Amilorida + Hidroclorotiazida
Nomes comerciais:
- Moduretic®, Ancloric®, Amilorid®
Apresentações:
- Comprimidos 2,5 mg/25 mg (amilorida/hidroclorotiazida), embalagens com 10, 15, 20, 30, 60, 90 (fracionável) e 500 (hospitalar) comprimidos: versões genéricas (EMS), Moduretic® 25/2,5
- Comprimidos 5 mg/50 mg (amilorida/hidroclorotiazida), embalagens com 10, 15, 20, 30, 60, 90 (fracionável) e 500 (hospitalar) comprimidos: versões genéricas (EMS), Moduretic® 50/5, Ancloric®, Amilorid®
Posologia:
- Adulto:
- Hipertensão: [1]
- Dose usual: 1 comprimido 5mg/50mg uma vez ao dia ou em doses fracionadas
- Alguns pacientes podem necessitar de apenas 1 comprimido 2,5mg/25mg ao dia (equivalente a meio comprimido 5mg/50mg)
- Edema de origem cardíaca: [1]
- Dose inicial: 1 comprimido 5mg/50mg ao dia
- Pode ser aumentada se necessário, porém não deve exceder 2 comprimidos 5mg/50mg ao dia
- A posologia ideal é determinada pela resposta diurética e pelo nível sérico de potássio
- Após diurese inicial estabelecida, reduzir para a menor dose de manutenção efetiva; pode-se adotar esquema intermitente
- Cirrose hepática com ascite e edema: [1]
- Dose inicial: 1 comprimido 5mg/50mg uma vez ao dia
- Aumentar gradualmente até que haja diurese efetiva; não exceder 2 comprimidos 5mg/50mg ao dia
- A dose de manutenção pode ser inferior à necessária para iniciar a diurese; quando o peso do paciente estiver estabilizado, reduzir a dose diária progressivamente. A perda de peso gradual é especialmente desejável em pacientes com cirrose, para minimizar reações adversas relacionadas ao tratamento diurético
- Hipertensão: [1]
- Pediátrico: [1]
- O uso do cloridrato de amilorida em crianças não foi pesquisado; a combinação não é recomendada para esse grupo etário
- Administração: [1]
- Administrar por via oral, em forma de comprimidos
- As bulas consultadas não dispõem de orientações específicas sobre dose esquecida
Ajuste para Insuficiência Renal:
- Adulto:
- Contraindicado em: insuficiência renal, anúria, insuficiência renal aguda, doença renal grave progressiva e nefropatia diabética [1]
- Os diuréticos tiazídicos são ineficazes quando o ClCr (depuração de creatinina) é inferior a 30 mL/min [1]
- Pacientes com ureia sérica acima de 30 mg/100 mL, creatinina sérica acima de 1,5 mg/100 mL, ureia no sangue total acima de 60 mg/100 mL ou com diabetes melittus não devem receber o medicamento sem monitorização cuidadosa e frequente dos eletrólitos séricos e da ureia [1]
- A retenção de potássio decorrente da insuficiência renal é intensificada pelo componente anticaliurético (amilorida) e pode resultar no desenvolvimento rápido de hipercalemia; se ocorrer oligúria ou azotemia durante o tratamento, o diurético deve ser suspenso [1]
- Pediátrico:
- Uso não estabelecido; o medicamento não é recomendado para esse grupo etário [1]
Ajuste para Insuficiência Hepática:
- Adulto:
- A amilorida não é metabolizada pelo fígado; seu acúmulo não é esperado em disfunção hepática isolada. Entretanto, pode haver acúmulo caso a síndrome hepatorrenal se desenvolva [2]
- As tiazidas devem ser utilizadas com cautela em pacientes com insuficiência hepática ou doença hepática progressiva, pois pequenas alterações no balanço hidroeletrolítico podem precipitar o coma hepático [1][2]
- O risco de hipocalemia é maior em pacientes com cirrose hepática [3]
- Em doença hepática grave, foram relatados encefalopatia hepática (manifestada por tremores, confusão e coma) e aumento da icterícia em associação ao uso de diuréticos incluindo amilorida e HCTZ [2]
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre ajuste posológico para insuficiência hepática
