulação injetável [5]
- Administração intravenosa de Risperdal Consta®: contraindicada; a formulação é de uso exclusivamente intramuscular [5]
- A bula brasileira das formulações orais orienta que o medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica; [2][5]
- Precauções especiais:
- Pacientes com Doença de Parkinson ou Demência de Corpos de Lewy: podem apresentar sensibilidade aumentada à risperidona; as manifestações incluem confusão, obnubilação, instabilidade postural com quedas frequentes e sintomas extrapiramidais, além de risco aumentado de Síndrome Neuroléptica Maligna; a relação risco-benefício deve ser criteriosamente avaliada antes da prescrição nesses pacientes [1][2][5]
- Pacientes idosos com demência: dados de metanálise de 17 estudos controlados com antipsicóticos atípicos demonstram risco aumentado de mortalidade geral nessa população; em estudos clínicos controlados com Risperdal® oral, a incidência de mortalidade foi de 4,0% nos tratados com risperidona versus 3,1% no grupo placebo [5]; adicionalmente, estudos clínicos reportam maior incidência de eventos adversos vasculares cerebrais (AVC e episódios de isquemia transitória), incluindo óbitos, em idosos com demência tratados com Risperdal® oral em comparação ao placebo [5]; o FDA não aprova o uso de risperidona nessa população [1]
- Efeito antiemético: a risperidona pode exercer efeito antiemético, o que, se ocorrer, pode mascarar sinais e sintomas de superdosagem de outros medicamentos ou de condições como obstrução intestinal, síndrome de Reye e neoplasia intracraniana [5]
Efeitos Adversos:
-
Comuns (reportados em ≥1-5% dos pacientes em ensaios clínicos): [1][2][5]
- Sistema nervoso: parkinsonismo (bradicinesia, rigidez muscular, sialorreia, hipocinesia, face em máscara), acatisia (inquietação motora), distonia (contrações musculares involuntárias), tremor, sedação, sonolência, tontura, insônia, ansiedade
- Metabólicos: ganho de peso clinicamente significativo (monitorar durante todo o tratamento, especialmente em pediatria), aumento de apetite, hiperglicemia, alterações lipídicas (elevação de colesterol e triglicerídeos)
- Gastrointestinais: náusea, constipação, dispepsia, vômito, diarreia, hipersecreção salivar, boca seca
- Endócrinos e reprodutivos: hiperprolactinemia, com potencial para galactorreia, amenorreia, ginecomastia, disfunção erétil e ejaculatória; os níveis de prolactina persistem elevados durante o uso crônico; risco de redução reversível da fertilidade em mulheres em idade reprodutiva [1]
- Cardiovasculares: hipotensão ortostática (especialmente no início do tratamento ou na titulação, relacionada ao bloqueio alfa-adrenérgico), taquicardia
- Infecciosos: nasofaringite, infecção do trato respiratório superior
- Local de administração (Risperdal Consta® exclusivamente): dor e desconforto no sítio de injeção são comuns; reações mais graves (abscesso, celulite, cisto, hematoma, necrose e úlcera) foram identificadas em dados pós-comercialização, com frequência muito rara [5]
- Outros: fadiga, rash cutâneo, visão turva, congestão nasal, síncope
- Em crianças com TEA (dados de estudos controlados): sedação (até 63%), aumento de apetite (44%), fadiga (31%), enurese, tosse, rinorreia [1][2]
-
Raros e muito raros (principalmente dados pós-comercialização, frequência estimada <1/10.000): [1][2][5]
- Hematológicos: agranulocitose, neutropenia, trombocitopenia; pacientes com neutropenia grave (contagem absoluta de neutrófilos <1 x 10⁹/L) devem ter o medicamento suspenso e a contagem leucocitária monitorada até recuperação [5]
- Neurológicos: Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM); discinesia tardia (movimentos involuntários potencialmente irreversíveis, com maior prevalência em idosos e com uso prolongado); convulsões
- Nota importante para o Risperdal Consta®: após a última injeção, níveis plasmáticos de risperidona permanecem presentes por no mínimo 6 semanas; esse dado deve ser considerado no manejo de eventos adversos graves como SNM e reações de hipersensibilidade, pois a interrupção da administração não elimina o fármaco imediatamente [5]
- Metabólicos: cetoacidose diabética, diabetes mellitus, hipoglicemia, intoxicação hídrica, secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH)
- Cardiovasculares: fibrilação atrial, prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes (relatado em superdosagem combinada com paroxetina), tromboembolismo venoso (trombose venosa profunda e embolia pulmonar); todos os fatores de risco adquiridos para tromboembolismo venoso devem ser identificados antes e durante o tratamento [5]
- Dermatológicos: angioedema, alopecia, Síndrome de Stevens-Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica
- Gastrointestinais: pancreatite, íleo paralítico
- Hepáticos: icterícia
- Urogenitais: priapismo, retenção urinária
