Dexclorfeniramina + betametasona
Nomes comerciais:
- Celestamine®, Celerg®, Koide D®, Celabet®, Celestrat®, Celergin®
Apresentações:
- Comprimido 2 mg + 0,25 mg: Embalagens de 15 e 20 unidades (Celestamine®, Celerg®)
- Xarope 0,4 mg/mL + 0,05 mg/mL (equivalente a 2 mg + 0,25 mg por 5 mL): Embalagem de 1 frasco de 120 mL + copo dosador (uso domiciliar); embalagens hospitalares de 25 ou 50 frascos de 120 mL + copo dosador (Celestamine®, Celerg®)
- Solução oral (gotas) 2 mg/mL + 0,25 mg/mL: Frasco de 20 mL (Celestamine® gotas)
Posologia:
- Adultos e crianças acima de 12 anos:
- Comprimido: 1 a 2 comprimidos, 3 a 4 vezes ao dia; dose máxima diária de 8 comprimidos, dividida em 4 tomadas [1]
- Xarope: 5 a 10 mL, 3 a 4 vezes ao dia; dose máxima diária de 40 mL, dividida em 4 tomadas [2]
- Pediátrico de 6 a 12 anos:
- Comprimido: Dose máxima diária de 4 comprimidos, dividida em 4 tomadas. A bula não especifica dose por tomada para esta faixa etária [1]
- Xarope: 2,5 mL, 3 a 4 vezes ao dia; dose máxima diária de 20 mL, dividida em 4 tomadas [2]
- Pediátrico de 2 a 6 anos:
- Xarope: 1,25 a 2,5 mL, 3 vezes ao dia; dose máxima diária de 10 mL, dividida em 4 tomadas. O comprimido é contraindicado nesta faixa etária [2]
- Administração: [1][2]
- Uso exclusivamente oral
- Os comprimidos não devem ser partidos ou mastigados [1]
- A dose deve ser individualizada e ajustada conforme a condição tratada e a resposta clínica obtida
- Em crianças pequenas, a dose deve ser ajustada pela gravidade da doença, e não pela idade ou peso
- Se uma dose diária adicional for necessária, deve ser administrada preferencialmente ao deitar
- Com a melhora clínica, a dose deve ser reduzida gradualmente até a dose mínima de manutenção e, quando possível, descontinuada. No caso de alergia respiratória, uma vez controlados os sintomas, deve-se considerar a retirada progressiva da associação e a manutenção apenas com anti-histamínico isolado
- Dose esquecida: As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre esse tópico
Ajuste para Insuficiência Renal:
- Adulto e pediátrico:
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas de ajuste posológico para insuficiência renal. A bula menciona, nas advertências e precauções, que os corticosteroides devem ser utilizados com cautela em pacientes com insuficiência renal [1][2]
Ajuste para Insuficiência Hepática:
- Adulto e pediátrico:
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas de ajuste posológico para insuficiência hepática. A bula adverte que os efeitos dos corticosteroides são aumentados em pacientes com cirrose hepática, devendo-se adotar cautela nesses casos [1][2]
Classe:
- Associação de corticosteroide sistêmico (betametasona) com anti-histamínico de primeira geração (maleato de dexclorfeniramina) [1][2]
Farmacologia:
- Mecanismo de ação: [1][2]
- Betametasona: Derivado sintético da prednisolona; possui potente ação anti-inflamatória e antialérgica. Apresenta baixa incidência de efeitos adversos típicos dos corticosteroides, como retenção de sódio e água e hipocalemia, mesmo em doses terapêuticas habituais
- Maleato de dexclorfeniramina: Anti-histamínico sintético de primeira geração; antagoniza os efeitos da histamina no organismo, sendo clinicamente útil na prevenção e alívio de manifestações alérgicas
- A associação dos dois fármacos exerce efeito sinérgico, permitindo a utilização de doses menores de corticosteroide com eficácia semelhante à de doses mais elevadas do corticoide empregado isoladamente
- Duração do efeito anti-histamínico: A dexclorfeniramina possui mecanismo de liberação lenta, com efeito anti-histamínico de aproximadamente 12 horas [1][2]
- Dados farmacocinéticos detalhados (ex.: meia-vida, volume de distribuição, Tmax, biodisponibilidade): as fontes consultadas não dispõem dessas informações [1][2]
Tipo de Receita:
- Receituário comum (receita branca simples) com retenção pelo estabelecimento farmacêutico; válido para todas as apresentações disponíveis no Brasil [3]
Indicações:
- Tratamento adjuvante de doenças alérgicas do aparelho respiratório: [1][2]
- Asma brônquica grave
- Rinite alérgica
- Afecções alérgicas cutâneas: [1][2]
- Dermatite atópica
- Dermatite de contato
- Reações medicamentosas
- Doença do soro
- Afecções alérgicas inflamatórias oculares: [1][2]
- Ceratites
- Irite não granulomatosa
- Coriorretinite
- Iridociclite
- Coroidite
- Conjuntivite
- Uveíte
- Nessas afecções oculares, o medicamento inibe as fases exsudativa e inflamatória, contribuindo para preservar a integridade funcional do globo ocular enquanto o tratamento etiológico específico é instituído
Contraindicações:
- Infecção sistêmica por fungos [1][2]
- Prematuros e recém-nascidos [1][2]
- Uso concomitante de inibidores da MAO (monoaminoxidase) [1][2]
- Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula ou a fármacos de estrutura química similar [1][2]
- Comprimido: Menores de 12 anos [1]
- Xarope e solução gotas: Menores de 2 anos [2]
- Xarope: Portadores de síndrome de má absorção de glicose-galactose ou de insuficiência de sacarose-isomaltase [2]