- Pediátrico:
- Uso não estabelecido; o medicamento não é recomendado para esse grupo etário [1]
Classe:
- Diurético combinado: poupador de potássio (amilorida) associado a diurético tiazídico (hidroclorotiazida)
- Anti-hipertensivo
Farmacologia:
-
Mecanismo de ação:
- Amilorida: inibe a reabsorção de sódio no túbulo contornado distal, túbulo coletor cortical e ducto coletor, reduzindo o potencial eletronegativo líquido do lúmen tubular e, consequentemente, diminuindo a secreção e a excreção de potássio e hidrogênio (efeito poupador de potássio). Não é antagonista da aldosterona; seus efeitos ocorrem mesmo na ausência de aldosterona. Possui fraca atividade natriurética, diurética e anti-hipertensiva. O risco de hipercalemia clinicamente significativa é menor com doses de amilorida abaixo de 20 mg/dia; na formulação combinada disponível no Brasil, a dose máxima de amilorida é de 10 mg/dia (2 comprimidos 5mg/50mg) [1][2]
- Hidroclorotiazida (HCTZ): atua sobre os mecanismos tubulares renais de reabsorção eletrolítica, aumentando a excreção de sódio e cloreto em quantidades aproximadamente equivalentes. O mecanismo do efeito anti-hipertensivo não é completamente elucidado. A HCTZ normalmente não causa mudanças clinicamente importantes na pressão arterial normal [1]
- Combinação: os efeitos dos dois componentes são parcialmente aditivos; o componente amilorida reduz a excreção urinária de magnésio induzida pela HCTZ, e minimiza a perda excessiva de potássio e bicarbonato, diminuindo a chance de desequilíbrio ácido-base [1]
-
Farmacocinética da amilorida: [1][2]
- Início de ação: ~2 horas após administração oral
- Pico de efeito sobre os eletrólitos: 6 a 10 horas
- Duração: ~24 horas
- Pico plasmático: 3 a 4 horas
- Meia-vida plasmática: 6 a 9 horas
- Não é metabolizada pelo fígado; excretada inalterada pelos rins (~50% na urina e ~40% nas fezes em 72 horas)
-
Farmacocinética da HCTZ: [1][2][3]
- Início da diurese: ~2 horas
- Pico: ~4 horas
- Duração: 6 a 12 horas
- Meia-vida plasmática: 5,6 a 14,8 horas [1][2]; 6 a 15 horas [3]
- Não é metabolizada; excretada inalterada pelos rins (≥61% em 24 horas)
- Atravessa a barreira placentária; não atravessa a barreira hematoencefálica; excretada no leite materno
-
Combinação: [1]
- Início de ação diurética: ~2 horas
- Efeitos diuréticos e natriuréticos máximos em torno da 4ª hora; atividade detectável por ~24 horas; ação diurética efetiva persiste por ~12 horas
- Ação conservadora de potássio detectável nas primeiras 2 horas, com pico entre a 6ª e 10ª hora e ação efetiva por pelo menos 12 horas
Tipo de Receita:
- Tarja vermelha: venda sob prescrição médica (receituário simples), para todas as apresentações disponíveis no Brasil
Indicações:
- Adulto: [1]
- Hipertensão arterial, isoladamente ou como adjuvante a outros anti-hipertensivos
- Edema de origem cardíaca
- Cirrose hepática com ascite e edema
- O medicamento é indicado especialmente para pacientes nos quais há suspeita ou previsão de depleção de potássio, e naqueles em que o efeito conservador de potássio é clinicamente importante (por exemplo: pacientes em uso de digitálicos ou com risco de hipocalemia durante terapia diurética prolongada) [1][2]
- Pediátrico: [1]
- Não recomendado (uso não pesquisado em crianças)
Contraindicações:
- Hipercalemia (potássio sérico > 5,5 mEq/L) [1][2]
- Suplementação de potássio (medicamentosa ou dietética) ou uso concomitante de outras terapias anticaliuréticas (espironolactona, triantereno, entre outros), exceto em casos graves ou refratários de hipocalemia com monitorização rigorosa do potássio sérico [1][2]