- Oftalmológicos: Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS) em pacientes submetidos a cirurgia de catarata; o cirurgião oftalmologista deve ser informado previamente sobre o uso atual ou anterior de risperidona [5]; oclusão da artéria retiniana, relatada exclusivamente com Risperdal Consta® na presença de defeitos intracardíacos predispondo a shunt direita-esquerda (ex.: forame oval patente) [5]
- Outros: hipotermia, síndrome de abstinência neonatal, síndrome de apneia do sono
Interações Medicamentosas:
-
Interações farmacocinéticas: [1][2][5]
- Indutores de CYP3A4 e/ou P-gp (carbamazepina, rifampicina, fenitoína, fenobarbital): reduzem significativamente as concentrações da fração antipsicótica ativa; ao iniciar a concomitância, aumentar gradualmente a dose de risperidona em até o dobro da dose habitual; reduzir a dose ao descontinuar o indutor [1][2]
- Inibidores potentes de CYP2D6 (fluoxetina, paroxetina): elevam as concentrações de risperidona; reavaliar a posologia; não exceder 8 mg/dia em adultos durante o uso concomitante; reavaliar ao descontinuar [1][2]
- Paroxetina em doses ≤20 mg/dia eleva as concentrações de risperidona, com menor impacto sobre a fração antipsicótica ativa; doses mais altas de paroxetina podem elevar também as concentrações da fração antipsicótica ativa [5]
- Inibidores potentes de CYP3A4 e/ou P-gp (itraconazol, que eleva a fração antipsicótica ativa em ~70% na dose de 200 mg/dia; cetoconazol; verapamil; ritonavir e outros inibidores de protease): aumentam substancialmente as concentrações da fração antipsicótica ativa; reavaliar posologia ao iniciar ou descontinuar [1][2][5]
- Sertralina e fluvoxamina: em doses ≤100 mg/dia, sem impacto clinicamente significativo sobre a fração antipsicótica ativa; em doses >100 mg/dia, podem elevar as concentrações da fração antipsicótica ativa; monitorar [5]
- Fenotiazínicos: podem elevar as concentrações plasmáticas de risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa; relevância clínica provavelmente limitada [5]
- Betabloqueadores: alguns podem elevar as concentrações de risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa; relevância clínica provavelmente limitada [5]
- Clozapina (uso crônico): pode reduzir o clearance de risperidona; monitorar [1]
- Cimetidina e ranitidina: aumento marginal da biodisponibilidade de risperidona, sem impacto clínico relevante na fração antipsicótica ativa; ajuste de dose não necessário [1][2]
- Eritromicina, topiramato, galantamina, donepezila e aripiprazol: sem efeito clinicamente relevante nas concentrações de risperidona ou da fração antipsicótica ativa [1][2][5]
- Risperidona sobre outros fármacos: não altera clinicamente a farmacocinética de lítio, valproato, digoxina, aripiprazol ou topiramato; como inibidor fraco de CYP2D6 in vitro, não é esperado impacto clinicamente relevante sobre outros fármacos metabolizados por essa via [1][2][5]
-
Interações farmacodinâmicas: [1][2][5]
- Depressores do SNC e álcool: potencialização dos efeitos sedativos; evitar álcool e usar outros depressores com cautela
- Anti-hipertensivos: potencialização do efeito hipotensor; monitorar pressão arterial
- Levodopa e agonistas dopaminérgicos: antagonismo mútuo; a risperidona pode antagonizar a eficácia desses fármacos
- Metilfenidato e outros psicoestimulantes: risco de surgimento ou agravamento de sintomas extrapiramidais (EPS) ao ajustar a dose de qualquer um dos medicamentos; considerar retirada gradual
- Medicamentos que prolongam o intervalo QT (antimaláricos, antiarrítmicos, diuréticos, outros antipsicóticos, antidepressivos): usar com cautela; considerar monitorização eletrocardiográfica
- Furosemida em idosos com demência: associação com maior incidência de mortalidade em estudos clínicos (7,3% com risperidona + furosemida versus 3,1% com risperidona isolada); avaliar cuidadosamente o risco-benefício antes de utilizar; a desidratação é um fator de risco geral para mortalidade nessa população e deve ser evitada [2][5]
Gestação:
-
ANVISA: [2][5]
- Categoria C: A segurança da risperidona em gestantes não foi estabelecida em seres humanos; aplica-se a todas as formulações, incluindo o Risperdal Consta®
- Um estudo observacional retrospectivo demonstrou risco elevado de malformações congênitas com exposição no 1º trimestre (RR=1,26; IC 95%: 1,02-1,56) em comparação com ausência de exposição a antipsicóticos; nenhum mecanismo biológico foi identificado e não foi estabelecida relação causal
- Estudos em animais (não diretamente extrapoláveis para humanos): palato fendido em camundongos a doses 3-4x a dose máxima humana recomendada (DMHR); aumento de natimortos e redução do peso ao nascer em ratos a 1,5x a DMHR; comprometimento da aprendizagem e aumento da mortalidade neonatal em filhotes de ratos
