Losartana

Nomes comerciais:

  • Aradois®, Cozaar®, Corus®, Zart®.

 

Apresentações:

  • Comprimidos revestidos: 25 mg, 50 mg e 100 mg.

 

Posologia:

  • Adulto

    • Hipertensão: A dose inicial e de manutenção usual é de 50 mg uma vez ao dia. O efeito anti-hipertensivo máximo é alcançado entre 3 a 6 semanas após o início da terapia. Alguns pacientes podem se beneficiar do aumento da dose para 100 mg uma vez ao dia.

    • Insuficiência Cardíaca: A dose inicial recomendada é de 12,5 mg uma vez ao dia. A dose deve ser titulada em intervalos semanais (25 mg, 50 mg, 100 mg, até a dose máxima de 150 mg uma vez ao dia), conforme a tolerância do paciente.

    • Nefropatia em pacientes com Diabetes Tipo 2: A dose inicial usual é de 50 mg uma vez ao dia. A dose pode ser elevada para 100 mg uma vez ao dia, dependendo da resposta da pressão arterial.

    • Redução do risco de AVC em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda: A dose inicial é de 50 mg uma vez ao dia. Pode-se adicionar hidroclorotiazida (12,5 mg) ou aumentar a dose de losartana para 100 mg uma vez ao dia conforme a necessidade de controle pressórico.

  • Pediátrico (acima de 6 anos)

    • Hipertensão: Para pacientes que conseguem deglutir comprimidos, a dose recomendada é de aproximadamente 0,7 mg/kg uma vez ao dia (até o máximo de 50 mg). A dose deve ser ajustada conforme a resposta clínica. Doses superiores a 1,4 mg/kg (ou excedendo 100 mg diários) não foram estudadas nesta população.

  • Administração

    • Via de administração: Uso exclusivo por via oral.

    • Modo de usar: Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, preferencialmente com um pouco de água. O medicamento pode ser administrado com ou sem a ingestão de alimentos.

 

Ajuste para insuficiência renal:

  • Adulto

    • Insuficiência renal leve a moderada: Não é necessário ajuste inicial da dose.

    • Insuficiência renal grave e pacientes em diálise: Não é necessário ajuste inicial, porém deve-se ter cautela devido ao risco de hiperpotassemia e hipotensão excessiva.

  • Pediátrico

    • Pacientes com TFG < 30 mL/min/1,73m²: O uso da losartana potássica não é recomendado para crianças com este nível de comprometimento renal, conforme orientações do FDA.

 

Ajuste para insuficiência hepática:

  • Adulto

    • Histórico de insuficiência hepática: Deve-se considerar a utilização de uma dose inicial menor (ex: 25 mg uma vez ao dia), uma vez que as concentrações plasmáticas de losartana e seu metabólito ativo aumentam significativamente em pacientes com cirrose.

  • Pediátrico

    • Insuficiência hepática: O uso de losartana potássica não é recomendado em pacientes pediátricos com qualquer grau de comprometimento hepático.

 

Classe:

  • Antagonista dos receptores de angiotensina II (ARA II ou BRA II).

 

Indicações:

  • Tratamento da hipertensão arterial.

  • Tratamento da insuficiência cardíaca (quando o uso de inibidores da ECA não é considerado adequado).

  • Redução do risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda.

  • Proteção renal em pacientes com diabetes tipo 2 e hipertensão (nefropatia diabética).

 

Contraindicações:

  • Hipersensibilidade conhecida à losartana potássica ou a qualquer componente da fórmula.

  • Uso concomitante com alisquireno em pacientes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (ClCr < 60 mL/min).

  • Segundo e terceiro trimestres de gestação.

 

Efeitos Adversos:

  • Comuns: Tontura, fadiga, hipotensão arterial (incluindo hipotensão ortostática) e hiperpotassemia (especialmente em pacientes com insuficiência renal).

  • Incomuns: Cefaleia, distúrbios do sono, palpitações, dor abdominal, obstipação e mialgia.

  • Raros: Angioedema (incluindo inchaço da face, lábios e laringe), urticária e vasculite.

 

Gestação:

  • Toxicidade Fetal. O uso de drogas que atuam no sistema renina-angiotensina durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez reduz a função renal fetal e aumenta a morbidade e mortalidade fetal/neonatal. Ao detectar a gravidez, a losartana deve ser descontinuada o mais rápido possível.

 

Lactação:

  • Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2020), o efeito é incerto na lactação, devendo-se optar por outro anti-hipertensivo mais seguro, por exemplo: Nifedipino, Enalapril, Captopril, Espironolactona, Succinato de Metoprolol, Propranolol, Hidralazina ou Metildopa.
  • Não se sabe se a losartana é excretada no leite humano. Devido ao potencial de efeitos adversos no lactente, o médico deve decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o tratamento, levando em conta a importância do medicamento para a mãe.

 

Fontes:

  1. Bula do profissional de Saúde. ARADOIS. Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. 12/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/

  2. Bula do profissional de Saúde. losartana potássica. Laboratório Globo S.A. 11/06/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/

  3. U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. LOSARTAN POTASSIUM. Granules Pharmaceuticals Inc. 05/12/2025. Available at https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search

  4. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2020.