- Insuficiência renal, anúria, insuficiência renal aguda, doença renal grave progressiva e nefropatia diabética [1][2]
- Hipersensibilidade a qualquer componente do produto ou a outros medicamentos derivados de sulfonamida [1][2]
- Distúrbio hepático grave [3]
- Distúrbio grave do equilíbrio de eletrólitos [3]
- Icterícia em crianças [3]
- Síndrome de má-absorção de glicose-galactose [3]
- Histórico de síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) após uso de HCTZ ou outro diurético tiazídico [3]
Efeitos Adversos:
-
Comuns (≥1/100 a <1/10): [1]
- Anorexia
- Tontura, cefaleia
- Arritmia
- Dispneia
- Náusea, diarreia, dor abdominal
- Prurido, erupções cutâneas
- Dor nas pernas
- Fadiga, fraqueza
-
Incomuns (≥1/1.000 a <1/100): [1]
- Desidratação, desequilíbrio eletrolítico, gota, hiponatremia (incluindo forma sintomática)
- Depressão, confusão mental, nervosismo
- Gosto ruim, parestesia
- Distúrbios visuais
- Angina pectoris, taquicardia
- Hipotensão ortostática
- Congestão nasal
- Empachamento, vômito, constipação, flatulência, soluços
- Dorsalgia, artralgia, cãibras
- Disúria, incontinência, noctúria
- Impotência
- Dor torácica, sede
-
Raros (≥1/10.000 a <1/1.000): [1]
- Estupor, síncope
- Rubor facial
- Hemorragia gastrointestinal
- Disfunção renal (incluindo insuficiência renal)
-
Frequência não conhecida (dados insuficientes para estimativa): [1]
- Reação anafilática
- Alterações de apetite
- Sonolência, insônia
- Vertigem
- Diaforese
- Mal-estar
- Elevação do potássio sérico (>5,5 mEq/L): risco de ~1 a 2% em pacientes sem insuficiência renal ou diabetes; risco superior nesses grupos [2]
- Toxicidade digitálica
-
Reações atribuídas ao componente amilorida isoladamente: [1]
- Anemia aplástica, neutropenia
- Diminuição da libido
- Encefalopatia, sonolência, tremores
- Zumbido
- Palpitação; há relato de bloqueio cardíaco completo em paciente com bloqueio parcial prévio
- Tosse
- Ativação de úlcera péptica provavelmente preexistente, boca seca, dispepsia
- Icterícia
- Alopecia
- Dor em pescoço/ombro, dor nas extremidades
- Espasmo de bexiga, poliúria, frequência urinária
- Função hepática anormal, aumento da pressão intraocular
-
Reações atribuídas ao componente hidroclorotiazida isoladamente: [1][3]
- Sialadenite [1]
- Agranulocitose, anemia aplástica, anemia hemolítica, leucopenia, púrpura, trombocitopenia [1]
- Hiperglicemia, hiperuricemia, hipocalemia [1]
- Inquietação [1]
- Turvação transitória da visão, xantopsia [1]; derrame coroidal, glaucoma agudo de ângulo fechado, miopia aguda [3]
- Angeíte necrotizante (vasculite cutânea) [1]
- Distúrbios respiratórios incluindo pneumonite e edema pulmonar [1]; síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) [3]: casos graves foram relatados com desenvolvimento em minutos a horas após a ingesta, com dispneia, febre, deterioração pulmonar e hipotensão; suspender o medicamento imediatamente diante de suspeita diagnóstica
- Cólica, irritação gástrica, pancreatite [1]
- Icterícia colestática intra-hepática [1]; colecistite [3]
- Fotossensibilidade, necrólise epidérmica tóxica, urticária [1]
- Glicosúria [1]
- Nefrite intersticial [1]
- Febre [1]
- Bradicardia [3]
- Câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas): risco cumulativo dose-dependente identificado em estudos epidemiológicos com o uso de HCTZ; recomenda-se proteção solar e rastreamento dermatológico regular [2][3]
Interações Medicamentosas:
-
Risco de hipercalemia: [1][2]
- Inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina), antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARAs), ciclosporina e tacrolimo: risco aumentado de hipercalemia pelo componente amilorida; quando o uso concomitante for necessário, monitorar frequentemente o potássio sérico; descontinuar o diurético 2 a 3 dias antes de iniciar um inibidor da ECA para reduzir a possibilidade de hipotensão de primeira dose [1]
- AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais), incluindo inibidores seletivos da COX-2: podem reduzir os efeitos diurético, natriurético e anti-hipertensivo; a coadministração de AINEs com amilorida pode causar hipercalemia e insuficiência renal, particularmente em idosos; a função renal e o potássio sérico devem ser monitorados cuidadosamente [1]
-
Hipotensão ortostática: [1][3]
- Álcool, barbitúricos e narcóticos: potencialização da hipotensão ortostática
-
Alterações no metabolismo da glicose: [1]
- Antidiabéticos orais e insulina: ajuste posológico pode ser necessário
- Metformina: usar com precaução pelo risco de acidose lática associada a possível insuficiência renal funcional induzida pela HCTZ [3]
- Betabloqueadores e diazóxido: aumento do risco de hiperglicemia [3]
-
Hipocalemia e risco de arritmias: [1][3]
- Glicosídeos digitálicos: a hipocalemia induzida pelas tiazidas pode aumentar a toxicidade dos digitálicos (aumento da irritabilidade ventricular) [1][3]
- Antiarrítmicos classe Ia (quinidina, hidroquinidina, disopiramida) e classe III (amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida), bem como alguns antipsicóticos (tioridazina, clorpromazina, haloperidol, pimozida, droperidol, sulpirida, entre outros): risco de torsades de pointes; recomenda-se monitorização periódica do potássio sérico e ECG [3]
- Corticosteroides e ACTH: intensificação da depleção eletrolítica, particularmente hipocalemia [1][3]
- Anfotericina B parenteral e laxantes estimulantes: intensificação do desequilíbrio eletrolítico [3]
-
Absorção reduzida da HCTZ: [1]
- Colestiramina e colestipol (resinas de troca aniônica): reduzem a absorção da HCTZ em até 85% e 43%, respectivamente; administrar com intervalo adequado
-
Toxicidade do lítio: [1]
- Lítio: os diuréticos reduzem a depuração renal do lítio, aumentando o risco de toxicidade; uso concomitante não recomendado
-
Outras interações relevantes: [1][3]
- Aminas vasoativas (norepinefrina, adrenalina): possível diminuição da resposta pressora, porém não suficiente para contraindicar o uso [1]
- Relaxantes musculares não despolarizantes (tubocurarina): possível resposta exacerbada ao relaxante muscular [1]
- Ciclosporina: risco aumentado de hiperuricemia e complicações de gota [3]
- Carbamazepina: risco de hiponatremia sintomática; monitorização dos eletrólitos necessária [3]
- Anticoagulantes orais: as tiazidas podem antagonizar o efeito anticoagulante [3]
- Sais de cálcio: as tiazidas podem aumentar os níveis séricos de cálcio; monitorização necessária se houver suplementação concomitante [3]
- Amantadina: risco aumentado de efeitos indesejáveis da amantadina [3]
- Agentes citotóxicos (ciclofosfamida, metotrexato): as tiazidas podem reduzir a excreção renal, potencializando seus efeitos mielossupressores [3]
- Agentes anticolinérgicos: aumento da biodisponibilidade das tiazidas por redução da motilidade gastrointestinal [3]
- Meios de contraste iodados: em pacientes desidratados pelo uso de diuréticos, há risco aumentado de insuficiência renal aguda, especialmente com altas doses do contraste [3]
Gestação:
- ANVISA:
- Categoria B [1]
- O uso rotineiro de diuréticos por gestantes saudáveis, com ou sem edema leve, não é recomendado, pois expõe a mãe e o feto a riscos desnecessários; os diuréticos não previnem o desenvolvimento de toxemia gravídica e não há evidência satisfatória de que sejam úteis no seu tratamento [1]