- Exposição no 3º trimestre: recém-nascidos apresentam risco de sintomas extrapiramidais e/ou de abstinência (agitação, hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória, transtornos alimentares), com intensidade variável; alguns se recuperam em horas ou dias, outros necessitam de hospitalização prolongada
- Deve ser utilizada durante a gestação apenas quando os benefícios superarem os riscos
- Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista
-
FDA: [1]
- O FDA não utiliza categorias de risco para gestação
- Dados de estudos observacionais epidemiológicos publicados (incluindo registros e relatos de casos) não estabelecem, de forma global, associação clara com defeitos congênitos maiores, aborto espontâneo ou desfechos maternos e fetais adversos
- Um estudo prospectivo com 6 gestantes confirmou a passagem placentária da risperidona
- Um estudo retrospectivo de coorte (banco de dados Medicaid; n=9.258 mulheres expostas a antipsicóticos na gestação) não demonstrou aumento geral no risco de malformações maiores; em um subgrupo de 1.566 mulheres expostas especificamente à risperidona no 1º trimestre, observou-se pequeno aumento no risco de malformações maiores (RR=1,26; IC 95%: 1,02-1,56) e de malformações cardíacas (RR=1,26; IC 95%: 0,88-1,81), sem mecanismo de ação identificado para explicar as diferenças
- Exposição no 3º trimestre: risco de sintomas extrapiramidais e/ou de abstinência no neonato (agitação, hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória, transtorno alimentar); alguns se recuperam em horas ou dias sem tratamento específico, outros necessitam de hospitalização prolongada; monitorar e manejar os sintomas adequadamente
- O risco materno associado à esquizofrenia ou ao transtorno bipolar I não tratados deve ser considerado na decisão terapêutica, incluindo maior risco de recaída, hospitalização, suicídio e desfechos perinatais adversos como parto prematuro
Lactação:
-
ANVISA: [2][5]
- A risperidona e a 9-hidróxi-risperidona são excretadas no leite materno humano; aplica-se a todas as formulações, incluindo o Risperdal Consta®
- Mulheres em uso de risperidona não devem amamentar
- O uso durante a lactação depende de avaliação e acompanhamento médico individualizados [2]
-
FDA: [1]
- Dados publicados indicam a presença de risperidona e de 9-hidróxi-risperidona no leite materno, com dose relativa infantil estimada entre 2,3% e 4,7% da dose materna ajustada para o peso corporal
- Há relatos de sedação, falha no desenvolvimento ponderal, irritabilidade e sintomas extrapiramidais (tremores e movimentos musculares anormais) em lactentes expostos via leite materno
- Não há informações sobre os efeitos da risperidona na produção de leite
- A decisão de amamentar deve considerar os benefícios do aleitamento materno para a criança, a necessidade clínica materna do medicamento e os potenciais efeitos adversos no lactente ou decorrentes da condição de base da mãe
- Monitorar lactentes expostos para sedação excessiva, falha no desenvolvimento ponderal, irritabilidade e sintomas extrapiramidais
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral:
- Esta seção aplica-se exclusivamente às formulações orais, uma vez que a formulação injetável (Risperdal Consta®) não se destina à administração enteral.
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre administração de risperidona por sonda nasogástrica ou nasoenteral.
- A solução oral (1 mg/mL) é a forma farmacêutica mais adequada para esse contexto, podendo ser misturada a água ou outro líquido não alcoólico (exceto chá) antes da administração, com lavagem adequada da sonda após o procedimento [3].
- Para os comprimidos, a bula brasileira orienta que não devem ser partidos ou mastigados [2]. As fontes consultadas não abordam a viabilidade de trituração para uso por sonda; orientações específicas sobre esse cenário devem ser confirmadas junto ao serviço de farmácia hospitalar ou serviço de informação sobre medicamentos.
Fontes:
[1] U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. Risperidone Tablets. Revised: 4/2026. Available at: https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search
[2] Bula do Profissional de Saúde. Riss® (risperidona). Eurofarma Laboratórios S.A. Aprovada em 24/10/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[3] Bula do Paciente. Risperidona solução oral 1 mg/mL. Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda. Aprovada em 15/10/2021. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[4] Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Bulário Eletrônico. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/. Acesso em: maio de 2026.
[5] Bula do Profissional de Saúde. Risperdal Consta® (risperidona suspensão injetável de liberação prolongada). Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. Aprovada em 23/09/2021. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/