- Comprimido: Portadores de síndrome de má absorção de glicose-galactose (contém lactose abaixo de 0,25 g/comprimido) [1]
Efeitos Adversos:
- Comuns (entre 1% e 10% dos pacientes): [1][2]
- Betametasona: Alterações gastrintestinais, musculoesqueléticas, eletrolíticas, dermatológicas, neurológicas, endócrinas, oftálmicas, metabólicas e psiquiátricas (a bula não detalha cada evento individualmente)
- Maleato de dexclorfeniramina: Semelhantes às relatadas com outros anti-histamínicos; sonolência leve a moderada é o efeito adverso mais frequente
- Gerais: Urticária, exantema cutâneo, choque anafilático, fotossensibilidade, transpiração excessiva, calafrios, secura de boca, nariz e garganta
- Raros (entre 0,01% e 0,1% dos pacientes): [1][2]
- Maleato de dexclorfeniramina: Reações cardiovasculares, hematológicas, neurológicas, gastrintestinais, geniturinárias e respiratórias
Interações Medicamentosas:
- Betametasona: [1][2]
- Fenobarbital, fenitoína e efedrina: Aumentam o metabolismo dos corticosteroides, podendo reduzir sua eficácia terapêutica
- Estrogênios: Uso concomitante exige vigilância para efeitos adversos
- Anticoagulantes cumarínicos (ex.: varfarina): O efeito anticoagulante pode ser aumentado ou diminuído; pode ser necessário ajuste de dose
- Diuréticos depletores de potássio: Risco aumentado de hipocalemia
- Glicosídeos cardíacos (ex.: digoxina): Risco aumentado de arritmias ou toxicidade digitálica por hipocalemia
- Anfotericina B: Potencializa a depleção de potássio; monitorar eletrólitos
- AINEs e álcool: Risco aumentado de ulceração gastrintestinal
- Salicilatos: Corticosteroides podem reduzir os níveis séricos de salicilatos; cautela ao associar ácido acetilsalicílico na hipoprotrombinemia
- Hipoglicemiantes orais e insulina: Pode ser necessário ajuste de dose em pacientes diabéticos
- Somatotropina: Uso concomitante de glicocorticoides pode inibir a resposta ao hormônio de crescimento
- Maleato de dexclorfeniramina: [1][2]
- IMAOs: Prolongam e intensificam os efeitos anti-histamínicos; hipotensão grave pode ocorrer. Uso concomitante contraindicado
- Álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores do SNC (Sistema Nervoso Central): Potencializam o efeito sedativo da dexclorfeniramina
- Anticoagulantes orais: Anti-histamínicos podem reduzir a eficácia anticoagulante
- Interação medicamento-exame laboratorial: [1][2]
- Corticosteroides podem afetar o teste nitroblue tetrazolium para infecção bacteriana, produzindo resultados falso-negativos
Gestação:
- Anvisa: [1][2]
- Categoria de risco C: Não foram realizados estudos em animais nem em mulheres grávidas, ou os estudos em animais revelaram risco sem estudos disponíveis em mulheres grávidas
- Crianças nascidas de mães que receberam doses elevadas de corticosteroides durante a gestação devem ser monitoradas para insuficiência adrenocortical e avaliadas quanto à possibilidade de catarata congênita
- Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
Lactação:
- Anvisa:
- Comprimido: Uso criterioso durante o aleitamento materno ou doação de leite humano; a decisão deve ser baseada na avaliação e acompanhamento médico [1]
- Xarope: Uso contraindicado durante o aleitamento materno ou doação de leite humano; o medicamento é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no lactente. Alternativas terapêuticas ou de alimentação do bebê devem ser consideradas [2]
- Nota: há divergência entre as bulas do comprimido e do xarope quanto ao uso durante a lactação. A bula do xarope apresenta linguagem mais restritiva, contraindicando formalmente o uso nesse período
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral:
- As bulas disponibilizadas não contêm orientações específicas sobre administração por sonda nasogástrica ou nasoenteral [1][2]. Fontes técnicas consultadas também não dispõem de orientações específicas e validadas para esse uso com esta associação medicamentosa. De modo geral, na prática clínica, quando necessária a administração por sonda, a forma líquida (xarope) seria a mais adequada, devendo-se considerar os excipientes presentes (sorbitol, sacarose, propilenoglicol) e a osmolalidade da formulação, que podem aumentar o risco de diarreia osmótica em pacientes em uso de nutrição enteral. Recomenda-se consultar o farmacêutico clínico para avaliação individualizada antes de optar por esta via.
Fontes:
[1] Bula do Profissional de Saúde. Celerg® comprimido (maleato de dexclorfeniramina + betametasona). Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. Aprovada em 09/12/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[2] Bula do Profissional de Saúde. Celerg® xarope (maleato de dexclorfeniramina + betametasona). Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. Aprovada em 18/12/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[3] Consulta Remédios. Maleato de Dexclorfeniramina + Betametasona. Disponível em: https://consultaremedios.com.br/maleato-de-dexclorfeniramina-betametasona/pa. Acesso em: mai. 2026.