- As tiazidas cruzam a barreira placentária e aparecem no sangue do cordão umbilical; para administrar o medicamento a gestantes ou mulheres com suspeita de gravidez, os benefícios devem superar os riscos potenciais para o feto, que incluem icterícia fetal ou neonatal, trombocitopenia e possivelmente outras reações adversas [1]
- Não deve ser utilizado no tratamento de edema gestacional, hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, pelo risco de redução do volume plasmático e hipoperfusão placentária, sem efeito benéfico comprovado no curso dessas condições [3]
- Há experiência limitada com a HCTZ durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre [3]
- Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica [1]
- FDA: [2]
- Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas para a combinação amilorida + HCTZ
- Estudos de teratogenicidade com a combinação em coelhos e camundongos, com doses de até 25 vezes a dose máxima humana, não revelaram evidências de dano fetal
- A amilorida atravessa a placenta em quantidades modestas; em ratos, sinais de toxicidade em filhotes foram observados com doses de 5 ou mais vezes a dose máxima humana
- A HCTZ atravessa a barreira placentária; existe risco de icterícia fetal/neonatal, trombocitopenia e possivelmente outras reações adversas
- O medicamento deve ser utilizado durante a gravidez apenas quando claramente necessário
Lactação:
- ANVISA:
- As tiazidas aparecem no leite materno; se o uso do medicamento for considerado essencial, a paciente deve interromper a amamentação [1]
- A HCTZ é excretada no leite materno em pequena quantidade; altas doses causando diurese intensa podem interromper a produção de leite [3]
- O uso durante a amamentação não é recomendado; caso seja necessário, reduzir a dose ao mínimo possível [3]
- Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano [3]
- FDA: [2]
- A amilorida é excretada no leite de ratas em concentrações superiores às encontradas no sangue; não se sabe se é excretada no leite humano
- A HCTZ aparece no leite materno
- Deve-se avaliar a relação risco-benefício e decidir entre suspender a amamentação ou interromper o medicamento, levando em consideração a importância do tratamento para a mãe
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral:
- As bulas consultadas não dispõem de orientações específicas sobre esse tópico
- De acordo com o Guia Farmacêutico do Hospital São Camilo (São Paulo), a administração da combinação amilorida 5 mg + hidroclorotiazida 50 mg por via enteral é considerada possível [4]
- Método recomendado: triturar o comprimido, diluir em 15 mL de água mineral e administrar imediatamente após o preparo [4]
Fontes:
[1] Bula do Profissional de Saúde. Cloridrato de amilorida + hidroclorotiazida (medicamento genérico). EMS S/A. Aprovada em 20/08/2018. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[2] U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. Amiloride Hydrochloride and Hydrochlorothiazide Tablets, USP. Revised: 12/2022. Available at: https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search
[3] Bula do Profissional de Saúde. Clorana® (hidroclorotiazida). Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Aprovada em 02/12/2024. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[4] Hospital São Camilo (São Paulo). Guia Farmacêutico: Via Enteral. Atualizado em outubro de 2025. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/preparoeadministracaodemedicamentos/via-enteral/


